Os Originais em… Confronto?

Capítulo 6 — Não ter para onde ir

 

POV Bella

Sonhos. A desvantagem de ser uma híbrida era essa, na minha raça de vampiros o sono não era necessário, mas o fato de ser meio humana eu tinha a necessidade de dormir.

Klaus me encarava aguardando uma resposta. Não sei por que ou o que me deu naquele momento, era a lembrança do vazio de meu sonho, senti meu rosto úmido as lagrimas descendo por ele.

Olhei firme para Klaus que me encarou estranhamente preocupado, no entanto logo sua testa se enrugou, vi sua mão cerrar em punho, sua postura se tornou rígida.

— Não foi nada apenas pesadelos.

Falei logo para que ele pudesse sair dali, me senti constrangida por ele me encarar de forma tão intensa e uma raiva contida em seus olhar.

— Bom, vou mandar Rebekah lhe trazer o café da manhã.

— Espero que tenhamos sangue neste mistura.

— Creio que hoje daremos um jeito nisso princesa. — A palavra saiu cuspida e podia sentir a raiva nelas, e o deboche. — Mas temos que nos cuidar, porém por hoje temos alimento humano.

Ele saiu e nem me deu direito a uma resposta, eu tinha plena consciência de que ele me mantivera sem se alimentar de sangue somente pelo fato de me deixar mais fraca.

(***)

Rebekah era a única naquele lugar com quem eu podia ter uma conversa descente. Em alguns momentos eu a comparava com Heidi, sentia falta dela, uma falta que não imaginaria sentir um dia.

Por minhas contas já se passara mais de uma semana, no entanto nenhum vestígio ou informação de que a guarda Volturi estivesse próxima de me encontrar.

Assim que eu percebi que isso era quase algo longe de acontecer, decidi que deveria me acostumar a essa situação, me adaptar até que tudo fosse resolvido.

Por um lado não tão distante estar naquela casa me trazia um conforto, era similar a meu lar, e isso me acalmava.

Saí do quarto eu iria em direção à cozinha. Ao descer a escada escutei, e pior, senti o cheiro da loba idiota que eu não gostava Hayley. Minhas comparações a Jane eram sempre as mesmas, ela era idiota imprevisível, e eu a odiava, ali estava eu tinha minha Jane.

Olhai para Elijah sentado totalmente ereto, ele lia um jornal, sorri para ele, e em resposta ganhei outro sorriso, o que me fez lembrar-me de meus tios. Caius, ele não era muito sorridente, mas sua posição era quase sempre a mesma, já Marcus, ele não se segurava assim quando eu o encarava.

Vi que eu sentia falta demais deles, minha família, eu a odiava, mas amava.

Caminhei lentamente, a passos humanos, não havia pressa e olhar o ambiente calmo, se não fosse pela presença dos lobos eu diria que era até agradável.

Rebekah, a minha Heidi, sim eu podia considerá-la uma quase amiga, ela estava ali quieta parada observando o jardim ao fundo da grande casa, foi quando eu ouvi.

“Como eu queria somente um terço do que éramos humanos”…

— Rebekah, desculpe o que disse?

— Não disse nada, oi Bella.

Ele virou-se como se fosse pega de surpresa, eu duvidaria que ela estivesse sussurrando, pois em uma casa cheia de seres e vampiros que podem te ouvir ao mínimo balbuciar, ela seria mais cautelosa, uma suspeita veio em minha mente.

“Bem, melhor ver se Isabella está bem, ela não tem um bom humor com fome… Mas Klaus não estocou mais sangue…”.

Foi quando percebi isso não era ela falando era ela pensando, sim, fiquei uns dias sem meus dons o que me deixou atordoada e sem muito controle.

E se meus dons de escutar os pensamentos estavam voltando, com certeza outros dons poderia estar se aflorando, eu deveria achar uma forma de tentar.

— Rebekah, eu desci porque tô com fome, onde está o resto do pessoal?

Na verdade parte de mim sabia que só faltava Klaus, os lobos eu não contava, e recebi um olhar de Rebekah o qual eu não gostei.

— Klaus foi resolver umas coisas, mas estará de volta logo se é isso que quer saber.

— Quem disse que eu quero saber? Quero que ele morra se exploda!

Foi quando escutei um carro encostar, assim que o seu motorista se virou e pôs os pés no chão, uns passos, dois e deu a volta, escutei as pedras em baixo de seus pés se moverem, mas ele se moveu rapidamente e logo ele estava na porta.

