BaB Cap 10

Pov Bella

Como minha vida pode mudar tanto? Eu estava investigando a morte de meus pais, casos estranhos e conheço um vampiro, e em instantes eu estava o beijando, não era mais uma adolescente, mas sentia sim as borboletas em meu estomago, e uma sensação estranhamente reconfortante nos braços de Damon, mas ainda estava confuso, muito confuso.

– Damon, eu tenho que ir.

– Não vai mesmo me dizer quem era ao telefone?

– Um detetive, amigo meu.

– Só isso?

Nick fora um grande amigo, um pouco mais que bom amigo, eu o conheci em minhas investigações antes mesmo de ter Mike Newton como meu parceiro e depois namorado, Nick estava afastado da polícia, por motivos de doença psicológica ele jurava ter visto coisas sobrenaturais, em certos de seus casos, e como sempre foi taxado como louco, ele era perfeito para me ajudar mesmo extra oficialmente no caso de Mystic Falls das mortes.

– Somente isso Damon, agora tenho que chamar Elena, está tarde e temos que ir.

– Bella sobre este beijo…

– Não Damon, não fala nada, é confuso.

Saí de lá chamei Elena que veio até mim com um sorriso bobo.

– Até mais Damon.

Ele me observou entrar no carro, seu sorriso era lindo e perfeito, como ele tinha tal domínio em mim, o gosto de seu beijo ainda estava em meus lábios.

– O que foi Elena que está radiante? – Perguntei observando seu estado diferente.

– Bella, eu estou amando, e melhor sou correspondida.

Sorri. Tão jovem tão simples e infantil.

– Você e Stefan…

– Sim nos beijamos Bella, ai foi tudo mágico perfeito, ele me ama.

Olhei para estrada ainda atordoada, era tão simples para ela, e nem ao menos sabia em que estava se envolvendo.

– Bella, você também está diferente também.

– Damon e eu, nos beijamos também.

– Bella, uau que tudo! Nós duas…

– Elena pare é complicado, você é jovem e não entende.

– Não entendo? Estou cansada de me dizerem o que eu não entendo! Bella assim como você eu também perdi meus pais jovem e sei como é amadurecer a força.

– Elena me desculpe, eu não quis dizer que você…

Neste instante algo apareceu na estrada, freei bruscamente, desta vez evitei um acidente, o carro derrapou, e parou atravessado na rodovia, eu o vi não nítido porque estava escuro. A noite fria deixava a estrada com um leve nevoeiro, estava de capuz, mas saiu correndo no instante em que viu meu carro.

–Bella viu aquilo? Era uma pessoa, mas correu rápido…

– Elena fique aqui e não saia, eu já volto. – Saí do carro impondo minha arma em mãos.

Saí pelo acostamento e adentrei a floresta, estava com minha arma em punho, andando e tentando ver algo.

– Acha que uma arma vai me deter?

Eu ouvia voz, mas não via nada, um vulto passou por mim rapidamente.

– Quem é você?

Eu perguntava para o nada, mas sabendo que seja quem fosse me escutava.

– Bela, Bella, nós nos encontramos tantas vezes, que insulto não saber quem sou eu!

– É você, sim é você seu desgraçado quem eu venho buscando!

– Sim Bella.

Um vulto novamente

– Sou eu quem procura…

Mais uma vez passou por mim.

Ele estava jogando, entendi que era uma caça e eu era a presa, o medo assolou meu ser, era a presa em meio a um leão caçando.

– Mostre-se, sua intensão é me matar! Se mostre então.

– Não Bella, não entendeu ainda eu não a quero morta se quisesse eu já a teria.

Meu coração estava frenético, minha respiração ofegante.

Quando escutei galhos se quebrarem.

– Apareça!

Algo o fez se calar, e em instantes eu senti algo passando por mim tão rápido que me derrubou, olhei para meu braço e estava com um corte, senti aquilo queimar muito.

–Seu sangue é doce, senti o sabor uma vez, é convidativo demais.

A dor me invadia, eu sangrava, era realmente um jogo e eu estava ali sendo torturada.

Quando o vi novamente o vulto, ele passou novamente arrancando minha arma de minhas mãos.

Eu estava agora sangrando, sem a arma, mas eu me inclinei pegando a minha arma reserva em minha panturrilha, e quando o vulto veio eu atirei, escutei o grito de dor do predador, sim eu tinha carregado a arma com balas de madeira as quais Damon me deu, e o atingi.

Mas outra pessoa chegou e estava ao meu lado.

– Você está bem detetive Swan?

Olhei para o homem eu não o conhecia, mas ele sabia quem eu era.

– Sim, acho que sim, eu o atingi.

Logo ouvi outra voz.

– Bella!

Era Damon.

– Ora, ora, se não é o vampiro que procuro.

– Alarick Saltzman, bem se me procura estou aqui. – Eu o vi era ele o caçador atrás de Damon o que eu poderia fazer eu tinha que ajuda-lo de alguma forma.

– Está fazendo muitas vítimas e sendo descuidado Damon, o encontrei facilmente.

– Não faço vitimas há anos! Você está mal informado!

– Não, e aqui em Mystic Falls e Bella agora.

– Seu idiota eu jamais a machucaria.

