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Inocência

POV Belinha

Meu coração reagiu de forma patética acelerando de varias formas quando Edward lindo como sempre abriu a porta para mim.

-O que houve com Alice?

-Dei uma folga para ela,não gostou da surpresa?

-claro que gostei.

Entrei no carro que sempre carregava o cheiro maravilhoso de Edward e o encarei, ele dirigia em silencio, mas logo este silencio foi quebrado.

-Belinha há uma razão para eu querer te levar hoje.

-E qual seria?- o meu tom de voz saiu alto como uma acusação

-Isso.- Edward apontava para mim.

-Isso o que?

(MUSICA) (Hedley- Kiss you insid out- Beijar você completamente)

http://www.vagalume.com.br/hedley/kiss-you-inside-out-traducao.html

Ele fechou seus olhos de forma aperta-los e apertou com suas mãos o volante, parecia que se não estivesse concentrado o volante viraria pó, com muita habilidade e agilidade ele rapidamente abriu os botões de meu casaco.

-isto, estas roupas, o modo como anda se comportando, esta não é você.

_ e o que você sabe sobre quem eu sou?

Quando falei isto ele imediatamente derrapou o carro e o parou no acostamento da rodovia, saiu batendo a porta e parou encarando a floresta.

Sai do carro igualmente irritada e fui atrás dele.

-Edward o que você quer? Porque tudo isto?

Ele estava de olhos fechados.

-Eu quero você do jeito que você é!

-E como eu sou?- joguei meus braços para cima em forma de protesto e comecei a gritar as palavras.- A garota patética que não tinha nenhum amigo!!!

-Belinha…- seus olhos permaneciam fechados

-Não me chame de belinha, eu sou Sarah, não sou mais aquela garotinha,

-é isto que você quer!? – ele se virou e me encarou e agora era ele quem gritava.- quer que parem de te tratar como criança, então haja como adulta e seja você mesma, não faça o que os outros querem que você faça.

-Eu mesma não agrado a ninguém.- falei e abaixei minha cabeça

Edward se aproximou e levantou meu rosto me encarando de perto, o silencio permanecia, até que ele fechou e abriu os olhos com força.

-Agrada a mim!

Fiquei sem palavras meu coração em eu corpo diziam que isto era a única coisa que importava, ele .

As palavras se perderam neste momento, e nada ao redor fez sentido.

Os olhos dourados de Edward eram as únicas coisas que me prendiam a realidade. E eu me perdi neles.

Ele se aproximou de mim e seus lábios gelados tocaram os meus, e o beijo começou lento e se intensificando.

Suas mãos seguravam firme minha cintura, ao mesmo tempo que meu braço envolveu seu pescoço.

Eu agarrei seus cabelos enquanto sua língua invadiu minha boca

O mundo ao redor parava e aquele momento era o único que importava

Parei o beijo somente para buscar ar.

Neste momento a realidade voltou.

-Belinha, eu…

-shi.. não se desculpe agora, por favor.

Eu o abracei e fiquei cm a cabeça em seu peito

-Minha doce e inocente Belinha- ele colocou uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha e continuou a me encarara, notei um misto de alegria e preocupação em suas feições.

Entramos dentro do carro e Edward demorou a liga-lo.

E antes de arrancar ele se virou serio para mim

-Sabe que isto não vai ser bem aceito por ninguém.

-Sei, mas estou disposta a correr o risco.

-Posso te perguntar uma coisa?

-Sim

-você já cabulou aula?

Ele sorriu maliciosamente para mim.

-Não, mas o porquê da pergunta?

-gostaria de saber se está disposta a cabular hoje?

A oferta era tentadora.

-Não se preocupe, não irei agarrá-la hoje?

-Por que não? – será que ele notou a indignação na minha voz?

-Quero terminar uma coisa importante que comecei.

-Então por que não deixou para nós vermos depois, não quero te atrapalhar.

-Não atrapalha, e preciso de você por perto para fazer isto .

-Mesmo assim, eu tenho um trabalho para fazer.

-Tem trabalho pra fazer?

-Sim.

-Faça lá em casa.

-Edward… – ele parou o carro me fazendo ficar quieta na hora e colou sua boca na minha com urgência. Separei-me dele meio zonza e ele sorriu voltando a dirigir.

-Sem mais discussão, você faz seu trabalho, e eu me concentro em você.

-Ok. – falei baixinho e ele sorriu.

Ficamos em silêncio por todo o caminho, eu coloquei meus fones de ouvido de meu Ipod, e selecionei a musica que tinha virado tema para nós desde nossa dança em meu aniversário.

When I look to you – Miley Cyrus

Quando eu olho para você.

Ainda sentia um pequeno rubor em meu rosto, ao lembrar o que fizemos.

Ao entrar na enorme casa, que só ouvia minha mãe contar quando falava de sua amizade com Alice, fiquei impressionada com toda claridade.

-Fique a vontade.- ele falou e subiu com sua velocidade até o andar de cima.

Eu retirei meus calçados e fiquei descalça, joguei minha mochila no sofá, abri e comecei a tirar meus livros, eu realmente queria me  distrair desta situação.

Ofeguei baixo quando ele saiu do quarto, vestindo uma calça de moletom e mais nada, acho que babei olhando pro seu peito definido, sua barriga .

-Está desconfortável assim? Se quiser eu coloco uma camisa? – corei absurdamente e voltei à atenção pra minha lição, serio como eu ia me concentrar com Edward, ao poucos passos de mim e sem camisa?

-Não precisa, está tudo bem!

