Rising Sun cap 33 A Torre


 

Cap 33 A Torre

 

A escuridão avançava conosco como um tapete negro cobrindo nossos passos. Eu sentia o ar cada vez mais frio passar por nós, como se espíritos flutuantes estivessem nos dando boas vindas. O cheiro de terra fresca e musgo ficava cada vez mais forte à medida que entrávamos dentro da terra. Eu estava me sentindo algum tipo de roedor, escavando a terra para encontrar o ar.

À minha frente, Willian e Alec mantinham um ritmo apressado, ignorando totalmente minha necessidade de respirar. Ninguém falava, ninguém movia-se além do necessário. Mãos e pés trabalhavam enquanto a mente permanecia imersa em vozes que não podiam ser ouvidas. A todo minuto alguém farejava, alguém pendia a cabeça em direções diversas, buscando os sons que nunca chegavam, os ecos que silenciavam cada vez mais.

Enquanto os seguia, eu pensava em Zafrina, nas coisas que ela havia me mostrado, nas poucas coisas que eu havia entendido. Se a imagem dele não me voltasse toda hora à mente, talvez eu pudesse me concentrar melhor nas entrelinhas daquelas visões incoerentes, se eu não pensasse tanto nele, talvez eu conseguisse me concentrar nas coisas que Alec estava fazendo por mim. Na verdade, isso estava me matando, e eu não fazia idéia de como dizer a Alec para desistir, por que eu mesma não queria desistir dele.

– E agora? Para onde Ness? – Perguntou Willian. Olhei sobressaltada para ele, e vi que ambos esperavam uma resposta minha. Diante de nós, uma bifurcação estreita apresentava-se com todos os mistérios que uma escolha pode trazer. Direita ou esquerda? Para onde agora Zafrina? Para onde agora Renesmee?

Alec e Willian encaravam-me impacientes, enquanto eu via crescer dentro de mim um desespero mudo. Pensei em quais eram minhas opções…

– Eu não sei, não conheço essa passagem, não conheço nada desse castelo, nunca estive em Volterra antes… Eu não… Faço idéia de onde estamos. – Confessei, sentindo minhas bochechas corarem.

– Pensei que tivesse um plano. Você parecia bem decidida quando socou a parede e nos mandou segui-la. – Disse Willian, uma decepção implícita escapando de suas palavras. Alec permanecia calado, mas a expressão no rosto dele alarmava-se cada vez mais. Eu não sabia o que dizer, eu simplesmente contava com as visões de Zafrina, mas nelas não haviam nenhuma indicação do caminho que eu deveria seguir. Algo estava faltando, nada fazia sentido…

– Eu só… – Tentei verbalizar alguma explicação, mas nada me vinha à mente. Suspirei, sentindo-me terrivelmente cansada.

– Precisamos nos apressar. – Disse Alec. Ele encarava a escuridão atrás de nós como se algo fosse sair dali a qualquer momento. Levei as mãos até minhas têmporas e apertei-as, eu esperava conseguir lembrar de algo que deixara escapar, algum detalhe, algum relance… Mas nada me veio à mente, nada além do usual.

– Eu não sei por que você achava que devíamos vir por aqui, eu só concordei por que pensei que você tivesse algum plano de última hora. – Argumentou Willian, segurando-me pelos ombros. – Mas Ness, não há nada além de Volterra no fim desse túnel. Nós não vamos estar a salvo bem no meio da cidade deles. – Willian acariciou meus ombros, consolando-me e afastou-se, perdido em seus próprios pensamentos.

Nessa hora, duas coisas aconteceram simultaneamente.

As palavras de Willian acenderam uma luz ofuscante em minha mente. Volterra. O meio da cidade deles. O centro. O ponto zero. O lugar que orgulhosamente recebe todos os anos visitantes de todos os lugares para celebração do dia de São Marcus. O santo homem que livrou a cidade da praga de vampiros, e que também emprestava o nome à catedral da cidade, uma torre construída no século dezoito cujo topo abriga o relógio que marca cada minuto da eternidade na cidade dos Volturi.

O relógio que Zafrina queria que eu visse. O relógio que dizia onde e quando eu deveria estar.

Naquele mesmo instante, enquanto minha mente mantinha suspenso no ar aquela concessão repentina, o barulho de passos emergiu da escuridão atrás de nós. Mais próximo do que esperávamos, mais próximo do que podíamos permitir, eles vinham diretamente para nós como o sopro gelado de uma nevasca.

