In loveForever
cap 13
Edward vestiu-se e saiu pela janela o mais rápido que meus olhos poderiam ver assim que ouviu o carro do meu pai se aproximar pela esquina, mas não antes de depositar um beijo em minha testa com a promessa que voltaria assim que Charlie se recolhesse.
Desci as escadas e meu pai estava já pegando um pedaço da Pizza e colocando no micro-ondas.
-Filha, não comeu ainda? Não precisava me esperar.
-Eu prefiro assim, passo mais tempo com você.
Assim que ele retirou seu prato eu coloquei o meu, Charlie já abocanhava a pizza de queijo.
-Como foi seu dia?- Perguntei para ele, eu queria dias significativos na vida de meu pai, sendo que seriam os últimos.
-Bem hoje foi complicado, encontramos uma casa que pegou fogo, mas foi estranho, não havia corpos carbonizados, no entanto havia sinal de que alguém morava ali, e algo estranho aconteceu, mas deixe, isso deve ser cansaço.
-Não, conte-me, eu quero saber.
-Filha, sei que vai soar estranho a qualquer um que conte isso, mas eu juro que vi com certeza uma pessoa de asas, eram asas negras e depois sumiu, mas em seguida um vento forte invadiu o espaço onde estávamos, foi quando vi sombras estranhas, elas rodeavam como se quisessem alguma coisa de mim, mas logo foram embora.
Cada detalhe que Charlie contava para mim, eu sabia a sensação, eu as vivi durante muito tempo, várias vidas, porém as sombras sempre se concentraram em mim, e nunca em meus familiares, porque desta vez é diferente, o que eles queriam com Charlie?
-Pai, acredito em você, afinal, de esquisitices eu sou expert.
-Sim, falando nisso, os pesadelos, eles sumiram realmente?
-Sumiram.
-Filha, eu sei que esta se envolvendo além da amizade com aquele garoto Cullen, sabe como é cidade pequena.
-Sei sim pai – sorri para ele – Mas eu não estou escondendo nada, aliás, antes de ver sua mensagem, eu até tinha o trazido aqui para conhecê-lo melhor, como meu namorado e não como o Edward que sempre estava metido em encrencas.
-Filha – ele passou a mão em meus cabelos. – Você sempre foi especial, desde pequena sempre senti que uma luz estava em você, e saiba que acredito em certas coisas, outras eu sou cético, porém há algo que eu acredito mais que tudo.
-O que pai?
-Amor, paixão, sentimentos fortes, até mesmo amizades, elas mudam as pessoas, ou para pior, ou para melhor, mas no seu caso você tem este dom, olha só, tão pouco tempo sua amizade com seu primo Cam e essa história com o garoto Cullen, eu percebi que ambos mudaram.
-Pai, tanto Cam como o próprio Edward somente estavam perdidos no que realmente eram, eu somente apareci neste momento, não sou tão especial assim.
-Filha, algo me diz que você sabe o quanto é especial.
-Pode até ser!- eu sorri para ele.
-Você está diferente!
-Como?
-Sim, está diferente, parece que amadureceu em dias, algo mudou muito você.
Pensei que ele mal sabia o quanto eu amadureci, tipo séculos, Charlie era observador.
Sentei um pouco com ele e fiz algo raro, deitei minha cabeça em seu ombro, eu me sentia bem aconchegada, humana, isso era bom, foi aí que tive uma ideia, eu necessitava de um tempo com meu pai, sim, um tempo humano, afastado de tudo, para depois enfrentar essa jornada.
Assim que os comentários sobre esportes terminaram, Charlie se levantou, eu o segui.
-Boa noite meu anjo! – mal ele sabia o que isso significa realmente.
-Boa noite pai! – um beijo em minha testa, um gesto semelhante ao de Edward, mas com significados diferentes.
