Olá, mil desculpas pela demora eterna

mas estou estudando e isso dificulta muito, mas vou atualizando a medida que escrevo cada uma das fanfics.

então não se preocupem, demora, mas sai.

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ILF cap 16

A clareira estava seca, Edward sorriu para mim… Parecia satisfeito por eu estar aqui com ele, fazendo parte da família. Eu sabia que era única na vida dele e isso sempre fez sentir-me especial.

Apesar disso, eu tinha dúvidas, não de seu amor, mas dúvidas se esta seria enfim a vida que regozijaremos juntos, e felizes.

A insegurança fazia parte de mim, seria difícil me livrar dela, no entanto eu tentaria. Eu poderia tentar fazer isso.

— Senhorita Swan, no que está pensando?

— Senhor Cullen, sempre curioso, não me venhas com essa intensa curiosidade, eu estava somente deixando-me levar pelo momento, sentir-se humana.

Olhei para o sol, ele estava tão reconfortante, o calor que ele me trazia, o pouco de vitamina D que meus poros estavam absorvendo, eu realmente tentava deixar a minha mente em inércia, no entanto as preocupações invadiam meu momento.

Não queria preocupar Edward, e nem deixa-lo pensar que em sequer um segundo eu duvidava de minha decisão.

Passaram-se mais uma semana desde nosso fim de semana na cabana dos Cullen, Daniel não tem dado sinais, e nem as sombras.

Havia um momento em que eu me perguntava aonde iria essa guerra?

Gabriel estava aqui na terra, e agora além de me proteger com o tal livro, eu tinha ele, o problema era que eu não me sentia bem próxima a ele, sabia que era meu pai, mas também sabia que fora exatamente por isso que hoje eu vivo desta forma.

Estar nos braços de Edward era reconfortante, me dava paz, uma paz a qual eu não imaginava sentir em outro lugar.

— Minha Bella, eu não vou invadir seus pensamentos, mas é que a curiosidade me consome.

— Entendo perfeitamente, e, aliás, não penso nada de mais, somente as mesmas preocupações e dúvidas de sempre.

— Às vezes eu me pergunto se poderemos um dia estar assim e sem preocupações as quais nos aflija tanto.

— Eu tenho uma fé que sim. — Meu semblante se decaiu ao pensar em todo furação que enfrentaríamos agora.

— Mas… — Edward me encarou por um momento. — Está em dúvida quanto a se transformar?

— Não, isso está mais que decidido, eu não posso ser um peso…

Edward colocou seus dedos frios em meus lábios.

— Não quero que faça nada achando que vai ser um peso, está certa realmente de sua decisão?

— Sem dúvida alguma.

— E será realmente esse fim de semana?

— Não podemos adiar mais Edward temos que viajar, Daniel está muito calmo, as sombras nada fazem, e até agora os vampiros do exército de Silas nem apareceram.

— Bella desde que sequestraram a nossa… — Edward engolia a saliva seco, eu podia imaginar seu veneno acumulando em sua garganta, ao lembrar-se desse detalhe. — Filha, eles não ousaram aparecer.

— Mas Edward as sombras elas são a escória, elas trabalham para vários lados, já deve ter chegado aos ouvidos dele que eu já sei de tudo, a presença de Gabriel.

— Entendo, vamos logo meu amor, em breve.

O dia chegava ao seu fim, o por do sol não era visível claramente da clareira, as arvores bloqueavam a nossa visão, mas fechei os olhos lembrando-me do por do sol na Europa antiga, ao qual eu já havia contemplado com Edward.

Senti uma presença próxima a mim, uma sensação de paz enorme, tão volumosa em meu corpo que me deu uma súbita vontade de dormir.

Meu corpo estava como uma rocha. Era pesado, ele não me pertencia era como se estivesse sentindo minha alma separar-se dele. A última coisa que senti foram braços frios ao meu redor.

Um entorpecimento manteve minha mente semiconsciente parecia com um de meus sonhos.

Uma construção antiga a minha frente, porém não parecia velha, era tão bem cuidada e tinha toda uma aura em volta dela. Não era nada do passado, nada que eu já tinha visto, e como minha ultima visão do castelo onde estaria minha filha essa era tão real.

A paz reinava naquele lugar de tal modo que desejei nunca mais sair, foi somente ao fundo ouvindo a voz de Edward que eu fui lembrando que esse não era meu lugar, eu não pertencia a ele.

Aos poucos, voltei a ter consciência de meu corpo, ele já não era uma pedra dura, ele estava em mim novamente, sentia até mesmo meu sangue ser bombeado, meu coração batia lentamente como se estivesse quase parando.

Edward olhou em meus olhos, o dourado líquido agora estava sólido, em preocupação, não havia lágrimas, porém eu podia jurar se ele pudesse fazer tinha o feito, Edward me puxou para seu peito, abraçando-me com ternura.

— O que houve Bella?

— Eu não sei exatamente.

— O que você viu? — Edward estava aflito, mesmo tentando disfarçar.

