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ILF cap15

Por todas as vidas que vivi em nenhuma delas eu tive a força pela qual eu tive essa vida que estou.

Eu sabia que algo estava por vir e era maior que tudo, o fato de Gabriel descer do próprio céu, o fato de que minhas visões me levaram a ela.

Tudo indicava que uma luta grande me aguardava.

Eu olhava para o espelho, lembrando-me de tudo que fiz durante essa semana.

Após Gabriela me informar que ele estaria agora mais próximo de mim, Luci veio dizendo que sabia como localizar Renesmee, e aquilo me deu uma grande esperança.

– Bella nós somente saberemos se isso vai dar certo se tentarmos.

– Se tem certeza que pode ser feito, faça.

Após o término das aulas, fomos todos à casa de tio Marcus, Edward, Alice e Jasper juntamente comigo Cam e Luci.

Todos nós nos sentamos na imensa mesa da sala de jantar da casa dos Briel, Marcus era fascinado pela história dos vampiros e os passados, o que o fazia ter uma imensa quantidade de objetos em sua decoração de imponência.

Luci pediu que eu colocasse o livro em cima da mesa no centro, somente eu e Cam poderíamos tocar nele, entre os presentes naquela sala.

– Cam por acaso seu pai tem um mapa mundial aí?

– Sim, vou pegar.

– Esse serve? – ele trouxe um mapa dobrado que Luci examinou.

Ela pediu que Alice segurasse sua mão e em sequência todos, fizemos uma corrente. Luci retirou de sua bolsa algumas coisas, entre elas um mapa mundial.

– Eu não tenho como saber exatamente onde ela está. Então vamos ter uma noção geral primeiro, depois voltamos a um feitiço e saber mais com exatidão.

Ela voltou a dar a mão a Alice e a outra para mim.

Foi ali que ela começou a proferir algumas palavras. Eu sentia uma forte corrente elétrica em meu corpo. Olhei para Edward que me encarava, mas voltamos a nos concentrar.

Foi quando umas faíscas começaram a iluminar o mapa, e m torno da Europa, mas aos poucos esses pontos de luz aumentaram, e foi quando começaram a pegar fogo.

– Pare Luci!

Luci abriu os olhos e parou naquele momento de proferir as palavras, e Cam pegou água para apagar o fogo.

– O que houve aqui Luci?

Perguntei indignada.

– Ela está protegida por um contra feitiço, só pode.

E foi ali que descobrimos que Renesmee não poderia ser encontrada pelos métodos de Luci.

Peguei minha mochila, com as roupas, estávamos indo rumo à casa de Campo dos Cullen, um fim de semana com meu pai, sim uma despedida.

Desci as escadas forçando um sorriso, meu pai estava animado, ele de início relutou esse fim de semana com Edward, mas ele queria realmente ter um contato com ele.

– Animada Bells?

– Muito pai, eu estou muito animada.

– Bem segundo seu… – ele pigarreou. – Namorado… – ri quando ele disse a palavra. – tem muitos peixes no lago.

– Pai tem problema de ir mais gente?

Ele arregalou os olhos, ergueu as sobrancelhas e coçou seu queixo.

– Não, mas quem vai tanto?

– Somente Alice, e o Jasper, e convidei Cam e Luci.

– Bem se for somente seus colegas…

– Ah, o Carlisle e a Esme vão também.

– Isso é bom, mas gente velha.

Sorri com essa suposição, naquele local o que mais teria era gente velha.

Saímos em direção à caminhonete de meu pai, Edward queria nos levar, mas eu recusei eu necessitava desse tempo com meu pai.

O caminho foi ao som de bandas country e muita conversa sobre a delegacia, ele detalhou muito de sua semana, e como estava contente com a desavença entre Edward e Cam ter se resolvido.

Durante o longo caminho eu até tive breves cochilos, mas tentei me manter firme, pois cada momento com Charlie era precioso.

Chegamos à casa de Campo, e todos já estavam lá.

Descarregamos o carro, fomos até a cozinha Esme estava preparando um almoço, eu sabia que eles não se alimentavam, mas eu sabia que manter as aparências era fundamental.

Cumprimentei a todos, Alice estava sentada com Jasper perto da lareira, Luci e Cam estavam indo em direção à varanda sentando em uma rede.

