In Love forever cap 10

–Como assim Bella?

–Calma, entenda meu raciocínio Edward, vamos ter que viajar, nem sabemos quanto tempo tudo vai levar, ou os perigos que iremos enfrentar, o que eu não posso é deixar meu pai na expectativa que vai me ver se nem eu mesma sei o que vai acontecer?

–Mas como?

–Veja, eu necessito de outra coisa para isso- olhei firme nos olhos dele, sentei em minha cama encarando todas as suas reações. – Eu preciso me transformar em vampira.

O olhar de Edward era um misto de expressões, mas percebi um leve sorriso brotar em seus lábios.

–O que a fez mudar de ideia senhorita Swan, nunca concordou com este ato?

Eu aproximei-me dele e abracei seu pescoço, ficando com meu rosto bem próximo do dele, nossos olhos se encontravam, ele estava radiante como se fosse a melhor noticia que eu tivera o dado, a vida de vampira nunca foi um almejo ao qual eu quisesse, sempre tive os medos, e todas as histórias de uma alma perdida e de uma eternidade amaldiçoada, ou até mesmo de uma morte seguida por um tormento no purgatório, mas agora eu tinha um motivo maior ao qual necessitava de minha plena luta, sem ser um peso.

–Edward, eu não quero ser um peso, mas o que mais esta pesando, eu não quero mais que sofra com mais uma morte, mas anos perdidos, eu quero viver ao seu lado, e mesmo que esta vida tenha que ser em busca de nossa filha, em busca desta cura, mas eu quero viver estando ao seu lado.

Não necessitou de mais nada, somente isso bastou, Edward capturou meus lábios e o beijo era voraz e intenso, Edward sempre foi um amante apaixonado, e minhas memorias de outras vidas se intensificaram com um raio, nossa primeira vez, sim a primeira vez que conseguimos estar juntos, em que nossos corpos se encontram.

Flash Back on

Era o ano de 1834, em nossa segunda vida juntos, Edward e eu acabamos fugindo de Daniel Grigory, Cam havia nos arrumado uma cabana na Europa em um vilarejo, as dificuldades estavam enormes, tanto para Edward arrumar animais para sua alimentação, como alimento humano para mim.

Mas o que mais importava era estarmos juntos, Cam nos trouxe alguns suprimentos, velas, água, enquanto Edward saía para caçar, estava em busca de alguns animais que pudesse se alimentar, ele estava com muita sede, o que deixava desconfortável estar ao meu lado, a alimentação de sangue humano era a ultima opção que ele queria naquele momento, isso o impediria de andar durante o dia, em dias nublados era claro.

–Me diga Cam como é isso mesmo, eu nunca entendi a diferença dos vampiros.

–Bem Bella, Edward e sua família, levam uma alimentação peculiar, isso os deixa mais fracos, e menos vampiros por assim dizer, assim eles não queimam ao sair de dia, mas também se o sol toca sua pele eles refletem e brilham, o que eu acho horripilante e não entendo porque raios você admira tanto.

–Cam não iremos discutir o que eu acho ou não fascinante, mas normalmente eles não andam durante o dia?

–Sim, certamente pela maldição dada a Caim, eles devem se esconder do sol e a maldição pela destruição pelo fogo, assim ele queima, quando se alimentam de sangue humano, no entanto isso os deixa 100 vezes mais fortes por isso Edward more de medo de encontrar alguém do exercito dos Originais.

–Isso é um ultraje, detesto isso, ou nos escondemos de Daniel e sua legião de anjos caídos, as sombras anunciadoras as quais querem sempre me destruir, ou estamos nos escondendo dos Originais e seu exercito.

–Bella, entenda que até descobrimos ao certo o que é seu papel na cura, ou qual é seu papel juntamente com Edward, não podemos fazer nada além de nos esconder.

Neste instante, em que Cam estava terminando de acender a lareira, o cômodo que estava gelado estava aos poucos ficando mais aquecido e aconchegante, Edward entrou, meu sorriso ao vê-lo se alargou, ele estava com o rosto visivelmente mais corado, por dias ele andava pálido, seus olhos agora estavam mais serenos.

Edward atravessou a pequena sala, onde somente uma cadeira de balaço velha estava em frente à lareira, eu estava sentada no chão tentando me aquecer do pouco calor que as chamas da lareira faziam, ele se abaixou e capturou meus lábios, fazia dias que não o fazia, ele sentia medo por sua sede estar muito forte, evitamos os mais simples contatos, mas ali ele deixou a luxuria tomar conta.

