POV Edward.

Mais um dia entediante em minha eternidade, eu entrava no estacionamento da Forks High School, observava os olhares que sempre eram voltados a mim, e como sempre lia suas mentes que sempre estavam se perguntando como eu, rapaz de família rica e poderosa podia viver nessa pacata cidade?

Bem eu poderia ter varias desculpas, mas a única valida era porque este fim de mundo era o lugar mais chuvoso que existia, e que não havia morado ainda.

Desci do carro e vi a cara de Mike Newton me encarando, e com aquele olho roxo. Bem eu tive quer rir, pois fui o responsável por aquilo. Idiota tinha que brincar com o cara errado.

Meus Pais, ou criadores vamos assim dizer, me diziam que eu tinha que ter mais descrição, para não dar bandeira em nosso segredo, mas infelizmente eu não gostava de seguir regras.

Eu era o cara problemático da escola, o bad boy, achava este disfarce ideal, e eu nem bati forte nele, só que não tenho culpa dele ser molenga.

Entrei normalmente como se nada estivesse acontecido, e eu não estivesse vindo de dois dias de suspensão que tive. Ontem à noite, bem, quase que tive de enfrentar a fúria de Carlisle, chegar de carona na viatura do chefe de policia em casa, nunca passou pela cabeça dele, nem em seus milhares de anos.

Mas Cameron estava pedindo, garoto metido, se soubesse de sua linhagem, que sua família, os Briel, não são nada, ele não seria tão petulante, lembro-me das raras vezes que me encontrei com alguém da linhagem Briel, eles eram sempre fadados a serem calmos e tranqüilos. Cameron era uma exceção e irritante, merecia uma lição, porém ele mal sabia de sua força, me pergunto se ele sabia exatamente o que se tornaria?

As garotas da escola eram fúteis e sempre com as mesmas mentes, sempre pensando na maquiagem, no garoto que elas gostavam, balela.

Entrei na sala normalmente e sentei em meu lugar, só, como sempre, eu não me misturava muito, apesar das mesas e cadeiras serem de dois lugares, ninguém se atrevia a sentar comigo e eu achava assim melhor.

Vaguei minha mente em uma época em que eu costumava me misturara e tentar ser mais humano.

Flash Back On:

Eu estava na casa do Duque de Briel e como sempre tentava ser amigável, e sempre com nosso disfarce humano. Quando seus filhos me convidaram para uma partida de baralho e a mesa de póquer montada para a grande maioria dos rapazes, era uma época simples, as pessoas só pensavam em status e sua posição social, em quem se casariam jovens que em sua maioria iria para guerra por seus pais e teriam muitos filhos.

E neste dia foi quando a conheci, a garota mais linda e atraente que já vi, eu sabia ser errado me apaixonar por uma humana, mas ele era irreversivelmente atraente, seus olhos castanhos eram como duas fontes de luz para meu caminho escuro. Ela vestia um belo vestido verde, de saia longa de cetim, com rendas brancas na barra, o decote em forma de coração a deixava com ar angelical e mais feminino. E sua mente era tão impenetrável, que eu não conseguia ler.

_Quem é a adorável senhorita?- perguntei a Daniel Grigori, ele era hospede na casa deles.

_Uma hospede, é sobrinha do Conde Briel, seu pai fora para guerra e esta aos cuidados do conde ate o retorno dele.

Ela me observou atrás de seu leque verde, do mesmo tom do vestido, pela partida inteira, e mesmo com meu dom de ler mentes ela me distraiu o suficiente para eu perder a partida.

Flash Back OFF

Retirei as imagens de minha cabeça, eu não gostava de lembrar-se dela, pois sempre sabia o final da história. Eu agora tentava ao máximo evitar humanos, e sempre tentei ser o mais arrogante possível, assim eles também me evitavam.

Vagando ali, mal percebi quando a garota sentou ao meu lado, foi quando ela me olhou e por um instante me prendi em seus olhos castanhos, eram tão semelhantes… Não pode ser… Aquela pele clara, aqueles cabelos levemente ondulados nas pontas… Um leve sorriso quis brotar de meus lábios, mas a lembrança me tomou, virei-me imediatamente para o lado.