Olhei para meu pai contente, ele estava conversando com Carlisle decidindo que horas iriam incomodar os peixes do lago que já tinham sido deixados em paz por muito tempo.

Saí pela grande porta da entrada sempre mantendo o padrão Cullen ao longo dos tempos, de vidros muito bem abertos.

A casa era rodeada de grandes árvores, o frio trazia uma pequena neblina ao local indicando que o sol seria raro de se ver. O que traria uma imensa vantagem para a convivência entre todos com meu pai.

Caminhei lentamente até o lago, observando a neblina sorrateira que pareava em cima das águas.

O frio estava cortante, o vento gelado fazia um leve assovio em meu ouvido.

Fechei meus olhos e fiz uma coisa que não fazia há tempos.

Eu orei, sim em muitas de minhas vidas eu fui criada temente a Deus, no entanto em minhas ultimas vidas eu fora criada alheia a qualquer princípio teológico ou crença.

Eu sabia estar vivenciando na própria pele essa guerra milenar de anjos entre vampiros, e os anjos caídos, mas eu queria me agarrar a algo, algo que me desse mais força.

Neste instante fui interrompida por uma mão em minha cintura.

– Uma moeda por seus pensamentos.

– Edward nós estamos em outro século, pode oferecer algo mais valioso. – sorri para nossas falas sempre decoradas.

– Tudo bem minha donzela, o que eu tenho de maior valor eu não posso dar que é meu amor por você, mas posso te dar o que quiser, somente por um minuto de seus pensamentos.

– Meu caro Edward sempre curioso com o que penso, mas neste instante vou saciar sua curiosidade, estava pensando em como as coisas nesta vida estão mais intensas.

– Certamente já parei para pensar nisso.

– Então teremos que nos apressar mesmo Edward, após esse fim de semana, vamos fazer o que temos de fazer.

– Sim.

Meu pai e Carlisle desciam todos trajados de roupa de pesca, eu ri para a cena.

– Bem Edward quer se juntar a nós?

Olhei para ele dando o aval que ele poderia ir, afinal o objetivo era uma proximidade entre eles.

Soltei-me dos braços acolhedores de Edward com muito custo.

Olhei para eles indo em direção ao lado, abracei-me esfregando meus braços com o frio, e dei meia volta indo em direção a casa.

Todos estavam lá dentro entretidos em algo, era tão simples e ao mesmo tempo tantas preocupações invadiam minha mente.

– Minha querida não fique agoniada, venha vamos comer algo.

Assim que me sentei na bancada da imensa cozinha colonial da casa, Esme me serviu um pedaço de lasanha, seu pai já comeu antes, e acho que eles vão longe à pescaria, seu primo já pegou, coma a vontade.

Dei uma garfada na suculenta massa, e a levei a boca, saboreando, lembrando-me que logo eu não me alimentaria assim.

– Esme.

– Sim querida.

– Se acontecesse novamente tudo, e se desse algo errado em meu plano e eu…

– Morresse novamente.

– Sim, será que vocês novamente estariam aqui esperando, ou um dia tanto Edward como vocês se cansaria disso?

– Minha querida não pense assim. – ela afagou meus cabelos. – Saiba que você e Edward são almas gêmeas e nós já acostumamos que esse é nosso destino, é algo que nos dá luz uma razão para estarmos aqui até a cura.

– Você quer a cura Esme?

Ela olhou para mim e sorriu.

– No fundo até os vampiros mais inusitados desejariam uma cura, outros não, mas o fato é que cansa, veja você e Edward não é cansativo esse ciclo?

– Sim, muito cansativo. – sorri colocando mais lasanha em minha boca.

– Veja bem, eu e Carl, estamos juntos há muito tempo, nosso amor é de longe tão lindo quanto de você e Edward, mas eu sei que se vivêssemos como humanos o que eu desejaria.

Ela olhou firme em direção à sala e os adolescentes espalhados no chão perto da lareira.

– Filhos, isso que deseja?

– Bella eu tenho minha família, no entanto eu queria sentir, sabe fazer parte da maravilha que Deus criou, Caim foi um errante e aí surgiram os vampiros, uma aberração. Eu sei que minha vida é maravilhosa, mas eu quero ficar velha e morrer feliz e realizada.

– Te entendo, e eu estou indo contra isso, depois de tanta luta eu estou rumo a me tornar um de vocês.

