ILF Cap 12

 

 

POV Bella

 

Edward sorria maliciosamente, e me encarou sugestivamente:

–Bem se é assim, podemos arrumar uma forma de sairmos mais cedo hoje da escola.

–Edward Cullen cabulando aula? – fiz uma falsa careta de espanto.

–Você nem imagina o quanto mudei.

Aquilo é claro que mexeu com minha libido, mas ele estava diferente de mais, eu até entendia minhas mudanças de uma vida para outra, referentes à minha criação em cada situação única, mas Edward, ele sempre era Edward, em que ponto ele se tornou tão pervertido?

–Você está diferente.

Ele se inclinou e sussurrou em meu ouvido.

–Você fica com essas suas insinuações pervertidas e quer que eu reaja como?

Respondi a ele, igualmente sussurrando em seu ouvido.

–Eu sou a virgem aqui e você é o vampiro que quer tirar minha virtude, acho que o pervertido aqui é você. – dei uma leve mordida em sua orelha, arrancando dele um suspiro, que até sonoramente alto o suficiente para chamar atenção de Alice.

–Os dois pervertidos aí podem parar com essas insinuações, procurem um quarto logo.

–Sua boba. – mostrei a língua para ela.

Era tão fácil ser a adolescente normal quando eu sabia de muitas vidas que eu tivera, isso me tornava quase uma idosa, era confuso.

Deixamos de lado um pouco nosso mundo particular e entrosamos nas conversas entre Alice e Luci.

Luci se tornou uma vampira magnifica, pois além de todo o poder e força vampiresca, ela carregou consigo seus dons de bruxa, como chamavam, e isso a deixou igual, ou arrisco dizer mais poderosa que Alice.

Fomos para a aula de literatura, e Edward agora estava sentado atrás de mim, ele mexeu uns pauzinhos para poder me acompanhar em quase todas as aulas, bem eu podia acusá-lo de ser um namorado perseguidor, mas depois de tanto tempo de nossas vidas separados, eu sabia que cada momento juntos era precioso.

Enquanto o professor estava falando sobre a literatura renascentista, o interessante era que mesmo sem ser uma vampira como ele, eu acompanhava facilmente as aulas, minha memória voltava com facilidade em certos acontecimentos, e a evolução do mundo ao decorrer deste tempo.

Edward cutucou meu ombro entregando um bilhete. Sorri para ele, aquilo parecia infantil a certo ponto.

“Gostaria de saber se sua decisão já foi repensada?”

Sorri e respondi.

“Não pensei ainda, mas estou quase certa que ela vai ser reformulada.”

Entreguei o bilhete e não levaram segundos até receber de volta.

“Senhorita, não me faça pular sua janela e ter que faze-la mudar de ideia com meus meios”

Meu intimo se agitou com aquilo, lembrei-me de certos meios aos quais ele se referia, e olha que ele poderia ser bem convincente, tratei de responder a altura de sua provocação:

“Certamente que eu me lembro destes MEIOS e estou querendo muito provar deles”

Ao entregar-lhe o bilhete, ele levantou a sobrancelha, eu só pensei que agora vinha a bomba.

“Estou certo que meus meios não mudaram, e ainda arrisco a dizer que o tempo aprimora tudo.”

Acabou comigo, como não ser mais pervertido que isso? Eu fiquei até vermelha, senti por minhas bochechas que estavam queimando.

“Hoje, teremos a prova.”

Queria encerrar a sessão de bilhetes, aquilo não fazia bem a minha sanidade.

Mas ao levar o bilhete às mãos de Edward, ele estava com a cara fechada como se soubesse de algo, e ao observar atentamente o professor estava ao nosso lado.

–Posso saber o que é esta comunicação entre bilhetes senhor Cullen e senhorita Swan?

Eu ia responder algo, mas vi que Edward ergueu a folha que estávamos usando, e entregou ao professor, eu poderia me assustar ao máximo ali, ele provavelmente não entenderia nada, mas vi que embaixo da carteira de Edward estava realmente nossa folha, eu havia me esquecido da agilidade de vampiro do meu namorado, marido, ou seja, lá o que mais, pois tudo ainda era confuso para mim.

O professor sorriu:

–O amor jovem, ele serve para alguma coisa, belo poema senhor Cullen, continue trabalhando seus sentimentos e focando em coisas produtivas, você tem talento.

Naquele momento eu fiquei curiosa com conteúdo do tal poema, mas deixei passar, porém um bilhete veio novamente.

“Quero essa prova e vou cobrar, e pode deixar eu levo o poema para você ler, não precisa responder.”

Entendi qual era o motivo, o professor ainda estava dando volta entre as mesas, e ai que eu vi a transcrição no quadro negro, era realmente para trabalharmos em uma produção de poesia, esta era a desvantagem de ser humana, pois Edward sempre estava a minha frente.

