Os Originais em… Confronto?

 

dois

POV Klaus

 

Nova Orleans

O dia raiava na cidade em que eu havia construído, não literalmente, mas aqui eu podia dizer que era meu reino, sim meu reino particular.

Olhei para o lado, uma loira de corpo escultural, estava deitada nua, à medida que o sol batia nela, deixava sua pele reluzente. Com a ponta de meus dedos eu tracei a curva de sua espinha, lembrando-me da noite quente, sim muito quente que tivemos.

Raramente eu encontrava uma mulher tão boa na cama quanto esta fora.

Ela me levou ao delírio, e eu posso dizer que deixaria muita vampira no chinelo.

— Que pena que tenha que mata-la!

Falei, mas a loira ainda estava abrindo seus olhos. Ela sorriu a me ver, essa foi boa de conseguir, sem a necessidade de compelir, ela simplesmente veio por livre espontânea vontade.

— Bom dia.

— Bom dia love. — Eu acariciei seus cabelos, mas eu estava com muita sede.

— Vamos tomar café juntos?

Sorri para a ideia, mas eu tinha em mente outro tipo de café da manhã.

— Vamos, mas você será meu café da manhã. – Antes que ela pensasse que eu estava sugerindo algo mais corpo a corpo, minhas presas apareceram, ela deu um grito e eu avancei sobre seu pescoço, eu poderia compeli-la e faze-la de alimento móvel, mas não estava com vontade disso, então simplesmente drenei todo seu sangue.

Deixei o corpo ali, e fui me vestir, saí do quarto e me deparei com Rebekah de braços cruzados me encarando e batendo o pé.

— O que foi minha adorável irmã?

— Mais uma para eu limpar a bagunça?

Sorri para ela, e afaguei suas bochechas.

— Eu estava entediado.

— Você não tem jeito Nick, nunca mesmo.

Direcionei-me até a sala onde meu irmão estava lendo seu jornal.

— Niklaus bom dia! Teve um belo café da manha, meu irmão?

— Não me venha com sermões, apesar de eu estar de bom humor hoje!

— Então podemos aproveitar seu humor e voltar aquele nosso assunto.

— Certamente meu irmão. — Sentei ao seu lado esperando que ele tivesse ideias novas, ou alguma coisa para começarmos.

— Bem organizando os fatos, somos Originais, a segunda raça de vampiros criada diretamente, mas temos que nos submeter à outra raça desde sempre.

— Isso eu já sei!

— Continuando, meu irmão, nós temos algo agora que nunca nestes últimos vinte e um anos…

— Vinte e um anos Elijah?

— Sim quando que Aro reformulou a Lei?

— Meu irmão está falando de quando ele teve aquela filha híbrida dele?

— Sim.

— E o que podemos fazer neste caso, pois eu não vejo no que isso pode nos ajudar.

— Família, este é o ponto, é a nossa chance, sua chance eu digo, que nunca exploramos.

— Para que? Meu caro irmão?

— Um recomeço! Somos subjugados, Klaus, somos tidos como a raça inferior somente pelos dons que estes vampiros têm, e mesmo sendo uma família original, não somos soberanos em nada a não ser nessa cidade medíocre.

— Eu sempre quis restabelecer isso, ter o que nos foi tirado, o direito de sermos os líderes, mas não entendo aonde quer chegar.

— Vejamos Niklaus, desde o princípio de nossa criação, por que nós lutamos mesmo sendo os inferiores?

— Pela nossa família, para nos mantermos unidos.

— Exatamente, este é o ponto, a híbrida de Aro, sua filha ela é a chave!

— O que essa híbrida me concederá? Dominação? Poder?

— Família é o poder, os Volturi são unidos, por seu sangue ainda em vida como nós, somos unidos, mas Aro tem uma fraqueza, ele estendeu a sua família, aumentou, ramificou, conseguindo um laço maior.

— Amor, lealdade isso sempre fora poder!

— Lembre-se: somos unidos por esse laço, mas assim que Aro fez sua brecha a raça deles pode se reproduzir Klaus, e ele deixou bem claro na lei que isso é proibido, porque ele sabe o quão é difícil para um vampiro ter uma fraqueza e a fraqueza de Aro, está nela!

— Então meu irmão, temos que bolar um plano.

— Que plano seria esse? Espero que nele inclua limpar a bagunça depois de se alimentar, Nick!

Rebekah estava carregando o corpo da humana para que pudesse se desfazer dele.

— Irmã, deve ter escutado nossa conversa.

Olhei para Elijah que estava sério.

— Nick tem visita. — Rebekah falou amargamente.

— Sinto o cheiro da loba daqui. — Elijah falava sorrindo.