Cam percebeu estar sobrando e retirou-se, parece que ouvi algo sobre buscar mais lenha.

–Senti sua falta.- eu sabia que ele não se referia ao curto período de caça e sim aos dias que vagamos andando até chegar a este vilarejo, os dias de fome e sede, os dias em que mantivemos a distância, eu sabia a dor que ele sentia , uma dor tão forte quanto a morte ele se referia, pois era a dor de não poder me tocar, nem segurar minha mão, e a dor de sentir meu cheiro pelo longo caminho que percorremos.

Suas mãos estavam urgentes, agora a lareira já estava fazendo seu trabalho, o cômodo estava aquecido, sentia seus lábios roçando a lateral de minha face e descendo por minha clavícula, eu usava um vestido longo, havia me livrado dos spartilhos pelo fato da caminhada ser longa, não estava aguentando meu corpo apertado durante o caminho, então o tecido fino fez com que eu sentisse as mãos de Edward percorrer meu corpo, eu ofegava entre seus lábios, estava aos meus 17 anos, tinha fugido de casa, mas nada além tinha nos acontecido pelo fato que Edward sempre fora um cavaleiro, um homem honrado, um vampiro galante.

Lembrei que a caminhada fora longa, e nem ao menos banhar-se além do dia ao riacho eu tivera tempo de fazer, então me desvencilhei dele.

–Meu senhor, temo que estou em certas condições…

–Podemos resolver facilmente.

Edward com agilidade buscou dentro da cabana e logo encontrou esponjas e uma bacia enorme, será que eu deixaria que ele me banhasse? Lembrei-me do conforto de minha casa, onde a ajuda da ama era feita, mas eu deixei tudo, e não pensaria duas vezes em fazer novamente isso, podíamos estar em situação precária, mas estávamos juntos.

–Temo que queira ficar só para se banhar?

Ele disse depois de estará colocando agua próxima a lareira para que fosse aquecida.

Olhei para ele, era contra tudo que aprendi, contra tudo que era considerado certo para época, mas ermos um casal incomum, talvez eu morresse a qualquer momento, eu não podia me prender a tradições, ao modo de ver o mundo de todos, nos éramos humana e Vampiro, íamos contra a natureza, contra as forças que nos tentavam separar, então ao ele se levantar depois de depositar a panela com agua, eu comecei a me despir em sua frente, ele observou sem nada falar.

O vestido escorregou por meu corpo, eu estava com minhas roupas de baixo, para o mundo atual, seriam estranhas e grandes ate, mas ele me olhava com deslumbre assim mesmo.

–Gostaria de me ajudar senhor Cullen?

Ele ficou sem fala, nem ele nem eu sabíamos o que estávamos fazendo, eu me guiava por extinto e pelo momento, Edward aproximou-se e me pegou pela cintura.

–Tem certeza minha donzela, eu não quero ultrapassar nada.

Eu tinha plena certeza, já havíamos fugido, nesta hora todos de minha antiga cidade já estavam falando mal de mim, eu deveria ser a desonra de meu pai, então não me restava mais do que consumar o ato.

Foi quando seus lábios eram doces e urgentes, naquele dia Edward me banhou, me acariciou, foi o mais perfeito dos cavaleiros, e nos amamos intensamente pela primeira vez.

Naquele ano vivemos praticamente em pecado, para os olhos da sociedade, mas nada importava, estávamos juntos, Cam era um ótimo companheiro, Edward estava aproveitando sua força e trabalhou de ferreiro no vilarejo, tínhamos uma vida simples planejávamos viajar e encontrar Carlisle, Edward sentia falta de seu companheiro até que veio a guerra dos farroupilhas, as guerras além da dor e das dificuldades ela trazia também os vampiros oportunistas, aqueles se aproveitavam dos corpos, dos doentes, e podíamos ficar expostos, e foi durante esta guerra que eles nos acharam, sim o exército de Silas nos encontrou, e quando tentei fugir foi em vão, mais uma vez morri.

 

Flash back off

 

Enquanto as lembranças boas vinham em minha mente, as ruins eram sempre seguidas, pois era assim nossa vida, sempre fora, alguns momentos de felicidade e alguns momentos de tristeza.

–Edward- disse ofegante ao me separar de seus lábios necessitando de ar – Vai me deixar ser uma vampira.

