Feliz em fim?

POV Jacob

A cada dia que passava minhas  esperanças eram tragadas, podia-se dizer que mesmo estando afastado de Nesie eu podia sentir o buraco em que ela estava.

Eu sabia que a resposta estava em algum lugar em sua mente, Edward dizia que o amor era a resposta, mas como dar um amor a quem o despreza.

Era sexta-feira e com a proximidade do fim de semana eu ficava mais angustiado, a oficina estava vazia e o fim de semana me deixava com dois dias sem distrações, as rondas não me ajudavam muito.

-Rose fique até fechar se quiser, vou sair mais cedo.

-Tudo bem jacob, pode deixar eu fecho no horário, eu tenho uns papeis para organizar.

-Ela faz falta até nisso.

-Jacob, não se torture.

-E como se faz isso? Bem eu vou quero ver como Emilie está.

-è Carlisle disse que a gravidez está complicada.

-Está, mas Leah está ajudando.

-Interessante situação.

-olhando Leah, eu tenho uma sensação de dejavu, com minha própria situação a alguns anos.

-Lembro.

Sai da oficina, peguei minha moto e fui a la puch, eu já não implicava muito com a rose, eu não tinha forças nem para piadas.

Chegando a La Push fui a casa de Emilie, Leah estava la cuidando dela, desde que soube da gravidez da prima Leah mudou muito e seus pensamentos não são mais rancorosos, e melhor ainda ela agora voltou com seu relacionamento que tivera a muitos anos com a prima.

-Oi Leah, como ela esta?

-Está melhor, dormiu agora pouco.

-Hum, então acho que já vou.

-Não, fique, tem bolinhos frescos.

-Tudo bem estou com fome.

Estava comendo quando Emilie se levantou.

-Oi Jack.

-A senhorita não deveria estar deitada? – Leah protestou.

-Não aguento mais, tenho que esticar as pernas.

-Viu porque eu tenho que ficar aqui ate o Sam chegar, se deixar ela sozinha é capaz de começar a fazer ate as tarefas.

-Vocês exageram.

-emilie e o sam etá se adaptando com o trabalho? – Perguntei para desviar a discução.

-Está, ele diz que o trabalho é a cara dele.

-pois é mesmo, Charlie ficou feliz com a escolha de Sam.

Desde que deixou de ser Lobo Sam ficou um pouco deprimido por se sentir meio inútil, e com a gravidez de risco de emilie ela não pode continuar trabalhando, e um dia Charlie comentou que estava abrindo vaga para novos patrulheiros, e sam tratou de fazer o curso e agora trabalha com Charlie na delegacia, foi o trabalho ideal, ele poderia fazer o que sabe como rondas e cuidar da segurança de todos, sem ser lobo.

_ que bom que você está aqui Jack eu gostaria de falar com você e a Leah mesmo.

-Diga.

-Para você não é novidade que será o padrinho de Meu neném, mas eu queria anunciar a madrinha.

Antes eu achava que a madrinha seria Nesie, mas com ela neste estado e ninguen sabia quando voltaria ao normal era obvio Emilie escolher outra.

-Quem seria?

-Eu sei que você queria ela, mas pelas circunstancias jack..

-Pare você tem todo direito, fale quem?

-Já que Leah esta me ajudando muito, e tem sido mais que uma prima ela tem sido uma irmã, creio que o obvio seria ela ser a madrianha.

Os olhos de Leah se encheram de lagrimas, ela se abaixou perto de Emilie e acariciou o pequeno volume na barriga dela e deu um beijo.

-Viu bebezinho, eu serei sua segunda mamãe.

-eu queria aproveitar e saber da opinião dos padrinhos quanto ao nome.

Leah levantou rápido e perguntou:

-Você já sabe o que é?

-Sim, vi ontem, mas falei a Sam primeiro, é um menino, e pensei em Samuel Junior.

-Emilie é lindo, claro. – Leah novamente se abaixou e conversou com a barriga de emilie.- Viu pequeno Sam você agora tem nome, e uma madrinha que te ama.

Ver a felicidade nos olhos de Leah me dava esperança pois ate algum tempo ela não se permitiu nenhum tipo de felicidade, enfim ela demostrava que aceitou que sam não a pertencia e que ela conviveria muito bem com isso.

Visto que Leah não poderia ter filhos ela encontrou em Sam jr algo para ocupar este espaço, exatamente como Rosalie encontrou em Nesie um dia.

Lembrar destas cituações e lembrar dela me dava novamente uma sensação de vazil, sera que um dia eu poderia ser em fim feliz?

