Ignorem o nome da fic errado no Banner, mas depois eu troco kkkkkkkk

 

Os originais em… Confronto?

Capítulo 4 — Dor

POV Isabella

 

Assim que cheguei ao castelo me deparei com o meu pai, rapidamente tentei ler sua mente que era muito difícil, mas nada além de uma grande preocupação.

 

— Isabella sabe exatamente em que estado está chegando?

Olhei para minhas roupas amarrotadas e o encarei. Lembrei-me dos pequenos detalhes, como o cheiro.

— Pai eu posso explicar, eu estava em um trote e tínhamos que participar faz parte…

— Isabella eu tenho muitos vampiros ao meu redor, e sei o que se passa em uma faculdade, então não preciso de detalhes, mas o que eu quero saber é quem são seus novos amigos vampiros?

Olhei firme para ele, respirei fundo, eu não poderia mentir muito.

— Pai, são os Cullen eles fazem faculdade.

— Ora, ora, eu sabia que os Cullen estavam de volta à Itália, mas não tive o prazer de ver meu amigo Carlisle.

— Carlisle? Olha esse eu não conheço.

— Minha filha, inocente Isabella. — bem ele pensa que sou inocente, coitado. — Ele é o líder, ou como gosta de falar o pai.

— Bem eu só conheço os filhos então, olha pai eu sei que o senhor não dorme, mas eu durmo, então, valeu a preocupação…

— Isabella, os traga aqui para conhecermos seus amigos.

Isso não ia prestar.

— Vou ver pai, valeu.

— Isabella, se possível amanhã.

Preocupada fui para meu quarto, meu pai estava estranho, e sua mente muito complicada. Ele estava desviando o pensamento isso não é bom sinal.

Mas o cansaço e a bebida me fizeram pegar no sono.

Pela manhã novamente a projeto de bruxa estava em meu quarto e desta vez sentada na minha cama.

— Pensei que não ia acordar.

— Estou tendo um pesadelo? Não… Espera! É só sua cara feia. O que quer?

— Bem lembra que este ano em seu aniversário seu pai te deu um par de brincos de safira?

— Sim.

— Bem eu os quero.

— Bebeu? Cheirou? O que foi? Esta aí toda doida, capaz que vou te dar o brinco que meu pai me deu!

— Tudo bem então. Vou até a sala do trono, sabe Aro ficará feliz em saber que a queridinha dele, estava em um quarto trancada com outro vampiro!

— Sua vadia!

— Isabella, você é idiota ou o quê? Pensa que as coisas podem ser escondidas por quanto tempo? Veja bem seu pai é esperto, e acha que ele não está desconfiando de nada? Aro só espera uma confirmação, e eu posso dar a ele.

— Espera! Eu te dou o maldito brinco!

 

Liguei para Edward e avisei a ele que tínhamos um problema.

Ele pediu que eu o encontrasse depois da aula no barzinho da cidade aonde iam os alunos.

 

Mesmo eu sendo poderosa, meu lado humano predominou constantemente durante as aulas, não consegui prestar a atenção em praticamente nada, nem ler as pessoas eu li.

Esme ao perceber meu estado, tirou-me de meus pensamentos, pois eu estava com eles em meu pai e em Edward, especificamente no encontro dos dois.

— Senhorita Swan?

— Oi senhora Cullen.

— O que está acontecendo? — Seus olhos castanhos dourados me olhavam profundamente.

— Nada.

— E o que eu acabei de falar?

Nessas horas ler a mente da pessoa mais nerd da sala resolvia.

— Para os romanos, deuses e homens deveriam viver em harmonia, a confiança tinha que ser mútua, porque disso dependia a saúde, a proteção do Estado e o sucesso nas guerras, as colheitas fartas. A prosperidade dos homens. — Repeti exatamente como Esme havia falado.

Seus olhos se arregalaram e depois relaxou seu rosto.

— Voltando…

As aulas custaram a passar, eu queria ter o poder do tempo também, mas isso estava fora de cogitação.

Depois do término das aulas, todos iam ao tal barzinho, então seria bom para me encontrar com Edward e Alice. Eu precisava alertá-los sobre o encontro com meu pai, e a respeito de Jane.

Ao chegar lá, entrei preocupada, olhei ao redor e nada de Edward.

Inflei as narinas, o cheiro humano e de bebida se misturavam, e eu senti um cheiro diferente, mas não reconheci.

Observei Jessica sentada e fui a sua direção.

