Rising Sun Cap 15 Lobo X Tigre


15 Lobo x Tigre

– Jake, vá com calma. – Sussurrei, de modo que só ele escutasse. Todos os seus dentes – brancos e afiados como adagas – estavam à mostra, e um grunhido ameaçador irrompia de seu enorme peito castanho avermelhado. O lobo se abaixou – em posição de ataque – e todos os nervos e músculos de seu enorme corpo tremeram de expectativa. Os grandes olhos castanhos não exitavam nem um milímetro de seu alvo, qualquer movimento bastaria para o sangue jorrar. Eu estava num misto de receio e fúria, de expectativa e exitação. Todos os meus sentidos em alerta máximo. Mirei aqueles olhos vermelhos – que passavam de mim para o lobo ao meu lado a cada segundo. Félix manteve a expressão de escárnio, mas eu podia sentir a tensão da luta emanando dele. A outra – uma vampira alta de cabelos cor de mogno, extremamente linda, extremamente hostil – fixava meu rosto com uma curiosa superioridade, como se eu a tivesse insultado apenas por estar parada alí. Ela estava dois passos atrás de Félix, recostada num tronco de modo que seu rosto – lindo e arrogante – ficou parcialmente coberto pelas sombras. Eu podia vê-la, e sabia que aquele rosto não me era totalmente desconhecido. Mas aquela não era uma boa hora para pensar mais a respeito. Tentei ganhar mais tempo.
– Félix, não é? Eu me lembro de você. – Ele sorriu ainda mais desdenhosamente, mas manteve os olhos em Jacob, que o mirava com um ódio dilacerante.
– Você cresceu. A última vez que eu te ví você estava agarrada ao pescoço de sua mãe. E por falar nisso, como ela está? Fiquei tão desapontado ao vê-la imortal. Sabe, ela cheirava maravilhosamente bem. – Félix arriscou uma olhada para mim, verificando o quanto estava se sainda bem na tentativa de me provocar. Mantive minha expressão calma e gentil, o que me fez lembrar Carlisle e o quanto sua calma inabalável me irritava profundamente às vezes. Se eu morresse essa noite, eu morreria com classe.
– A última vez que ví você, que por um acaso também foi a primeira, você estava voltando para casa bem desapontado, mas certamente não mais que seu chefe. E por falar nisso, como vai Aro? – Devolvi, o mais inocentemente que pude. Félix sorriu, e se virou para sua companheira. Jacob se reposicionou em seu lugar, eu esperei, observando.
– Heidi, ela não é uma graça? Quase me lembra a Jane, bem, um pouco mais bem humorada. – Félix agora me analizava atentamente. A mulher – Heidi, eu finalmente tinha me lembrado dela – mantinha-se em sua posição superior e desdenhosa, seu nariz perfeito e anguloso se torcia numa expressão de nojo, e ela olhava Jacob com desdén.
– Diga-me garotinha…
– Nessie. – Cortei-o com asperesa. Ele me encarou surpreso e devolveu um sorriso forçadamente gentil.
– Nessie. Que seja. Diga-me, o que faz tão longe de casa, e em tal compania. – Ele gesticulou com a cabeça em direção a Jacob, sem desviar o olhar de mim.
– Diga-me você Félix. Você está ainda mais longe de casa do que eu. – Um silêncio cheio de significados inundou a noite. Todos se encaravam e estudavam, imersos em seus próprios planos – de ataque e de defesa. Félix riu, coçou suavemente o queixo e deu mais um passo para frente. Jacob rosnou e avançou também, sempre me deixando em suas costas. O balé da morte continuou, sutil e ofensivo. Ambas as partes atentas a menor distração de seu oponente. Lembrei de Jasper e de suas histórias de guerra, tantas vezes contadas longe dos olhares censuradores de meus pais. Como eu gostaria de ter sua habilidade em matar, mas meu tempo estava se esgotando, e Jasper estava longe demais no momento.
– Mais olha pra você hein. – Félix continuou, tentando penetrar minha sobriedade e paciência. – Você realmente cresceu depressa. Pensávamos que você fosse se tornar uma aberraçãozinha faminta por sangue, mas você até parece ser civilizada. Mas com certesa herdou a esquizitisse da família. Andando com raças inferiores e se alimentando de animais. – Félix estava perdendo a paciência, tentando de todas as maneiras nos tirar do sério. Suas apelações me deixaram ainda mais fria diante de seus escárnios. E Jacob continuava focado, ignorando – ou fingindo ignorar – seus insultos.
– Acho que não Félix. – Heidi falou, sobressautando todos. Sua voz melodiosa, clara e sem emoção, ressonou em meus ouvidos como um sino. Félix olhou-a surpreso e sorriu.
– Como é Heidi? – Perguntou ele confuso.