Busquei em mim toda força que restava, tentando me levantar. Olhei para Damon que estava com cara de dor, certamente por causa do sangue em meu braço escorrendo, não era algo bom para ele.

O Caçador aproveitou esta distração dele, e conseguiu avançar, o jogando longe, percebi que sua força era comparada a de um vampiro.

No instante em que o caçador iria avançar em Damon, eu me coloquei entre os dois.

– Não!

– Bella deixe isto é um assunto antigo. – Damon falava.

– Não ele está enganado e tem que saber.

– No que estou enganado?

– Damon não é quem está matando, fora aquele que me atacou que está fazendo isso, eu o atingi eu sei.

– Está com arma carregada com balas de madeira?

– Sim

– Boa garota.

Sorri para Damon, mas não era hora para isso.

– Você não entende? Damon não mata mais.

– Ele é o vampiro mais sanguinário que se tem na história!

Eu tentava explica em vão, o ódio era o motivador do caçador.

– Não importa o que ele fez importa o que ele é.

Neste instante eu estava fraca o sangue escorria de meu braço. Foi quando tudo se apagou.

 

POV Damon

Ela estava ali tentando me defender, uma humana tentando defender um vampiro de um caçador, ela era frágil, mas mesmo assim enfrentava Alarick era um dos maiores caçadores que se tem conhecimento, em uma luta com ele por pouco não saí perdendo se não fosse Stefan.

Aqui mesmo em Mystic Falls.

Peguei Bella no colo no instante em que ela desfaleceu, estava fraca.

– Deixe-a, monstro!

– Não, eu vou leva-la e não há nada que você possa fazer para impedir.

– Ah sim eu posso te matar!

– Você ouviu Bella, se não acredita tudo bem, mas eu vou leva-la e cuidar dela, e então me mate, mas explique a ela quando acordar o que fez.

Virei minhas costas para ele, mesmo sabendo que podia ser a ultima decisão que tomava em minha vida, ele nada fez, e eu saí pela floresta com Bella em meus braços.

Agora que estava seguro, Alarick não me seguiu eu corri até minha casa.

Stefan havia saído também quando escutamos ao longe a freada e eu fui a brusca de Bella Stefan foi ajudar Elena, a carreguei até meus aposentos, eu cuidei de seu ferimento, e fiquei velando seu sono, até que ela acordou.

– Damon?

– Sim.

– Sempre me salvando.

– Desta vez você me salvou Bella.

Sorri para ela.

– Estou com sede.

Trouxe água para ela e quando ia me virar para o lado, ela segurou meu braço.

– Fique aqui comigo.

Seu olhar era de súplica, lembrei-me de nosso beijo, e isto bastou sentei-me ao lado dela na cama.

– Estou cheia de lama, necessito de um banho.

Sorri para ela, era viável sim.

– O banheiro fica ali. – Apontei para meu banheiro. – Tem toalhas e shampoo.

– Shampoo? um vampiro vaidoso.

Ela se levantou e foi em direção ao banheiro, notei que não fechou a porta o que me deu certa luxúria, mas tentei desviar de mim certos pensamentos, no entanto uma breve visão pelo espelho eu percebi sua silhueta.

Seu corpo era lindo escultural, sua pele branca, eu a desejava intensamente.

Dei um tempo, até ouvir sua voz.

– Damon, eu não estou achando o shampoo.

Senti meu peito esmagado o que estava ocorrendo ali, o beijo agora a pouco, eu a salvando, tudo rodou em minha mente.

Levantei-me e arrisquei entrar no banheiro, o barulho do chuveiro, o vapor, e a silhueta dela visível pelo box, tudo contribuiu para minha atitude.

Abri o box, e vi o shampoo em suas mãos e ela ensaboando seus cabelos, sim era um joguinho ela me queria ali, retirei minha roupa ela se mantinha de costas, sabia que ela já havia sentido minha presença, mas não virou-se em nenhum instante.

Ela estava encostada na parede deixando a água quente escorrer pelas suas costas.

O ambiente se enchera de vapor, criando uma névoa densa, ela sabia que eu estava entrando.

– Você tem alguma ideia de como é irresistível assim? Porque faz isso?

Ela se virou, e ergueu a cabeça ao olhar para mim.

– E você não sabe o quanto me provoca, não sabe que é irresistível?

Busquei seus lábios com os meus com gentileza.

Ela me beijou de volta devagar, tocando os meus lábios com a ponta da língua, nosso beijo estava intenso, mas minhas mãos ainda se mantinham longe dela.

Eu amava sua impetuosidade, seu senso de responsabilidade.

Aproveitei que o beijo a estava deixando sem ar e parei um pouco.

Eu encarei seus olhos, ela estava ali entregue, e não estava nem um pouco com medo.

Peguei então em sua cintura, e a trouxe novamente em seus lábios, agora eu não fui gentil, e em instantes eu a virei de costas para mim.

Afastei os cabelos molhados, empurrando-os para frente, deixando a visão plena de suas costas nuas. Comecei a deslizar as mãos pelas costas molhadas, sentindo os músculos se contraindo a cada toque.

Inclinei-me para frente, até que estivesse perto de sua orelha.

– Bella. – Sussurrei. – Relaxe.

 

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