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Os Originais em… Confronto?

Capítulo 7 — Desvendando os nossos Demônios

 

 

POV Klaus

 

Olhar ela ali desprotegida e tão frágil adormecida, não se podia dizer que ela tinha tanta força, eu estava enganado, Marcel mentira para mim, a híbrida era poderosa, todo cuidado era pouco.

Passei a mão em seus cabelos, ela nem se moveu o efeito da verbena líquida estava ainda estava em seu corpo.

Alguma coisa era diferente e se destacava em Bella.

— Klaus, estamos querendo fazer uma reunião. — Rebekah estava na porta, eu automaticamente retirei a minha mão de Bella.

— E se ela acordar?

— Damon ficará com ela daqui a pouco, ela não acordará tão cedo, você deu uma dose muito forte desta vez.

— Foi necessário.

Passei por Rebekah que fechou a porta atrás de nós, e me encarou pensativa.

— Klaus, tome cuidado.

— Ela é poderosa isso eu vi, mas temos nossos meios.

— Não estou falando disso.

— Então está referindo a que exatamente? — Ela levantou uma sobrancelha e me fez um ar de acusação. — Ah não, nem em sonhos Rebekah, eu estava somente preocupado injetei verbena além da conta nela.

— Sua preocupação geralmente não passa de mandar alguém observa-la, Klaus eu estou falando sério, há sentimentos em que nós vampiros são aflorados com mais impacto.

— Não se preocupe minha irmã, deste mal estou livre, ainda mais com…

— Não desperdice suas palavras, vamos!

Todos estavam reunidos na sala, inclusive mandei chamar Tyler e Hayley. Estavam Bonnie, Damon e meus irmãos, queríamos informações mais detalhadas da parte de Damon, que nos transmitiu o recado que um vampiro o trouxe.

— Segundo o coitado, eles nem o deixaram falar realmente com os Volturi, mas uma baixinha loira matou o outro e mandou o recado.

— Isso não está certo, temos que nos comunicar com Aro, ou algum dos três.

— Olha Klaus entre enfrentar você e os três Dráculas, eu prefiro você, eles são horripilantes.

— Posso ser horripilante se quiser Damon. — Avancei para cima dele, porém fui detido por Elijah.

— Não se desespere meu irmão, aguardaremos mais um período, sabe como o tempo é relativo para a nossa espécie, eles vão sim se organizar, e temos que nos preparar igualmente.

— Faça alguma coisa de útil seu infeliz, vigie aquela híbrida, ela já nos deu trabalho demais e vê se vigie melhor desta vez.

 

Damon subiu até o meu quarto onde Bella era mantida.

 

— Temos que organizar nosso exercito Niklaus, sabe que a guarda Volturi é muito bem preparada em certas situações.

 

Olhar o nada e lembrar de todo meu passado, de minha família, antes de tudo isso, antes de duas bruxas decidirem transformar-nos em vampiros me deixava deveras melancólico, eu observava o quadro que tentava lembrar-me das feições exatas dela, mas não, a minha memória de minha mãe era humana, falha, fosca, não me deixava ver através da névoa.

A memória de um vampiro é fotográfica perfeita, como queria ter visto minha mãe depois disso, depois desta merda toda, eu teria algo em que me agarrar e lembrar.

As pinceladas saíam de certa forma com fúria, não adquirindo a leveza necessária.

O rosto de minha mãe sumia entre cada retoque, queria soltar o que me prendia. Soltar essa dor, essa inferioridade, se era para se viver eternamente, então deveria viver como um líder, viver para reinar.

 

Meus ouvidos sensíveis ouviram que Bella estava prestes a acordar, Damon estava se movendo, talvez estivesse temeroso, Bella era realmente forte diferente do que imaginava.

— O que faz aqui? — A voz de Bella era temerosa, deveria estar assustada, também eu deveria estar lá, e mandei aquele imprestável do Damon.

— Só estou te vigiando, está com fome? Você está aí apagada há um bom tempo.