— O que foi Bella? — Perguntou ela observando meu estado.

— Nada Jess. Bom, o que vamos beber? — disse a ela, apontando para o balcão.

— Vamos para o balcão. — ela disse. Idiota eu já estava insinuando isso! Sentamo-nos. Eu nada disse somente fui pedindo doses de uísque uma atrás da outra.

Foi quando meu estado de não ver Edward estava tão frustrado que quebrei o copo em minhas mãos.

— Bella como conseguiu fazer isso?

— É só um copo Jess. —eu estava nervosa, uma pilha de nervos.

— Você conseguiu quebrar um copo tão resistente que nem se você jogasse com toda força no chão ele não quebraria! — Ai quanto drama!

Olhei indignada para ela.

— Isabella você tocou no copo e ele quebrou!

— Chega Jessica! — olhei ao redor e meus dois capangas estavam me seguindo.

Saí de lá apressada.

Chegando ao castelo me deparo com um cheiro característico.

Eles estão aqui eu posso sentir!

Fui indo imponente.

— Não pode entrar seu pai está ocupado.

— Felix, não me venha com essa eu vou entrar!

— Isabella eu aconselho que não garota! Não piore a situação!

— Ah vou mesmo! — fui para cima dele, e nem sei como, Felix é o vampiro mais forte de Volterra e mesmo assim eu o derrubei, com uma rasteira, e depois dei um soco que ele voou longe.

 

Entro na sala do trono indignada, sim Edward e Alice estão ali.

— O que é isso pai? — Perguntei incrédula.

 

— O que, minha doce Isabella? Está tudo bem aqui. — Falou meu pai com seu tom sarcástico.

— Por que eles estão aqui então? — Perguntei.

— Eu só quero conhecer seus amigos, minha filha.

— O senhor não tem o direito de se intrometer em minha vida! — Meu sangue fervia, e comecei a sentir uma raiva a qual eu nunca havia sentido antes.

— Não só tenho como devo. — Respondeu secamente me olhando sério.

Neste momento Alice ficou séria, seu cenho se franziu. Eu pude ler sua mente e consequentemente o que ela via.

Jane chegou com seu sorriso cínico e sombrio. Olhou para Edward e Alice e depois para mim. Sua mente era clara a vadia ia abrir o bico.

— Pelo visto já conheceu o namorado de Bella, meu senhor. — Falou ela. Eu só não parti para cima dela como eu fiz com Felix, em respeito a meu pai e meus tios que se encontravam na sala do trono.

— Namorado? — Ele direcionou a pergunta para mim. — Do que Jane está falando Isabella? — Era perceptível a raiva contida em sua voz.

— Esta vagabunda está mentindo pai! — Alterei minha voz e fui indo para cima dela, eu ia matar aquela desgraçada, mas Alec e Demetri estavam ao meu lado me segurando.

— Eu não admito estes palavreados em minha presença! — Falou ele duramente. — Meu caro Edward Cullen, me dê sua mão, por gentileza.

Eu sabia que ia dar merda das grandes, ele não podia ver a mente de Edward, estaria tudo ali. Tentei a todo custo lançar meu escudo para fora do jeito que Heidi estava me ensinando, mas não consegui.

Então meu pai pegou em sua mão e assim que terminou direcionou seu olhar para mim.

— O que isto significa? — Se ele fosse humano com certeza mudaria de cor, mas seus olhos escureceram de tal forma que eu tive certo medo.

— O que você viu meu irmão? — Perguntou tio Caius levantando-se de seu trono.

— Creio que meu amigo Carlisle ficará um tanto chateado comigo, meu irmão.

Eu li os pensamentos de meu pai, ele estava planejando chamar Felix para matar Edward! Eu não poderia deixar.

Em um ataque de fúria consegui fazer Alec e Demetri voarem longe, eles não eram de brigas então eram fracos. No mesmo instante ele entra, se eu o derrubei uma vez, podia fazer isto de novo.

Ele foi com fúria para cima de Edward, mas antes que ele pudesse chegar até meu namorado, o peguei por trás e o lancei ao chão com muito mais força do que da outra vez. O piso do chão rachou.

Todos me olharam bestificados, mas eu estava tão cega de raiva, que não parei de bater em Felix. E isso me incapacitou de prestar a atenção nos pensamentos de meu pai.

