Tags

Beauty and Beast cap12

 

Eu posso ser a pessoa mais sensata e ponderada do mundo, e mesmo já ter passado por tudo que passei, sendo forte, ver o que ocorreu fora extremamente complexo. Eu analisava todo o ocorrido, o banho, como eu me deixei me levar pelo momento de luxúria, sim eu não queria acreditar que ele tentou me matar.

As lembranças que eu queria em minha mente eram da noite que tivemos e que foi mágica! Eu ainda sentia meus músculos doloridos, regiões onde ele havia me apertado, e até me mordido.

Stefan entregava a mim o copo com a bebida.

– Stefan, ele não me atacou em momento algum, ele teve até oportunidades e muitas! – Puxei o roupão na altura do meu pescoço mostrando mordidas leves que eu levei dele, sem ao menos nada de mais grave acontecer.

– Entenda que ele não quis fazer isso, foi somente porque ele ficou feliz.

– Feliz? Esta é a forma que vampiros reagem à felicidade?

– Não, somente Damon, não era ele Bella entenda.

– Então me explique, eu sei que não gosta de mim, mas eu necessito Stefan depois de tudo o que eu ouvi, eu necessito.

Stefan deu um leve suspiro e sentou a minha frente.

– Não sou seu fã número um Bella, e não vou negar isso, mas somente pelo motivo que eu temia o que ouvi lá em cima hoje.

Ele deu um gole em sua bebida, olhou para meu estado, estava somente com o roupão.

– Não quer se trocar?

– Nem tem como ela está cheia de lama.

Stefan com sua velocidade foi rapidamente em direção ao quarto passou por mim em direção à cozinha e voltou ao mesmo local que estava. Se não tive prestado um pouco de atenção seria provável que eu nem percebesse o que ele acabara de fazer, foram frações de segundos.

– Pronto estão no lava-roupas, depois colocamos na secadora. – Ele sorriu e se ajeitou melhor na poltrona. – Olha Damon não vai ficar feliz pelo que vou lhe contar, mas ele já deveria ter feito há tempos, isso evitaria o que aconteceu.

– Então me conte.

– Eu a vivo culpando Bella, mas na realidade quem é o verdadeiro culpado disso tudo sou eu mesmo.

– Como?

– Vai me deixar contar?

–Tudo bem, eu não vou interromper. – Ergui minhas mãos em sinal de protesto, e levei o copo a minha boca novamente.

O relógio marcava 7 horas da manhã, eu tinha uma hora para estar na delegacia, mas eu queria ir fundo nisso agora, Damon se tornara prioridade.

– Eu o transformei, quando vivíamos aqui em Mystic Falls há anos conheci uma vampira a Katherine, ela era linda e perfeita, a mais linda mulher que poderia se ver, e meus sentimentos por ela eram os mais intensos possíveis.

– Katherine? Bem eu já ouvi este nome! Ah Damon a confundiu com Elena não foi a noite passada?

– Longa história e fica para outra hora, mas resumindo Katherine é igual à Elena, nesta época Damon nutriu certo sentimento por ela, mas no momento em que soubemos quem era ela, e o que ela era, Damon se afastou, mas eu não Bella, meu amor ou sei lá o que se pode chamar aquilo, era uma atração enorme.

– E por isso se interessou por Elena?

– Confesso que de início sim a semelhança me atormentava, mas hoje, eu a vejo o oposto Kate.

– Mas continue.

Fiz sinal para que continuasse, e bebi mais da bebida.

– Quando fui transformado por Kate me bateu a consciência do que tinha feito, quando nos tornamos vampiros tudo é multiplicado, emoções sensações, tato, visão audição força, velocidade e principalmente nossos sentimentos, e eu amava muito meu irmão Bella, nós fomos unidos sempre, e a dor de saber que ele um dia iria morrer e eu não, me afetou e então agi por egoísmo e o transformei mesmo contra sua vontade.

– Mas disse que é culpado?

– Sim Bella, Damon ao acordar ele não queria nada disso, ele queria simplesmente ter morrido, mas sua dor era muito grande, foi quando ele descobriu algo, Kate disse a ele que era só desligar a humanidade.

– Como?

