Rising Sun Cap 34 Revanche


 

Cap 34. Revanche

 

Esse era novamente um daqueles momentos em que eu não sabia se estava sonhando ou se era real – tão real quanto um pesadelo pode ser. Certamente esse era um daqueles terríveis momentos em que os segundos se arrastam infinitamente, deixando o tempo suspenso no ar como uma nuvem de poeira. Tudo desacelerou, tudo empalideceu, e mesmo assim, meu coração continuava martelando ruidosamente, desrespeitando a solenidade daquela cena que meus olhos custavam a acreditar.

– Você. – Sibilou Jane, fazendo com que a fina camada de torpor que cobria meus ouvidos se desfizesse no ar. Eu não conseguia me mover, embora o caos tivesse se instalado a minha volta, meus membros paralisaram-se e nada do que eu fizesse ou pensasse era capaz de fazer meu corpo se mover. Eu não conseguia reunir a coragem para virar-me, para encarar o rosto que poderia se desvanecer numa nuvem de vapor, tinha medo de perdê-lo, de quebrar aquele delírio fugaz, o melhor que já tivera em meses… Contudo, o cheiro era irrevogável, era mais nítido e real do que minha mente confusa poderia imaginar.

– Eu venho esperando por isso há muito tempo Jane. – Sim, sim. Não havia dúvidas. Era real, eu não estava sonhando, não estava enlouquecendo sob os poderes de Jane. Não havia mais dor em mim, nem sofrimento, por que a única pessoa que poderia afastá-los de mim estava aqui.

– M-mãe? – Gaguejei num sussurro, ainda incapaz de olhá-la. Meu maxilar tremia, travava se, as palavras não saíam…

– Está tudo bem Nessie. Nós estamos aqui, querida. – Disse-me ela. Era novamente como nas noites em que ela me colocava para dormir. Sua voz musical sussurrava em meus ouvidos que tudo estaria bem, promessas bonitas que nem sempre puderam ser cumpridas, as quais eu me lembrava perfeitamente. A ansiedade de vê-la inundou minhas veias, fazendo meu corpo recuperar os movimentos. Ademais, havia um outro cheiro que eu precisava checar…

Me levantei, tirando de cima de mim os cacos da porcelana do altar, as flores que caíram de seus vasos atrelaram-se em meus cabelos, meus joelhos vacilavam…

Pairando sobre as fileiras de bancos, estava ela. Pálida e delicada como sempre fora, exatamente como eu me lembrava. A porta lateral da igreja estava aberta, e no limiar do batente havia alguém, e eu sabia quem era, podia sentir o cheiro tão incrivelmente familiar. Eu ficaria olhando para eles por toda a eternidade, apenas memorizando seus rostos, tentando discernir a tonalidade exata de seus olhos, mas aquela cena se misturava em tantos aspectos, que eu já não sabia se estava contemplando um belo quadro ou uma terrível gravura. Havia destruição a minha volta, e ódio nos olhos de meus pais…

Os olhos claros de meu pai encontraram os meus por um momento, e em seguida vagaram pela nave destruída da igreja. Percebi que Demetri e Alec tinham interrompido sua luta, e o rastreador Volturi agora postava-se ao lado de Jane. Alec nos observava a alguns metros, entre Jane e eu, entre meu mundo e o mundo dele. Meu pai o observava profundamente, enquanto ouvia todas as mentes de uma só vez, escaneando diferentes pensamentos, diferentes versões da mesma história.

– Edward, tire ela daqui. – Sibilou minha mãe à figura imóvel de meu pai.

– Nem pensar. Não vai ficar sozinha com eles. – Gesticulou ele para Jane e Demetri.

Jane não desviava os olhos de minha mãe, e o ódio que emanava dela era quase tão mortal quanto seus poderes.

– Bella Swan – Disse Jane, maliciosa. As duas se encaravam profundamente, meu pai se colocou ao lado de minha mãe e eu fiquei observando a cena de longe, do altar semi destruído, de onde era possível ver toda a nave da igreja. – Pensei que fugiriam pelo resto da vida, já não era sem tempo. – Escarneceu ela.

– É Bella Cullen agora. – Retorquiu. – E quando eu terminar com você, vai desejar que tivéssemos demorado mais. – Sibilou minha mãe, sua expressão usualmente suave e gentil transformara-se numa máscara de ódio, era a primeira vez que via minha mãe com aqueles olhos.