Mas eu senti vibrações estranhas e quando olhei em direção a Edward ele já estava ficando sem sentido algum pelo poder de Alec. Alice chorava desesperada. Ataquei Alec e com um golpe arranquei sua cabeça. Vários vampiros da guarda vieram me impedir, mas eu derrubava a todos, quando por fim derrubei o último, eu ouvi alguém dizer: É o fim. Foi Jane. Quando me viro meio que em câmera lenta, eu vejo Felix arrancando a cabeça de Edward, do meu Edward!

A raiva me cegou por completo, nesse momento eu não era a Isabella doce do papai, eu me senti outra pessoa. E foi aí que soquei o chão com tanta força que ele começou a estremecer. Parecia que estava tendo um terremoto.

Meu pai me olhou assustado, e correu até mim, mas eu o empurrei o fazendo se chocar com a parede.

— Eu quero que o seu reinado chegue ao fim, é isso o que vou fazer. Vou expor a todos, mesmo que eu tenha que morrer por isso! Esqueça que sou sua filha, depois do que fez eu não quero mais olhar em sua cara, eu te odeio. Não aconselho ninguém a ser meu inimigo, mas você pai, você me tem como uma.

Dei as costas para ele.

— Não dê as costas para mim! — Falou ele ainda enraivecido.

Eu rapidamente encostei-me a Jane e obtive seu poder.

Olhei para meu pai e falei a palavra clichê dela.

— Dor.

Ele se contorceu todo e gritou. Eu dei intensidade ao poder, e ele se debatia com aquilo, era mais do que uma cólica menstrual como eu havia apelidado, era sofrimento mesmo.

Desviei meu olhar e corri até o corpo de Edward despedaçado. As lágrimas vieram à tona, e todos se retiraram, mas pude ver Alice sendo carregada por Felix. Ela deveria estar péssima assim como eu estava.

— Perdoe-me Edward. — Falei em meio às lágrimas. — A culpa foi minha eu nunca vou me perdoar por isso. — Falei enquanto vi Tio Caius ateando fogo nos pedaços de Edward.

 

Depois daquele dia, quem pensou que eu ia me trancar em meu quarto, enganou-se. Eu não respeitava mais ordem alguma de meu pai, e bolei um plano para começar a expor sua raça.

— Onde você pensa que vai? — Perguntou ele assim que me viu arrumada para ir à faculdade.

 

— Ouço alguém, mas não vejo quem. — Falei para mim mesma, mas alto o suficiente para que ele pudesse ouvir.

— Filha, eu estou preocupado com você. — Meu pai agora amansou sua voz. Quando ele fazia isso, queria que eu também abaixasse minha guarda, porém eu não faria isso.

— Eu não estou nem aí!

— Você pode estar grávida!

— Não, eu não estou, para com essa bobagem que saco! Minha vida toda eu tive que ficar escondida, nunca pude me divertir como uma humana normal!

— Você não é uma humana normal! E depois do que eu vi naquele dia, está muito longe de ser normal. Eu não sabia o tamanho do seu poder.

— Me deixe nervosa outra vez que eu acho um jeito de matar você e meus tios. — Falei amargamente. — Com licença. E, ah, não mande ninguém da sua guarda idiota vir atrás de mim, porque eu matarei a todos!

Jane não falava comigo desde o acontecimento, eu estava louca que ela viesse para meu lado, mas a garota é esperta, eu matei seu irmão facilmente, com ela seria igual. Mas, Jane merecia ter uma eternidade de sofrimento, e se eu a matasse, eu estaria fazendo um agrado.

Alice estava presa, eu fiquei um bom tempo sem visitá-la para despistar meu pai. Eu só estava esperando o momento para libertá-la.

Os Cullen não vieram saber de Alice e Edward, por que será?

Fui para a faculdade, e estranhei, pois havia outra professora de Mitologia no lugar de Esme.

Será que ela é mãe deles?

 

Mas não me prendi muito a isso, ninguém sabia, mas choro até hoje a morte de Edward, é uma dor dilacerante, senti vontade até de me matar, foi a pior sensação da minha vida. A visão dele decapitado e sem seus braços e pernas não saíam de minha mente. E isso me deixava cega de raiva.

— Ei Bella, vamos sair hoje? — Perguntou Mike, mas vi em sua mente suja o que ele pretendia realmente.

 

— Claro Mike. — Sorri para ele.

Então fomos para um barzinho, não aquele o qual estávamos acostumados, mas um mais distante da cidade.

Bebemos algo, conversamos, e ele pediu para me deixar em casa.

 

É claro que eu não deixaria ele me levar!