Segurei a maçaneta e respirei, sabendo que o encontraria ali em minha cama, mas assim que abri o meu espanto foi enorme, Edward não estava relaxado em minha cama, ele estava na janela, e ao se virar seu semblante era de preocupação.
Suspirei, fechei a porta, em instantes ele estava ao meu lado.
Ele me abraçou vigiando sua força, mas sentia que ele estava tenso.
-O que houve Edward?
-As sombras, elas estão mais ousadas, eu ouvi seu pai contando.
Engoli seco, eu também tinha esses medos, então o apertei mais contra meu peito.
(***)
-Preciso passar um tempo com Charlie.
-Como assim?
-Um tempo só nosso, eu quero ter um fim de semana, ele pode pescar tirar, uns dias de folga.
-Mas é perigoso – vi ele semicerrar seus dentes. – As sombras, os anjos, eles estão a solta, e eles já sabem que a cura ainda não está em vista, eles não vão nos deixar em paz, e você sozinha longe de mim, não, eu não posso suportar.
-Edward eu levo o livro, me cuido, mas eu necessito deste tempo com ele.
Edward ficou calado por um tempo, eu sabia que depois de anos ele nunca mudara, era a forma que ele ficava para evitar se exaltar ou brigarmos.
-Bella… – ele fechou os olhos – Eu não posso ficar longe de você, não depois de tudo, não depois de hoje.
-O que sugere?
Ele novamente ficou em silêncio, eu me aninhava mais em seu ombro, o sono já me consumia, mas eu queria saber o que ele estava pensando.
-Temos uma casa de campo, um lago com peixes, é uma ótima oportunidade de seu pai se relacionar comigo, e assim você passa um tempo com ele, vamos juntos.
Pensei que isso podia ser um tanto apressado aos olhos dos outros, mas eu sabia que também não suportaria ficar longe de Edward, então concordei, e nos teríamos no final de semana um passeio, só faltava eu convencer Charlie.
(***)

-Não acredito que vocês vão viajar! Poxa eu queria tanto estar junto. – Alice veio ao meu encontro na manhã de terça animada me abraçando e já comentando sobre a nossa viagem, isso era um ponto positivo, mostrava que Charlie iria aceitar.
-Alice, pode parar de fuçar o futuro da Bella.
-Só porque você não pode ler a mente dela, fica com inveja.
-O que Edward tem inveja?
Cam chegou com Luci ao seu lado.
-Ele não pode ler a Mente da Bella e assim fica com inveja da Alice. – Luci sorriu. – Mas e aí, conte como vai ser essa viagem?
-Vocês podiam ao menos parar de se gabar que escutam a altas distancias? Tem humanos aqui, eu no caso. – falei.
-Eu também. – Cam levantou a mão.
-Mais uma com ciúmes, ai. – Luci pegou a mãos de Cam – Vamos que eu não gosto de chegar atrasada.
-Luci! – chamei ela assim que ela virou-se.
-Sim Bella.
-Com toda essa euforia, desde que chegou não tivemos a oportunidade, eu queria te mostrar algo.
Retirei o livro dos vampiros, a tal Bíblia como Carlisle chamava, de minha mochila e a mostrei.
-Onde? Como o conseguiu?
-É uma longa história, mas… – quando ia lhe explicar que ela não poderia tocá-lo
-Ai… – ela o tocou – Isso queima.
-Vampiros não podem tocar nele, está protegido por um feitiço e nem as sombras podem se aproximar de mim enquanto estou com ele.
-Isso é ruim, quer dizer é bom que seja um escudo contra sombras, mas isso significa que não posso desfazer esse feitiço se não corre o risco de perder essa proteção.
-Sim, mas demos um jeito de Carlisle ler alguma coisa nele, eu na verdade li muito, é impressionante como ler a sua própria história relatada em um livro destes é amedrontador.
-Deve ser mesmo. – Ela somente concordou.
Todos foram às aulas, e como sempre, se não fosse à presença de Edward certamente seria um tédio.