Algo em mim foi alertado na voz de Damon, eu sentia que ele estava mais a vontade do que deveria.

— Pode me deixar eu sei me alimentar ainda. — Ela foi se levantar eu escutei os movimentos, mas também foi rápido, e a segurou, só imaginar ela nos braços dele me deixou irritado, eu fui até a porta e abri.

Bella estava nos braços dele.

— O que está havendo? Ela já acordou?

— Sim, mas ela está tonta, eu acho que pela verbena ainda, ela quase caiu.

— Bella tem que se alimentar. — Olhei para ela e estava frágil, dei um passo a frente e iria ajudar Damon.

— Não! — Bella gritou e me encarou com fúria — Fique longe de mim Klaus!

Recuei, mas no fundo eu me senti mal por isso, ela me tratou com desprezo, assim que se colocou em pé, Damon a acompanhou para fora do quarto.

— Que garota mimada e irritante.

— Eu ouvi Klaus.

Bem a Bella estava normal, não entendi o porquê isso estava me incomodando se ela estivesse realmente chateada comigo, dei a volta e segui-os até a cozinha.

— Bella desculpe por ter te segurado daquela forma. — Damon estava de brincadeira, ele realmente não estava jogando seu charme em cima de Bella.

— Não se preocupe, eu sei que você só estava cumprindo ordens, de alguém pior não é mesmo?! — Bella me lançou um olhar de raiva, sim ela estava chateada comigo.

 

Aquilo estava irritante demais para meu gosto. Saí em direção à piscina da casa, eu não entendia o que estava acontecendo. Bella era chata, mimada e pior, era filha de meu inimigo, mas algo nela estava se destacando, como se no fundo, como se essa fachada toda estivesse escondendo quem ela realmente era.

 

Fiquei por um tempo ali distraído, pensando em tudo que Elijah disse sobre termos que nos preparar. Mal percebi quando Damon nem Bella estavam mais na cozinha.

Fui em direção à escada, e subi os ouvindo conversarem, então decidi subir também.

Chegando lá, eles estavam no outro quarto ao qual eu estava usando enquanto Bella estava usando o meu.

— Incrível. — a voz de Bella estava mais suave.

— O que? Isso? — Damon se referia a algo, eu espiei de longe, e vi que eles olhavam o quadro que eu estava pintando há anos.

— Sim incrível que alguém como Klaus tenha uma capacidade para tal façanha.

— Você pinta? — Continuei escutando a conversa que se estendia, Bella admirava o quadro com olhar de veneração, eu me senti até um pouco orgulhoso pela sua atitude de interesse.

— Não, só sei observar, e entendo um pouco, meu pai fez questão que eu estudasse muito sobre as artes, ele é um grande admirador da boa cultura, mesmo desprezando os humanos ele admira a capacidade intelectual deles.

— Uau, você chega a falar bonito.

— Você tem que entender Damon, todo artista tem uma história, e eles contam através de suas pinceladas. Um músico na melodia e até mesmo um poeta ou escritor em suas palavras.

Damon riu, o que me deu raiva, pela primeira vez Bella não estava sendo a garota de sempre, havia contexto em suas palavras.

— Então vejamos. — Damon se aproximou dela, o que me incomodou sem ao menos eu saber os motivos. — Que história temos de Klaus aqui neste quadro?

Observei que agora ela olhava mais atentamente para o quadro.

— Ele é sombrio, é furioso em algumas pinceladas, como se quisesse mostrar que ele manda, que ele tem o controle de sua vida, mas ao mesmo tempo ele tem medo e inseguranças do que fazer a respeito disso… — Ela deu uma longa pausa, continuando a observar, meu íntimo relutava com as palavras que ela dizia, em partes estavam certas. — Ele tem pinceladas inseguras, como se ele estivesse em dúvida, como se ele tivesse seus próprios demônios.

— Que Klaus deve ser cheio de demônio isso ele é… Mas continue…

— Não é disso que falo, são demônios, como se eles os controlassem, sombras do passado, que ele quer dominar, ele está pintando a mãe dele, essa parte eu entendo, ele está perdido… Sozinho…

— Sozinho ah, Klaus ele vive rodeado de seus híbridos o seguindo, seus irmãos, ele não é sozinho.