— Nem eu mesma sei, somente tenho a certeza de que era bom, era como se eu tivesse que ficar ali.

— Vamos. Está tarde eu tenho que te levar em casa.

O caminho foi preenchido somente por silêncio, meu olhar em Edward era tímido, eu estava esgotada como se minhas forças estivessem sido consumidas.

Chegamos à frente da minha casa um suspiro penoso saiu de meu peito.

— Que foi? — Ele sorriu torto, sabia que ma provocava, mas estava desanimada. Ele já havia me dito que íamos passar o fim da tarde, juntos, para a noite ele preparar tudo para o grande dia.

— Você sabe, eu gostaria que ficasse.

— Também gostaria, porém seria um egoísmo grande deixar todos fazendo os preparativos para…

— Pode dizer: Minha morte forjada.

— Bella sabe o que quero dizer.

— Sei. Não gosto, mas vou conviver com isso.

Edward se aproximou como sempre, de início cauteloso, mas o fogo que emanava de nós era sempre tão grande que minhas mãos já não eram controladas, porém ele se afastou rápido demais.

— Pare, senão eu vou ter de ser egoísta.

— Já somos egoístas, arrastando sempre todos para essa nossa absurda jornada.

— Bella, não fale assim, sabe que nem você, nem eu, ninguém pediu nada disso.

— Eu sei, agora vou que Charlie deve estar faminto.

— Você nunca muda! Sempre preocupada com seus pais, e por falar em pai…

— Não me venha falar de Gabriel novamente.

— Sim eu vou falar! Ele esta lá todos os dias, e você mal fala com ele, é como se o evitasse.

— Evito sim, e ainda não sei Edward nem como fazer isso, é algo tão estranho, tudo isso.

— Sempre foi estranho, me prometa que antes da transformação vai falar com ele.

Suspirei profundamente, olhei para minhas mãos postas em meu colo, pensei por um tempo, mentir para Edward nunca era uma boa opção, e fazer uma promessa vã também era algo que nunca fazia.

E mesmo em dúvida eu fiz a promessa.

— Sim, prometo eu falo com ele antes de tudo.

Edward me depositou um beijo rápido o suficiente para que eu nem tentasse aprofundar. Suspirei.

— Trapaceiro.

— Sempre, agora vê, se eu conseguir resolver algumas coisas eu volto.

Desci do carro, e em direção a minha casa eu sentia meu corpo pesado, abri a porta e o som da TV já era reconhecido, sim meu pai era o viciado em esportes.

— Bells, chegou tarde.

— Desculpe pai.

Ele levantou-se e veio me abraçar, senti aquilo tão estranho, mas natural.

— O que houve? — falei rindo, mas ao mesmo tempo sentindo seu cheiro, e deixando que seus braços me envolvessem, eu tinha estatura baixa, o que me deixava na altura exata de seu peito, podendo sentir seu coração pulsando estava em ritmo lento.

— Nada, eu tive um pressentimento.

— Senhor Swan, cuidado com esses pressentimentos! — Eu sorri, no entanto eu sabia mais que ninguém do que se tratava, era algo já o alertando do que estava prestes a acontecer.

— Bells, pedi pizza. — essa era a forma de Charlie acabar com a conversa melosa.

— Tudo bem, eu vou comer, já comeu?

— Já, você demorou uma eternidade, essa coisa de namorado, olha eu queria deixar umas coisas bem claras.

— Pai! Não!

— Ué, achei que gostaria de um papo de pai e filha.

— Dispenso! — Rimos juntos, ele não estava a fim como eu, mas resolvi que deveria deixar alguma coisa firme em sua mente. — Eu sei me cuidar.

— Espero. Filha, eu te admiro, em pouco tempo que está na cidade tirou dois rapazes das ruas, mais rápido do que uma ajuda a jovens.

Depois de comer a pizza, subi, meu pai me deu boa noite. Peguei minhas coisas correndo para usar o banheiro antes de ele subir.

Pronta para dormir, uma tristeza me veio sabendo que Edward não estaria ali comigo, mas mesmo assim sempre o fiozinho de esperança estava em mim, vai que ele estivesse me esperando?!

Assim que girei o trinco e entrei em meu quarto, uma leve brisa gélida me fez ter ainda esta esperança.

— Ora, ora, ora. Se não é Isabella Swan. — falou uma voz masculina desconhecida.

Virei-me em direção a janela aberta e no galho ao lado de fora uma figura estranha estava pendurada em um galho.

— Quem é você? — Quase gritei.

— Por favor, fale mais baixo, não quer que ocorra um assassinato hoje, quer? — falou ameaçadoramente, sua voz era como sinos, e como eu senti os pés pesados no chão imaginei quem fosse, olhei rapidamente em direção a minha bolsa, mas o livro só me protegia das sombras, mas não dele.

— Você é…?

— Daniel Grigori a seu dispor senhorita.  — completou, e achei que fosse desmaiar quando ele confirmou. — Sim, eu sou, acho um insulto depois de anos esquecer-se de mim assim tão facilmente.