– Calma Bella. – Sussurrou meu pai para ela. – Concentre-se.

Eu tinha milhões de perguntas para fazer, mas algo na expressão concentrada de meu pai me fez parar por um momento.

– Pegou o quê precisa Edward? – Perguntou minha mãe, os olhos âmbar fuzilando Jane.

– Não, ela está concentrada demais em matar você. – Disse meu pai, a expressão severa.

Eu os observei atentamente, buscando as respostas que minha mente sozinha não conseguia encontrar. Meus pais pareciam diferentes, e Jane estava notando isso também.

– Seja qual for o plano idiota que trouxe vocês aqui, é inútil. – Disse ela, um sorriso soturno brincando no canto de seus lábios. – Pra vocês acaba hoje.

– Você está muito segura de si Jane. Eu gostaria de saber o que vai fazer sem seus poderes. – Rosnou meu pai, a mandíbula apertada e as mãos em punho. Eu conhecia a expressão que

desenhava-se no rosto dele, aliás, eu o conhecia bem demais em todos os aspectos. Eu sempre fui capaz de prever as reações de meu pai melhor até mesmo que Alice.

– Pelo jeito não é só isso que você gostaria de saber, não é mesmo Edward Cullen? – Jane sorriu. – Eu sei o que você está procurando. – Ela lançou um olhar sarcástico a meu pai, e eu fiquei imaginando o que estava acontecendo ali. Meu pai olhou para mim.

– Ela sabe onde Alice está Ness. – Disse ele. – Mas está escondendo esse segredo muito bem. – Olhei para Jane e depois para Alec, e vi no rosto dele a mesma pergunta que surgiu em minha mente.

– Então não foram vocês que tiraram Alice do castelo? – Perguntei.

– Não. – Respondeu ele seriamente, sem desviar os olhos de Jane e Demetri. Por um momento eu fiquei absorvendo aquela nova informação, tentando descobrir o quê fazer com ela, ou ao menos tentar entender o que estava acontecendo. Eu e meu pai trocamos olhares preocupados, enquanto a tensão a nossa volta tornava-se cada vez mais densa.

– Mas Aro acusou a mim e a Alec. – Retruquei, lançando um olhar aturdido à Alec, que encontrava-se na mesma discussão interna. – Se ele sabia que não fomos nós, por quê fez toda aquela… – Parei, vendo em minhas próprias palavras o sentido de tudo. Aro precisava de um bom pretexto para me executar, e um ótimo pretexto para executar Alec e Willian. Meu pai assentiu levemente para mim, em seguida lançou um olhar ilegível à Alec. Eu gostaria de saber o que ele estava pensando, em que estado estava sua mente diante de tudo aquilo.

– Alec? – Minha mãe perguntou, encarando-me por um breve momento. Olhei-a aturdida.

– Eu te explico depois. – Murmurou meu pai para ela, focando novamente seu olhar perscrutador em Jane.

“Pai.” – Chamei mentalmente. – “O quê está acontecendo? Onde está Alice então?” – Ele me olhou de esguelha.

– Vocês são tão patéticos… – Sibilou Jane. – Acham mesmo que viriam até aqui fazer um resgate digno de pena e sairiam inteiros? Acham mesmo que entrariam na nossa cidade e sairiam vivos? – A voz infantil de Jane alterava-se a cada palavra, e meu pai concentrava-se nela quase hipnoticamente.

– Quem a levou Jane? – Insistiu meu pai, enquanto minha mãe focalizava seu alvo obstinadamente. Jane escarneceu.

– Vá para o inferno Cullen. – Rosnou ela.

Se eu tivesse piscado meus olhos eu teria perdido quase tudo, e mesmo com meus sentidos afiados foi difícil entender o que houve.

Não sei ao certo quem atacou primeiro, Jane ou minha mãe. Elas se chocaram com um barulho metálico e avançaram como um turbilhão por sobre os bancos, destruindo tudo. Meu pai não pôde ajudá-la, na verdade ele não pôde fazer nada, e só foi capaz de interceptar o golpe de Demetri, por quê estava dentro da mente dele.

