POV Bella

Estava assustada, pois este sonho mais parecia uma lembrança do que um sonho realmente, não pude deixar de minhas mãos irem para meu ventre. Observei em cima da cama, o livro estava aberto, era obvio ter pesadelos com certas leituras noturnas.

O sonho ficou em minha memoria por muito tempo, a manhã estava se iniciando e depois de me trazer água, meu pai se arrumou para o trabalho, tomamos café juntos, mas ele saiu antes de mim, e fiquei com as lembranças da leitura que fiz.

O livro deixava claro que era a história dos vampiros e toda aquela coisa de salvação, não era uma expert da bíblia, mas sabia de tais acontecimentos básicos, Caim matou Abel, fato da bíblia, foi banido também, mas depois nada se fala dele, e o diluvio, bem ele realmente fora por conta dos nefilins e a humanidade estava uma maldade só, mas aí toda aquela historia de anjos caídos na terra vivendo normalmente, e alma imortal, espírito imortal, vampiros, minha cabeça rodava a mil.

 

O que isso queria dizer, eu nem sabia por que eu estava pesquisando sobre vampiros, e pior, o porquê estava associando estas pesquisas a Edward? Ele era um garoto como qualquer outro, era estranho claro, mas nada que o fizesse ser um tipo de monstro.

Mas no meu subconsciente eu sentia esta vontade de saber sobre estas criaturas. E no sonho eu via nitidamente Edward, era ele, e era eu, eu disse claramente “Sou casada com um vampiro”, suas roupas no sonho mostravam que era uma época diferente.

Cam buzinou na frente de casa.

_O que foi?

_Nada por quê?

_Suas olheiras foi como se não dormisse a dias.

_Nada, somente pesadelos.

_Você também?

_Como assim eu também?

_Eu tenho pesadelos sempre, mas são terríveis mesmo, como se quando eu morresse eu não pudesse ir para lugar algum, e aí pronto eu acordo, mas agora meus sonhos estão mais estranhos desde que cheguei a Forks, mas esta semana em especial, estão piores.

_Como assim?

_Deixa para lá é bobeira.

_Há não começou agora termina, eu mais do que ninguém te entendo.

_Olha não vai pensar besteira, eu sonho com você…

_O que???

_Não disse que não era para pensar bobeira, eu sonho com você, mas nada de mais só que eu tenho que te proteger, e nunca consigo e assim que você morre, eu morro também.

Cheguei à escola e observei que o dia estava diferente dos demais, Forks era tomada por nuvens e sempre estava chovendo, hoje, no entanto estava claro e o sol iluminava o dia.

Ao entrar no pátio em direção a minha primeira aula, Jessica veio em minha direção.

_Oi Bella, e aí como está hoje?

_Bem, o sol me anima.

Eu realmente estava animada em ver o sol, mas algo me deixou triste, eu não via em lugar nenhum Edward, e nem seus irmãos.

_Ummm carona boa esta?!

_Em?! Há Cam, ele é meu primo já te falei?

_Não, bom ter este detalhe, assim sei que o caminho é livre, pois sendo você prima e filha do chefe de Policia é quase impossível rolar algo!- enquanto Jessica falava suas futilidades, eu esticava o pescoço a todo instante para ver se havia sinal de Edward.

_O que foi? Procurando Edward? _ Jessica perguntou.

_Não, quer dizer, eu notei que sua família não veio hoje!

_Bem, geralmente os Cullen não aparecem na escola em dias de sol.

Aquilo foi estranho, um arrepio invadiu minha espinha e um flash em minha memória veio, Edward ao sol, lindo com sua pele reluzindo, eu nunca vi isso, era como uma lembrança, mas eu nunca vivi isso.

_O que foi? Parece que viu um fantasma?_ Jessica me chamou atenção de minha visão estranha.

_Não nada, eu só estou distraída mesmo.