– Nós podemos desligar todos estes sentimentos humanos, e aí Bella somente o instinto nos guia, e junte alguém sem sentimento algum, e mais o vampirismo você tem…

– Uma Fera… – Completei era isso que Damon sempre se referia a ele.

– Isso, e foi sem dó que ele matou nossos pais, e devastou cidades assim conseguindo uma legião de inimigos.

– Saltzman, Lexy, estes tais de Volturi.

– Exatamente, Lexy a sua família, Damon deixou-a transformada e abandonada. Um dia eu a encontrei quando seguia os passos de meu irmão, e a ajudei, os caçadores que Damon adorava atacar suas famílias somente por diversão, e os Volturi que querem o punir, por ele ter sido descuidado várias vezes, e foi contra nossas leis.

– Mas agora ele é diferente, e o que ouve hoje?

– Um dia nós estávamos aqui mesmo em Mystic Falls, mas convenci Damon que tínhamos que partir, pois havia muitos vestígios dele e poderiam o encontrar, eu sempre quis protegê-lo era minha responsabilidade ele ter ficado assim, e Kate não entendeu e me abandonou. Mas nesta transição Damon foi caçar, ele não aceitava se alimentar de animais como eu tenho feito há anos, e encontrou uma família inteira de ciganos.

– Uma… – Engoli seco. – Família inteira?

– Isso, marido, crianças, todos ciganos, mas a mãe da família não estava no trailer, e quando ela voltou, encontrou Damon e o que acabara de fazer, mas ele não conseguiu atacá-la antes dela proferir uma praga.

– Praga?

– Sim, vivemos neste mundo Bella e sem saber ao certo o que se tem ao redor, e bruxas, e ciganos tem um dom mágico, os ciganos usam as pragas, e são tão fortes quanto feitiços, e não tem como serem desfeitas.

– Que praga foi esta? – Eu me levantei e fui em direção à garrafa e servi-me de mais um copo.

– A Praga da consciência e da humanidade de Damon.

– Como?

– Ela religou a humanidade dele, de uma forma ligada no máximo, aquela que é pior, e a consciência dele de tudo que já tinha feito, há um grau até em humanos de se poder escolher o que te afeta ou não, mas Damon ele tem a humanidade ao máximo, e sua consciência o atormenta há séculos. No momento em que a cigana proferiu a praga, tudo fez com que Damon sentisse a maior dor que se pode sentir, ele chegou até mim, Bella e digo foi uma das piores cenas que vi, ele ficou dias sem se alimentar uma depressão humana é ruim, imagina em um vampiro em que suas emoções estão cem por cento ligadas.

– Ele tem a pior prisão de todos, paga por seus crimes há séculos.

– Eternamente, e o ruim é que a praga tem algo pior.

– O que é pior do que ser atormentado até mesmo do que se arrependeu e pior por séculos?

– Não poder ser feliz.

– Como?

– Ele não pode ser Feliz, enquanto ele viver, e quiser ainda ter esta humanidade e não tê-la desligada ele não pode ser feliz, pois assim que ele tem um momento de felicidade verdadeira, em que ele sinta isso de verdade, a humanidade dele se desliga, e ele volta a ser o vampiro sem sentimento.

Eu sou uma mulher forte sim, eu sei, mas tudo aquilo só provava o que eu sabia, Damon me amava, e ontem ele se sentiu feliz, isso deveria ser motivo para alegria, mas não esta praga não o deixava ser feliz, o choro cresceu um aperto enorme deixou meu peito esmagado, eu respirava descompassadamente até que não me contive, e as lágrimas vieram com força total.

– Entende agora porque eu tinha medo de vocês dois juntos, Bella? Eu confesso que desde que Damon fez da vida dele o objetivo de cuidar de você, ele teve uma razão de viver, ele pode viver sozinho sem perigo, mas a partir que vocês se envolveram mais sério, eu temia o pior, é irreversível esta situação.

Minhas mãos foram ao meu rosto, o copo agora estava sobre a mesa, eu não segurei, eu já não chorava assim há anos, eu era forte, mas aquilo era pior que uma prisão, não tinha absolvição, era eterno e não poderia ser feliz, e eu me sentia na obrigação de fazê-lo feliz, nem percebi que Stefan já não estava mais sentado em minha frente.

