Os originais em… Conflito?

Capítulo 1

 

Ambrose era uma das bruxas mais poderosas por muitas culturas adorá-la como deusa da imortalidade. Miakoda era uma de suas irmãs, ela era adorada como deusa da Noite, mas sentiu inveja do poder de Ambrose e assim as duas viraram inimigas.

 

Tanto uma quanto a outra tinham fascínio pelo poder do sobrenatural. Ambas não se davam bem, e um belo dia uma tramou contra a outra.

As bruxas queriam criar um exército para poder uma derrotar a outra. Ambrose transformou a família Volturi em vampiros. Miakoda com raiva e inveja, além do medo de perder para sua irmã, criou também o seu exército, os Mikaelson.

Ambrose era mais astuta, deu aos seus vampiros poderes sobrenaturais, tais como os elementos da natureza, ar, terra, fogo e água, além da força e velocidade. Fez deles capazes de andar sob o sol, porém suas peles reluziam e brilhavam como milhares de diamantes. Seus olhos eram de um vermelho sangue. Eles podiam se reproduzir, mas somente entre vampiros e humanas.

Para isso Ambrose matou uma de suas irmãs mais novas para usar o sangue dela, Betha, que era a bruxa que tinha o poder da vida, isso deixou essa raça de vampiros muito mais forte.

Miakoda não pôde colocar em seus vampiros muitos poderes, somente o de hipnose. E força extrema. Como sua irmã já tinha pegado para si quase todos os poderes, eles não poderiam andar no sol, pois queimariam até morrer. Mas ela dera um jeito de fazê-los andar sob o sol. A pele era normal, enquanto se alimentavam de sangue humano seus órgãos vitais funcionariam normalmente. Porém não poderiam ser mortos tão facilmente. Eles não poderiam se reproduzir, nem vampiro com humana.

Para dar vida a seus vampiros Miakoda matou mais uma de suas irmãs Luna que era a bruxa que dominava o poder da Lua, isso fora necessário, pois ela tinha outro propósito:

Quando Miakoda pegou Niklaus, ela já sabia que ele vinha de uma linhagem de lobisomens, esta fora mais esperta que sua irmã nesse aspecto. Então quando o transformou ele virou um híbrido, podendo matar qualquer vampiro de ambas as raças, exceto originais, apenas com sua mordida.

– Bella… Bella… Isabella…!!!

– Ei não precisa gritar, até seus pensamentos são altos Felix!

– Prestou a atenção em alguma coisa?

Bocejei.

– Sim, sim claro…

– Então me conte tudo.

– Ah, primeiro a fulaninha lá que tinha o poder de imortalidade fez os vampiros fodas, aí veio a beltraninha e fez os vampiros nojentos lá que sangram e que tem um que é mais nojento ainda que é misturado com um lobisomem.

– Isabella, não brinque.

– Felix, não esquenta, eu sei isso de cor, e melhor eu leio a sua mente e posso saber tudo, para que estudar isso aí?

– Qual foi o trato com seu pai para você poder ir à universidade de humanos como você tanto quis?

Suspirei lembrando-se do meu acordo.

– Que eu ia saber tudo sobre os vampiros antes, mas Felix eu escuto estas histórias desde pequena, olha é simples.

– Sim, pode até ser, mas vai estar ao lado de humanos que na verdade são alimentos, e não pode perder o controle, não pode desobedecer nenhuma lei.

– Felix, eu sou vampira, e olha que legal: eu sei ler mentes, para mim tudo é mais fácil.

– Bella você não é uma vampira.

– Tá legal, meio vampira, mas isso é só um detalhe, somente porque meu pai fez o favor de me conceber linda, maravilhosa e poderosa, a única.

– Você não é a única híbrida.

– Sou sim, meu pai deixou bem claro que a lei deve ser cumprida nada de vampiros por aí fazendo incubo, e procriando, isso está na Lei que ele tanto fala.

– Não digo híbrido de humano, o que acabamos de estudar.

– Ah se refere ao híbrido esquisito e nojento de lobisomem e vampiro, nem conto.

– Isabella…

–Tá, tá olha eu te prometo, eu já sei de tudo, meu pai está fazendo isso somente para me manter ocupada, mas ele sabe que eu quero e vou conseguir.

– Você sempre consegue o que você quer com seu pai.

– Menos um namorado.

– Bella.

– Tá eu sei ele diz que é complicado, que eu ainda sou um mistério, e nem sabe o que pode ocorrer, mas Felix, eu não vou sair por aí me rolando com o primeiro vampiro e assim ter a dúvida se eu posso ou não ter bebês mais esquisitos, eu quero só beijar e ter alguém.

– Bella este assunto deve conversar com Jane e não comigo.

– Jane? Ah sabe muito bem que eu e aquela vaca vampira não somos uma boa juntas.

– Parem com isso que idiotice.