— Ah o que ela quer?

— Não preciso explicar a você o que ela quer meu irmão.

Bufei para ele, que colocação! Hayley era um dos lobos híbridos que trabalhavam para mim, claro que ela era rebelde, mas tínhamos uma forma de acalmar essa revolta, no entanto não passava disso, mas ela achava que tínhamos que ter algo mais.

— Klaus vai me dizer que aquele corpo que Rebekah está carregando…

— Sim minha querida Hayley, eu estava entediado, e não tive paciência de compeli-la e aí o resto você sabe.

— Você não presta Klaus.

— Eu gostaria de continuar nossa conversa irmão, se isso for possível.

— Bom já vi que estou atrapalhando.

Ela deu meia volta e eu me direcionei para fora sentando em um dos bancos próximo a nossa piscina.

Vivíamos em uma residência ampla maravilhosa, um pequeno reino particular tínhamos aqui em Nova Orleans, mas o fato era que isso não era nem um terço do meu reino por direito.

— Então meu irmão já pensou no que eu estava lhe falando?

— Sim e já sei o que temos de fazer!

— E o que será?

— Sequestrar a tal híbrida!

— Como faremos isso?

— Eu conheço um vampiro que vive nos arredores de Volterra. Entrarei em contato com ele e pedirei informações a respeito dela.

Chamei Hayley e ela rapidamente veio até mim.

— Fala meu mestre. — Ela me olhou como se tentasse me seduzir.

— Chame Tyler e o mande vir aqui o mais rápido possível, tenho uma missão para vocês dois!

— E o que seria chefinho?

— Pare de chamar assim. — Falei duramente para ela que logo entendeu onde era seu lugar. Submissão.

— Perdoe-me. Vou chama-lo agora mesmo.

— Sempre vou admirar o poder que você exerce sobre seus híbridos, irmão. — Disse Elijah. — É impressionante. Será que terá essa influência na híbrida de Aro?

— Ah, pelo o que sabemos, ela é meio vampira, meio humana. Humana, Elijah, o que humanos tem de especial? Nada, são fracos e tolos, e com certeza essa menina deve ter herdado mais a fraqueza da mãe, do que os poderes do pai. — Falei com convicção.

— Não diga o que não sabe, irmão!

— O que se pode deduzir de uma híbrida como ela, Elijah? Pense.

— Isso é novo para nós, Niklaus. Não sabemos o que aquela garota é!

— Eu sei o que ela é! Mais humana do que vampira, pouca força, e nos servirá, a usaremos para obter poder. O poder que Aro e os Volturi nos tiraram!

Logo Hayley chegou com Tyler.

Expliquei para eles que deviam ir até a Itália, especificamente na cidade de Volterra, falar com um vampiro chamado Marcel. Um velho amigo meu que me devia favores.

No dia seguinte eles viajaram, pedi para que mantivessem contato comigo o tempo todo e para descobrirem o máximo de informações possíveis sobre a híbrida.

POV Marcel

Klaus havia me dito que mandaria dois de seus híbridos para colher informações sobre a filha de Aro. Mal sabia ele que eu já a observava há muito tempo. Eu e meu amigo Laurent, da raça deles.

— Amanhã eles estarão chegando. — Falei para Laurent.

— O que vamos dizer?

— Só não vamos comentar sobre os poderes da híbrida de Aro, não sei o que Klaus quer fazer com Isabella, mas deixaremos que ele se surpreenda com ela caso a encontre.

— Vocês são amigos mesmo? Porque eu já vi pessoalmente o que aquela garota faz!

— Sim, meu caro. Vamos dizer que isso será uma pequena brincadeira, afinal, Klaus não pode ser morto. Perguntarei a ele o que vai querer fazer com a menina.

No dia seguinte nos encontramos nos arredores de Volterra com Tyler e Hayley.

Mas que híbrida gostosa essa Hayley!

— Não temos muito tempo, Marcel. Você sabe como Klaus é.

— Vocês sabem o que ele quer com a garota?

— Ele está armando um sequestro juntamente com Elijah. — Disse a gostosa.

— Um sequestro? — Laurent levantou-se do chão, o qual estava sentado, ele parecia interessado.

— Vamos lhes dizer tudo o que sabemos sobre Isabella Swan. — Menti, é claro. O que eu poderia falar de mais importante era a respeito da Verbena que deixa a princesinha fraca, mas sobre os seus poderes, não. — Isabella é apenas uma híbrida meio humana, meio vampira. Não é tão forte como nós, e sua pele brilha fracamente ao sol, diferente do meu amigo aqui. — Sorri sarcástico para Laurent que fechou a cara. — E temos uma coisa a qual a deixará ainda mais fraca.