Ela se sentiu desconfortável, mas mesmo assim puxou assunto.

–Olá eu sou Isabella. – seria possível, o mesmo nome novamente.

–Eu sou Edward. – me virei imediatamente para o lado e ali permaneci, e como sempre sua mente estava vazia, nada, era como vácuo eu não conseguia entrar, ali estava eu sentado ao lado do meu inferno pessoal.

Durante a aula eu vaguei novamente ao passado:

Flash Back On:

Passeávamos no campo, encoberto pela neblina quando a perguntei:

_A senhorita está muito calada hoje Isabella, posso saber o que se passa em sua mente?

_Meu caro senhor Cullen, não seja inconveniente, mesmo não podendo ler minha mente, está ao certo com a curiosidade arraigada em seu intimo, e quer saber o que se passa nela.

_Sempre, a senhorita sabe que é muito frustrante para mim saber que a única mente que é impenetrável, deveras é a sua, e não há mente que exista neste mundo que eu queira mais saber o que se passa, do que a da senhorita.

_Senhor, vejamos em meu intimo, eu às vezes penso se realmente quero o que me impuseram a mim.

_O que quer dizer com isso senhorita?

_Vejamos, hoje somos criadas para sermos damas da sociedade, minha mãe em seu leito de morte me fez jurar que me casaria com um homem de posses e de boa família.

_Deveras sei deste propósito, e sei também das intenções da família Briel em seu dote.

_Senhor Cullen, os Briel são parentes, distantes, mas mesmo assim parentes, eles querem somente que a fortuna permaneça na família, mas sabe que não está em meu coração este arranjo.

_A senhorita deseja o que para sua vida? Isabella!

_O que todo mundo deseja, casar ter filhos, envelhecer plenamente.

_Mas se vê que a senhorita não parece ser como todos, mesmo sem ler sua mente, percebe-se que é totalmente diferente, fora de época.

Ela suspirou e disse.

_Quer saber um segredo?

_Claro.

_Eu não quero isso, meu pai quer, foi o que jurei no leito de morte de minha mãe, porém o que mais quero é ser livre, e poder ser feliz.

_E como seria está felicidade?

_Ora senhor Cullen, encontrando alguém especial.

Flash Back OFF

Não podia ser, novamente não, eu fugia deste momento a anos, eu sempre fugia, mas sempre o destino era cruel comigo, na verdade conosco, ele estava pregando uma peça em nós novamente. Tentei evita-la ao máximo, não ver a beleza sempre presente, a mesma gentileza e carinho que tem.

Depois da aula vaguei pelo pátio, qual ficava longe de onde a maioria dos alunos se encontrava, eu tinha uma hora livre, quando me deparei com ela novamente, ela colocava sua mochila no lugar, e eu não resisti, nunca resistia, fui até ela.

Ela se virou para mim e me encarou nos olhos, e quando olhei aquela luz castanha não tive duvidas era ela.

Não resisti a sorrir para ela, mas dentro de mim eu sabia que isso nunca acabava bem.

 

Flash Back On:

_Vocês sabem o que estão fazendo?

_Sim, Grigori não vai desistir se ele souber que ela sobreviveu, ele voltara a tentar, não posso perdê-la, se ela morrer, eu morro logo em seguida.

Eu falava a Carlisle enquanto arrumava a pequena carruagem branca e em forma arredondada, com rodas de ferro, pintada em uma cor dourada e viva, com desenhos de flores e arcos encrustados na porta de couro cor de creme. Então depois de arrumar ela, fui até o quarto onde Bella estava adormecida, com seu rosto corado, inspirava em sono profundo, acabara de passar por uma luta entre a vida e a morte, eu não poderia deixar que as criaturas a carregassem, não mesmo, Grigori a queria morta, mas ele não saberia que ela estava viva.

_Meu amor!- falou ela após pestanejar algumas vezes e me olhar com os olhos apertados.