Durante o intervalo percebi que o tempo mudou significativamente, o céu estava mais escuro que o normal, e o vento lá fora fez com que toda escola estive fechada.
Chegamos ao refeitório lotado pelo motivo que com aquele tempo ninguém queria ficar lá fora.
-Isso está estranho. – falei sentindo certo desconforto com aquele tempo estranho.
-Calma Bella, é Forks, deve ser somente uma chuva mais forte. – Cam falou
-Ou uma tempestade. – Luci disse tranquila.
-Não, Bella tem razão, algo está me bloqueando, tudo está escuro, e não estou falando do tempo.
Alice estava chegando com Jasper e ambos estavam preocupados.
-Forks é conhecida por sua chuva constante, são raras as tempestades, elas são típicas de regiões mais quentes.
Neste instante as luzes da escola piscaram, eu me apertei contra Edward.
-Calma, a escola deve ter um gerador, se não tiver, fique junto de mim.
Continuamos agindo normalmente, o alvoroço dos alunos estava enorme, aquele balbuciar de vozes estava me deixando nervosa, peguei somente uma fruta e um suco, nem fome eu tinha naquele momento.
Sentamo-nos em uma mesa próxima a janela, eu evitei olhar para o lado de fora, mas os barulhos que vinham eram de tamanha intensidade que não me deixavam ficar tranquila.
Foi quando o vento começou a ficar mais forte, as luzes do colégio novamente se acenderam e se apagaram, olhei para Edward e foi quando tudo ficou escuro.
-Edward. – eu disse, o medo invadia meu ser, comecei a ouvir vozes, zumbidos ao me redor, Edward já estava ao meu lado, ele me abraçou forte, sua visão de vampiro lhe dava certa vantagem.
-O que está havendo? Mesmo na escuridão ainda era dia, e eu podia reconhecer as pessoas, Cam estava ao nosso lado, em seguida Alice e Jasper.
Um raio caiu e foi perto o bastante seguido de um barulho de algo caindo e se quebrando.
Senti somente Edward me segurando firme e quando percebi, estilhaços de vidro estavam por toda a parte, um dos galhos de arvore se soltou e atingiu a janela ao nosso lado quebrando –a.
Um vento muito forte começou a girar em torno de nós dois, Edward me segurou cada vez mais firme, eu enterrei meu rosto em seu peito, eu conhecia a sensação, os gritos dos alunos ecoavam o refeitório, o caos estava instalado naquele local.
Foi quando uma sensação de fogo em minhas veias invadiu meu ser, e eu comecei a escutar vozes, elas vinham com os zumbidos que estavam no vento, e se transformavam em palavras estranhas em outras línguas, assim que alcançavam meu ouvido.
Tentei me afastar de Edward somente um pouco, mas foi inútil, foi então que arrisquei observar por entre seus braços que me protegiam, e vi, sim entre aquele vento, aquela escuridão, estavam elas, as sombras, mas elas estavam diferentes, mais fortes mais densas, eu quase podia sentir suas espessuras.
Os flashes de lugares, pessoas, vidas, batalhas, tudo estava se misturando em minha mente. O meu amor por Edward sendo desfeito tantas vezes, a dor que ele sentiu, foi quando algo aconteceu e eu vi que não estava somente em minha mente, e sim na dele, sim, algo estava mexendo com nossa mente.
-Bella está sentindo isso? Está vendo isso também?
-Sim, você pode ver minha mente! E eu estou vendo a sua.
Era como se estas sombras estivessem carregadas com alguma força maior, o sofrimento de Edward invadiu minha mente, anos e anos me vendo morrer, aquilo doeu, meu peito esmagando minha alma, eu sentia que essa dor não era suportável a um humano, entendi agora tudo, eu queria chorar, queria estar em lugar a sós para poder acalentar seu sofrimento, ele não merecia isso.