— O que é? — Perguntou Tyler curioso.

— Verbena líquida.

— Ah verbena, cara? Temos de sobra! — Disse ele.

— Não é uma verbena qualquer! Ela tem que ser enfeitiçada por uma bruxa.

— E por acaso você conhece alguma que pode fazer esse servicinho pra gente? — Perguntou a gostosa da Hayley.

— Eu tenho o tanto que precisam para apagar Isabella e levá-la para bem longe.

— Eu só queria entender uma coisa: porque seu amigo está do nosso lado sendo que ele é da raça oposta?

— Eu procuro vingança há anos! Aro matou minha companheira Irina, e nada me faria mais feliz do que vê-lo destronado, caído. — Disse Laurent com ódio.

— Isabella estuda em uma universidade aqui perto. É uma garota mimada e enjoada, mas é linda, quase ninguém a vê, seu pai é muito protetor, a guarda como se fosse sua própria vida. É a fraqueza de Aro. O problema é que ela sempre está acompanhada de um vampiro provido de um dom poderoso. Porém, ultimamente nós a vimos saindo com dois vampiros da raça de Laurent. E ela estava sozinha.

— O que vai querer em troca nos dando a verbena enfeitiçada? — Perguntou Tyler desconfiado.

— Meu caro, eu devo favores a Niklaus, e creio que depois disso ficarei livre.

POV Tyler

Estranhei um pouco as atitudes daqueles dois, mas mesmo assim peguei a verbena líquida. Se realmente funcionaria, não sabíamos.

Voltamos para Nova Orleans e despejamos todas as informações para Klaus e Elijah, que nos ouviam atentos.

— Marcel nos disse que Isabella frequenta um barzinho universitário todas as sextas à noite. E que algumas vezes ela dá um perdido em algum membro da guarda real. E sobre o sequestro a verbena líquida, que segundo ele fora enfeitiçada para obter efeito em uma híbrida de vampiro original com uma humana.

Klaus e Elijah se entreolharam.

— E sobre o sequestro, ele disse que você tem que procurar uma bruxa para fazer o feitiço da prisão interna. — Completou Hayley.

— Que feitiço é esse?

— Diz ele que uma vez conjurado sobre a híbrida, ela não pode sair do local de onde estiver, mesmo que não esteja presa, tipo em grades. É como se ela não saísse porque algo dentro dela a impedisse. E também com o mesmo feitiço Isabella não poderá ser encontrada por ninguém da raça de seu pai, nem por vampiros rastreadores.

— Hmmm, interessante. Mais alguma coisa?

— Aqui está a foto da princesinha. — Hayley a estendeu para Elijah.

— A mãe desta garota deve ter sido linda! Olha isso Niklaus. — Ele a mostrou para Klaus que contorceu os lábios.

— Ela está saindo escondida com um dois vampiros da raça do pai. E que a garota é fraca, desprovida de poderes, apenas bebe sangue, mas se alimenta de comida humana assim como nós. Por isso Aro a mantem presa sempre que pode. Por ela ser fraca demais.

— Eu não falei Elijah? — Klaus sorriu presunçoso.

— E será que poderemos confiar em Marcel de olhos fechados, Niklaus?

— Ele sabe que se falhar comigo eu o caço e o mato. É simples, meu irmão. — Klaus deu de ombros. — Vocês estão dispensados.

POV Klaus.

— Se caso o sequestro der certo…

— Se caso der certo? Dará certo! Cadê seu otimismo, Elijah?

— Voltando, para onde levará Isabella?

— Mystic Falls, meu irmão.

— Voltaremos para lá. Por que lá?

— Porque sei que irão nos procurar aqui primeiramente. Aro sabe que vivemos aqui. E outra, em Mystic Falls nós temos uma bruxa garantida que poderá fazer o tal feitiço da prisão interna.

— Como sabe que ela o fará?

— Tem tantas formas de obrigá-la a isso. Uma delas é colocar em risco a vida de seus amigos. Ah, já fizemos tantas vezes.

— Ela irá nos ajudar.

Alguns dias se passaram e Elijah havia se preparado para voltar a Mystic Falls. Ele e Rebekah me aguardariam lá. Eu passaria um tempo perto de Volterra, observando a híbrida. E planejando meu ataque.

Elijah iria falar com a bruxinha Bonnie, e assim que eu chegasse com Isabella desacordada por causa do efeito da verbena especial, ela ficaria presa pelo tempo que eu determinasse.

Volterra.