Edward se sentou no enorme piano ao centro da sala, e eu o observava pelo canto do olho em alguns momentos, e logo percebia que ele fazia o mesmo, enquanto suas mãos habilidosas traçavam uma melodia.

Voltei à atenção para minha lição.

Ele estava muito concentrado, seus dedos correndo pelas teclas do piano, e a melodia doce ecoando por todo o ambiente, sem perceber já estava do lado dele, ele olhou pra mim e sorriu, mordi meu lábio e já ia voltar para meu lugar, quando senti suas mãos em minha cintura.

O silencio não estava me incomodando, e nem parecia incomodá-lo, ele puxou meu corpo para frente dele e me sentou no piano. As teclas ecoaram som, quando as toquei com meu corpo e corei de leve.

Ele sorriu e continuou com as mãos na minha cintura, e seus olhos me encarando com ardor, desviei o olhar do dele, e ele levantou ficando entre minhas pernas, e me beijou.

Sua boca era urgente na minha, sua língua invadindo minha boca e enrolando com a minha, minhas mãos as malditas já agarravam seus cabelos, o puxando para mais perto.

Separamos-nos ofegantes, e sentia meu rosto muito quente, ele me soltou e voltou a sentar e me puxou para seu colo.

-Gostou da musica? – soltei o ar, que nem sabia que estava prendendo e assenti.

-É linda. Tem nome? – ele sorriu e afagou a minha bochecha com delicadeza, afastou meus cabelos e beijou meu pescoço, sussurrando contra a minha pele.

-Inocência. – engoli em seco, e o encarei.

-É muito bonita. – ele sorriu mais, e acariciou meus braços e suas mãos desciam para minha barriga, a coxa.

-Bom que goste, ela é inspirada em você.

-O que? – ele riu e levantou, ainda estava meio zonza.

A hora passou e eu só percebi quando meu estomago reagia com barulhos, e ele como vampiro ouviu prontamente.

-Com fome?

-Edward, eu, quer dizer, fala serio. – ele deu de ombros.

-Claro. O que você gostaria de comer.

-Um sanduíche qualquer. – voltei a sentar no chão .

-Sua mãe diz que anda se alimentando mal.

-Pufh! Eu só estou tentando manter meu corpo.

-Você não precisa. Esta´perfeita para mim.

Ele disse isto e se dirigiu para a cozinha, eu fiquei ali tentando raciocinar as palavras “inocência” …”inspirada em você”…

Desde quando Edward compunha esta canção?

Ele voltou e me entregou uma bandeja, com suco, frutas sanduíches.

_o que é tudo isto?

_uma alimentação saudável!

Ri dele, pensando aonde que começava o Edward que acabara de me agarrar e me beijar e onde começava o Edward meu padrinho, preocupado comigo.

Comi lentamente e pensando em tudo, e pensando em aonde esta história iria dar?

Você está muito calada.

_A culpa é sua, -murmurei e ele arqueou a sobrancelha- sim mesmo com todo aquele papo de inocência, inspirada em mim, o que quis dizer?

-Bem que fiz uma musica inspirada em você. – ele falou simplesmente. E beijou meus cabelos.

-E por que chama inocência?

-Por que é assim que a vejo. Minha doce e inocente Belinha – corei e olhei para minhas mãos, ele tocou meu queixo com o polegar e indicador me fazendo encara-lo.

Sua boca tocou na minha com delicadeza e suspirei contra seus lábios. Suas mãos dando leves apertões e me sentia quente e ofegante.

-Acha que sou inocente? – ele sorriu contra a minha pele.

-Sim você é inocente, no momento está tentando não aparentar, mas sei que ai no fundo está minha Belinha.

Ele se levantou e voltou ao piano.

Tinha que admitir que a música é linda, tão meiga e doce, me fazia estremecer, afinal era minha, feita pra mim.

Fechei os olhos aproveitando a melodia doce, envolvente e perfeita, senti meu corpo leve, e mãos geladas acariciando meu rosto, abri os olhos e vi Edward com seu rosto quase colado no meu.

-Já terminou. – perguntei baixinho e ele se deitou sobre mim e me beijou, agarrei seus cabelos colando minha boca na sua, suas mãos passeando pela lateral do meu corpo me causando pequenos arrepios.

Nós separamos eu estava ofegante, sem deixar de nos olharmos, seus olhos dourados ardendo nós meus, senti meu estomago agitado como se milhões de borboletas lutassem para sair.

Talvez eu realmente estivesse me apaixonando por Edward, acariciei uma mexa do seu cabelo que caia em sua testa, passei meus dedos por sua testa, tocando seu rosto, ele fechou os olhos apreciando meu toque.

-Isso é bom. – ele murmurou e eu ri, ele abriu os olhos, e me olhava serio.-Seu toque quente.

-Quer ir embora? – eu neguei e inclinei meu rosto para beijá-lo, sua boca colou na minha, sua língua brincando com a minha, gemi na sua boca.

-Eu não quero, mais deveria. – murmurei enquanto minhas mãos apertavam seus ombros largos.

-A hora naquele dia passou sem ao menos eu perceber, e no caminho até La-push eu permaneci calada, estava tentando absorver tudo aquilo.

_Edward, o que faremos a partir de agora?

_Não sei, mas sei que tudo vale a pena.

_Eu prefiro que fique em segredo no momento.

_Belinha eu não gosto disto.

_mas, será difícil de todos entenderem.

_então faremos assim, damos um tempo, até estar preparada!

_NÂO!!! Eu só preciso de tempo para eu mesma absorver tudo e depois damos um jeito de todos ficarem sabendo.

_Não quer se afastar de mim?

-Edward agora que descobri o que sinto, não quero pensar em te perder.

_ E te prometo, não vai!

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