O Os Originais em… Confronto?

 

Capítulo 5 — Zombie

POV Elijah

 

Cheguei a Mystic Falls. A pedido de Niklaus, eu e Rebekah fomos falar com Bonnie.

 

— O que estão fazendo aqui? Pensei que tivessem ido embora para sempre de nossas vidas! — Falou Caroline assim que nós batemos a porta de Bonnie.

Há alguns anos Niklaus usou seu poder e força com essas pessoas, da forma que somente ele sabia fazer, o que os deixou temerosos.

— Onde está sua amiga bruxinha? — Perguntou Rebekah revirando os olhos ignorando a pergunta dela.

— O que querem? — Bonnie apareceu.

— Elijah? Rebekah? O que fazem aqui? — Dessa vez fora Elena quem perguntou.

— Temos um assunto importante para tratar, Bonnie. E peço para que seja extremamente sigiloso. — Comecei.

— Tudo bem. Siga-me.

— Fique fazendo companhia às garotas, minha irmã. — Falei para Rebekah que fez cara feia, relutou, mas por fim cedeu.

Bonnie me conduziu até uma sala pequena e trancou as portas.

— Sabe que podem nos ouvir, e o que eu tenho a falar é sigiloso, eu disse.

Ela retirou de uma pequena gaveta um ramo de sálvia, proferiu um feitiço queimando o pequeno ramo, evitando que quaisquer pessoas, inclusive vampiros, nos ouvissem.

— Pode falar Elijah. — Disse séria.

— Niklaus e eu…

— Espere aí, tem Klaus no meio? Eu não faço nada por ele, pode ir esquecendo.

Meu irmão não era de muitos amigos, poucos entendiam seu jeito um tanto peculiar de ser, por isso ele me mandou aqui, precisávamos de aliados, e Klaus tende a conseguir em forma de chantagem, porém eu sabia que para um grande plano dar certo, precisávamos de muita ajuda.

— Bonnie, eu sei que meu irmão não fora muito agradável com você e seus amigos, mas precisamos realmente de sua ajuda.

— Ele não fora muito… Agradável? — Ela perguntou irônica.

Contando que entre os métodos de meu irmão estavam chantagem e até mesmo tortura, era de esperar que Bonnie tivesse essa atitude.

— Preciso que me ouça com atenção.

— Estou ouvindo.

— Sabe que é descendente da bruxa original, Miakoda Bennet.

— Sim e daí?

— Precisamos que enfeitice esta pequena quantidade de verbena líquida.

— E para quem seria? — Perguntou desdenhosa.

— Uma híbrida original.

— Está falando de Klaus versão mulher? Já não basta ele agora temos outra?

— Ela não é como Niklaus, tem um lado humano e outro vampiro.

A boca de Bonnie se escancarou.

— Ela é filha do vampiro original da outra raça. E é a única.

Contei-lhes todo o nosso plano. No começo ela ficou receosa com o que eu pedi, principalmente em se tratando dela ter que enfeitiçar o quarto onde Isabella ficaria e também de ter que viajar conosco até Volterra.

— Sabe que essa híbrida é um desequilíbrio da natureza, e que mesmo eu fazendo todos esses feitiços eles não são totalmente seguros, eu não conheço essa raça, isso dificulta tudo.

Bonnie sabia da existência de outra raça, porém nunca vira relatos de que realmente existisse, ela sabia sim, por livros e histórias que sua avó lhe contava, principalmente sobre o nosso surgimento. A épica briga das irmãs Miakoda e Ambrose.

— Apenas faça, o resto é conosco.

— Farei, no entanto haverá consequências, estarei interferindo em algo que é desconhecido, essa tal hibrida pode ser da linhagem, mas ela não é criada, ela nasceu. E sabe que a natureza não trabalha sem um propósito, se ela nasceu e existe realente estaremos lidando com algo grande.

POV Klaus

Mudamos os planos.

Elijah e Bonnie viriam a Volterra ajudar-me na captura da híbrida. Não sabíamos como ela reagiria se eu fosse sozinho, e nada como uma bruxa para ‘’acalmar’’ os ânimos de um vampiro.

A tal Jessica me dera algumas informações, mas não tivera muita serventia para mim.

Tudo estava milimetricamente planejado.

Seguimos de longe Isabella e outra vampira correrem pelo campo. Lá atacaríamos e sequestraríamos a híbrida de Aro.

— Bonnie. — A cumprimentei com um sorriso.

— Klaus. — Falou ela secamente. — Onde está essa garota? Já tem um plano?

— Já está tudo certo. Hoje à tarde atacaremos. Cadê a verbena especial?

— Está aqui. — Ela me jogou um frasquinho de vidro.