Senti seu estranho coração e meus sentidos mais aguçados, senti sua indignação de estar ali.

Era um vampiro, ele estava em frente à porta sua mão foi à maçaneta e quando a porta se abriu Rebekah pegou uma das panelas do fogão e a vi jogar em direção a porta.

— Ei é assim que recepciona as pessoas?

Sorri para isso, o vampiro dotado de olhos azuis marcantes e um sorriso sedutor, ainda fez piada, mas olhei para Rebekah ela não estava brincando, estava séria e seus pensamentos não eram tão nítidos, no entanto eram altamente assassinos.

Olhei imediatamente se tínhamos muitos objetos cortantes por envolta, e constante que aquele definitivamente não era um bom lugar dela estar naquele momento em que sentia em seus poros a raiva que exalava.

— Seu cretino, Damon Salvatore eu não quero vê-lo nem pintado de ouro nem banhado de sangue, somente se for seu sangue jorrando.

— Por que tanto ódio no coração?

— Ainda pergunta.

Foi quando vi em seus pensamentos, cenas e imagens que seriam proibidas para menores com certeza.

— Bem creio que esse assunto não me apetece. — Ergui as mãos pegando uma maçã, que infelizmente era a única coisa ali em cima no momento. — Vou me retirar.

— Ei, você é a híbrida, bem que me disseram que era linda, mas não imaginava que fosse assim, tão perfeita.

O vampiro se aproximou de mim, eu o encarei, apreensiva, sua mão foi ao meu rosto e minha vontade era de testar se realmente meus dons estavam voltando, mas me segurei.

— Não me venha de galanteios, detesto isso.

— Uau! Temos uma durona e selvagem.

— Damon pode tirar as mãos dela.

Segurei na mão que ele estava afagando meu rosto, com um sorriso debochado, o que me deu muita raiva, então apertei com tudo, a girando em 90 graus, escutei o estralo de seu braço quebrando, sorri era bom isso.

— Nunca mais coloque as mãos em mim.

Rebekah sorriu e se sentiu realizada, a sua mente estava mais calma, no entanto ela vibrou com minha atitude.

— Ai meu braço. — Enquanto ele colocava seu braço no lugar eu virei-me, mas o infeliz era persistente, logo estava em minha frente.

— Ei, não vá, me desculpe, começamos errado. — Sua mão foi em minha direção, porém desta vez foi em movimento de me cumprimentar.

Eu o encarei, mas mesmo assim o cumprimentei.

— Ele é um idiota mesmo Bella nem liga.

— Desculpado então? — Ele sorriu novamente, e eu retribuí o gesto sorrindo e o cumprimentando.

— Só se mantenha em seu lugar.

— Tudo bem, Princesa! — Ele falou não como Klaus com nojo e deboche, foi mais uma reverência em si, sorri em resposta, e ele ainda se inclinou pegando minha mão e dando um beijo.

— Deixe de ser babaca, e me diga o que está fazendo aqui? — Rebekah interrompia.

— Seu irmão, ele me pediu um favor.

— Klaus pedindo favores?

Rebekah espantou-se e eu também, olhei curiosa agora queria saber o que era esse favor.

— Digamos que ele usou seu leve poder de persuasão, e me pediu com um jeito delicado que somente Klaus sabe.

— Entendi — Rebekah disse sorrindo. — Vamos diga que favor é esse?

— Ele precisava que alguém desse o recado aos patronos e imortais excelentíssimos que sua prole estava em nosso poder, e eu fui recrutar alguns vampiros que o pudessem fazer, já que ele não podia saber onde se localizavam.

Foi quando vi meus dons mais fortes, e a mente de Damon exposta, ele transformou vampiros novos aos quais não tivessem memória de nada, somente com a função de falar a meu pai sobre meu sequestro, as exigências de Klaus.

— Foram espertos, agora me deem licença. — Pensar em minha família me deixava mal, em saber que ás vezes o poder poderia ser mais importante para meu pai, ele já sabia de meu sequestro e, no entanto até agora eu não sabia mais nada.

— Ei calma não quer ouvir o resto? — Damon segurou meu braço, mas assim que encarou meu olhar de fúria para a sua mão ele se rendeu e retirou as mãos de mim.

— Fala, o que tem mais?

— Dos cinco vampiros que mandei, somente um retornou, e ele estava aterrorizado. Aro está com a fúria de mil vampiros, isso não é bom.

Sorri vitoriosa.

— Bem feito para Klaus, ele quis provocar agora aguente.