Eu fiquei pregada no chão, incapaz de fazer algo ou de pensar logicamente, eu talvez estivesse presenciando os últimos momentos de meus pais, e embora eu não quisesse pensar nessa possibilidade, o medo se espalhou por mim, amortecendo meus membros como morfina. Meus olhos acompanhavam os movimentos impossivelmente rápidos, fazendo meu coração se apertar cada vez mais em meu peito.

Eu estava atenta à tudo. Meus olhos e ouvidos pareciam ter aumentado de tamanho, eu via e ouvia tudo ao mesmo tempo. Os socos e chutes que pegavam de raspão, os sibilados raivosos, os baques metálicos, o zunido baixo dos corpos movimentando-se em velocidades improváveis… E mesmo com toda agitação entre aquelas frágeis paredes, sob aquele antigo teto sagrado, eu ainda conseguia ouvir o vento fustigando as árvores e os telhados do lado de fora, e a chuva que jorrava do céu carregado, e se eu não estava enlouquecendo, eu também ouvia passos circundando a igreja.

Eu tentei me concentrar naquele som, tentei decifrá-lo, mas o desespero me fazia ficar sem reação, perdida.

Eu vi meu pai desviar de uma série de violentos golpes, e Demetri avançar sobre ele como um elefante raivoso. Ele era excepcionalmente habilidoso, do contrário já estaria morto. Contudo, Demetri compensava os poderes de meu pai com uma força e velocidade surpreendentes.Jane era violencia pura.

Ela não pensava antes de agir, nem planejava seus movimentos, apenas deferia uma serie de socos e chutes, nunca se importando de fato em quê acertava. Ela avançava, colérica, destruindo tudo, e minha mãe esquivava-se sem dificuldade de seus golpes.

Jane abriu a guarda num momento oportuno e minha mãe a jogou contra a parede de pedra da igreja, fazendo a estrutura tremer. Meu pai virou-se por um segundo, incapaz de se concentrar em seu próprio adversário enquanto minha mãe lutava. Demetri se aproveitou da distração e, agarrando-o pelo pescoço, lançou-o ao chão num golpe violento que fez o ar fugir de meus pulmões.

– Edward! – Gritou minha mãe, correndo de encontro à ele. Demetri avançou sobre ela, e eu tive que fechar meus olhos. Ouvi outro estrondo ensurdecedor, e o tremor novamente sacudiu as paredes da igreja. Quando reabri meu olhos, sufocada de pânico, eu ví Alec segurando Demetri por trás, num abraço de ferro que o ergueu do chão. Demetri de debatia, enquanto Alec lutava para contê-lo.

– Vá. – Disse Alec à minha mãe. – Saia daqui. – Ela o olhou aturdida, e sem entender afastou-se, arrastando meu pai para longe da fúria de Demetri.

– Eu estou bem Bella. – Disse meu pai, olhando-a ternamente. Corri em direção à eles, sentindo meu coração subir na garganta a cada passo vacilante.

– Pai. – Ajoelhei-me ao lado dele, pegando sua mão.

– Está tudo bem querida, não se preocupe. – Ele se sentou, fingindo não sentir a dor do último golpe. Minha mãe encarava-o com os olhos assustados de quem se vê oscilando na beira de um precipício, em seguida, olhava completamente perplexa para Alec, lutando com todas as forças para manter Demetri longe de nós.

– Ele está do nosso lado agora. – Disse meu pai para ela. Eu ainda não conseguia me acostumar com meu pai tendo acesso a mente até então privativa de minha mãe, algo que ela veio praticando sem descanso nos últimos sete anos. Na verdade, nesse momento eu queria ser capaz de ler a mente dela também, pois eu certamente não conseguiria dizer a ela o quê houve entre mim e Alec durante os meses que estive aqui, nem para ela, nem para ninguém.

– Podemos confiar nele? – Perguntou minha mãe. Meu pai olhou para mim e nós trocamos um olhar cheio de significados, o mesmo olhar que sempre dizia muito mais que palavras e que dispensava qualquer explicação.

– Sim. – Disse ele. Eu o agradeci mentalmente, sentindo-me um pouco pesarosa por Alec, que certamente enfrentaria a desconfiança de todos.

Eu estava perdida nesses sentimentos pesados e sufocantes quando novamente eu ouvi passos do lado de fora. Percebi de imediato que não era a única a tê-los percebido.