O dia passou devagar, era como parte de mim tivesse sumido, somente a falta de Edward na escola me deixava triste, eu nunca me senti assim, ter a necessidade de alguém perto de mim.

Não era uma simples angustia, era como se um pedaço de mim faltasse, como se a falta de Edward por perto fosse a própria falta de algum órgão importante.

Não tinha trazido nem o livro para me distrair nas horas vagas e assim fiquei completamente entediada ate o horário do almoço.

No refeitório a mesa sempre ocupada pelos Cullen estava vazia, como se o ambiente deles fosse respeitado, me sentei ali mesmo, tentando por algum sentido em tudo o que estava acontecendo, para meu almoço, não peguei nada além de uma maçã e um suco, era como se um nó formasse em meu estomago e não deixasse o alimento passar.

_Posso me sentar aqui?

_Claro, e aí seus amigos não vão ficar chateados de você ficar aqui comigo?

_Não esquenta, eu não preciso deles ainda mais tenho me sentido melhor desde que comecei a andar om você.

_Isso é bom. – neste instante ele pegou em minha mão e algo estranho aconteceu.

(***)

_Cam, por favor, não faça esta loucura.

_Bella, é meu dever proteger você.

_Eles são muito fortes.

O cenário era outra época, e as sombras estavam todas envoltas de mim, e Cam estava ao meu lado.

No mesmo instante, ele virou-se e tentou enfrentar outro homem

_Grigori, não vai ser bem sucedido hoje, não desta vez.

_Não pode a proteger sempre Cam principalmente se estiver morto, foi ai que ele apontou uma arma para Cam, que com habilidade entrou em uma briga, os dois estava rolando no chão, quando escutei um disparo …

(***)

_O que foi isso?- Cam olhou para meus olhos espantado.

_Como? Você também viu?

_Sim e você também?

_Também. – percebi que o tempo voou no instante que encarei o refeitório vazio.

_Cam temos que ir, a aula vai começar.

_Mas como isso? Acabamos-nos de sentar, e ..céus Bella, diga que não estou louco, pois já cheguei a pensar…

_Calma, eu tenho estre problema, na verdade era só em sonhos, mas isso me atormenta a tempos, e agora ando sonhando acordada.

_Bella isso não é sonho, te garanto, e sei que meu pai tem algumas respostas.

_Cam, eu também desconfio que tenho meios de saber mais sobre isso, mas calma.

Fomos cada um para sua respectiva aula, e o dia demorou terminar.

Cheguei em casa e depois de ocupar minha mente com os deveres de escola, decidi fazer o jantar para meu pai, coloquei o frango no forno, e estava descascando as batatas, quando o telefone tocou.

–Alô.

“Bella, sou eu”

_Cam, o que houve?- sua voz estava abafada.

“Tenho algumas respostas, mas creio que você não vai acreditar em mim.”

_Fala, oras só saberá que acredito ou não se me contar.

“Por telefone não, meu pai pensou em convidar seu pai para almoçar o fim de semana aí te conto”

_Mas pode me contar amanha na escola!

“Não creio que vamos nos ver amanhã, meu pai e eu vamos viajar”

_Viajar, mas acabou de dizer que vamos almoçar no fim de semana em sua casa?

“Voltaremos ate lá, e Bella, tome cuidado nos dias que estarei fora.”

_Cam são só dois dias.

“Bella, não se aproxime do Cullen, não ainda”

_O que? Por quê?

“Olha prometo te explicar tudo no domingo, mas somente faça isso, é muito perigoso”

_Não posso prometer nada.

“Você sempre é tão teimosa, bem, vou ter que ir partiremos daqui a meia hora.”

_Boa viajem.

Ao desligar o telefone, meu pai logo chegou.

_Bells, o cheiro esta ótimo.

_Há, me atrasei um pouco, mas já coloco as batatas para cozinhar para o purê e termino o jantar.