Foi quando vi uma parte que eu não tinha visto na mente de Damon, era as palavras exatas do vampiro.

“O fato não é o sequestro, se acham que uma simples híbrida pode interferir na vida dos Volturi, mas o fato é desafiaram a nossa soberania, e isso não será perdoado.”

As palavras foram como um choque, eu não importava qual deles as tinha dito ao vampiro insignificante, o que importava era que ou um de meus tios ou meu próprio pai havia as proferido.

Saí de lá como um vento, não queria ouvir mais nada, fui em direção à porta dos fundos, o escudo que me prendia não mais me segurou e eu me coloquei a correr até chegar ao riacho mais próximo.

A dor, a raiva, tudo estava reunido em um único momento, multiplicado, a dor esmagava.

Eu não tinha uma boa relação com meu pai, muito menos nestes últimos acontecimentos, mas isso?

Éramos uma família, e eu era insignificante, uma simples hibrida!

Escutei e senti que tanto Rebekah quanto o outro vampiro Damon estavam próximos, mas eu nada fiz, simplesmente deixei meu lado humano ceder a dor, meus joelhos cederam e eu fiquei ali sentindo as pedras levemente neles. As lágrimas em meu rosto, tudo era muito ruim, as imagens de meu pai matando Edward, as imagens de tudo era um filme, seria possível ele realmente pensar isso de mim?

— Bella.

Ouvi a voz de Rebekah, mas não me movi.

Eu necessitava de sangue, sim eu precisava, eu estava fraca e somente alimento humano e pouco sangue em bolsas não era suficiente.

— Bella, o que houve?

— Eu ouvi, ouvi nos pensamentos de Damon, tudo que fora dito.

Eu só disse isso e me coloquei a correr novamente agora em direção a cidade, eu era mais rápida, e isso os deixou para trás, cheguei a uma estrada simples, olhei em volta.

A sorte estava ao meu lado, uma caminhonete vinha em minha direção, era antiga uma Chevy vermelha, eu podia ouvir a música country que estava tocando, a minha boca salivou, um humano, sim eu desejava, não me importava nada.

Assim que a caminhonete entrou em meu campo de visão, eu me joguei no chão, escutei que Rebekah estava perto, então isso teria de ser rápido.

Assim que o vi parar a caminhonete, foram cinco passos longos, o homem era gordo, e não correu, verifiquei e não senti mais ninguém ele estava sozinho, então levantei rapidamente, e em segundos eu agarrei o homem e suguei seu sangue.

Sentia enquanto estava o drenando, o sabor o calor, escorriam em minha garganta.

Eu sentia fluir, meus dons sim eu podia sentir que eles estavam ali.

Mas em um único golpe em minha boca do estômago eu fui atirada longe, e isso me deixou com muita raiva.

Senti assim que a árvore em minhas costas deu um estralo, olhei em volta e Damon e Rebekah vinham em minha direção me segurar, mas o dono da força que me atirou longe não fora nenhum dos dois, e sim ele, Klaus estava ali.

— Eu saio por um instante e os imprestáveis não podem a segurar, uma híbrida?

Sorri maliciosamente, eu tinha me alimentado e meus dons estavam novamente eu não ia deixar barato desta vez.

Foi quando ergui meu corpo e voei o jogando contra seu pescoço.

Klaus era forte, e mesmo sendo da raça oposta era um original, imortal, e seu pescoço era duro, sim minhas unhas não conseguiam cravar sua pele.

Ele por sua vez se jogou por cima de mim, eu o empurrei e foi sua vez de quebrar uma árvore.

Quando fui voar nele mais uma vez, a dor invadiu minha mente, era intensa sim eu conhecia, era a bruxa, e senti neste instante Damon e Rebekah me agarrando.

— Me soltem! — Eu gritei e mesmo com a dor eu ainda estava forte e os joguei longe, saindo correndo.

Corria sem rumo, mas em minha mente eu não sabia para onde eu iria se para Volterra eu não voltaria.

Klaus era rápido e me alcançou.

Ele me segurou e me rendeu, mas eu deixei desta vez e meu estúpido lado humano me fez entrar em desespero e chorar.

E me deleguei por um instante, sentindo Klaus injetar em mim novamente aquele líquido que me entorpecia, e fui me deixando levar até que apaguei.

Notas finais do capítulo

Coitada da nossa Bella né gente? Mas esse Klaus tá muito mal :/ mas torcendo para o jogo virar para Bella, quem aí está torcendo por isso também levanta a mão o/

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