— Por que não vamos para um lugar antes? — Perguntou.

 

— É claro. Me leve até o parque das árvores. Lá a gente pode conversar melhor. — Sorri maliciosa.

 

O parque das árvores é um local grande, e tem um mirante.

 

Temos uma vista linda dali de cima.

Era perfeito para o que eu tinha em mente.

 

Seus olhos brilharam, de luxúria, é claro.

Chegamos lá, saímos um pouco, ficamos observando a bela paisagem.

 

Senti suas mãos tocando em minha cintura, eu deixei. Eu mal sentia o cheiro de seu sangue porque o vento estava muito forte.

A noite estava fria e ele me chamou para voltarmos ao carro.

Assim que nós entramos, eu o beijei, e vi em sua mente que ele queria que tivéssemos uma noite bem alucinante e selvagem. Ele estava com a pessoa certa, e no lugar certo para isso.

Os beijos ficaram mais vorazes, e suas mãos bobas passeavam por meu corpo. Eu ia até seu pescoço e senti profundamente o cheiro do seu sangue que gritava por mim.

— Você vai ter uma visão dos céus agora, meu querido Mike.

— O que é? — Ele sorriu.

Tirei minha roupa e fiquei nua em sua frente.

Seus olhos não desgrudavam de meu corpo nu.

Tirei a sua e depois nos beijamos mais uma vez, com mais intensidade.

É claro que eu não chegaria aos finalmente, eu não o desejava, só senti asco e nojo por seus pensamentos sujos e inescrupulosos. Ele morreria antes de ter o seu tão esperado clímax.

 

Ele se posicionou em cima de mim, mas eu não o deixei me penetrar, em um movimento rápido e inumano fiquei agora em cima dele.

 

— Mas o que…? — Mike se espantou.

— Olhe bem para mim, Mike. Eu serei a última pessoa a qual você verá.

— Co… Como? — Ele gaguejou.

— Assim. — Cravei meus dentes em seu pescoço, seu sangue ao entrar em contato com meus dentes e quando o senti em minha língua, as sensações foram diversas, o frenesi tomou conta de mim porque eu deixei, é claro que eu poderia parar ali, mas só depois que eu o tivesse drenado.

Deixei o corpo sem vida de Mike dentro do carro mesmo, me limpei, vesti minha roupa e joguei seu carro penhasco a baixo.

Voltei para minha casa, não feliz, não era legal matar, a sensação depois era péssima.

 

E mais uma vez me tranquei em meu quarto e chorei a morte de Edward.

No dia seguinte na faculdade ninguém falou de Mike, até porque só fazia um dia que ele tinha morrido, e seu corpo no momento estava meio que inalcançável.

Eu estava no refeitório, Jessica tagarelava com Carmen e estranhou Mike ter faltado, ela ligou várias vezes para seu celular, mas só caía na caixa postal.

 

— O que será que aconteceu com ele? — Ela se perguntava.

— Quem sabe Jess.

Fiquei observando os garotos que iam e vinham. Eu estava prestes a escolher outra vítima. Talvez algum capitão do time de futebol, ou o garanhão da universidade.

 

Eu fiz mais cinco vítimas, em cinco noites seguidas. Mas eu diferenciava o local do meu ataque.

Era uma sexta feira, Jess estava chorando, perguntei a ela o que tinha acontecido e ela me disse que o corpo de Mike fora encontrado caído no penhasco.

 

— O corpo dele estava drenado Isabella, ninguém sabe o que houve, e como o carro dele foi parar ali.

— Meu Deus! — Coloquei uma mão na boca fingindo estar chocada.

 

Meu pai estava uma fúria comigo, ele sabia que os assassinatos eram cometidos por mim. Eu só queria diminuir a população masculina daquela universidade, nada demais!

Em uma madrugada fui até o porão onde Alice estava.

 

Heidi fora comigo.

Alice estava com a pele ressequida. Seus olhos estavam negros e tristes. Entreguei-lhe algumas bolsas de sangue, ela logo as tomou.

— Eu vou te tirar daí amiga.

Pedi para Heidi vigiar a porta enquanto eu quebrava a cela, nenhum vampiro poderia quebrar, porque era enfeitiçada, somente eu ou um humano podíamos fazer isso.

— Alice eu não sei o que aconteceu com a sua família. Mas quero que me perdoe, eu sofro muito com a morte de Edward e sei que foi por minha culpa.

Recebi um abraço seu caloroso. Nós duas choramos juntas.