As aulas seguintes seguiram igualmente tediosas, e pior ainda, Edward não estava nelas.

Ao entrar no estacionamento, olhei ao redor e fui surpreendida por Edward segurando minha cintura.

–Ai que susto Edward, eu não tenho senso de vampiro.

–Desculpa nada, depois que você me deixou em certo estado eufórico, acho que merecia essa.

Ele estava sorrindo.

Observei por um momento aquele sorriso, e eu não imaginava como podemos passar tanta coisa, por tantos séculos e ainda se amar com tamanha intensidade.

Capturei seus lábios, ficando na ponta dos meus pés, ele ao mesmo tempo enlaçou minha cintura.

–Procurem um quarto!

–Alice você pode parar de ser desagradável?

Ela mostrou a língua para Edward, logo Jasper se uniu a nós e isso a deixava menos agitada, eu agradecia a ele por fazer isso.

Em seguida chegaram Cam e Luci, estavam de mãos dadas, um bom sinal para mostrar que Cam estava se habituando ao estado dela.

–Bom, vou te deixar em casa. – Edward falou, me encarando novamente com aquele olhar.

–Ah não, eu estou de volta e quero minha amiga e todos juntos, vamos comemorar em algum lugar.

Luci dizia empolgada.

–Isso mesmo, vamos comemorar, todos juntos com seus pares!- Cam estava feliz também.

–Vejo que está bem com a nova situação de Luci. – Alice falou para ela.

–Bem não estou ainda, mas feliz de estarmos juntos, e melhor ficarei assim que essa cura for encontrada e ela volta a ser a minha Luci de sempre.

_Ei, eu sou a Luci, somente modificada!

–Eu sei amor!- eles depositaram um beijo, mais que terno.

–Vocês também precisam de um quarto.

Estava bom brincar ali juntamente com eles, mas meu humor mudou assim que foi lembrado da tal cura, sabendo que estava sobre meus ombros e de Edward esta responsabilidade, sabendo que nossa luta só teria um fim ao momento em que encontrássemos nossa filha.

Mandei um torpedo para meu pai, avisando que estaria com uns amigos e não chegaria tarde.

Era estranho lembrar-se de meu pai, era tão fácil deixar as lembranças antigas atingirem minha mente, que essa vida ficava meio em segundo plano, mas não queria jamais que meu pai deixasse de sentir que eu era a mesma, e que tudo estava normal.

Só de pensar que teria que bolar um plano para poder seguir em frente nesta busca, minha cabeça dava um nó.

Estávamos todos em uma lanchonete, Forks não deixava muita opção, mas queríamos estar juntos.

–Mas como conseguiu nos encontrar?

Alice perguntava a Luci.

–Bem, eu estava trabalhando em um feitiço de localização a tempos, já anos, só que sem saber de toda esta confusão que vocês passaram, foi difícil chegar ao alto grau para conseguir, e depois vocês estavam sempre separados, eu só consegui agora, acho que por todos estarem juntos, e assim que descobri que Forks e a escola estavam em maior iluminação na hora do feitiço, eu soube que estavam todos aqui.

Enquanto Luci explicava seus meios para nos encontrar, o que passou para se desviar de Daniel, eu estava somente pensando em tudo, sim tudo, como um centro, pois eu queria centrar as ideias de como faríamos a partir de agora, esta busca não podia ser muito adiada.

–Está distante, posso saber o que se passa nessa sua mente?

–Edward sempre enxerido, não cansa de ler a mente de todos e quer saber o que se passa na minha?

–Calma Bella, eu estou vendo que seu humor mudou, mas não é para tanto também.

–Há não é para tanto? Veja bem Edward, olhe em volta, estamos aqui todos junto, muito bem, mas e aí? O que vem depois? As sombras vêm atrás de nos, de mim? Ou algo acontece e aí eu morro, Cam morre, Luci e você sofrem até nos encontrarmos novamente, isso enlouquece sabia, devemos é ao invés de ficar aqui e contar historinhas de como foi sua viagem? Ai como foi sua morte? Devíamos é estar planejando os nossos passos.

Bem esse foi meu discurso mais longo, pelo menos desta vida, todos me olharam perplexos até Jass sentiu minha mudança e já que estava em surto e um colapso nervoso, eu olhei para ele e continuei.

–Bem Jass, faça sua mágica e me faça ficar mais calma, mas saibam que isso é o que penso, e bem eu sou a parte mais afetada aqui, se é brincadeirinha para vocês, e tudo isso é muito lindo, uma historia de amor que vai além das vidas, não tem graça para mim.

Levantei e fui para fora tomar um ar, eu sabia que tinha exagerado, estava sendo histérica à toa, mas eu estava guardando tudo isso dentro de mim, e eu necessitava por para for, eu estava com minhas mãos nos joelhos e tentando recompor minha postura, não podia fazer isso a meus amigos.