– É Demetri. – Sibilou Alec para Willian enquanto puxava-me pelo pulso em direção a bifurcação, tomando o caminho à esquerda, Alec assumiu a dianteira com Willian em seus calcanhares. Eu não tive tempo de pensar sobre o que tinha acabado de concluir, e nem sabia como eu explicaria a eles o por que deveríamos ir para a igreja de Volterra, só sabia que Zafrina me queria lá, e sendo excesso de confiança ou não, eu estava inclinada a obedecer.

– Alec, espere. – Tentei fazê-lo ouvir. Ele olhou para mim de esguelha, afrouxou o aperto em meu pulso, mas não diminuiu o ritmo. – Eu preciso dizer uma coisa. – Resmunguei, enquanto era puxada para frente.

– Depois conversamos Ness, primeiro precisamos sair daqui. – Respondeu ele soturnamente, sem tirar os olhos do caminho obscuro que se estendia a nossa frente.

– Vocês não estão entendendo… – Insisti.

– Merda! Devem ser uns vinte pelo barulho que estão fazendo. – Resmungou Willian atrás de mim. De fato, o barulho tumultuoso que vinha dos túneis não era nada animador.

– Alec, me escute. Só me diga para que lado fica a igreja de Volterra. – Eu pressionei, olhando o rosto compenetrado dele e esperando que ele me desse ouvidos antes de tomar o caminho errado.

– É, talvez essa seja uma boa hora para rezar Ness, por que nós estamos muito ferrados. – Ironizou Willian. Alec me encarava com os olhos confusos de quem não está entendendo mais nada. Devolvi o olhar dele com toda sinceridade que havia em mim.

– Por favor. – Sussurrei. Alec voltou-se para frente.

– O caminho que tomamos sai num beco em frente à fonte da praça central. Do outro lado fica a torre da igreja. – Explicou ele enquanto corríamos pelos túneis.

Atrás de nós, o eco de passos tornava-se cada vez mais nítido. Eu podia sentir o cheiro de Demetri entre os vários cheiros que nos chegavam, e era quase como se eu pudesse ver o rosto dele, os olhos atentos rastreando cada pegada que deixávamos para trás.

– Não vamos conseguir Alec. – Disse Willian nervoso.

– Nós vamos. – Respondeu Alec, acelerando ainda mais a corrida. Ele deslizou a mão de meu pulso e entrelaçou os dedos frios nos meus, eu segurei firme a palma lisa e gelada e minha pele ardeu contra a dele com o calor que emanava de meu sangue em movimento. Meu coração martelava e eu ofegava, meus olhos vislumbravam apenas um borrão cinzento passar por nós. Se Demetri e os outros nos alcançassem, a coisa ficaria bem feia.

– Por que diabos estamos indo para a igreja Ness? O que tem lá para nos salvar além da piedade do bom Deus? – Retrucou Willian. Eu não podia vê-lo, mas eu sabia que o desespero estava estampado em suas feições finas e delicadas, no entanto lá estava ele, zombando do perigo.

– Eu não sei muito bem… Zafrina tem me mostrando a tal igreja há dias. Eu vejo a fonte da praça central e o relógio da torre marcando nove horas, mas eu nunca sei se é dia ou noite. Zafrina está ficando cada vez mais confusa em suas visões, eu já não sei o que pensar das coisas que ela tem me mostrado. Às vezes eu chego a pensar que ela está enlouquecendo naquela cela. – Lembrei-me da cela onde fiquei trancada por dois dias inteiros, o cubículo minúsculo e deprimente que cheirava a mofo, enterrado nos porões do palácio mais bem vigiado do mundo, e Zafrina já estava há tanto tempo lá…

– Mas então você sabia desse caminho por causa das visões que a amazona está te enviando? Quando isso aconteceu? Você sempre nos contava quando recebia essas visões… – Continuávamos correndo o mais rápido que aquele caminho estreito e tortuoso nos permitia, lá atrás os passos apressavam-se em nossa direção.

– Foi enquanto Jane e eu… conversávamos. – Lancei um olhar tímido à Alec. Ele nem percebeu, e se o fez, manteve-se inabalável. – Eu vi o túnel nas visões, e não era nada como os corredores do castelo, só não sabia que estávamos tão próximos dele.

– Isso significa que estamos no caminho certo. – Interrompeu Alec, sinalizando o chão a nossa frente, por onde filetes de água corriam livremente. – Está chovendo na superfície. – Disse ele.