O vento foi cessando, a paz foi invadindo tanto a mim quanto a Edward, mas foi instantaneamente que parei de ver as imagens de sua mente, de sentir o que ele sentiu, ouvi um balbuciar de palavras estranhas, agora eu podia sentir que poderia me soltar de Edward, mas depois de sentir tudo isso, eu não queria soltar.
A voz ao longe agora estava mais nítida. Eu podia escutar que ela falava em uma língua antiga e reconheci a voz, Luci, sim a minha amiga Luci estava proferindo certo feitiço.
-Bella, Edward, vamos logo saiam dai, não vou conseguir segura-los por muito tempo.
Edward me segurou firme, e em segundos estávamos fora do refeitório, percebi que só estávamos nos dois lá, e Luci estava na porta proferindo o feitiço.
-Vamos sair daqui, eles não vão ficar ali por muito tempo.
-O que foi isso? – olhei para Luci.
-Fiz um feitiço para contê-los, mas eles estão fortes, alguma energia além do que imaginamos, você não viu?
-Não, eu não vi nada além da mente de Edward, e algumas sombras ao nosso redor.
-Vocês estavam praticamente dentro de um furacão de sombras, nunca vi tantas juntas, elas não conseguiam chegar até você, creio que o livro as estava bloqueando, mas elas estavam mexendo nas mentes dos dois, o motivo não sei.
-Eu sei. – Alice falou.
-O que foi? – Luci perguntou espantada.
-Eu estava bloqueada até eles usarem aquela energia toda para entrar nas mentes de Edward e Bella, eles estão atrás da criança e acham que vocês saberiam de alguma coisa, assim que a energia foi liberada, eu consegui ver claramente, e vi o plano de Daniel.
Mas antes que Alice pudesse falar, um estouro fez com que a porta do refeitório abrisse, Edward me agarrou e correu, o estacionamento da escola estava um caos.
Mais uma vez avistei as sombras, meu coração estava frenético, eu não poderia morrer novamente pelas sombras, não mesmo, eu tinha uma missão e era nesta vida que eu ia completa-la.
-Vamos correndo é mais rápido do que ir nos carros.
Mais um raio caiu próximo a escola, eu me abaixei, e vi mais uma arvore cair, me agarrei em Edward que não mediu tempo ao se por para correr.
Ao nosso encalço estavam todos, ninguém pegou seu carro, à medida que se afastamos da escola, a escuridão estava menor, foi aí que vi onde estávamos indo, a campina.
Chegando lá, um alívio percorreu minha veia, olhei em volta e todos estavam ali, suspirei e respirei aliviada, sentei na relva das flores, e coloquei a minha cabeça entre os joelhos, estava atordoada com tudo, esse foi um dos piores encontros com as sombras em séculos, e por muito menos elas já me pegaram, mas dei graças por estar sempre com o livro em minha mochila e nem me separar dele nunca.
-Bella, está em?
-Sim Edward, só estou recuperando minha sanidade, foi tudo muito estranho e intenso, foi quando lembrei da mente dele, e de todo sofrimento que ele tem guardado.
-Há meu amor. – eu agora me ajoelhei e o abracei fortemente. – Como você tem sofrido, isso não se compara a nada.
-Calma Bella. – foi aí que percebi que estava em desespero e minhas lágrimas rolavam e um gemido profundo saia de meu peito, eu estava em prantos, sim, estava apavorada em pensar somente na possibilidade de Edward ver mais uma morte minha.
Um vento leve invadiu a campina, todos olharam um leve redemoinho se formar ao centro do campo, e foi ali que ele apareceu.
-Daniel Grigori. – Edward falou serrando os dentes, eu fiquei perplexa com a sua aparição, pois Daniel era um anjo caído e seu dom e poderes foram retirados dele.
-Edward e Isabella, novamente nos encontramos.
Para mim a voz dele saia como um sussurro baixo, mas tinha plena certeza que Edward o ouvia bem.
Daniel começou a circular entre a campina, avaliando cada um de nós, sentia sua fúria mesmo de longe.