Não consegui falar mais nada, meus membros estavam moles, a única noite que Edward me deixou sozinha, neste único momento, ele está aqui quando todos estavam tranquilos com seu afastamento por conta de Gabriel, Daniel podia se fazer outras formas e vozes, o que dificultava muito.

— Sabe, se não fosse pelo seu namoradinho, noivo, marido, é estranho isso, até para mim mesmo, vê-los a cada vida recomeçando, lutando por algo, tão inútil, se não fosse ele, eu já teria entrado aí há muito tempo e te levado.

— Você não entende nosso amor, Daniel, nunca entendeu e nunca vai entender.

— Ah, faça-me rir desta sua incredulidade, eu vim dos céus, vi a criação, sei como os humanos são fadados a esse sentimento de amor, e é admirável, por isso amo estar entre eles, eu mais que ninguém entendo esse amor, mas para tudo se tem um preço.

— Vai pro inferno!

— Você usar um termo destes é quase uma blasfêmia, sabe as regras, uma vez anjo caído sempre anjo caído.

— Não é bem isso que eu saiba, assim que tudo se resolver você vai voltar ao céu e será julgado.

— Bella, quando vai aprender a não brincar com o perigo? O que você acha se seu papai morrer por sua causa? Ele está agora, tirando um tranquilo cochilo no sofá, e adivinha! Tem uma vampira sedenta por sangue perto dele.

— Vampira?

— Minha cara, sua amiga bruxa fez um feitiço, hoje antes de você chegar com seu amado eterno amor, por isso eu não posso entrar, mas minha amiguinha pode.

— Uma vampira, sabia que estava se rebaixando, no entanto eu não sabia estar se aliando.

— Todos querem a mesma coisa, é uma aliança justa.

Não esperei ele falar mais nada, saí correndo e quando cheguei à escada meu pai estava dormindo no sofá tranquilo, meu coração começou a se aliviar, cedo demais. Ao olhar para o lado da TV estava em pé, ela linda com olhar mortal, cabelos negros e curtos na altura do ombro, pele clara, era realmente uma vampira.

Voltei a meu quarto.

— Fale para ela não fazer nada a Charlie, por favor. – as lágrimas vinham com uma intensidade, sentia escorrem entre meu rosto. — Só… Deixe meu… Pai em… Paz, Por favor. — falei em meio aos soluços.

— Selena só vai fazer o que eu mandar, e depende de você.

— O que eu faço?

— Boa menina, você sempre fora assim, pensando em todos, desça, saia junto com Selena, e iremos a um lugar melhor.

Eu já estava me despedindo de mais uma vida, e pior mais uma vez estaria me despedindo dele, Edward. O amor de todas as vidas.

A minha vã ilusão que acabaríamos juntos pelo menos desta vez estava se esvaindo, um futuro, nossa filha, e agora estava eu aqui novamente rumo ao fim deste ciclo.

Pensei nele, no quanto sofreria mais uma vez, mais 15, 16 ou 17 anos até que me encontre novamente, mas ele entenderia, ele o faria tudo novamente por mim, por nós.

Daniel já estava dentro do carro me esperando, Selena a vampira abriu a porta de trás para eu entrar. O carro andava cada vez mais rápido. Não conheci o caminho que ela fazia, indo cada vez mais ao sul de Forks.

Minutos depois, ele parou. Desci do carro com uma coragem que não sentia. Selena agarrou meu braço e me puxou para dentro de um galpão abandonado, jogando-me no chão.

Daniel estava sorriu maliciosamente a me ver. Seu cabelo loiro, pele pálida, ninguém diria que era um ajo.

Ele pegou duas correntes presas ao teto, e ali ele puxou meus pulsos e os prendeu. Meus pés não tocavam direito o chão

— Por favor, acabe logo com isso.

— Sério que você não vai lutar ou implorar nem um pouquinho? – ele parecia falsamente surpreso. — Isabella não me decepcione você é uma guerreira.

— Para quê lutar? Eu sei que vai ter êxito.

— Minha cara. — ele sussurrou próximo ao meu ouvido. — Não é bem isso que eu quero desta vez.

— Não? — o espanto em minha voz foi visível.

— Minha cara Isabella, sempre que a mato, esse maldito espírito imortal a faz nascer novamente, e depois de perder a sua prole eu achei que jamais ia servir, mas agora vejo que o propósito é maior, e sua prole está viva.

— Fique longe dela.

— Isabella bobinha, nem sabe onde a própria filha está e tenta defendê-la, aliás, ela nem é sua filha, ela foi gerada em outro corpo, não entendo esse apego.

— Não importa.

— Não se preocupe, ela está bem guardada, pelos outros que não querem essa maldita cura, eu somente não quero que se repita, e para isso, eu tenho que acabar com os dois, não somente você.

— Deixe Edward em paz!

A raiva me consumia, eu tentava me mover, mas somente feria o resto de meus músculos.

— Não, minha cara, desta vez eu farei serviço completo.

 

 

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