– Quanto falta? – Perguntou Willian olhando para trás a cada meio segundo.

– Pouco. – Respondeu Alec. Um relâmpago ensurdecedor rasgou o céu na superfície, fazendo a terra estremecer ao nosso redor. Algumas pedras soltaram-se e logo uma nuvem de poeira tomou o ar a nossa volta.

– Se não sairmos daqui logo, vamos ficar soterrados. – Gritei, desviando das pedras que caíam cada vez mais freqüentemente. A terra tremia inteira, era como estar dentro de um liquidificador. A água vertia das fendas da terra, encharcando nossas roupas de barro.

– Não vamos conseguir sair a tempo se tivermos que lutar. – Disse Willian. Alec o encarou, voltando depois os olhos preocupados para mim, e por um momento eu vi a confiança dele oscilar. Ele sabia que Willian estava certo, e no fundo talvez eu soubesse também, embora eu não quisesse admitir ou pensar nas nossas péssimas possibilidades de sobrevivência.

Demetri e os outros nos alcançariam logo, e nós teríamos que lutar novamente. Num lugar como este, de um metro de diâmetro por um e noventa de altura, os poderes desorientadores de Alec eram quase inúteis. Nós não tínhamos para onde fugir, e mesmo cegos, surdos e o que quer que fosse, eles conseguiriam nos atacar.

Willian estacou de súbito.

– Will, vamos. O que diabos está fazendo parado aí? – Gritei para ele. Willian estava de costas para nós, respirava fundo e encarava o vácuo de onde vinham nossos inimigos. – Will. – Chamei, desesperada.

– Vão – Gritou ele de volta sem nos olhar. – Saiam logo daqui. Eu vou encontrar vocês lá fora. – Eu olhei para Willian aterrorizada, sem entender o que ele estava pensando, sem querer entender o que estava acontecendo.

– Você está louco. Não vou te deixar aqui para morrer, eles vão te matar Will. – A água jorrava e escorria pelas paredes de pedra lamacenta, meus pés atolavam no barro e eu tentava enxergar alguma coisa no meio daquele caos. Larguei a mão de Alec e comecei a me aproximar de Willian. Eu iria arrastá-lo para fora comigo se fosse preciso.

– Ness… – Chamou Alec, tentando pegar minha mão novamente.

– Me solte Alec, eu não vou deixá-lo aqui. – Avancei.

– Vá agora Ness! – Repreendeu-me Willian, dessa vez olhando diretamente para mim. O rosto dele trazia uma convicção indestrutível, uma coragem que me deixava desesperada. Estaquei a meio passo, sentindo as lágrimas transbordarem por meus olhos e misturarem-se com a água fria da chuva.

– Will, por favor, não faça isso. Nós vamos conseguir, venha. – Eu estava implorando, tentando desesperadamente fazê-lo se mover. – Alec diga a ele para vir conosco. – Olhei para Alec, recorrendo à minha última tentativa desesperada. Alec me encarou, torturado.

– Ness, ele tem razão. Não vamos conseguir sair a tempo. Alguém terá que ficar e segurá-los. – Eu não queria ouvir aquelas palavras. Queria que elas nunca tivessem saído da boca de Alec, e queria mais do que tudo que elas não fossem verdades.

– Alec, você e Ness continuam e não parem até encontrarem a igreja. Já viu que horas são? – Ele apontou o relógio de prata escondido sob a manga da camisa de Alec. Segui o olhar dele e vi os ponteiros prateados marcarem oito e cinqüenta e três da noite. – Eu tenho um bom pressentimento sobre esse plano. A amazona pode estar certa, ela pode saber de algo que não sabemos. – Willian desviou os olhos de nós por um minuto, perdendo-se em um pensamento distante. Em seguida nos encarou novamente e disse: – Eu não vou morrer antes de ver minha Lavínia de novo. Ela está em algum lugar do castelo, eu sei disso. Aro a manterá viva e segura, ela é a única garantia que ele tem contra mim. – O que eu poderia dizer à ele? Que desistisse de seu amor? Que a deixasse para trás e fugisse conosco? Eu não podia dizer isso, era egoísmo, era mesquinharia, eu não podia fazer nada, nem nada do que eu dissesse o faria virar as costas para a única mulher que já amou.