Despedi-me das garotas fui ate em casa, chegando lá Paul estava esparramado no sofá deitado no colo de minha irmã Rachel, assistindo a um filme romântico.

Outra cena de felicidade, será que só eu é que não posso ser Feliz?

Sai novamente pela porta da frente e ignorei minha moto,  se transformei e fui correr.

“ e ai cara, que lega a Leah estar feliz, agora dá para compartilhar da mente dela tranquilo.”

“é garoto, ela meria um pouco de tranquilidade.”

“ você notou que a ligação dela com emilie ficou muito forte com a gravidez?”

“é notei, nunca imaginei Leah com instinto materno, mas ela ficou, Emilie fez uma boa escolha ´para ela ser madrinah.”

“é cara sei que você queria..      “

“pare não fale mais nisso, vou correr um pouco, pode me deixar sozinho?”

“claro chef, já vou indo, estou com uma fome, vou lá ver se Leah deixou algum para mim.”

Quando Seth deixou a forma de lobo tudo ficou tranquilo, eu corria e de repente me dei conta de minha direção eu estava no recanto, que um dia foi o paraíso de minha Nesie, mas não desta que está lá, de minha Nesie cheia de vida alegre irritada, como sentia falta dela.

paradise-traducao.

O lugar não tinha mais o brilho enm a magia de antes, e minha mente estava ficando tão vazia quanto a dela, não suportei ficar ali corri mais e mais.

Quando estava acho que quase chegando no Canadá, minha mente se ocupou com um pensamento.

“ jack, pare um pouco eu não consigo te acompanhar, to fora de forma.”

“ se comesse menos e corresse mais não ficaria assim, o que você quer Paul?”

“Cara, ta difícil te ouvir, faz tempo que não me transformo, chega mais perto.”

Corri mais perto e seus pensamentos já estavam mais claros.

“agora da para ouvir? O que te fez se transformar, você não tinha desistido de ser lobo?”

“é sim, e foi difícil, sem vampiros nos ameaçando e coma decisão de deixar, a matilha demorou para eu tentar ficar nervoso o suficiente.”

“tá desembucha logo, o que é de tão importante, é com meu pai?”

“não é com a Nesie, ela me ligou, e disse que era para te encontrar urgente.”

“o que aconteceu? É grave?”

“ não sei cara, ela só disse que era urgente, e disse para encontrar ela lá no lugar de vocês, no tal riacho.”

“sei, obrigado Paul.”

“agora vou lá, devo ter perdido o fim do filme.”

Paul correu e eu também, voltei a direção do recanto, o que seria de tão importante para ela querer falar comigo.

E me ver no racanto, será que ela está melhor?]

Corri muito rápido, me transformei, pude sentir seu cheiro, vesti meu short, e aproximei.

Ela estava sentada olhando a agua, estava com a flor no cabelo, um bom sinal, ela se arrumar.

–oi, Paul disse que você precisava falar comigo urgente!

-oi, era o único celular que você ouviria na forma de lobo. – Ela fez uma brincadeira, mas sua voz ainda estava vazia, ela não olhou para mim.

-e o que é tão urgente?( minha voz saiu áspera)

-Quero nadar com você! Falando isso ela se colocou em pé, ela estava linda, com o vestido que usou no piquenique, quando demos nosso primeiro beijo.

Ela puxou o zíper do vestido, e o deixou cair no chão, ela tinha o corpo lindo, perfeito, meu coração disparou, o que ela estava tramando?

As palavras de edward vieram como eco em minha cabeça “ o amor, esta é resposta”

Então era isso Nesie buscava a saída, e me procurou.

Ela desabotoou o sutia e deixou cair, aquela visão me deixou paralisado, ela pulou na agua.

-Você não vem?

Ela me perguntou, não tive duvida retirei meu short e pulei em seguida, aproximei dela, dei um beijo, ele começou leve, ainda podia sentir sua frieza, mas ela deixou que continuasse então como impulso não segurei minhas mãos, elas começaram a traçar o contorno de seu corpo, e o beijo esquentou aos poucos, pude exatamente sentir o momento que seu toque não estava frio, sim ela estava revivendo, despertando daquela escuridão.

Ela estava quente, eu beijei seu pescoço, sua orelha, agarrei seus cabelos e eu senti  a escuridão ir embora dela e de mim mesmo.

Arranquei o resto de sua roupa intima, tive que ir devagar, era algo novo para nós só o instinto nos guiou naquele momento, e enfim se tornamos um, em um momento que desfia a física, nossos corpos ocuparam o mesmo espaço.