— Ele é um híbrido, único de sua espécie, ele pode se sentir sozinho às vezes… — Vi que ela ficou pensativa, e percebi que ela não falava somente de mim, mas também dela. — Bem pode ser, eu devo estar vendo coisas demais…

Neste instante eu fui até a soleira da porta e observei atentamente.

— Ou você acertou? Quem sabe, uma nova modalidade, uma híbrida que lê quadros, melhor que uma cigana leitora de mãos.

Bella espantou-se com minha presença, vi que ela estava emocionalmente abalada, eu queria falar algo, mas ao mesmo tempo não.

Eles se retiraram, Bella passou por mim, sem me encarar, mas Damon parou em minha frente.

— Podia disfarçar que está emocionado.

— Damon eu não acabo com sua petulância e arrogância, pois prometi a minha irmã, mas fique longe dela. Bella é uma prisioneira e não uma visita para ficar perambulando pela casa.

— Sei, está é tentando disfarçar as emoções, a garota mexe com você Klaus, ela é uma híbrida assim como você!

— Ela não tem nada a ver comigo, agora faça sua parte e a vigie.

Bati a porta.

 

POV Bella

 

Os dias estavam tediosos, o que me animava era Damon, palhaço sarcástico e divertido, eu podia facilmente me distrair e esquecer que estava em cativeiro ao seu lado.

Ele era um bom amigo, mas às vezes passava dos limites.

— Bella, podíamos caçar hoje, pedir uma brecha para Klaus.

— Seria uma boa.

— Seria um momento a sós. — Espere aí, ele está dizendo o que acho que está dizendo?

Virei-me em sua direção, eu estava com uma faca cortando umas frutas, o encarei por alguns minutos.

— Não me venha de gracinha para meu lado…

— Damon, acho que é melhor ir dar uma volta, deixe que eu cuido de Isabella, e a levo para caçar.

Klaus apareceu naquele momento, eu agradeci mentalmente, eu amava estar ao lado de Damon, mas odiava sua mania de jogar seu charme.

 

Nestas semanas que se passaram eu não vi a bruxa por aqui, a movimentação estava diferente, e Klaus estava diferente.

Terminei de fazer minha salada, e logo saímos em direção à floresta, odiei e praguejei por isso, talvez Damon me levasse para caçar humanos, mas Klaus não, ele não queria chamar a atenção então disse que podíamos nos contentar com animais por hora.

Durante meus dias na casa eu percebi muitas coisas, que meus dons eles não estavam fracos, mas decidi ficar na minha.

— Esse lugar é um lixo.

— Porque você sempre é tão mimada?

— Tudo bem desculpa se existo, mas quem teve a estúpida ideia de me sequestrar foi você.

— Além de tudo é dramática!

— Dramática? E não é para ser? Eu sei da merda do seu feitiço, eu sei que estou bloqueada, mas queria sabe, porque essa demora, às vezes eu penso que meu pai é um estúpido e está feliz por eu estar longe!

— Deve estar. — Klaus ainda deu uma gargalhada, e foi ali que vi que minha raiva estava tão grande dele ser um idiota completo! Quem ele pensa que é?

Em um impulso eu avancei sobre ele, e o derrubei. Há dias eu percebi que não estava mais bloqueada, no entanto eu não sentia a vontade mínima de fugir, desde aquela informação na mente de Damon, eu me sentia traída por minha própria família.

Eu o derrubei com um só empurrão, fiquei em cima dele.

— Você é um idiota Klaus, me dê um bom motivo para eu não arrancar a sua cabeça agora.

A força dele também não podia ser subjulgada, ele conseguiu me empurrar com tamanha força, e senti minhas costas baterem em uma arvore, escutei o estralo dela quebrando.

— Então vejo que não está bloqueada mais novamente, teremos que resolver isso.

— Klaus você é um babaca completo só quer poder, poder, isso não é a única coisa no mundo!