– A garota não parece gostar muito do cardápio da família. – Félix me encarou. – Olhe para ela Félix, os olhos. – Heidi perscrutava meu rosto avidamente. Ela deu um passo para frente, emergindo das sombras seu rosto deslumbrantemente arrogante.
– Ora ora, e não é que temos uma rebelde aqui Heidi. – Félix riu, surpreso por minha condição. Uma pontada de raiva pinicou em minha garganta, mas eu mantive minha civilidade. Pensei nas opções que eu tinha. A luta era iminente, não havia como remediar, e eu precisava sobreviver, manter Jacob a salvo, levá-lo de volta pra seu pai quando tudo isso terminasse – se é que eu chegaria a ver o fim. Tentei afastar o pessimismo de minha mente. O que eu poderia fazer? Tentar eliminar uma vampira mais forte e mais velha que eu, enquanto Jacob cuidava do outro? Sim, era nossa única chance, tería que ser assim. Observei melhor minha oponente. Ela não parecia ser uma guerreira, parecia ser aquele tipo de distração que um contigente ofensivo utiliza, uma isca – irresistivelmente atraente. Se eu estivesse certa, nós duas estaríamos no mesmo patamar, por quê eu era igualmente inepta à luta. Bem, eu teria que aprender na prática, e descobrir um ponto fraco nela, por onde eu poderia vencê-la. O minuto de silêncio observador que se passou tornou a encher a atmosfera de tensão. Eu precisava ganhar mais tempo.
– Não se engane Félix. Eu sou uma Cullen, você já conhece o erro de nos subestimar. – Sorri para ele, deixando em meu rosto uma expressão angelical. Heidi riu, e isso novamente sobressaltou a todos. Seu escárnio era ainda mais arrogante que o de Félix.
– Você é igualsinha a sua mãe. Pensa que pode se meter com coisas que você nem mesmo entende. – Havia uma pontada de raiva contida em sua voz, e sua expressão confirmava isso. Obviamente Heidi sentia um despeito colérico por nossa família. – O que você pensa que é afinal? Não é uma de nós, mas também não é humana. Você é uma aberração garota, é por isso que é a última de sua espécia nojenta. – Heidi parou, o ódio borbulhando em suas palavras, os olhos carmim brilhando desvairadamente.
– Cuidado Heidi. – Disse Félix baixinho, lançando-lhe um olhar de aviso. O quê ela queria dizer com a última de minha espécie? Não havia pelo menos mais três iguais a mim? Aqueles da América do sul que Alice trouxe para testemunhar a meu favor? O que houve com eles? Jacob parecia tão confuso quanto eu. Dei um passo para frente, de modo que fiquei ao lado da cabeça de Jacob. Félix fixou um olhar à Jacob, que mantinha-se à um salto de distância da garganta dos vampiros. Observei-o. Félix era grande, mas não parecia ser muito inteligente. Mesmo assim tinha algo nele que impressionava. Seus movimentos eram leves e brutos ao mesmo tempo, não tinha a sagacidade letal de Jacob, mas uma sutileza mais selvagem, como um tigre, que mesmo sendo gracioso em seus movimentos, ainda é rústico e hostil por natureza. Os dois se encaravam com ferocidade, deixando o espaço entre eles se tornar uma onda de choque. O silêncio novamente encheu a cena, era como nos filmes de terror – a cena de expectativa antes do ataque.
– Não Heidi. – Senti minha voz se expandir para fora de mim, e havia uma maturidade nela que não reconheci de imadiato. Era como se outra Renesmee estivesse falando por mim, meu lado mais maduro e hostil. – Eu entendo perfeitamente o que está acontecendo aqui. – Félix e Heidi me encararam com surpresa e curiosidade. – Aro mandou vocês atrás de nós não é? Mas isso não é uma missão de sequestro, vocês estão só vigiando. Digam-me, vocês já sabiam que eu não estava em casa, ou só descobriram agora? – As palavras saíam de minha boca com uma segurança e certesa que pareciam não fazer parte de mim. Era como se as coisas estivessem se encaixando em minha mente, esperando a hora de virem à tona. – Eu só me pergunto por quê Aro mandou vocês? Afinal, o rastreador real não costumava ser Demetri? Ele está muito ocupado? Não pode vir por quê recebeu ordens mais importantes? – Os rostos dos vampiros se contorciam a cada palavra, como se estas os atingissem como socos. Félix deixou escorregar todo o sarcasmo de suas feições, e Heidi parecia a ponto de estraçalhar minha garganta.
– Eu realmente não entendo por quê ele os quer tanto. Não são nada, não significam nada. – Heidi sibilava, completamente encolerizada.
– Heidi, contenha-se. – Félix alertou-a.