Muito tempo se passou até eu conseguir me recompor, quando olhei o relógio já marcava 10 minutos para as oito, quando fui me levantar Stefan apareceu em minha frente com as roupas secas e ainda quentes da secadora.

– Obrigada.

– Por nada.

Eu voltei ao quarto de Damon, e coloquei minha roupa, mas eu não podia olhar para os lençóis remexidos, pois tudo me lembrava de que o momento mais mágico se fora e que ele foi responsável por Damon estar mal, e agora quando sua humanidade voltasse como ele estaria? A dor!

Desci as escadas correndo e Stefan me entregou as chaves de meu carro que na noite anterior ele levou Elena para casa e depois o trouxe aqui.

– Posso vê-lo?

– Não é uma boa ideia ainda não é ele quem esta lá e sim…

– A Fera, mas eu necessito.

– Fique a vontade, mas não recomendo. – Ele me deu passagem a escada que dava acesso ao porão

Cheguei até a sala que tinha portas de aço, e grade, isso era sim uma prisão, observei Damon estava sentado em uma cama de pedra, e de cabeça baixa, por um instante era ele meu Damon, mas ele levantou seu rosto e me encarou com um olhar maléfico, e vi em seus olhos que ele não estava ali.

– Meu lanche está a domicílio agora? – Um sorriso torto saiu de seus lábios, mas ainda assim não via vida nele, e sim somente alguém sem sentimento.

– Damon, sou eu Bella.

– Claro que eu lembro! Sexo selvagem e bom, mas a ultima parte aquela que eu me aproveito mais ainda está faltando. – Ele estava com ar arisco ao me dizer ousado e frio.

Ele se aproximou das grades e colocou seus braços para fora.

– Venha aqui e me de só um pouco, eu posso te deixar ser uma vampira quem sabe nos demos bem na cama com você uma simples humana quem sabe vampira, e eu necessito de sangue humano estou fraco.

Suspirei fundo Stefan tinha razão ainda não deveria ter vindo ver ele, este não era meu Damon. Virei-me sem uma palavra.

– Ei docinho, repetiremos a dose?

Virei e o olhei, ele fez seu rosto ficar diferente seus olhos escuros, e presas aparecendo. – Mas depois eu quero minha recompensa.

Voltei e subi correndo as escadas.

– Eu avisei que não era uma boa ideia.

– Eu sei.

Saí de lá não sabia se com pena ou raiva, quem era Damon de verdade?

Isso me atormentou, pois eu estava ali simplesmente de mãos atadas, eu vi duas faces dele, e qual era a verdadeira?

Analisei tudo de vários ângulos, e sim lá tinha uma fera Damon sem humanidade, mas ele com humanidade era diferente, isso mostra que ele era um humano bom, pois vejo mesmo humanos que fazem maldade sim, aquele era Damon de verdade, mas eu precisava ajudá-lo droga era a sua felicidade e como alguém vai viver sem ser feliz?

Cheguei à delegacia, e fui direto ao escritório, eu nem sabia o que fazer primeiro até que alguém bateu em minha porta.

– Entre.

– Olá Bella bom dia!

– Lizie.

– Tem um rapaz aqui que quer falar com você.

– Mande o entrar.

Foi aí que Nick entrou pela porta, e como se eu estivesse necessitando de um porto seguro alguém a quem eu já tivera uma afinidade eu corri e o abracei.

– Bella está com tantas saudades assim, ué você não é de ser sentimental.

Sorri meio amarelo, o soltei realmente minha reação foi exagerada, mas eu queria um amigo e ele poderia ser, Nick podia saber de tudo e ele com certeza irá acreditar e me ajudar.

– Estou feliz que está aqui.

– Que bom! Você me disse no e mail que era de extrema urgência e este caso somente eu poderia ajudar.

– Sente-se que eu vou te deixar a aparte de tudo.

Novamente bateram em minha porta, isso estava movimentado logo cedo.

– Entre.

– Bella, o doutor Carlisle quer falar com você, e diz que é particular e urgente.

Olhei para Nick e para Lizie.

– Mande o entrar.

Quando Carlisle entrou ele encarou Nick e era como se os dois já se conhecessem de algum lugar.

 

 

Anúncios