Charlie como sempre foi até a sala de TV e eu tratei de terminar o jantar agora que minha mente não parava mesmo.

Peguei o livro novamente, mas por mais que eu o folhasse, não tinha resposta alguma sozinha, alguém tinha que me dar alguma resposta, Edward havia mandado me livrar dele, isso significava que ele sabia de algo do livro, mas o que o livro tinha a ver comigo?

A capa de couro continha uma inscrição em outra língua, e depois de folheá-lo novamente percebi que ele era escrito em várias línguas, e onde estava lendo era exatamente escrito em inglês, o dia do vento na escola, era como se algo estivesse me mostrando onde procurar onde ler, mas como, eu precisava de respostas e sabia que só as encontraria se procurasse a fundo.

Adormeci mesmo estando uma pilha.

(***)

–Alice estes grampos incomodam, este espartilho está apertado demais eu estou totalmente…

_Linda, vire-se olhe você mesma.

Em minha frente um enorme espelho estava mostrando o reflexo de uma deusa, sim estava tudo impecável, o vestido em tons rosa com babados salmão, as fitas em um tom mais escuro, mas mesmo assim respeitando a cartela de cores, laços de fita estavam espalhados no saiote, e o corpete era extremante justo em minha cintura fina, o decote era discreto, o penteado com cachos soltos ao lado direito esta exuberante.

_Viu, te disse, agora fecha esta boca, e lembre-se de tudo que lhe ensinei, hoje está debutando anime-se.

_Alice obrigado por me aturar.

_Você é teimosa, mas se não fosse assim não seria você, olhe os militares chegaram e você vai dançar com o mais lindo.

Virei-me em direção aos militares que entravam no salão, todos emplumados, com seus uniformes de ocasião especial, observaram todos e avistei um que me chamou atenção, os cabelos cor de bronze se destacavam.

_É ele, e cuide bem de meu irmão.

_O que? Seu irmão vai dançar comigo, Alice foi este o motivo de toda esta preparação, se fosse para apresentá-lo não necessitava de tal formalidade.

–Sim, façamos direito como deve ser, e agora vá, a primeira dança já vai começar.

Sorri para Alice que tinha sido minha dama de companhia por todo tempo de preparação para este baile, para a sociedade era o marco mais importante de uma garota, debutar significava estar entrando oficialmente a sociedade e para mim era mais uma amostra de começar a buscar um marido.

Cheguei perto das outras moças, e logo nos direcionaram cada uma ao seu par.

_Senhorita? Sou Edward Cullen.

O cavalheiro se inclinou e pegou em minha mão, senti sua pele fria, ele beijou a face de minha mão e me encaminhou até o meio do salão.

_Senhor Cullen, és irmão de Alice Cullen, Isabella a seu dispor.

Seu sorriso torto me fez por um segundo perder o ar e a compostura.

Na dança seguia conforma ensaiado, e a todo instante nossos olhos se encontravam, e uma corrente elétrica passava por meu corpo a cada pequeno toque de sua pele.

(***)

Acordei feliz pelo fato de não ser um pesadelo, mas intrigada por que lembrava tudo, e mais a sensação de que aquilo realmente aconteceu era impressionante, sentia ainda a sua mão fria.

Tomei um banho joguei o material na mochila, tinha de sair mais cedo hoje não teria carona.

Caminhei até a escola e no caminho um porsche amarelo parou ao meu lado.

_Bella, uma carona?

Jasper estava no lado do passageiro e quem dirigia era Alice.

_Sim! – era exatamente quem eu queria encontrar, entrei no carro, assim que Jasper desceu para eu entrar.

_Queria falar comigo?- Alice disse despreocupada.

_Sim, como sabe?

_ Após a aula podemos fazer um lanche.

Chegamos à escola, decidi ir até a biblioteca, entrei e observei prateleira por prateleira e nada daquela que eu pegara o livro.

_Posso ajudá-la?

Uma senhora me perguntou.