–Claro, pode ser loucura, mas como disse é uma solução.

Sorri para ele.

–Vou dormir, amanhã tenho aula, e temos uma longa caminhada para fazer Charlie gostar de você.

–Mas se vai morrer, isso não é necessário, aliás, como pensa em fazer isso?

– Pensei em algum acidente, mas devo ter mais idéias, e lógico que quero que meu pai goste de você, eu não quero que meu pai tenha lembranças ruins, eu quero que ele lembre de mim, que tenha lembranças saldáveis que saiba que eu vivi, tive um namorado, fui uma boa aluna, eu sei que é arriscado como humana, mas se bem sabemos nas minhas duas ultimas vidas não sofri nenhum atentado maior.

–Porque eles não sabiam da existência da sua filha.

–Da nossa filha Edward, sim eles não sabiam, mas podemos ter uma vez fé, eu não quero deixar mais uma vida para trás, e hoje é diferente do que a séculos, há recursos internet, a comunicação, Charlie não descansaria ate me encontrar, e assim ele terá um fim para a filha dele.

–Você fala tão friamente, o que fez com minha Bella?

–O mesmo que fez com meu Edward, nós mudamos, isso não há como voltar atrás, cada vida foi uma descoberta, cada vida foi algo que nos fez crescer, e hoje eu te digo Edward se é para finalmente sermos felizes, eu agora estou disposta a tudo, mas amo Charlie, amo minha mãe que mesmo longe ela necessita de um final.

–Mas sabe das dificuldades?

–Sei, mas só vou pensar nisso depois, agora venha me fazer dormir como sempre fez.

Deitei em seu ombro, o cansaço me consumiu, e logo dormi, não lembro de ter sonhado, quando vi meu despertador estava tocando, Edward não estava ao meu lado, mas seu cheiro era inebriante provando que saíra a pouco.

Ao me levantar senti um pedaço de papel, que peguei em mãos…

“Bella, minha donzela, confesso que foi uma noite torturante te ver dormir serenamente, sentir seu calor e não possuí-la, mas foi à melhor noite que tive depois de séculos, você falou e muito, e me fez ter lembranças boas também, volto logo, não vá para escola antes de eu chegar. Edward “

 

Depois de um banho e de me preparar para a aula estava na cozinha tomando meu café quando senti alguém tocar meus cabelos, virei-me para ele.

–Bom dia.

–Bom dia senhorita.

–Então chegarei de carona hoje?

–Certamente.

Foi quando escutei uma buzina.

–É o Cam- a mão de Edward cerrou em punho.

–O que ele faz aqui?

Olhei firme para Edward que depois de alguns minutos certamente leu a distancia a mente de Cam.

–Carona. – um leve sorriso brotou nos lábios de Edward – Ele já viu meu carro, mas quer falar com você.

–Pare com isso, é irritante.

–Não consigo controlar, não há um botão desliga.

Fui ver o que Cam queria.

–Olá priminha, vejo que o Cullen já esta marcando território.

–Cam, pare de bobeira masculina, odeio isso.

–Só quero avisar que estou tendo sonhos de premonições já.

–Oh!

Sonhos de premonições era um dom somente de Cam, sempre após sabermos a verdade eles se iniciavam assim que um perigo aproximava-se.

Neste instante Edward estava ao nosso lado.

–Como não li isso antes em sua mente?

–Olá Edward, eu tenho meus meios assim que vi seu carro evitei pensar nisso, somente para ver se eu ainda consigo burlar seu detector mental.

Edward bufou, eu ainda iria me irritar muito com estes dois.

–E o que estes sonhos dizem?- perguntei e dei uma olhada mortal a Edward queria ouvir e não que Edward narrasse a mente de Cam para mim.

–Eles estão perto, os anjos caídos.

–Eu vi as sombras como disse isso poderia acontecer, mas vamos ficar alerta.

–Outra coisa Bella, não comente mais em voz alta seus planos.

–Como?

–Bella o que ele quer dizer é que os anjos o alertaram que você esta prestes a fazer, mas há uma parte dos anjos que apóiam sua decisão, já outra não.

–Era só o que me faltava, agora tanto anjos caídos, como exercito de vampiros loucos eu vou ter que tomar cuidado com anjos normais, ou sei lá como se chamam?

–Não fique chateada, pelo que eu vi em meu sonho a um conselho deliberando sobre isso, mas não faça nada até o conselho se decidir.