– Agora vão! – Gritou Willian. – Vão! – A voz dele soou distante em meus ouvidos, e eu já não sabia se aquilo era um pesadelo ou se era real. Senti as mãos de Alec rodear minha cintura e me puxar para traz, e meu corpo resistia sem que eu pudesse fazê-lo entender as razões morais do que estávamos fazendo. Enquanto Alec me levava para superfície, eu via a imagem de Willian ficar cada vez mais distante, até que meus olhos turvos de lágrimas só conseguiam vislumbrar a silhueta indiscernível dele. Quando o perdemos de vista o silêncio caiu sobre nós como uma mortalha, e eu pude ouvir a voz rouca de Willian reverberar pelo espaço vazio:

– Venham seus malditos, venham… – Ele gritava, e eu, agarrada nos braços de Alec continuava a subida tortuosa até a superfície, tentando não imaginar o resultado daquela luta. Vinte contra um. Jake costumava dizer que esses eram bons números para se começar um aquecimento.

***

A chuva caía sem piedade sobre a cidade dos Volturi. A praça central estava deserta, não havia luzes nas casas ou nas ruas. Um forasteiro como eu pensaria se tratar de uma cidade – fantasma. Nenhum som, nenhuma presença, nenhum traço do cheiro quente de sangue humano.

– É sempre movimentado assim por aqui? – Perguntei, olhando a minha volta e não encontrando nada além de vazio. Alec também não estava gostando daquela quietude agourenta.

– Há algo errado. – Disse ele taciturno.

– Você acha? – Perguntei, rabugenta. – Está tudo errado Alec. Para começar não devíamos ter deixado Willian para trás. – Eu não estava realmente brava com ele, mas eu precisava exteriorizar aquela raiva de algum modo, contudo, eu não o culpava pela escolha que Willian fez, por que eu sabia que eu teria feito o mesmo por eles.

– Você tem razão. Aquilo era meu dever. Eu deveria ter ficado. – Disse ele. Encarei-o atônita.

– Eu não… quis dizer isso. – Nós caminhávamos com passos largos, cruzando a praça totalmente vazia. A chuva jorrava do céu, empoçando as pedras do pavimento, a nossa volta apenas o barulho da água que caía do céu misturando-se ao tilintar suave da fonte. Alec não disse nada, e eu não vi como poderia continuar aquele assunto.

Enquanto contornávamos a fonte, eu encarava a água escura que jorrava das estatuetas de pedra, e ás vezes, enquanto eu piscava tentando me livrar da água que invadia meus olhos, eu vislumbrava a cascata avermelhada que Zafrina me mostrara, mas então eu apertava minhas pálpebras e tudo voltava ao normal. A chuva prejudicava meu olfato, encobrindo quase completamente os odores da cidade que dormia tranqüila, eu mal podia sentir o cheiro doce e suave de Alec a meu lado.

As portas escuras da igreja se camuflavam na escuridão e apenas quando os relâmpagos prateados cortavam o céu era possível enxergar as faces dos anjos esculpidos na fachada de pedra. Estávamos à dez metros da entrada quando a grade de ferro fundido que selava a entrada dos túneis que levavam ao castelo arrebentaram-se contra a parede do beco atrás de nós. O barulho metálico cortou a noite repentinamente, e os ecos pareciam se prolongar para além dos muros da cidade. Nos viramos no mesmo segundo que eles emergiam do subsolo.

– Corra. – Gritou Alec, puxando-me pela mão igreja adentro. Atrás de nós era possível enxergar apenas dois rostos pálidos, dois pares de olhos vermelhos nos caçando como miras de rifle, eles nos observavam imóveis, como se nada daquilo os importasse muito. Demetri foi quem vimos emergir primeiro, seguido de Jane, trazendo no rosto a expressão mais fria que já presenciei na vida. Eles pararam assim que nos viram, no lado oposto da praça circular e de lá nos seguiram com os olhos vidrados e os rostos imóveis. Na escuridão daquela noite, eles pareciam fazer parte da paisagem.

Alec e eu adentramos a igreja num rompante e trancamos as portas duplas de carvalho atrás de nós. Nos encostamos na madeira fria, eu ofegava, Alec escutava a movimentação do lado de fora sem se mover. A nave da igreja estava mergulhada num breu profundo, os vitrais se iluminavam contra o clarão pálido dos relâmpagos. Do altar, todos os santos assistiam nosso desespero como uma platéia invariavelmente muda.

– Como eles chegaram aqui tão rápido? – Ofeguei, tateando em meus bolsos o isqueiro que Willian havia me dado algumas noites antes.

