Tags

,

Carona

POV Bellinha

Um Mercedes Guardiam, sim este era o carro que estava parado na esquina, eu conhecia bem aquele carro e quem o dirigia.

Fui correndo até ele, e percebi que estava vazio, ao olhar mais à frente percebi que o Hospital de Forks estava próximo, sim ele devia estar ali, ele era um médico oras.

Eu já estava totalmente ensopada, entrei no hospital e a  atendente ficou preocupada.

-Criança, o que foi?

-Nada, só estou procurando meu tio.

-Posso te ajudar, ele está internado aqui?

-Não, ele é medico.

A moça estava perplexa, uma garota toda molhada entra procurando por alguém e é um médico, o que será que passou por sua cabeça, imaginei como seria ser tio Edward e saber sempre as entrelinhas.

-em que setor ele trabalha? E qual é o nome dele. – ela olhou para o computador acessando as informações do hospital.

-Olha é difícil explicar…é que..- eu gaguejava.- ele não trabalha aqui..

Quando ia tentar explicar algo totalmente incoerente de como cheguei a conclusão que ele estaria aqui escutei uma voz conhecida e bem preocupada.

-Belinha!!! O que faz aqui?

Ele estava acompanhado de outro homem um senhor de idade e terno , e se colocou a meu lado.

-Nada. Na verdade estava te procurando.

–Você se machucou? Está bem? E como assim me procurando.

Bem eu expliquei tudo a ele, de como cheguei a conclusão dele estar ali, ele me pediu para esperar pois ia acertar alguns detalhes com o diretor do hospital e já voltava.

Após alguns minutos ele voltou.

-Menina, você  me deu um susto sabia.

-Desculpa, é que não consigo falar com minha mãe e vi seu carro..

-Sei, vamos ligar para ela antes que ela esteja preocupada.

Quando ele desligou o telefone.

-Realmente ela já estava preocupada, o pneu dela furou e ela ligou para seu pai busca-la mas não conseguia te ligar.

-Sei. Meu celular acabou a bateria.

Entramos no seu carro, e o cheiro do coro dos estofados se misturava ao próprio cheiro doce de tio Edward.

Era intenso e perfeito, ele ligou o aquecedor e começou a dirigir, senti que sua mão estava rígida ao volante, como se segurasse algum impulso, tentei aliviar a situação em uma conversa.

-O que o senhor fazia lá no hospital?

-bem era para ser uma surpresa, mas já que você vai saber logo, eu fui ver se precisavam de médicos  no hospital.

-Por que?

-Bem.. estou pensando em ficar em Forks.

-SERIO!!!!! Dei um grito empolgado de felicidade.

-Calma, porque a empolgação?

-sabe, você é a única pessoa que me entende as vezes, e sempre que precisava conversar com você ficava difícil por conta de tantos fusos horários, com suas viagens, e as cartas sempre chegavam quando o problema já tinha passado, e eu ultimamente só tinha meu diário para desabafar.

-Sei, ideia minha, lembra.

Flash Back ON

era mais um dia do qual eu sofria as chacotas de todos aqueles quileuts, eu não sabia a quem recorrer, então liguei para tio Edward.

-Alo

-Oi tio.

-O que ouve? Você está chorando.

-Tio é horrível, não aguento mais.

-Querida eu queria muito falar com você agora sei que está tendo problemas, mas uma paciente entrou em trabalho de parto e o caso dela é grave.

-Sabia, até você não pode me ouvir.

-Querida façamos assim, pegue um caderno que seja, e escreve tudo que te deixa triste, desabafe, e sempre faça isto, quando eu puder te ver você me mostra ou me envie pelo correio, sei que não é a melhor forma, mas vai te ajudar no0 momento em que eu não posso.

Flash Back OFF

-lembro sim, desde então eu viciei em diários.

-Mas ai você me ligou menos.

-Eu sei que você é muito ocupado.

-E também não me enviou nada. Quando poderei ler seus diários?

“ai, ai, nessa reta dos acontecimentos não seria uma hora dele ler meus diários, eles são pessoais de mais.”

-E o que tem de tão pessoal- tio Edward riu, era obvio  que ele ouviria meus pensamentos, esqueci deste detalhe.

-Belinha, é só não ficar nervosa, seus pensamentos não são como os de sua mãe que eu não leio, porém eu só ouso às vezes.

-Sério? como isto?

-Não sei, só sei que é assim. E então o que tem de tão pessoal em seu diário.

-Nada de mais, coisas de adolescente- foquei minha mente em não pensar em nada constrangedor, porém estar ali com ele tão perto era magnífico.resolvi mudar de assunto.—e tia Alice vai ficar em Forks também?

-Acho que sim, Jasper vem e ficaremos na nossa antiga casa.