-Então você se acha forte Isabella? Acha que somente por esta vida ter encontrado este livro, você pode ser superior?
-Não me sinto superior a nada.
-Não é o que rola entre as fofocas celestiais!
-Fofocas celestiais? – minha pergunta saiu como sussurro para mim mesmo, mas claro que todos os ouvidos sensíveis ouviram.
-Meus caros, não é porque não estou no céu que não fico a parte do que se passa entre os remanescentes que ficam por aí, esses seres são muito fofoqueiros, e noticias se espalham.
-Como o que? O que te faz pensar que eu estou me sentindo superior?
-Ouve-se dizer por aí que este livro é poderoso e nele temos a resposta para a tal cura milagrosa que achei já estar terminada assim que os vampiros colocaram a mão naquela criatura que se diz filha de vocês.
-Não a chame de criatura.
-Certamente que humana ela não era, mas vejamos, essa criatura foi levada até as mãos de Silas, então minhas preocupações estavam sanadas.
-E mesmo assim você atormentou Bella na vida passada. – Edward falava raivoso e me apertando mais ainda contra seu corpo.
-Há, ela contou nosso pequeno encontro, lembro-me bem que estava em uma situação deplorável Isabella.
-Se eu não a tivesse encontrado você a teria feito morrer naquela vida.
-Meu caro Cam, não foi de outra forma, a qual ela mesma pôs fim a sua vida medíocre, engraçado, o pessoal lá de cima era mais intolerante com quem coloca fim a sua própria vida. No entanto aí está você.
-Chega de embolação Daniel, fale o que deseja.
Estava farta daquele discurso, então falei firme e forte
-Como estamos a cada vida mais valente, mas estou decepcionado, tantos anos sem nos vermos e vocês não querem nem bater um papinho, uma conversa, afinal há tantas novidades, como essa linda vampira e bruxa, não é mesmo Luci?
-Olá Daniel.
-A imortalidade lhe deixou perfeita, mais ainda do que já era humana. – ele se aproximou de Luci, quando Cam avançou para Daniel, recebendo uma rajada de um raio em seu peito o fazendo voar longe.
Isso me deixou sem ar, nossas vidas eram ligadas, eu morro, ele morre, mas nunca soube o que aconteceria ao inverso.
Foi neste momento que vi Jasper ir à direção de Daniel e igualmente foi repelido.
-Parem, não avancem, ele está usando um feitiço.
-Pois não vai por muito tempo. – Luci estava com um olhar mortal, ela levantou-se e começou a proferir algumas palavras em uma língua diferente, e Daniel começou a se afastar, mas em alguma segundos ele soltou uma energia tão grande que repeliu até mesmo Luci.
O medo estava em meus poros, nem mesmo a bruxa poderosa que Luci era conseguiu deter o feitiço que estava dando forças a Daniel.
Quando eu achava que tudo ia desmoronar, Luci levantou-se.
-Você acha que um feitiço ao qual é dado pelas trevas é páreo para anos ou até mesmo décadas de treinos? Você somente me mostrou com o que estou lidando.
Foi então que algo impressionante aconteceu, Luci começou a proferir mais palavras e em instantes, vi Daniel se afastando e podia ver que seu poder estava diminuindo, mas Luci também estava fraca, seu nariz estava sangrando, quando uma rajada de vento invadiu novamente a campina, era intensa, mas a sensação era diferente do vento que estava na escola, diferente do vento que Grigori fez ao aparecer, este vento trazia uma paz estranha, me dava à sensação de segurança.
Foi quando uma luz forte invadiu a campina, e vi um homem lindo, cabelos loiros, olhos claros, seu corpo era musculoso, alto, imponente, olhar para ele, me deu uma paz.
-Gabriel.
Daniel falou com medo, em seu tom de voz, era ele sim, Gabriel, o anjo, meu pai!

 

 

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