– Devem ser os guardas. – Sussurrei para eles. – Eles estavam nos seguindo. – Falei, sentindo meu estômago se retorcer com a idéia do que nos esperava. Eles não deveriam ter vindo, agora todos nós iríamos morrer…

– Shhh, Ness… – Meu pai pegou meu rosto entre as mãos. – Nós não vamos morrer, ninguém vai morrer. – Disse-me ele, olhando em meus olhos. – Confie em mim.

Ele se levantou, trazendo para junto de si minha mãe em seu lado esquerdo e eu, em seu lado direito. Jane nos espreitava das sombras do altar, procurando uma brecha no escudo de minha mãe, por onde pudesse penetrar.

– Agora escutem. – Disse ele, enquanto fixava os olhos em Alec e Demetri. – Bella, eu quero que proteja suas costas o tempo todo, não baixe a guarda, não se precipite. – Ela assentiu, sem nada dizer, apenas olhando para a silhueta imóvel de Jane. – Eu vou cuidar de Demetri.

– Pai, eu posso ajudar. Por favor me deixe ajudar. Eu e Alec podemos…

– Vocês vão sair daqui. – Disse ele firmemente. Eu o olhei atônita.

– O quê? – Eu tinha milhões de motivos para dar a ele, razões que defendiam meu direito de ficar ao lado deles e lutar, mas eu não tive chance alguma.

– Escute. Eu quero que você e Alec saiam pela porta da frente, não precisa ter medo.

– Mas pai…

– Apenas faça isso. – Interrompeu ele. – E depois corra, vá para algum lugar seguro. Espere lá até que tenha terminado. – Eu o olhava incrédula. Era um absurdo o que ele estava me pedindo.

Minha mãe parou diante de mim, desvencilhando-se dos braços de meu pai. Ela me olhou por algum tempo, memorizando meu rosto, alisando meus cabelos. Eu a olhava suplicante, tentando fazê-la entender que meu lugar era ao lado deles, mas ela apenas acariciou meu rosto e disse:

– Não pare até estar longe o bastante. – E me beijou na testa.

Eles não me deram tempo de protestar, de mostrar-lhes do que eu era capaz. Avançaram juntos deixando-me com minhas perguntas, olhando-os pelas costas.

– Solte-o Alec. – Falou meu pai, a voz quase num grunhido. Alec hesitou por um momento. – Cuide dela. – Disse meu pai. – Se a ama de verdade cuide dela com sua própria vida. Prometa-me. – Alec o encarou.

– Eu prometo. – Disse, e soltou Demetri em cima de meu pai.

Alec correu até mim, passando por minha mãe como um vulto. Ela nos olhou, lado a lado, e sorriu para mim uma última vez.

Em seguida partiu, perseguindo Jane por entre os pilares de mármore e os bancos de madeira. Olhei pra Alec e ele retribuiu meu olhar.

– Estou dando uma pequena vantagem para seu pai. – Disse ele, gesticulando para a figura desorientada de Demetri. Eu assenti, virando as costas para aquela cena aterrorizante, implorando para qualquer Deus existente para que eu voltasse a ver meus pais.

– Alec. – Chamei. – Não se aborreça se eu torcer por minha mãe. – Ele olhou para Jane, esgueirando-se com dificuldade dos golpes precisos de minha mãe e disse, taciturno:

– Jane escolheu o destino dela.

Quando cruzamos as portas da igreja, totalmente destruídas, a chuva nos recebeu de frente.

O céu estava negro e a cidade inteira cheirava a morte. Uma fumaça densa espalhava-se pelo ar gelado de Volterra.

Eu não sabia para onde estava indo, nem onde deveria estar, apenas me coloquei em movimento, cruzando a praça sem pensar muito bem aonde iria. Alec estava silencioso, seguia-me de perto sem fazer um único ruído. A água lavava nossos rostos, e encharcava nossas roupas, fazendo-as ficar mais pesadas. Por toda cidade havia traços de cheiros estranhos. Cheiros que não conseguíamos identificar por causa da chuva e do vento. Estávamos no meio da praça quando Alec parou de súbito.

– O quê foi? – Perguntei, tentando vislumbrar seu rosto imerso na escuridão. Ele inspirou.

– Temos companhia. – Ele chegou mais próximo de mim, rodeando-me protetoramente, procurando por algo que eu ainda não detectara. Alec olhou para cima, para os telhados, e sem entender o que estava acontecendo, eu segui seu olhar. Um raio iluminou o céu por um segundo, mas foi o bastante para eu vê-los.