_Sim minha querida! Fique calma não se esforce demasiadamente.

_Eu estou com medo, sei que vou morrer.

_Não vai, eu não deixarei, nem para que isso eu…

_Não! Isto não, sabe que não quero ser uma vampira, deixe me ir, eu sei que há esperança do outro lado.

_Sei que há para você, mas e para mim? Quem me garante que a verei novamente?

_Verá Edward meu amor, eu sei.

_Como pode ter certeza?

_Porque estamos fadados a ficar juntos.

_Não acredito nisso. Não consigo.

Carlisle me pegou pelo ombro, e me encaminhou para fora do quarto, onde ela se recuperava, de uma tentativa de salvar sua vida da punhalada que levou em seu estomago.

_Edward ela precisa de cuidados não pode ser arredada assim pela noite.

_Se eu a deixar aqui ele vai encontrá-la e vai matá-la

_Mas se a levar ela pode morrer também.

_Edward!!!- a voz fraca e sussurrada dela me chamou atenção.

_Sim, minha querida?- perguntei entrando novamente no quarto com paredes em um tom de gelo e levemente enfeitadas com rosas parecidas com as da carruagem, ela estava deitada na cama grande, com a roupa de cama azul e cheia de rosas de renda branca.

_Eu sei que vamos nos ver novamente.

_Como?

_Um anjo. Ele me disse.

_Bella, viu o que um anjo fez com você.

_Não um anjo aqui da terra, do outro lado eu vi, eu cheguei perto, mas não posso entrar, a escuridão me quer Edward, mas a luz não deixou, e o anjo me disse para ter força que vou suportar Edward, me escute.

_Não, não posso deixá-la aqui ele vai voltar eu sei.

_Edward a escute, ela quase atravessou Edward, ela mais do que ninguém sabe do que fala, a deixe descansar Edward, a alma dela esta pedindo.

_Edward meu amor, você é imortal, e sei que vamos nos ver, o anjo deixou claro.

_O que este maldito anjo lhe disse Bella?

_Que eu tenho um espirito imortal, e não posso ir para luz, não ainda, eu tenho que cumprir meu proposito Edward.

Aquilo era irreal demais, a minha alma estava perdida eu sabia, era um ser sem alma, um vampiro e Bella era pura, não me detive por nada, a carreguei em meus braços pela casa enorme e decorada com classe e certa delicadeza feminina e a coloquei na carruagem.

O caminho foi turbulento e duro, chegamos a uma das propriedades menos ostentosas dos Cullen, ninguém sabia desta fazenda, retirei Bella da carruagem e a coloquei em um dos quartos.

Preparei tudo, bandagens, pois sua febre estava alta de mais, algumas ervas e medicamentos que Carlisle me forneceu.

Foram dois dias de aflição, as dores dela era como se doesse em mim, tive que lutar para não a transformar, mas sabia que não podia condenar a alma dela a um destino como meu.

_Bella meu amor, trouxe uma sopa- entrei no quarto com uma bandeja composta por um prato para a sopa, uma colher e um guardanapo para se acaso precisasse.

Ela estava debilitada e a infecção estava maior, sua febre estava forte demais.

_Edward, não tenha medo, eu não tenho.

Dentro de mim sabia que Carlisle tinha razão, não devia ter a trazido pra cá, ela piorou e sabia que a perderia.

_Senhorita Isabella.

_Sim senhor Cullen- um leve sorriso brotou de seus lábios, a formalidade já havia sido deixada estes dias de aflição desde o dia em que fora atacada por Grigori, jurei que iria caçá-lo ate os confins da terra se Bella morresse, mas gostava quando ela me chamava assim.

_Me daria à honra de ser minha esposa.

Depositei em seus dedos fumegantes, que por conta da febre, ardiam em minha pele, um anel, qual era pequeno, mas feito de prata e encrustado em diamantes pequenos e brilhosos, uma herança de família, de minha família humana, não tinha lembranças deles, nada de minha vida humana ficara em minha memoria, somente algumas recordações vagas, mas ainda tinha o anel de minha mãe.