Meus olhos encheram de lágrimas, depois de dias eu não mais me lembrava de tudo que me atormentava, entre as brincadeiras com Rebekah, as implicâncias com Hayley, a companhia de Damon tudo me fez sentir-me em casa, e depois de tudo que passei eu estava bem fora de Volterra, mas eu não conseguia mais fingir, eu estava explodindo.

— E você? O que sabe da vida sua princesa mimada?

Neste instante a raiva me invadiu mais, Klaus não percebia que eu não era somente uma menina mimada, eu estava farta de ser julgada assim, de ser considerada a fraca, a menina mimada!

Girei meu corpo fazendo com que minha força me fizesse o jogar longe, dei um soco no chão fazendo a terra tremer, o vento ficou forte.

— É você quem está fazendo isso? — Ele agora me encarava perplexo, eu andava não tão rápido até ele, encarando em seus olhos, eu queria que ele visse do que sou capaz.

— Sim, eu não sou fraca, Klaus, eu só não botei sua casa abaixo porque eu não quis. Só estou aqui porque eu quero. — eu dava passos em sua direção e confesso que vi medo ali. — Pense Klaus com todo esse dom eu poderia fazer pó de você!

Agora voei em cima dele o derrubando novamente, olhei em seus olhos, e foi quando vi muito medo ali, então peguei minha mão e levei a seu rosto, ele ainda me olhava sem entender, percebi seu medo aumentar.

— Não se preocupe se eu quisesse te matar já teria o feito, eu só quero lhe mostrar algo.

Sabia que era pessoal, mas algo em mim necessitava que ele soubesse o que estava dentro de mim.

Minha mão tocou seu rosto e eu deixei vir as imagens, sim tudo mesmo, quando conheci Edward, o que senti, o meu primeiro beijo e a sensação maravilhosa que a vida podia ir além dos castelos de Volterra, a preocupação de meu pai pela minha imortalidade e se eu podia me reproduzir, tudo, até mesmo quando foi a minha primeira vez, quando eu me entreguei a Edward e como eu estava feliz em saber que eu além de tudo de ser uma híbrida fora de todos os contextos, eu podia amar, até então mostrar o dia em que meu pai matou Edward, aquela palhaçada toda, e como eu me revoltei e a dor que eu sentia.

Assim que mostrei tudo eu me afastei e percebi que ao me lembrar de tudo meus olhos estavam cheios de lágrimas, eu deixei vir sim a dor me invadiu como há dias não me invadia.

— Se acha que isso muda alguma coisa…

Eu o encarei.

— Não esperava que entendesse mesmo, você é igual ao me pai controlador só quer poder, não vê que mesmo sendo vampiro lobo, o que for nós sentimos, nós podemos amar, e isso deveria valer mais que alguma coisa na merda dessa vida que é eterna pelo sinal, ou pelo menos eu acho que para mim é, sabe o que levantar todo dia e querer saber que temos algo além de sentir sede. — vi que aquilo o afetou também. — Sabe sim eu vejo que sabe, só não admite, eu vejo que está, além disso, que se mostra.

— Você não sabe de nada!

— Sei, eu sei mais do que pensa, eu sei o que é sentir a perda da mãe! — vi que ele estava espantado. — Sei o que é se sentir única, mas tão única que se sente sozinha! Ah acha que é só você? Poupe-me Klaus, por trás dessa pose você sabe que existe um homem que quer na verdade se encontrar! Nós somos híbridos, no meu caso eu não entendo hora quero ter uma vida humana, mas sei que eles não passam de alimento, ora eu quero ser vampira, e sei que você sente o mesmo. Assim a cada pincelada, a cada retoque que dá no quadro de sua mãe, queria estar fazendo em sua vida.

Ele nada disse por um longo tempo.

— Faça o que quiser Isabella! – ele virou-se e foi em direção a casa.

Eu fiquei ali parada, eu poderia ir embora, poderia fugir, mas não, o olhar de Klaus dizia que ele sentia o mesmo.

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