Magico, perfeito.

Sua boca, seu corpo, eram encaixes perfeitos no meu, como se fossem peças de um todo que se reencontraram.

Nosso amor foi lindo, e despertou-nos da escuridão.

Estávamos deitados ali na beira do rio, até aquele momento nenhuma palavra foi dita, pude sentir que seus olhos estavam fechados,  eu custava a acreditar, eu estava tão feliz que parecia um sonho.

Seu corpo era perfeito, comecei a traçar o contorno de sua espinha ela deu leves risadinhas que pareciam sino, fazia muito tempo que não a ouvia sorrir.

Ela olhou para cima, encarei seus olhos e sim não era um sonho, em um sonho estes olhos não estariam com esse brilho, como senti falta deste olhar.

-O que faremos agora?- perguntei pensando que esses pensamentos seriam difíceis de se esconder.

-Nada! Você já fez, você me encontrou, me resgatou.- ela falou com um sorriso, que a tempos eu não via.

-Não Nesie, o que vamos fazer quando seu pai vir isso na sua mente. – toquei sua testa.

-Jake, meu pai viveu o inferno com minha mente nesses meses, creio que qualquer coisa é melhor do que o vazio que eu estava, te garanto.

Nisso ela tinha razão se eu que não lia mentes sentia tudo que ela estava passando, imagino o inferno que Edward passava.

-E você quer falar sobre isso?

-não, não quero poluir minhas memorias agora! – eu sabia que era o melhor, eu tambem não queria falar sobre isso, nunca mais.

-Nesie.

-o que?

-senti sua falta!

E como eu senti, foi como se tirassem um pedaço de mim mesmo todo este tempo.

-também senti sua falta meu Jake.

-Eu te amo minha Ness, foi tão lindo, tão bom.

-pra min também,

– A que horas nos vamos?- eu não queria ir mas perguntei mesmo assim.

-Está com pressa Jacob Black?

– Nenhum pouco, eu podia ficar assim o dia todo!

– Venha me faça ter mais lembranças boas , e novamente se amamos ali na beira do rio.

Não precisou pedir duas vezes, eu a ergui em cima de mim e ali fizemos novamente amor.

Na volta ela me pediu que desse uma hora, para ela ver como ficariam as coisas, mesmo sabendo que foi o único jeito de se reencontrar ela temia um pouco a reação de Edward.

Fui até em casa, entrei tomei um banho, no chuveiro as lembranças tomavam minha mente, como foi magico, eu comecei a cantar meio desafinado, comecei a rir sozinho, parecia criança quando ganha um presente, e era exatamente isso, eu ganhei o maior presente que se pode ter.

Quando sai do banheiro, Rachel, Paul e meu pai estavam sentados na mesa me encarando com duvida.

-Que foi?

-Que foi digo eu, a que devemos a honra de presenciar tal show de desafino.- Paul perguntou.

-UÉ! Todo mundo canta no banho!!

-sei, mas você não é de cantar e nesses últimos meses… – Interrompi minha irmã.

-É passado!! Hoje eu estou feliz. E nem o Paul com suas colocações idiotas me tira isso.

Percebi o olhar de meu pai ficar feliz também, ele nada disse, percebi que ele entendeu.

-Agora me dão licença que eu vou me trocar e ir ver minha namorada!!!

Falei estufando o peito .

-Caraaaaa! Você e a Nesie…

-Cala Boca Paul!!!1

-É isso!!! Há há há há!!! O jack agora é um homem!!!

-Paul, retiro o que disse, se me provocar eu saio de meu estado de felicidade só para soca a sua cara.

-troquei de roupa, peguei a moto e fui até a mansão dos Cullen.

Quando entrei tive uma surpresa.

-Jake!!! Veja quem veio nos visitar!

Alice estava ali toda animada como sempre.

-Oi baixinha! Conseguiu fugir do Drácula?

-Oi para você também, e vem aqui mesmo com cheiro de cachorro quero te dar um abraço, você fez minha sobrinha voltar.

Fiquei constrangido com seu comentário, quando ela me abraçou dei uma olhada para Edward o que será que ele está pensando sobre isso? Ele sorrio de leve, percebi que ele estava tão feliz quanto eu.

-É agora pode se dizer que Jake é um verdadeiro homem!!!!- Emmett tambem fez o mesmo comentário idiota do Paul.

-Tio Emmett!!! Nesie deu um soco em seu Baço, ela estava sorrindo e brincando como antes, era a minha Nesie, realmente ela esta de volta.

 

Notas finais … ainda tem mais um capítulo pessoal aguardem….

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