– Bella toda causa tem um caminho, e para todo fim tem um meio justificável. Não se martirize mais do que já é.

Terminei minha lasanha e sentei na beira do sofá observando o jogo de cartas, e rindo da situação.

Alice podia ver o futuro, Jasper manipulava as emoções de todos, e Luci ela manipulava a ordem das cartas, entre um rouba de lá e outro de cá, Cam estava perdido em meio aos dons dos vampiros.

– Chega não vou mais jogar aqui só tem ladrão.

– Oh, meu amor todos usamos as armas que temos. – Luci levantou e foi atrás de Cam.

– Bella quer jogar?

– Não obrigada. — sentei agora no sofá e Alice estava ao meu lado.

– Preocupada?

– Sempre, e aí vê algo?

– Bella há muitas coisas que vejo. Mas se falar tudo como vai saber se não vai mudar o rumo e aí teríamos um problema, o futuro não é concreto, ele apenas me vem em flashes das decisões.

– Mas a minha morte isso tá decidido, você pode me adiantar.

– Bella não adianta, vamos caminhar.

A tarde passou muito animada, mas o melhor momento foi a chegada de Edward da pescaria, seu sorriso era lindo e perfeito e indicava que tinha sido agradável estar na companhia de meu pai.

Edward pegou em minha mão, e me puxou para um beijo que foi breve, por conta da presença do meu pai, ele pousou os lábios em minha testa e sorriu.

Os peixes foram limpos por Carlisle e Esme que sorria e nem reclamava de fazer. Se fosse minha mãe ela já tinha desistido de tudo.

Lembrar-me de minha mãe me fez lembrar que ela, estava longe, e uma despedida não teria como ser feita.

Em volta de uma pequena fogueira os peixes estavam envoltos de papel alumínio assando. Meu pai estava a vontade contando casos de pescador e suas pescas anteriores.

Os casais estavam juntos, e mesmo com o frio cortante, estava muito bom estar ali.

Olhar os lampejos da fogueira me dava aconchego, e estando nos braços de Edward eu sentia-me acolhida.

Todos se recolheram, as garotas e os garotos se dividiram nos quartos, meu pai se recolheu, mas assim que eu estava pronta para me deitar, Edward estava ao meu lado.

– Você é doido?

Sou louco por você e sabe disso.

– Mas aqui?

– Oras as paredes são grossas, eu sou silencioso, e Bella, por favor, eu não consigo me afastar de você assim, é como tê-la e não tê-la entende?

– Sim, claro.

Eu me virei e capturei seus lábios, minhas mãos envolvia seu pescoço, em instantes seus lábios estavam passeando por meu pescoço.

Um suspiro satisfeito escapou da garganta e novamente eu senti a boca se retorcer naquele típico sorriso de que estava plenamente feliz.

Mesmo com o frio intenso e de congelar a alma eu me rendi a Edward, a calefação ainda não tinha feito seu trabalho, e o quarto não estava totalmente aquecido, o que deixava meu corpo ainda meio retraído.

Mas assim que senti seus lábios nos meus foi como mágica e eu queria somente ir mais fundo, e sempre mais fundo. Era mágico, estranho, diferente e delicioso. Sim, delicioso. Seu gosto era doce como o som da sua voz e a maneira como sua língua traçava sobre a minha me deixava com cada vez mais vontade de ir mais fundo. E mais fundo. E mais fundo.

Era como se agora eu não pudesse mais viver sem aquela sensação, sem o ter em meus braços, apertando meus ombros e comprimindo seu peito contra minha pele.

Meu pijama de algodão tão singelo já estava no chão, e ele estava desprovido de suas roupas.

Aquilo era mágico, como nossos corpos se completavam. Como tudo era magnífico.

E quando finalmente, estava totalmente pronta , ali eu entendia exatamente o que podia ser chamado de paraíso, pois eu sempre alcançava este estado de alegria imensurável nos braços dele,  estávamos deitados e se fundindo em um único espaço indo além da física, que eu sabia exatamente por que eu lutava, porque eu passava cada vida e enfrentava essa luta.

Seu corpo, seu gemidos, nossos gemidos, eu queria gravar cada detalhe em minha mente, sentir tudo que ele me proporcionava, com suas mãos, e sua língua, e o resto de seu corpo.

Sempre por esse amor.

 

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