_Sim.

Ela sussurrou, mas seus olhos se fecharam, eu a queria mantê-la viva.

_Não, não me deixe!

Depositei um beijo terno em seus lábios.

_Edward meu amor, vamos nos encontrar eu garanto, espere por mim, por favor.

Era uma esperança vã, algo que nunca poderia ser verdade, mas eu tinha que me agarrar a algo para não enlouquecer.

Deitei ao seu lado, era algo raro, nunca havíamos tido nenhum contato maior, Bella esperou seu pai chegar da guerra para assumir seu compromisso publicamente comigo.

Planejávamos um noivado uma semana após a festa de retorno de seu pai, a qual foi à tragédia.

Grigori não nos queria juntos, e única forma que achou para isso, visto que ele não poderia me matar, foi de tirar a vida dela.

A respiração dela foi ficando fraca, a dor que jazia em meu peito era insuportável, e quando seu ultimo suspiro foi dado, e a ultima batida de seu coração foi findada a sua vida.

Dilacerei-me…

–NÃO, NÃO, NÃO!

Sabia que meus gritos eram ecoados por cantos extremos daquela casa, retirei de seu dedo o anel que lhe dera, enrolei seu corpo em um lençol e o carreguei ate a carruagem, ela deveria ter seu funeral.

A cidade toda estava em luto, às mentes deles vagavam nos mitos que eram envoltos a nossa família, e se não fosse por meu dom de ler mentes, estaríamos mortos, acabados, eles colocaram fogo em nossa casa assim que o boato de quem fora o responsável pela morte de Bella fora eu.

Estávamos a caminho de outra cidade, e meu coração custava acredita que não pude nem me despedir de seu corpo.

Estávamos em Viena, passando por certo local, quando uma garota de cabelos alvoraçados e curtos me encarava, ela tinha a pele bem clara, como a minha e sua altura era pequena, ela parecia mais um anjo em corpo de criança. Senti seu cheiro, ela era uma vampira também, mas seu cheiro revelava outrora que sua alimentação era como a nossa, sangue animal, ela não conseguia se alimentar de humanos, e com meu dom, a mente dela ficou exposta e algo magico ocorreu.

“Eu estava no altar sorrindo, e ela vinha toda de branco, com o vestido perfeitamente desenhado ao seu corpo, destacando suas curvas lindas e delicadas e caindo a seus pés como uma cascata branca, sendo conduzida por um senhor, sim estava ela viva e estávamos casando”

_O que foi isto?

_Olá, você a vera novamente, porem teremos que ir para outra cidade, mas calma terá que esperar, sabe que não ficaria bom para um rapaz se apaixonar por uma criança, no entanto logo ela terá a idade ideal.

_Do que a senhorita está falando? – a duvida nas palavras daquele ser era constante, ela estava agitada e sua mente era um conjunto de imagens estranhas, demorei em entender o que ela era, sim um dom, como o meu, uma vidente ela via o futuro, imagens do passado do futuro e do presenta se misturavam.

_Calma aí rapaz, não fuce muito minha mente ou vai ter dor de cabeça, demora a se acostumar com isso.

_E vampiros tem dor de cabeça?

_Os normais não, mas nós somos diferente irmão.

_Irmão?

_Sim, seremos uma grande família, vamos logo que quero arrumar meu quarto, e temos que pegar Jasper.

_Quem é Jasper? E quem é você?

_A Edward, calma sou sua irmã, ou futura irmã, Alice Cullen, eu acho? Não é? – assenti com a cabeça _Então vamos passar pela Itália e lá pegaremos meu marido oras.

_Você é casada?

_Não ainda, mas vamos ter uma grande festa de casamento, e você será meu padrinho, pena que Bella é um bebê, ela seria uma dama de honra tão linda, mas podemos fazer um novo casamento depois, ah quem sabe, veremos.

E assim segui caminho a Itália com aquela menina que se disse minha nova irmã e Carlisle, talvez eu me sentisse bem com essa família, mas nada compensaria o vazio sem a presença dela…

 

 

Anúncios