— Ela estará no campo longe das proximidades de Volterra.

— Eu já sei o que fazer.

Preparamo-nos e seguimos até o campo.

A híbrida e uma vampira da raça fada purpurinada estavam lá. Sentadas e distraídas.

Bonnie esticou sua mão em direção as duas, e em segundos as duas se contorciam de dor, confesso que uma parte de mim estava com pena eu sabia como aquilo era doloroso, mas hoje Bonnie estava voltando seu dom somente as duas, que em especial eram mais influenciadas pela bruxa.

Algo estava fora do esperado, Isabella, poderia ser seu lado humano, se levantava e saiu correndo. Sorri para Bonnie, eu sabia que ela estava fraca agora.

— Elijah mate a ruiva.

— Mas Niklaus alguém tem que dar o recado a Aro!

— Bem lembrado meu irmão, fale a ela o necessário e a deixe ir e contar a ele, que a filhinha estará em nosso domínio. — Um sorriso saiu de meus lábios, e com a minha velocidade saí atrás de Isabella.

Ela tentou fugir, mas como a bruxinha tem poder sobre os vampiros fadas, ela tirou sua força.

Ela estava sem fôlego, se segurando em uma árvore, sim, seu lado humano a deixava fraca. Assim que me viu seus olhos estavam escurecidos, mas ela viu que não tinha escapatória.

Foi aí que a fiz engolir toda a verbena líquida. Vi sua boca queimar, e rapidamente ela caiu na inconsciência.

Voltamos a Mystic Falls.

[…]

— Satisfeito, meu irmão? O que faremos com ela? Bonnie me disse que nenhum vampiro da raça de Isabella poderá localizá-la, inclusive o próprio Aro. — Disse Elijah.

— Isso é muito bom, eu acho que ele desesperado ficará mais vulnerável.

— Vamos deixar o achismo de lado, Niklaus, nós não estamos lidando com vampiros comuns, e sim com um original da raça oposta a nossa.

— Sim, vampiros que brilham ao sol. — Revirei os olhos. — Isso é patético.

— Mas sabe dos poderes que eles têm, cada um tem um dom, diferentemente de nós.

— Mas sequestramos uma meio humana meio vampira, deve ter força, mas somos mais fortes com certeza.

— Não a conhecemos, Niklaus.

— Não seja por isso. — Sorri para ele.

 

Nesse momento Rebekah desceu as escadas.

 

— Ela acordou.

— E? — Perguntei ansioso.

— Ela está calma, estranho não? Eu surtaria se fosse sequestrada.

— É o feitiço do bloqueio. — Falou Elijah.

Rebekah não estava muito a par de tudo.

 

Subimos a escada e chegamos ao último quarto no final do corredor.

 

Elijah queria bater na porta, mas eu entrei com tudo. Para que formalidades afinal?

— Quem são vocês? — Ela perguntou assustada.

— Niklaus e Elijah. — Disse meu irmão. — E você é a híbrida de Aro, certo?

— Não sei do que está falando. — Se fez de desentendida.

— Você não nos engana! — Cheguei mais perto dela.

— Mas que cheiro de cachorro é esse? É você? — Ela apontou para mim. — Argh!

Elijah riu, mas eu não vi a graça.

— Niklaus também é um híbrido, mas diferentemente de você, seu outro lado é lobo.

— Por isso você fede. Fique longe de mim.

— Isso não será possível.

— Será se eu te mostrar do que sou capaz de fazer com você e com todos desta casa! — Ela me olhou intensamente e vi raiva em seu olhar.

— Acho que não é capaz, Isabella. Nós somos os imortais, os originais da raça oposta a sua.

— Eu sou imortal e mais poderosa do que você imagina.

— Creio que não, cadê a sua força agora?

— Eu quero matar você, arrancar sua cabeça, te desmembrar, Niklaus. — Falou ela com fúria cuspindo meu nome.

— Tente. — A provoquei.

Ela veio para cima de mim, mas antes que pudesse me tocar ela se deteve.

— Eu não consigo. O que está acontecendo comigo? — Ela quase gritou.

— Fique calma Isabella. — Disse Elijah.

— Saiam daqui! — Agora ela gritou.

Sorri para a garota, mas algo em seu olhar me intrigou como se faltasse algo, deixei passar por alto.

— Elijah saia você, eu quero falar com ela a sós.

— Acha uma boa ideia? — Encarei meu irmão por um tempo e ele entendeu que não poderia acontecer nada, então ele se retirou.

— Eu disse para saírem, você também seu lobo fedorento. – Ela torcia o nariz.