_Nada demais, estava procurando um livro e não o achei, onde esta Rose?

_Rose?

_Sim, a moça que trabalha aqui.

_Não há Rose nenhuma minha querida, sou a única bibliotecária, Senhorita Stanley, na verdade a única em muita coisa, sou a professora substituta também e soube que tiveram problemas com algumas aulas.

_Mas como? _Eu estive aqui alguns dias e uma garota loira e até jovem de mais, ela estava aí no balcão, ela me atendeu.

_Não tem como querida, eu sou a única e a biblioteca está fechada há dias até eu retornar.

Saí dali ainda mais confusa com tudo, como assim Rose não trabalhava ali? E a biblioteca estava fechada? Bem tinha algumas possibilidades, ou alguém brincava comigo, ou tudo isso era real e seres místicos existiam e eu de alguma forma fazia parte disso, ou estava ficando louca, preferia a primeira opção, mas apostava na segunda não queria saber que estava realmente ficando louca.

As aulas foram tensas, no almoço sentei com Jessica, precisava da tagarelice dela para me distrair.

Ao sair ate o estacionamento, Alice e Jasper me abordaram.

_Vamos?

Chegamos a uma lanchonete, sentei-me.

_Vai pedir o que Bella?

_Um suco.

A garçonete anotou meio chateada pelo pequeno pedido.

_Não vão beber ou comer nada?

_Não, na verdade não comemos e nem bebemos, mas você ainda não lembra dos detalhes.

_O que?

_Alice!-Jasper a deu um cutucão no ombro.

_Calma, ela vai saber logo, não sei por que este rodeio, ela vai lembrar, eu vi.

_Olha você é estranha Alice, mas sei que tem respostas as quais eu procuro.

_É isso que eu amo em você Bella, sua curiosidade e impaciência, vamos pergunte o que quer, calma espere.

A moça chegou com meu suco e se retirou.

_Agora sim fale.

_Bem… – peguei minha mochila e tirei o livro de capa de couro e coloquei em cima da mesa. -Isso eu quero saber se isso tem haver com o que ando vendo, e porquê ando vendo você e seu irmão?

_OW, onde arrumou isso?

Jasper deu um impulso para trás.

_Uau, achávamos que estava perdido, onde conseguiu?- Alice olhava para o livro com olhar de veneração.

_O livro é de vocês? _Consegui na biblioteca, uma moça que trabalhava lá, que na verdade descobri que não trabalha e a prateleira de onde tirei o livro, não existe mais, isso tudo no mesmo dia.

_Não é nosso, quer dizer, não deve ser nosso

Alice chegou com a ponta de seu dedo no livro, onde escutei um chiado de queimadura.

_Ai- Alice retirou seu dedo que queimou no instante que tocou no livro.

_O que esta fazendo Alice?- Jasper a repreendeu e puxou sua mão.

_Nada Jasper, é só curiosidade, saber se é verdade, e é impressionante as lendas não mentem, não podemos nem tocar nele.

_Dá para me explicarem o que se trata e porque sua mão queimou no livro?

_Alice, acha uma boa ideia?

_Jasper, ela está vendo a verdade mais cedo que das outras vezes, ela vai descobrir, e melhor saber por mim do que por algum anjo intrometido. – eles conversando estes assuntos dos quais eu nada entendia como se eu nem estivesse ali.

_Dá para lembra que estou aqui!

–Calma Bella- sua mão foi até a minha e senti que era muito…

_Fria eu sei, fazer o que, olha vou te contar tudo que queira saber, mas aqui não é lugar, podemos ir a minha casa, e lá conversamos.

Ir a casa dela?

_Não se preocupe, não lhe faremos mal, é difícil acreditar, mas somos os mocinhos da história, e meu irmão ele não esta em casa ele está… Acampando… Só depois de me ouvir espero não me achar uma louca, na verdade espero que sua memória ajude nisso.

 

 

Anúncios