– Não importa Félix, eles vão morrer mesmo. E mortos não falam não é? – Heidi deu um passo em minha direção, e foi o que bastou para Jacob interferir com um rosnado tão bestial, que fez as árvores a nossa volta tremerem. Félix segurou seu braço, impedindo-a de prosseguir. Afastaram-se aguns passos para trás, observando os olhos letais de Jacob, postos sobre eles. Heidi contorcia-se nos braços de Félix, seus punhos e maxicilar trincados de ódio. Prestei o máximo de atenção nas palavras dela, algo me dizia que ela cometeria o erro que eu precisava, e eu não o desperdiçaria. Estava descontrolada, perdera o foco e estava atrapalhando a concentração de Félix. Eu estava certa, Heidi não era uma guerreira.
– É melhor controlar sua parceira Félix, não sei por quanto tempo posso manter os dentes de Jake longe do pescoço dela. – Eu provoquei, sabendo que quanto mais descontrolada ela estivesse, mais informações valiosas escapariam por sua boca. Deu certo, Heidi contorceu-se mais furiosamente nos braços de Félix, seus dentes estavam expostos e um rosnado gutural irrompia de sua garganta. Ela me mirava como se não houvesse nada além de nós duas. Pensei um minuto sobre isso. Não era fácil tirar vampiros do sério, nossa espécie era mais fria e calculista do que os voláteis lobisomens, e para um primeiro encontro, Heidi se mostrava muito recentida comigo, o que confirmava uma de minhas teorias. Aro ainda alimentava algum tipo de interesse em minha família, um interesse suficientemente grande para deixar Heidi com tamanho ciúmes. Pelo jeito o assunto principal em Volterra ainda era nossa pequena rebelião de sete anos atrás. Eu continuei meu jogo, mantendo o máximo de cautela e descrição ao lançar minhas provocações à Heidi, um passo em falso e Félix descobriria minhas intenções. Ele estava fazendo um péssimo trabalho em controlá-la, apesar de conseguir contê-la fisicamente, Félix não conseguia fazer Heidi parar de falar – ou rosnar.
– Solte-me Félix, deixe-me mostrar a ela o tratamento real que sua espécie nojenta têm recebido de nós. – Sibilou Heidi, um sorriso maligno brincando em seus lábios. Se ela estava falando sério, significava que Aro tinha colocado a guarda Volturi atrás dos mestiços – assim como eu. Significava que ele os estava caçando? Por quê? O que ele obteria com isso? Percebi um leve tremor no olhar de Jacob, ele estava na mesma linha de pensamento que eu.
– Ele a quer viva. – Rosnou Félix, e nessa hora eu fiz mais uma conexão em minha mente. Aro estava nos vigiando, assim como nós estávamos de olho em Volterra, mas seja lá o que ele estava pretendendo, eu tinha interferido saindo de casa. Porquê Aro nos queria juntos – todos nós – ele queria nos manter perto de suas vistas. Jacob certamente tinha feito a mesma conexão e ele não estava lidando com ela tão calmamente quanto eu. O modo como ele se posicionou me alertou de que a conversa tinha acabado. Félix percebeu na mesma hora que eu, a tempo de lançar Heidi para o lado e avançar direto para Jacob. Apesar do medo e do nervosismo em meu estômago, eu sabia que essa era a hora em que eu não poderia exitar – ou me preocupar com Jacob. Heidi bateu numa árvore, fazendo-a trincar no meio, ela lançou um olhar surpreso para Félix, que agora era apenas um borrão na escuridão da floresta, com Jacob em seus calcanhares. Eu olhei para ela a tempo de ver a chama de ódio dançar por tráz de suas pupilas carmim. Ela avançou. Heidi era muito impulsiva, deixava-se ler e interpretar muito facilmente. Era algo sutil, mas que eu definitivamente contava a meu favor. Eu antecipei seu ataque apenas por sua expressão, e me senti orgulhosa por ter sido capaz de antecipá-la e desviar tão rapidamente de seu ataque. Manti a calma, mesmo parecendo ser impossível de conter o turbilhão de adrenalina que jorrava em meu sanque. Félix e Jacob estavam à trinta metros atráz de nós, sob a sombras das árvores, e por mais que eu quisesse loucamente saber quem estava com a vantagem, eu não podia me dar ao luxo de desviar minha atenção de Heidi. Ela era inabilidosa em luta. Fazia muito barulho mas também bastante estrago. Era como tentar capturar uma onça brava. Ela avançava e avançava, esmurrava mais do que pensava, mais eu tinha que admitir que ela era enérgica e desviar e bloquear todas as suas investidas requeria muita força e rapidez de minha parte. Ela estava tentando me cansar, mas seus métodos eram falhos, e em resumo – para minha primeira luta – eu não estava me saindo muito mal. Era tudo muito rápido, muito intenso, uma luta como essa se parecia com um jogo, um movimento errado é o bastante, você mata ou você morre. Toda minha mente – todo meu corpo – estava centrado nesse pensamento, a ofensiva era minha, eu estava começando a entender o que eu deveria fazer e o que era inútil contra minha adversária. Consegui encuralar Heidi contra dois abetos, eu via uma chance de terminar aquilo e poder ajudar Jacob…