— Eu não vou me retirar este é meu quarto e agradeça a Rebekah por isso! Por mim estaria em uma cela, mas já que não pode ir embora… — Dei de ombros.

— Ah eu posso! — Ela se virou em direção a janela, a vi abrir a cortina, mas nada fiz, o sol bateu em sua pele, e realmente não brilhava igualmente a todos de sua raça, mas um leve reflexo se fez, eu fiquei admirando por um breve momento, a vi erguer a mão e tentar quebrar o vidro, mas assim que o fez algo a impediu.

— Não adianta, não importa o que faça, você só pode sair desta casa acompanhada por mim, ou por um de meus irmãos.

— O que você fez comigo seu híbrido nojento?

— Não está se esquecendo de que não sou o único hibrido aqui, está?

Enquanto eu falava ela andava por meu quarto observando tudo.

— Você pinta então?

— Como? — A garota era doida, do nada mudando de assunto.

— Senti o cheiro de pintura fresca de tinta.

— Sim, mas isso não vem ao caso, eu receio que queira algumas respostas.

Ela virou- se seu olhar soberbo, sim ela era linda, para uma raça oposta, suas feições, e traços eram perfeitos.

— Então me dê essas respostas, o que querem de mim? — Ela tinha uma pose e até arrisco dizer uma elegância.

— De você nada!

— Mas não importa! Eu não te darei nada.

— Não princesinha, seu pai, vejamos por anos, na verdade séculos, somos subjulgados pela raça de seu pai.

— Manda quem pode. Mas o que eu tenho a ver com isso?

— Você é filha de Aro, e vamos chantageá-lo!

Vi que seu semblante decaiu ela se direcionou até a cama, deitou-se.

— Olha Klaus parece legal, mas não quero cansar minha beleza, vou me deitar, e assim que a guarda chegar arrancar a cabeça de vocês eu acordo, vou dormir um pouco. – Ela fez que bocejou e se deitou.

— Saiba que não vão te achar, essa casa está protegida por um feitiço, e você não pode ser rastreada.

Saí de lá e bati a porta deixando a pequena princesa deitada, menina insolente, mas não demorou muito até escutar ela levantar-se como um vento, e vir em minha direção.

— Se você pensa que vai ser fácil senhor lobo fedorento, não vai, meu pai não vai deixar barato, e não por me sequestrar apenas, mas por ousar desafia-lo ele odeia isso e eu já o vi botar fim em vampiros por muito menos.

Assim que ela parou com seu discurso eu virei em direção à escada e fui descendo, mesmo sabendo que ela estava atrás.

— Não disse que iria dormir?

— Estou faminta. — Ela olhou para os lados verificando a casa assim que a porta foi aberta e Tyler e Hayley entraram. Ela torceu o nariz.

— Ui esse fede pior que você, e essa aí também! Que nojo, essa casa é cheia de cachorros?

— Esta é a fedelha? — Hayley falou assim que entrou.

— Olha como fala de mim sua cadela. — Isabella foi para cima de Hayley e foi ali que descobrimos que o feitiço não afetava quando atacava alguém que não fosse um original, pois a coisa ficou feia.

 

Tyler cuidava de Hayley que estava com um braço quebrado eu estava com Rebekah na cozinha que fazia algo para Isabella que agora estava calma.

 

— Isso não vai ser fácil como pensou Klaus!

— Mas Hayley gosta de provocar também Rebekah.

— Vamos ter que manter ela bem calma.

— Leve essa comida a ela, sangue talvez, e tente, pois eu não tenho paciência com garotas mimadas.

 

POV Bella

 

Ai que raiva daquela loba nojenta idiota, se eu pudesse eu tinha arrancando a cabeça dela, ai que ódio, não eu podia, mas me seguraram maldito feitiço, ah, mas se ela me provocar de novo a coisa vai ficar feia. O ódio se instalou em mim, e como a praga em minha vida eu estava aqui cercada de gente em busca de poder e uma substituta da vaca da Jane.

Supondo que meu pai vai me procurar eu terei pouco tempo aqui, apesar de que será bom um tempo longe daquele inferno de Volterra o qual só me fazia lembrar-me de coisas nada agradáveis.

Escutei os passos nas escadas, e em seguida duas batidas na porta.

— Posso entrar?

— Já está dentro.

A loira vampira entrou, bem eu gostei dela, mas veremos como é essa Barbie projeto de vampira.

— Eu trouxe comida, e uma bolsa de sangue.

— Olha, na boa, eu vou aceitar comida, mas o sangue eu prefiro direto da veia.

— Também, mas não podemos chamar atenção.

— Tudo bem, mas eu não posso viver assim!

— Olha prometa se comportar que eu mesma te levo para caçar.