–Bella, desculpe eu sei que não gosta que pergunte sobre seus pensamentos.

–Desculpe eu Edward, não foi isso, só que…- respirei fundo-… Eu só explodi.

Não queria novamente descarregar meus medos nele, e nem em mais ninguém, Edward se aproximou, eu fiquei em pé e o abracei.

Depois de meu surto, o clima ficou tenso, até Jass usar seu dom, mas mesmo assim o clima descontraído não voltou.

Cam e Luci saíram, ele queria apresentar ela a seu pai, e bem, Tio Marcus sabia de tudo, isso ajudaria muito.

Alice e Jasper foram também, e Edward estava abrindo a porta do carro.

–Edward, eles não vão ficar magoados comigo?

–Porque está me perguntando isso?

–Edward você sabe, leitor de mentes embutido. – apontei para a cabeça dele e ele pendeu sua cabeça para trás em uma gargalhada.

–Bella se decida, ou você gosta que eu leia a mente alheia ou não.

–Edward pare, eu só quero ter uma noção.

–Bella, ninguém jamais vai se zangar com você, eles ficaram preocupados, e sabem que sua revolta e tudo que falou é verdade, eles te amam, não mais do que eu, mas todos te amam, e sabem que o peso em seus ombro é enorme.

–Nosso peso.

–Não, mais seu, você Bella é a mais atingida nisso.

Ele depositou um beijo em minha testa.

–Bem agora estamos longe da Alice e ela não irá nos mandar para o quarto, podemos ser mais ousados.

–Prefiro deixar essa ousadia para um quarto mesmo.

Durante o caminho Edward estava sorridente, agora eu queria ter esse dom, de ler a sua mente, apesar de já imaginar o que se passava nela.

(***)

–Pai!

Entrei chamando por ele, e Edward me acompanhava, bem eu tinha que assumir esse namoro de forma direita.

–Bella ele não está?

–Oh que estranho. – puxei meu celular e ao verificar eu deixei passar uma mensagem.

“Bella, tudo bem que se divirta com seus amigos, eu vou me atrasar, tenho que ajudar em uma busca na divisa da cidade, se quiser peça pizza.”

–Ele não vem tão cedo pelo visto!

Edward enlaçou em minha cintura.

–Pelo visto não. – meu coração pulsou mais forte, eu sabia que era uma reação ao seu contato e a possibilidade de ele cobrar o que eu escrevi no bilhete, minha provocações estavam além do que algum homem poderia aguentar, ainda mais um homem que estava pilhando há anos.

–Vai pedir a pizza?

–Sim… vou- eu gaguejei as palavras, mas o fiz, pedi a pizza.

–Você pega a pizza, tem dinheiro no pote em cima da geladeira, eu vou tomar um banho.

Falei rapidamente, o deixando ali sorrindo para mim.

Subi até meu quarto, separei as roupas, e observei o que vestir?- acabei optando por um dos meus pijamas, eu sabia não ser o mais lindo e sensual, mas era a melhor coisa que eu tinha.

O cheiro do meu shampoo sempre me trazia paz, estar ali rodeada de coisas normais, sabonete, uma gilete, estas coisas me faziam esquecer, nem tanto, mas deixavam minha mente focar no básico.

Escovar os dentes, arrumar o cabelo, tudo isso era muito humano, muito simples, e acalmava meus nervos.

Pelo tempo que passei no banho, certamente a pizza já havia chego, então fui até meu quarto, parei por um instante na porta segurei a maçaneta, respirei pausadamente, uma, duas vezes, e abri a porta.

Edward estava sentado em minha cama, com as mãos apoiando a cabeça, ele sorriu a me ver.

–Estava me perguntando quantas vezes ia respirar para criar coragem de entrar.

–Esqueço-me de seus ouvidos e sentidos, aguçados.

Ele inspirou profundamente, fechou seus olhos, e assim que tornou a abri-los ele estavam cheios de luxuria e desejo. Ele estava diferente, um semblante de satisfação. Inúmeras sensações eram percebidas em seu rosto, certa culpa, certa dor, e passavam a desejo e amor.

–Você cheira a flores, sim a flores do campo, junto com um doce mel, seu sangue é doce Bella e canta para mim, mas sua pele, ela é suave, e ela me chama mais do que seu próprio sangue.

–Seus lábios eles são macios… – ele chegou até mim com tanta velocidade que mal percebi quando seus lábios estavam próximos aos meus, e ali eles ficaram.