–E se eles se decidirem que não? A minha vida tem que ser guiada por eles? Eu cansei de ser um brinquedinho na mão dos anjos, eu já fiz minha parte, e agora eu quero somente tentar fazer as coisas a meu modo, agora vamos à escola ou vamos todos nos atrasar.

O caminho para escola foi curto, Edward dirigia mais rápido que Cam, ou ele queria provar algo, sei lá, homens, até em sua forma vampira eles são infantis.

A melhor parte foi quando Edward estacionou o carro, os olhos todos se voltaram a nós.

–Devo ser a atração hoje?

–Esta com vergonha por estar ao lado do garoto problemático?

–Não, porque me toma senhor Cullen, nunca terei vergonha de estar ao seu lado, vamos ao covil de cobras.

Descemos do carro, e os olhos se voltavam diretamente a nós..

–Edward o que estão pensando?

–Ué não é você que odeia que eu fique usando meu dom?

–Já disse, eu posso mudar um pouco, agora me diga.

–Pensamentos feios meu amor, muito feios.

–Nesta hora odeio as pessoas, se não fosse tão macabro eu deixaria você se divertir o que acha de um pequeno massacre?

–Bem eu estou com sede mesmo, quem sabe por onde começo?

–Pela pior mente, o pior pensamento.

–Sua amiga ali está no topo da lista.

Rimos junto quando ele apontou para Jessica, o seu olhar era indecifrável pelo menos para mim, Edward carregava um sorriso ao qual eu imaginava estar se divertindo.

–Lembro-me que não gostava da forma que as pessoas falavam de nós mentalmente, qual é a graça senhor Cullen?

–Eu me acostumei, acho que sempre vai ser assim e minha atual reputação não ajuda muito, vamos eu tenho que pegar alguns livros em meu armário.

–Mas é do outro lado do corredor, tudo bem eu vou pegar os meus. – nossas mãos estavam unidas e isso causava mais olhares, assim que nos separamos Edward fez questão de voltar e dar um selinho em meus lábios o que certamente causou mais espanto

–Eles estão horrorizados meu amor. – ele disse antes de se virar para seu lado do corredor, enquanto eu girei nos calcanhares e me direcionei ao meu armário, ao pegar os livros, e fechar a porta me deparei com Jessica encostada no armário do lado, com um olhar de espanto.

–Isabella, pode me explicar o que esta havendo?

Ferrou, pois eu não tinha bolado nenhuma historia com Edward.

–Nada de mais Jessica.

–Como nada? Você chegou com Edward, o Cullen aquele que é o ..

–Sei o revoltado menino mal, eu sei de tudo, Jessica não julgue as pessoas.

–Bella, isso não é julgar é saber, mas eu sei que ele é gato e tal, mas menina ele..

–Jessica, por favor, me poupe, e me desculpe não estou para papinhos..

Bem nesta hora meu lado mais velho entrava em ação eu não estava com paciência para aturar dramas adolescentes, eu queria somente estar ao lado dele, e bingo, aula de Biologia no primeiro período.

Entramos na sala e Edward já estava em seu lugar pelo seu sorriso ele estava se divertindo com as mentes alheias e me deixou enfrentar Jessica sozinha.

–Por que me deixou lá no corredor?

–Eu queria saber o que ia falar para sua amiga oras, não bolamos nada e então deixei você criar uma historia, mas vi que foi em vão

–Eu não sou boa em arrumar desculpas e sabe disso, mas o que foi?

–Nada, somente pensamentos.

Quando estávamos todos sentados e o professor entrou, Edward pegou minha mão por debaixo da carteira, estávamos relaxados, mas foi quando ele se enrijeceu, percebi seu olhar para a porta.

–Olá, esta atrasada, pode sentar-se ali ao lado da senhorita Stanley.

Uma garota morena de cabelos ondulados, corpo curvilíneo, e rosto parecendo de anjo estavam entrando, a pele branca me fez ter alguma desconfiança, e a atitude de Edward ainda aumentou meus medos.

–Quem é ela?

Sussurrei para Edward, neste instante ela virou-se para nossa direção, e um leve sorriso brotou de seus lábios, e logo se virou para frente, o professor estava começando o exercício.

–Ela é Lucinda Price.

–Quem?

–Luci, não se lembra dela?

–Oh sim, agora a lembrança me voltou, mas ela era loira?

–Sim, ela esta se escondendo de Daniel, e estava procurando você.

 

 

 

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