– Eu não sei. Talvez Demetri tenha deixado os guardas cuidarem de Willian, talvez o alvo deles sejamos nós. – Murmurou Alec, concentrado nos sons que se misturavam com a chuva.

– E Jane? Ela parecia meio catatônica da última vez que a vimos. Pelo jeito ela se recupera rápido. – Falei, enquanto acendia as velas mais próximas a mim. Nós não precisávamos realmente de luz, nossos olhos eram tão bons na escuridão quanto na claridade, mas eu queria me certificar de que houvesse fogo se começássemos uma luta. Uma pequena apólice de seguro.

– Eu disse a você que ela ficaria bem sem mim. Ela está aqui por Aro, e não vai descansar até cumprir as ordens que ele a deu. – Disse Alec.

– Que seria…?

– Aro te quer morta Ness, é para isso que ela veio. – Disse Alec, olhando-me seriamente. Eu acendi a última vela e parei um minuto para escutar. Do lado de fora a chuva martelava sem cessar, eu podia ouvir a respiração fraca dos dois, misturando-se ao farfalhar do vendo passando pelas casas. O silêncio já começava a ficar opressivo quando ouvimos os primeiros ruídos de passos do lado de fora.

– Eles estão vindo. – Sussurrou Alec, prostrando-se diante da porta e me empurrando para trás num movimento sutil e inconsciente.

– Alec, o quê está fazendo? – Aquela preocupação toda estava começando a me incomodar. Primeiro Willian, agora Alec… Eu não deixaria mais ninguém se colocar entre mim e o perigo.

– Shhh… – Sussurrou ele, fitando a porta como se pudesse segurá-la com o olhar. Eu protestaria mais algumas vezes se tivesse tido tempo, mas antes que eu pudesse formular alguma palavra, a porta de madeira explodiu em cima de nós.

Fechei os olhos no calor do momento e quando os reabri eu vi o rosto de Alec colado ao meu. Ele me abraçara, cobrindo todo meu tronco e cabeça como um casulo. A nossa volta, pedaços de madeira e ferro espalhados por todos os lados. O impacto foi tão grande que rasgou as costas da camisa de Alec, e tenho certeza que teria feito bem mais se tivesse me acertado em cheio.

Olhei para Alec aterrorizada, eu me esquecia freqüentemente de que ele não sangrava como eu, nem era tão vulnerável assim. Mesmo assim olhei-o, checando os estragos. Nada.

Eu não tive muito tempo para checá-lo, e foram precisos ainda alguns segundos para que eu me desse conta do que estava acontecendo.

Demetri agarrou Alec por traz, puxando-o para longe de mim. Diante de meus olhos ele o ergueu do chão pelo pescoço, arremessando-o até a parede oposta. Eu gritei, mas em seguida eu senti o fogo lancinante de Jane tomar conta do meu corpo e meus ouvidos fecharam-se para todo o resto.

Durou dois segundos, talvez menos, talvez mais, é difícil dizer quando se está semi consciente. Eu vi o rosto de Jane entrar em foco, eu encarei os olhos dela enquanto ardia em convulsões, e tão rápido quanto veio, a dor se foi.

Eu estava no chão, caída entre os bancos da igreja e a mesa do altar, e de lá eu observei a expressão raivosa de Jane se transformar em um espanto paralisante. Em seguida, entre os barulhos de luta e o ronco distante da chuva, eu ouvi uma voz que não ouvia há muito tempo.

– Fique longe dela!

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8 opiniões sobre “Rising Sun cap 33 A Torre”

  1. ihu

  2. caramba vey muitissimo massa ñ sabia que o alek fosse tao romantico”espero que ele fique com a nessie♥

  3. Caramba O Alec é um amor mesmo… Sem comentarios mais mesmo assim prefiro o jeito rude do Jacob!Rsrs

  4. I S2 TWILIGHT disse:

    Alec tá tão fofo com Ness

  5. Alec tao perfeito quase tao perfeito quanto Edward.eu dsse quase.

  6. e agr é claro q o jacob chega, só p estragar o clima S: ok, n era a situação mais romantica do mundo, mas eu gosto do alec, e agr eu n quero mais q a nessie fique com o jake D:

    • eu amoooooooo o alec ele e dimais e e simplesmente perfeito nao acho que a nessie e um premio de consolacao pro jacob so pq ele nao ficou com a bella concordo con vc eu prefiro o alec.e o jacob chega so pra estraga tudo

  7. GENTE E A VOZ DO JAKE

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