Seu beijo foi quente, exigente e provocante, seus lábios devoravam os meus, meu coração pulsava mais do que o normal, descompassadamente, seu beijo invadiu a minha alma meu ser inteiro, passei meus braços em volta de seu pescoço, o puxando mais perto de mim, colando nossos corpos, uma urgência que invadiu cada terminação nervosa de meu corpo. Eu queria mais, deixei que ele sentisse como eu me sentia, pois estava entregue, ouvi um gemido rouco e profundo.

Eu sabia que Edward me queria além do prazer físico, além da forma normal humana de desejo, e eu queria o satisfazer, queria o completar, minha vida naquele momento parecia depender disso, então as coisas foram além do meu controle, e quando percebi, ele estava retirando minha blusa.

Eu me deixei levar por ele, nossos corpos estavam mais colados, eu estava quente mesmo estando ao lado de um vampiro, sentia o fogo emanar de meus poros, sentia o desejo invadir meu corpo, imagens invadiam minha mente, imagens do nosso passado, de nossas vezes juntos.

E aquilo atiçou meu desejo.

Sabia que minha força não se igualava a dele, mas Edward sempre era gentil e acompanhava meu ritmo.

Eu dei um impulso e o empurrei até minha cama, ele sorriu malicioso, eu retribui, aquele era meu Edward e eu queria mais e mais dele, quando eu subi em seu colo deixei novamente a luxuria invadir meu ser, e seus lábios percorrer meu corpo, a cada beijo era um lugar que emanava calor, que me levava ao êxtase.

Eu experimentei como sempre passar meus dentes sobre sua pele dura, mesmo assim eu arrancava suspiros dele, era suspiros sonoros e roucos, e um grunhido em seu peito se formava.

Eu amava aquele som, lembrei que era um dos sons mais gratificantes que eu ouvira por todas as minhas vidas.

Em instantes estávamos em outras posições e carinhosamente agora ele, estava tentando fazer parte de mim, eu lembrava todas as vezes que fizemos isso, a primeira vez, sabia do desconforto que meu corpo humano sentia, mas sabia que Edward sempre iria ser gentil.

Carinhosamente ele nos virou na cama, deixando seu peso levemente sobre mim, fogo e gelo, essa era a combinação mais perfeita do meu mundo.

Sua língua traçou languidamente cada pedacinho do meu pescoço, alternando entre a linha do meu maxilar e o lóbulo da minha orelha, deixando ali, pequenas mordidas.

Eu já conhecia a sensação, sabia de tudo o que estava por vir, mas mesmo assim, viver isso intensamente todas às vezes, as tornavam sempre únicas.

Lentamente ele desceu sua boca exigente ao meu colo já desnudo, lambendo carinhosamente cada mamilo intumescido, traçando linhas imaginárias neles e deixando meu centro úmido e fervoroso.

Aos poucos e delicadamente, ele puxou á última peça do meu pijama e sem que eu sequer percebesse, suas roupas já tinham evaporado também.

Admirar o corpo de Edward era meu passatempo predileto e por incrível que pareça, eu decorei cada milímetro de pele muito bem distribuída naquele corpo de Adônis.

Ele voltou a cama, se ajoelhando entre minhas pernas, lentamente foi descendo seu tronco e beijando minha barriga.

–Eu quero muito te provar meu amor, mas eu estou ensandecido de tesão por você, então depois eu lhe prometo minha amada, irei lhe amar lenta e cuidadosamente. – ele sussurrou essas palavras em meu ventre, deixando uma baforada gélida em meu corpo fervendo e logo após subiu seu corpo, deixando nossos rostos a milímetros, nossos olhos se encontraram, ali eu vi todo o amor, de todas as vidas, de todas as formas, em único olhar, e em um consentimento mudo, ele me penetrou lenta e vagarosamente.

Fui preenchida pela sensação familiar da dor, mas já sofri a mesma dor tantas vezes, que agora ela tornara-se prazerosa em termos.

Um suave movimento de vai e vem começou e eu deixei me levar, tateando minha coxa, Edward ergueu uma de minhas pernas e automaticamente ela se encaixou em seu quadril, deixando assim, eu sentir toda a virilidade do meu homem.

E assim foi, estávamos ali completos, unidos em um só corpo, em uma só alma, assim era para ser, e essa era a nossa certeza, a única em meio a toda essa loucura.

Notas finais do capítulo

N/A: Bem gostaram? , então podem comentar a vontade. agora uma notinha da minha Beta linda e fofa Lyne:

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N/B: Gente, que capítulo maravilindo… Eu amei betá-lo, na verdade eu sou suspeita, pois eu amo por demais essa fic e essa autora lindalhosa.
Vou contar um segredo á vocês, ela escreveu esse capítulo no auto da madrugada, com taças e taças de vinho. Vamos pedir através dos reviews minha gente, que ela estoque garrafas de vinhos em sua casa, assim, teremos logo outro capítulo de ILF.
Beijoooos
Lyne Masen

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