– Ela que é uma idiota só porque tem aquele poder enorme de causar dor em todo mundo, bem meu caro ela cai do cavalo comigo, pois eu sou a única que não se afeta com aquela cólica menstrual que ela passa para os outros.

– Cólica menstrual? De onde você tira estas coisas, você nem sabe o que é aquilo!

– Nem vou saber.

Felix finalmente saiu do meu quarto, e eu pude pegar meu celular e ligar para minha amiga, sim, eu tinha amiga fora daqui, acha que eu não tenho meus meios?

Bem um dia estava caçando e encontrei um grupo de vampiros eles eram estranhos achei até que eram da raça oposta, pois na real eu nunca vi nenhum, mas voltando os olhos deles eram dourados, mas descobri que a única diferença era sua alimentação estranha eles se alimentavam de animais, eca.

Só que aqui neste castelo enorme, a única que meu pai não manipula ou lê a mente sou eu, graças a Deus, imagina Aro Volturi o soberano dos vampiros ler a mente de sua filha?

Bem nem imagine, pois seria o desastre ainda mais com essa nova amizade, e melhor, o irmão dela.

Sim, ele é um vampiro extremamente lindo, sério, e mesmo se alimentando de animais, eu encaro na boa.

– Alice!

– Bella, e aí hoje vai conseguir escapar?

– Bem sei lá. Olha eu quero caçar e vou pedir que Demetri me acompanhe ele é tapado e engano ele rapidinho, seu irmão vai?

– Bella olha as paredes tem ouvido.

– Nem esquente, meu pai e seus irmãos estão na sala do trono hoje tinham uns vampiros para julgar lá, ai que chato isso.

– Bem convenci Edward.

– Ai! – Dei um grito. – Ai que tudo! – Agora eu sussurrei, tentei escutar se alguém me ouvia e nada, então continuei falando com Alice.

– Vampirinha você é maluca.

– Então daqui uma hora eu estarei no mesmo local.

Desliguei o telefone e fui me arrumar. Ao sair de meu enorme closet eu me deparo com a abominação em pessoa.

– Ai que susto sua assombração.

– Ora aonde vamos que tem que escolher tanto?

– Não te interessa baixinha, sua toco de amarrar bode, se bem que bode não dá né? Você o come.

– Deixa de ser idiota menina com essas piadas sem graça, não vai me dizer?

– Ai me deixa, anã de jardim dos infernos, eu vou caçar.

– Não precisa Heidi hoje vai trazer um grupo de turistas ao castelo.

– Eu não gosto de comer as pessoas assim, prefiro caçá-las, tem mais emoção.

– Sim se alimentar de humanos nojentos em becos, que nojo!

– Mais emoção eu disse. Agora Jane, vai caçar o que fazer e encher outro!

Tudo bem, mas Bella tome cuidado ao falar ao telefone, as paredes têm ouvidos! — Pensou ela para me provocar.

– Sua maldita fica ouvindo conversa alheia, o que você ouviu?

– O suficiente.

– O que você quer?

– Bem sabe aquele colar lindo que seu pai…

– Ah não presente de meu pai eu não posso você sabe que ele me cobra cada um se eu não uso!

– Então tá legal, ele vai ficar feliz em saber de suas novas amizades fora do castelo. – Ela levantava-se indo em direção a porta até que corri rápido e fiquei em sua frente.

– Sim veremos, qual colar?

Ela sorriu. Aquela vaca maldita! Levou meu colar e dois pares de sapatos e um eu nem tinha usado.

Jane sabendo de minha amiga isso não daria certo.

Voltei a me arrumar, eu estava impecável.

– DEMETRI! — Gritei.

– Bella não grita.

– vamos meu amor.

– Bella onde? Está louca?

– Não estou, quero caçar, vamos! – Puxei ele pela mão e fomos saindo do castelo, a noite já estava chegando, eu não brilhava tanto como os outros, mas Demetri sim, então eu preferi sair ao entardecer.

– Floresta? Vai caçar o que hoje?

– Sei lá, sei que você vai ficar bem quieto. — O olhei ameaçadora.

Chegamos a uma colina, e eu comecei a dar voltas e logo eu consegui bloquear que me encontrasse. Eu despistei Demetri, ele ia penar ao me procurar.

Logo que entrei a fundo nos campos de Volterra eu os avistei.

– ALICE!

– BELLA! – A abracei, essa vampira era tão legal, mas tão legal que eu amava estar com ela, eu só convivia com algumas vampiras e a única que era para se dar bem comigo era Jane, bem Jane foi uma das aquisições de meu pai, os raros como ele chama, vampiros com dons raros e únicos, e poderosos, como a dor de Jane a fumaça entorpecedora de seu irmão Alec, e como a leitura mental de meu pai que eu herdei, mas eu herdei algo mais, segundo meu pai a minha mãe humana, ninguém podia ler a mente dela, e eu herdara isso. Além de é claro, o dom mais especial. Poder copiar o dom que eu quiser.