Guardei cada detalhe do rosto de Isabella. E em uma sexta feira estava eu sentado no balcão no bar o qual ela frequentava depois que saía da universidade. Marcel não havia mentido quanto a isso. Sorte dele.

Vi quando Isabella entrou, suas feições pareciam preocupadas, franzi meu cenho quando vi que suas narinas inflaram. Será que ela percebeu que um híbrido de outra espécie totalmente diferente da dela, estava ali?

— O que foi Bella? — Perguntou uma garota de cabelos castanhos claros. Essa era humana.

— Nada Jess. Bom, o que vamos beber? — Me surpreendi com sua voz. Era um pouco grossa, imponente. Confesso não que gostei do tom.

— Vamos para o balcão. — Arregalei os olhos quando a humana falou isso. Elas iriam se sentar perto de mim. Se Isabella desconfiasse, adeus meu plano.

Elas ficaram a três bancos de distância do meu.

Suspirei aliviado quando as duas começaram a conversar futilidades. Fiquei observando enquanto eu tomava várias doses de uísque.

Parei de beber no mesmo instante em que ouvi um copo sendo quebrado.

— Bella como conseguiu fazer isso? — Perguntou a humana exasperada. Era só um copo.

— É só um copo Jess. — Ela parecia nervosa.

— Você conseguiu quebrar um copo tão resistente que nem se você jogasse com toda força no chão ele não quebraria! — Disse a humana com indignação.

Ela estava certa. O copo era muito resistente, um humano não o quebraria apenas tocando nele.

— Isabella você tocou no copo e ele quebrou!

— Chega Jessica! — Eu não pude deixar de olhar para o rosto de Isabella, que parecia incomodada com a atitude de Jessica. Ela deixou a amiga no balcão e saiu apressada.

Percebi que dois caras a seguiu assim que ela deixou o local.

Aproveitei para me aproximar da tal Jessica. Se ela era amiga de Isabella, poderia me ajudar. E compelindo seria ainda mais fácil.

— Posso te pagar uma bebida? — Sorri para ela, que me sorriu de volta.

— Claro.

— Está sozinha?

— Agora sim. — Ela bufou contrariada. — Minha amiga acabou de me deixar aqui.

— Se quiser posso te fazer companhia! — Sugeri.

— Ah claro. Contanto que você não seja nenhum psicopata, pode ficar. — Ela riu.

— Não, eu não sou. — Sorri tentando ser sedutor. Eu sabia o poder que eu exercia sobre as mulheres.

Jessica ficou constrangida.

— Essa cidade é meio estranha. Há casos de pessoas que somem do nada e no dia seguinte aparecem mortas com seu sangue drenado. Que tipo de animal faria isso?

— Eu nunca ouvi falar de casos assim. Bom, eu sou novo aqui, mas ficarei atento.

— É bom né?!

A conversa começou a ficar entediada, a garota não parava de falar. Mas chegou um momento o qual a conversa me interessou.

— Minha amiga é meio instável. — Jessica já estava alterada pela bebida, porque eu ofereci além da conta de propósito. Eu sei que eu poderia compeli-la, mas era engraçado observar um humano bêbado, ele se torna ainda mais fraco, e o pior, ele acha que é o ser mais poderoso do mundo. Tão tolo.

— Por que Jessica?

— Ela é nervosa demais. E acha que pode mandar em todo mundo. Não fica com nenhum cara da facul, porque nenhum é a altura dela. Afe tão petulante.

— Você acha isso de sua amiga?

— Acho sim. Ela anda com dois caras estranhos, diz que são seus irmãos, mas eu as outras garotas temos nossas dúvidas.

— Jessica, eu quero me ajude a marcar um encontro com Isabella. — A fiz olhar para mim, seus olhos por um momento se conectaram com os meus, eu estava a compelindo.

— Sim eu ajudarei.

— Preciso que venha aqui amanhã sem ela, no mesmo horário de hoje.

— Eu virei.

— Eu acho que já está na hora de você ir.

— Acho que já está na hora de eu ir embora.

— Você quer que eu te acompanhe?

— Não precisa. Como é mesmo seu nome?

— Andrew.

— Amanhã no mesmo horário Andrew?

— Sim. Boa noite Jess. — Pisquei para a garota que me sorriu em resposta.

Eu teria que por meu plano em prática o mais rápido possível, pois eu não poderia passar muito tempo aqui. Se alguém da guarda dos Volturi me visse, já era.

No dia seguinte, me encontrei com Jessica. Dei umas coordenadas para ela de como ela teria que se portar diante de Isabella.

Eu já sabia o que fazer, mas eu teria de esperar uma semana para por em prática meus planos. E eliminar os dois vampiros que andavam com Isabella, era um deles.

 

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