— Vem, você está livre minha amiga. Quero que fique bem, e corra o quanto puder. Pegue meu carro, eu te dou dinheiro necessário para você ir atrás de sua família.

— Obrigada Bella.

— É o mínimo que posso fazer.

Abraçamo-nos mais uma vez e ela partiu.

 

Dentro da universidade estava uma loucura, ninguém sabia por que tantos garotos estavam morrendo, quero dizer, somente eu sabia.

 

Liguei para Heidi, eu queria dar cano na facul, a chamei para irmos ao campo, eu precisava respirar um ar puro. Eu não estava bem, na verdade cada dia pior, a tristeza se acumulava dentro de mim.

— Você tem que aprender a matar sem sentir remorso.

— Eu não gosto de matar, tudo bem que beber sangue de um humano é indescritível a sensação, mas o remorso que me toma depois me faz pensar que não vale a pena, sabe?

— Você está sensível assim porque perdeu Edward. Eu sei que para um vampiro perder alguém que amamos isso nunca se cicatriza. — Ela olhou para frente e de repente seu semblante decaiu.

— Você já perdeu alguém?

— Já perdi dois alguéns. — Ela sorriu tristemente.

— É realmente horrível.

 

Ficamos caladas por um momento até que…

 

— Que cheiro é este? — Heidi perguntou levantando-se rapidamente. — Está sentindo?

— Sim. — Levantei-me também.

Vi um vulto correndo a nossa volta, mas era difícil saber o que era.

Do nada Heidi foi empurrada para longe e eu fiquei no meio do fogo cruzado.

— Isabella. — Dizia uma voz masculina.

— Quem é o imbecil que está fazendo isso? — Eu já estava ficando nervosa, rosnei enraivecida.

 

De repente ao longe vi uma garota baixinha de pele morena vindo em minha direção.

Quando ela chegou mais perto de mim senti uma dor de cabeça horrível, eu nunca tinha sentido algo parecido, os olhos dela varriam o lugar, olhei para o lado e Heidi estava do mesmo jeito que eu.

 

Caí de joelhos no gramado com as mãos na cabeça.

 

Depois a dor simplesmente sumiu.

Levantei-me rapidamente e corri em direção daquela garota, eu fui com fúria para cima dela, mas me senti vazia de repente. Tentei falar algo e minha voz não saía, tentei socar o chão, mas senti meus dedos se quebrarem. Por que estou tão frágil? O que esta humana é? Seria uma bruxa?

Apareceram dois rapazes ao meu lado, com um sorriso sombrio, e um deles se pronunciou.

 

— Olá Isabella. É um prazer finalmente conhecê-la. — Suas feições mudaram, ele parecia um monstro, seus olhos ficaram vermelhos, não como os do meu pai e de todos os que eu conhecia, com exceção dos Cullen, mas de um vermelho diferente. E suas presas estavam à mostra.

Tentei correr, mas eu não tinha velocidade vampírica, não mais. E de repente fui pega por braços fortes. Ele me fez engolir um líquido amargo que saiu queimando tudo por dentro.

 

Depois não vi mais nada.

Acordei, pisquei confusa algumas vezes. E tentei me lembrar do que havia acontecido. E tudo veio à tona.

 

Eu não sei onde eu estou. Olho ao meu redor e vejo lençóis diferentes, uma cama com Dossel era uma instalação linda, ampla clara, quadros bem desenhados e recém-pintados, o cheiro de tinta fresca se misturava com o cheiro que eu senti no campo.

Foi nesta hora que as lembranças me vieram à mente, a minha cabeça doía muito, e sentia meu corpo fraco como nunca senti.

Observei alguns retratos pintados, uma família imponente, uma casa de estilo vitoriano, tudo de muito bom gosto e ostentação.

 

Ouço passos vindos em minha direção.

— Então você é a famosa híbrida Isabella? — Uma garota alta e loura perguntou, lembrei-me de seu rosto não era estranho.

 

— Sim. E você pode me dizer onde eu estou e quem é você?

— Meu nome é Rebekah Mikaelson, sou uma vampira original da raça oposta a sua, e você, querida, está em Mystic Falls.

Não pude esconder a surpresa, e minha boca se escancarou.

Sim as pinturas, a família imponente, Rebekah e o sobrenome, ali eu vi onde estava, lembrei-me dos livros que li.

O que restava era saber o que eu fazia aqui.

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Notas finais :

Só tenho a dizer que OMG

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