Foi quando o avistei, o vampiro lindo aquele que disse ser o irmão de criação de Alice.

– Olá.

– Oi. — Eu somente respondi, que merda isso que eu sinto umas borboletas estranhas em meus estomago e tendo a ficar idiota perto dele. Lado humano idiota!

Bem aquele dia eu cacei com eles, foi estranho, pois eu odiei o sangue de animal, mas a companhia estava muito boa.

Estávamos agora sentados em uma pedra alta, Edward estava ao meu lado.

– Ainda tento me acostumar com esse seu coração batendo.

– Ei olha o olho gordo, a inveja é ruim sabia?

Ele sorriu e eu involuntariamente o acompanhei, era tão bom estar ao lado dele.

– Eu quero dizer, olha você é única, bem até agora que eu saiba, e tem coração, corpo quente, mas não é da raça oposta a nossa a qual eu nunca topei com um.

– Nem eu, às vezes penso que é só mito.

– Não é não, meu pai já os viu.

– Pai, é estranho um vampiro chamar o outro de pai.

– Estranho nada você não chama o Aro Volturi de pai?

– Porque ele é meu pai de verdade, de sangue eu nasci esqueceu, não fui criada.

– Detalhe, bem Carlisle me fez nascer para este mundo, então ele é meu pai.

– Mais do que justo.

– E você? Conte-me sobre como… Bem como você pode ter nascido?

– Vamos lá para a história, senta que lá vem história, está sentado já, né?! – Suspirei e comecei a contar: – Há vinte e um anos apenas, Aro “meu pai super poderoso ser supremo” Eu falo assim porque ele tem esse complexo de ser sempre o rei dos vampiros. Ele se apaixonou por uma humana, seu nome era Estela. Meu pai tem medo de termos muito contato com humanos por esse fato. Eles tiveram uma noite de amor e daí Euzinha nasci, linda diva e maravilhosa.

– E sua mãe?

Minha mãe morreu assim que nasci não suportando o parto. — Falei amargamente.

Meu semblante sempre decaía ao contar, ainda mais pelo fato de minha memória perfeita me deixava sim à lembrança de meu parto. Abaixei a cabeça e olhei fixamente para o chão. Os grãos de terra, eu podia contá-los até, seria uma boa distração.

– Ei, desculpe tocar nesse assunto.

– Não é isso, é que ao me lembrar disso eu lembro os motivos que meu pai me prende naquele castelo.

– E porque ele é tão rigoroso assim?

– Eu sou a primeira híbrida, formando assim outra espécie, meu pai sempre se pergunta e “se caso um dia ela se reproduzisse!”? Isso é uma dúvida que ele quer evitar saber a resposta tarde demais.

– Mas somente isso?

– Fora o fato de que eu me desenvolvi, cresci até meus dezoito anos. Desde criança já tinha mentalidade de adulta. Por ser filha de uma humana e de um vampiro original. Herdei poderes invejáveis. Como o domínio do fogo, da água, do ar e da terra em minhas mãos, um escudo que é capaz de repelir qualquer tipo de poder sobrenatural, e também o dom de usar os dons alheios, enquanto estes estiverem perto de mim.

– Uau, então você é bem poderosa né?!

– Sim, isso é um peso, mas é legal olha só:

Peguei com minhas mãos e fiz gestos no ar, e logo a terra aos meus pés estava se levantando, mas assim que levantou, ela se espatifou.

– O que houve?

– Bem eu ainda não treinei muito, isso requer muita energia, e hoje somente me alimentei com vocês de animais, na boa é bem divertido, mas não é a mesma coisa.

– Mas eu prefiro não matar quem tenha uma consciência.

– Balela, olha são somente alimentos!

– Não fale assim, eu não quero ser um mostro.

– Bem eu já matei minha mãe ao nascer sou monstro desde sempre, isso não me afeta.

– E somente sangue humano?

– O sangue humano me dá forças e meus dons são melhorados, mas eu também posso comer uma pizza sem problemas algum. E na boa, eu adoro pizza!

– Você não existe!

– Existo sim, sou única, mas estou aqui.

Dei um soco em seu ombro, e saí correndo, percebi que ele me seguia, e estávamos correndo pelos campos, até que meu telefone tocou.

– Fala.

– Bella onde você se meteu? Estou dando voltas e voltas e não te acho!

– Ai que saco. Já tô voltando. Espere-me.

Olhei para Edward e ele me encarava confuso.

– Tenho que voltar, mas podemos nos encontrar amanhã no mesmo horário?

– Claro. Eu vou adorar. — Ele sorriu torto.

Quando me virei para correr até Demetri, o senti segurando meu braço.

– Espere.

– O que foi?

– Não posso te deixar ir sem antes disso.

Ele não disse mais nada. Selou meus lábios com um beijo. Beijo este que fora meu primeiro.

 

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