Foi como se o nome dele surgisse em meus pensamentos na mesma hora em que eu o ouvi ser arremessado contra as árvores, um uivo de dor irrompeu de seu peito ensaguentado e eu não fui capaz de me manter mais no controle. Eu corri, corri aqueles trinta metros que nos separavam com um desespero agonizante, não me importei em baixar a guarda para minha oponente, simplesmente me virei e corri em socorro à ele. Félix o segurava pela garganta e um segundo a mais teria bastado, um segundo e eu o teria perdido. Joguei meu corpo contra Félix, impelindo o máximo de força que eu consegui reunir, mas meu peso leve só o fez cambalear para tráz. Mas foi o bastante, bem, pelo menos o bastante para Jacob se desvencilhar de seu aperto de aço. Félix me segurou pela cintura, me erguendo do chão e logo eu senti seu braço apertar minha garganta. Ele ia me sufocar na frente de Jacob. O lobo tremia ao tentar se colocar em pé, eu percebi a pata dianteira quebrada e vários cortes sangrentos manchando seu pêlo. Heidi apareceu entre as árvores e sorriu diante de nossa morte iminente. Félix não iria respeitar as ordens de Aro, ele não nos deixaria vivos, secretamente desejei que Aro os punissem com algo muito doloroso. Eu calculei que tinha mais um minuto de ar, um minuto para olhar nos olhos escuros de Jacob e me despedir, um minuto para me despedir mentalmente de meus pais, de minha família. Eu esperava que esse minuto desse a Jacob a chance de se recuperar o bastante para lutar e se salvar, mas ele estava muito machucado e ainda seriam dois contra um. Deus, ele morreria por minha causa, eu não seria capaz de salvá-lo. A raiva queimou em mim, e era quase como se eu pudesse ver meu sangue esquentando, e isso pareceu trazer um último sopro de resistencia a mim, clareou minha mente por um momento – o último. Eu morreria com aquele ódio maciço por não ser capaz de salvar as pessoas que eu amo, salvá-lo tinha sido minha última falha. Eu queria tanto fazê-los pagar, imaginei Volterra em chamas, envolta numa fumaça tóxica e densa, a fumaça de seus restos sendo encinerados. A idéia era tão vívida, tão boa, que me fez sorrir, eu me senti leve. Demorou um minuto para que meu corpo percebesse que estava no chão, a mão de Félix não mais apertava meu pescoço, eu pisquei e olhei em volta. Félix e Heidi – parados um ao lado do outro me encaravam com os olhos arregalados. Ele poderiam muito bem se passar por estátuas se a respiração acelerada de ambos não os denunciassem. Então eu entendi, e era como se meu cérebro já soubesse de tudo antes de mim, como se as coisas estivessem lá o tempo todo, esperando que eu abrisse os olhos para elas. E como tudo na vida imortal, levava apenas um segundo entre pensar e fazer algo. Então eu nem pensei, pulei diretamente para a parte em que eu tentava a última coisa para nos salvar. Volterra, chamas, fogo por toda parte, Félix, Heidi, todos… Era difícil saber quem estava mais surpreso, eu ou eles, mas foi com uma surpresa esperançosa que observei os dois vampiros a minha frente perderem o foco de seus olhos, eles encaravam a floresta a nossa volta com desespero e espanto – dificilmente eu saberia dizer qual dos dois. Então eu gritei:
– Jake, agora. – Eu o ouvi se levantar e correr, dessa vez mais facilmente que em sua primeira tentativa, então eu mesmo corri, e era como se minha mente e meu corpo tivessem se separado, por que uma estava em Volterra, em meio ao fogo e a distruição de meus inimigos, e o outro estava correndo diretamente para o corpo desorientado de Heidi. Os segundos que se passaram a seguir pareceram durar dez anos, e mesmo assim, quando finalmente acabou, eu mesma não acreditava que eles realmente tivessem acontecido. Nós tinhamos conseguido, Félix e Heidi não voltariam daquela missão.

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3 opiniões sobre “Rising Sun Cap 15 Lobo X Tigre”

  1. Anônimo disse:

    Que livro lindo,quem foi que escreveu?
    É perfeito

  2. oh meu deus eu nao acredito pela primeira vez eu to tao chocada q meu estomago ta ate embrulhado eu n acredito q o felix morreu

  3. Vivian P. Freitas disse:

    Nossaaaaaa…. Que criativa, amei o poder de Renessme.

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