Eram vinte, talvez mais, eu não saberia dizer… Um rápido vislumbre me permitiu enxergar apenas alguns rostos, aqueles que eu já conhecia.

– Renesmee. – Disse uma voz grave e jovial. – Nós somos aliados, estamos do mesmo lado. – A escuridão e a distância não me permitiam ver o rosto daquele ser, embora a voz me parecesse familiar. Os outros, espalhados pelos telhados e becos de Volterra, espreitavam silenciosos, imersos nas sombras.

– Você pode prosseguir, haverá aliados em toda cidade, em qualquer lugar que ir. Você está em segurança agora. – Suspirei.

– Obrigado.

– Contudo, eu lhe aconselho a sair da cidade o quanto antes. – Continuou o desconhecido. – Nós vamos queimar Volterra.

***

Vinte minutos depois, Alec e eu corríamos para os portões da cidade. Em minha mente, eu ainda escutava os ecos da voz de Benjamin, o egípcio que foi nosso aliado à sete anos atrás, e que agora estava ao nosso lado novamente. Eu não o tinha reconhecido a princípio.

Tremi quando disseram que Alec não poderia passar dalí. Um Volturi em nosso meio. Era inadmissível. Na verdade nem eu sabia como fizera para convencê-los. Nas horas de desespero é que fazemos as coisas mais improváveis.

Nosso dever agora era sair o mais rápido possível de Volterra, que seria queimada com os restos do castelo Volturi, que já estava em chamas quando o deixamos. Os aliados dos Cullen estavam espalhados pela cidade, certificando-se de não deixar pontas soltas. Pedi a Benjamin que encontrasse Willian e a humana que estava sob a proteção de Aro. Pedi que os trouxessem vivos. Ele me prometeu, e eu tinha que acreditar que ele cumpriria.

Benjamin, o controlador do tempo, um jovem que aparentava dezesseis anos, dono de tanto poder… Enquanto nós corríamos, eu pensava naqueles imortais que estavam aqui, hoje, lutando, e me perguntava pelo quê eles lutavam.

– Nós lutamos por liberdade – disse-me Benjamin. – Nosso mundo não pode mais permanecer sob o domínio de Aro.

Tantos imortais reunidos em uma só causa, em um só desejo. Mas quando os Volturi caírem, quem governará nosso mundo?

Perguntei a ele sobre o resto de minha família. Ele me disse que estavam todos aqui, lutando também, disse-me que éramos um exército. Ele estava certo.

Por onde quer que passássemos era possível vislumbrar um vulto apressado, uma sombra se esgueirando, um par de olhos nos observando, e aonde quer que fôssemos, todos conheciam a filha de Edward e Bella, a herdeira mestiça dos Cullen.

Como prometi a meus pais, eu me apressei em sair da cidade. Disseram-me que estava quase terminado, que perdemos poucos, que o exército Volturi estava digno de pena. Me mandaram para os portões de Volterra, onde nossos aliados se encontrariam no final da luta, onde comemoraríamos a vitória… Benjamin estava otimista.

Alec me guiou por entre as casas e os becos até a entrada da cidade, ele estava mais confiante agora, seu rosto parecia mais leve. Estávamos quase lá, duas ou três quadras talvez… Entramos num beco estreito, estava bem escuro lá, adentramos sem medo, sem a usual cautela, estávamos relaxados. Alec ia na frente, eu o seguia de perto, a chuva formava poças no chão de pedra. Cortesia de Benjamin.

Alec parou, e por um momento eu pensei que fosse por capricho, estávamos perto demais, pra quê correr? Mas então eu o vi, estava parado na extremidade oposta do beco, obstruindo as luzes fracas dos postes. As patas imensas, o pêlo eriçado nas costas, um rosnado preso na garganta… Jacob avançou. Alec tentou recuar. Eu gritei, tentei pará-lo, mas eu estava longe demais.

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3 opiniões sobre “Rising Sun Cap 34 Revanche”

  1. I S2 TWILIGHT disse:

    Quem foi que morreu dos aliados dos Cullen?
    O livro tá ótimo,parabéns!

  2. ai meu deus só falta o jacob matar o alec! aiaiai D:

  3. Paloma Santos Brandão disse:

    cara se o jake mata o alec eu não vou perdualo nunca
    cara eu quera tala e auda a ensendia o castelo

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