Viu? Eu disse, gostei da loira. Comi praticamente tudo que ela trouxe.

Fui andando até a parede oposta e observando as pinturas de Klaus, uma em especial me chamou a atenção.

Era uma mulher linda por sinal, não tinha muitos detalhes, pois parecia que o quadro estava inacabado.

— Nik está pintando há mais de um século esse.

— Como?

— Para onde nós vamos, ele leva seus quadros, e este em especial, é a menina dos olhos dele.

— Quem é?

— Nossa mãe, ela morreu assim que a bruxa nos fez imortais.

— Essa parte da história eu não sabia, minha mãe morreu a me dar a luz e eu ainda me lembro dos detalhes dela.

— Interessante isso, Nik é híbrido por ironia da natureza, e você é também, isso é muito interessante.

— Sem ofensa, mas ele não chega aos meus pés.

— Você é uma figura, bem Klaus meu irmão pode parecer um homem meio rancoroso, mas no fundo Nik só quer uma coisa…

— Como todo homem ele quer poder!

— Entenda Bella, Nik é diferente e isso o faz…

— O faz ser pior, olha Rebekah eu só quero esperar essa merda acabar!

 

Assim que ela saiu eu fiquei olhando para o quadro com a visão mais ajustada eu podia ver as várias modificações já feitas na pintura, os traçados leves dizendo que em momentos ele pintava com amor, mas ora estava muito forte mostrando sua raiva.

The Cranberries – Zombie

 

(Essa musica retrata a indignação sobre batalhas e guerras, e isso que a mente de Bella esta sentindo, ela esta farta dessas batalhas e busca por domínio)

Há momentos em que pensamos na vida de uma forma diferente.

Passei minha vida dentro daquele castelo, mal vi o mundo, agora estava aqui, ainda não sabia onde, no entanto estava fora.

Essa era uma oportunidade, sim de estar livre ao mesmo tempo em que estava presa.

O que se faz quando está diante de um impasse, algo que te faz pensar em outras possibilidades, eu amava meu pai, mas odiava essa dominação que o controlava, sempre.

O que fazer quando nunca se cogitou tal situação, porém ela é colocada diante de si, parte de mim estava feliz por finalmente o poderoso clã Volturi ser desafiado, isso daria vida a eles.

Sem mais o que pensar eu deixei de lado olhar aquelas pinturas, eu consegui sentir o que se passava nelas, e eu sabia exatamente como era se sentir assim, perdido, mas eu não queria imaginar que eu podia ser igual a Klaus jamais.

Em minha cabeça, muitas dúvidas. Olhei novamente os quadros, se via ali certa frustração. Eu entendia que o ego impregnado na mente de certos seres era tão grande que os deixava vazios e frustrados.

Vivi rodeada de dominação e do espírito de poder, e não estou diferente agora, mas se poderia surgir algo bom eu tentaria.

Deitei minha cabeça no travesseiro tentando achar uma saída, a qual seria mais fácil de enfrentar.

 

Eu estava em uma floresta não era nada igual aos campos de Volterra, era mais densa e menos seca, eu podia sentir a vida, sentir o cheiro do verde.

 

Eu estava caçando, olhei para o lado e lá estava ele, Edward sim, ao qual eu evitei até sonhar com ele durante muito tempo, eu me esquivava das lembranças, elas me deixavam mal.

Ele estava feliz, sorrindo como fazia. Eu corri até ele.

— Bella pare!

A sua voz ecoou me paralisando, eu senti quando suas mãos passavam em meu braço. Suspirei sonoramente o sentindo chegar a meu ouvido.

— Você precisa viver, e tem um destino.

Aquilo me assustou, eu olhei para ele, mas no mesmo instante ele sumiu, e a floresta ficou escura, surgiu do meio do nada uma garota morena, ela estava empunhando sua mão, reconheci, fora ela quem me fez sentir aquela dor horrível.

— Não tema, eu não lhe farei mal.

Eu olhei para ela, mas nada saiu de meus lábios, eu somente concordei com a cabeça, nunca tive medo de nada, e ali estava eu diante do medo.

— Você tem um destino que a natureza a designou.

Ela sumiu e Edward também, eu o queria ali, pelo menos no sonho, mas nada.

Um nada, um vazio era tudo que me restava.

 

Acordei ofegante, com meus próprios gritos, olhei para frente e me deparei com um par de olhos claros me observando.

 

— O que está fazendo aí?

— Vim ver se estava bem, estava gritando.

Klaus me encarava temeroso.

Notas finais do capítulo

E ai?
Bem vemos que Bella não é muito fácil.
mas o que vai ser desta convivência
Comentários. Não esqueçam

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