POV Edward.

Estava desconfortável aquela sensação de estar ao seu lado e não poder nem toca-la como era minha vontade, quando peguei a estrada para reserva tentei aumentar a velocidade para diminuir este tempo juntos.

Era um guerra dentro de mim, entre o Edward adolescente empolgado, que queria intensamente abraça-la agarra-la, e sentir seu cheiro bem de perto, sentir aqueles lábios que a cada momento em que ela os mordia, acendia minha vontade, e o Edward sensato aquele que dizia a todo instante “fique longe”, “ perigo”. O Edward sensato teria ido embora e voltado para as distrações, mas infelizmente ele estava deixando de existir, eu dizia para mim mesmo que eu já havia desistido de um amor, e agora que este desejo voltara eu não podia ignora-lo, e por outro lado era extremamente errado.

-Tio!!- ela deu um grito!

-O que foi???

-Pare de correr.

-Querida não vamos bater, eu garanto.

-Não tenho medo de bater, eu tenho medo é de…- ela tentou não dizer e tentou não pensar, mas ela pensou:

“ Eu tenho medo de ficar longe de você logo.” “ está tão bom aqui.”

Aquilo foi o que bastou para o Edward insensato aparecer.

-Eu também não quero ficar longe de você, e por isto decidi ficar em forks. – pronto falei.

Ela ficou muda, e seus pensamentos também se aquietaram, e ficamos ali sem jeito com nosso sentimento.

Chegamos a sua casa e Bella saiu nos recepcionar com um guarda-chuva.

-Filha entre está ensopada, vá para o banho agora. Edward obrigado.

-Bella sei que é difícil sair todos os dias da reserva para leva-la e busca-la, se quiser, eu vou trabalhar no  hospital, eu poderia dar carona a Belinha.

-Você faria isto?

Bella abriu o sorriso, aquele sorriso lindo que eu sempre lembrava a cada dia, ela não mudava, sempre seria a Bella que eu desejava e amava, seria uma transferência que eu estava fazendo por Belinha ser tão parecida? Ou realmente eu estava tendo outra chance.

Vivi anos de minha existência na expectativa  daquele cachorro um dia ter um imprint mágico com alguém e assim Bella ficaria livre, mas hoje estou aqui, Bella linda e perfeita, o tempo não teve ação em sua beleza, e para piorar a situação ela aparece e muda minha forma de ver as coisa, e estou aqui na duvida.

-Edward eu tenho que falar com Jake.

-Tudo bem, você me liga então.

Entrei em meu carro sem me despedir de belinha, e já me arrependendo da oferta que fiz, como eu conseguiria ser forte bastante.

Cheguei em casa e minha irmã estava nervosa.

-eu sei que estava com ela!

-como?

-simples, quando seu futuro some, você está com ela, fácil.

-eu dei uma carona para Belinha, e já que vou trabalhar na cidade resolvi dar carona para ela.

-Queridinho vai tirando seu cavalinho da chuva, quem vai dar carona para ela sou eu, eu tenho uma surpresa também.

-Você vai trabalhar??? Isto sim é uma surpresa!

POV Belinha.

Ao sair do banho corri para sala ver se tio Edward ainda estava lá.

-Ué, ele já foi embora?

-Já filha, agora se apresse que vamos jantar.

Jantamos normalmente até que veio a pergunta da noite.

-E ai filha como foi o primeiro dia de aula em Forks?

“ como sair desta eu sempre pedi para estudar na cidade? O fato seria mentir.”

-Foi Bem.

-Bem, – meu pai estava empolgado.- como Bem, tem sempre mais coisas e ai conta!

-Sabe como são os primeiros dias não tem muita novidade.

Esquivei-me daquela conversa e fui logo ao meu quarto, queria estrear meu presente.

Vesti o pijama e voei em direção à minha cama.

Ela nunca esteve tão macia e aconchegante como agora.

Peguei o notebook em cima de minha escrivaninha e decidi navegar na internet um pouquinho antes de dormir. Era só uma forma de tentar fazer com que o sono chegasse mais rápido.

Decidi atualizar meu perfil na rede social, agora eu mudará de escola, talvez assim os alunos de lá soubessem que eu não era nenhum “ET”.

Depois de fazer um comentário sobre a chuva torrencial de hoje, ia desligar o pc e ir falar com meu amigo diário, um pedido de amizade chegou, me espantei ao ver que era uma garota de minha turma de calculo: Tia.

Rapidamente li sua mensagem:

Olá percebi que por ser nova ficou isolada hoje, pode se sentar comigo no almoço amanha se quiser, beijinhos e bem vinda.”

Aceitei sua solicitação e dei uma rápida olhada em seu perfil. Ela era bem popular na internet, assim como parecia ser na escola. Seus posts eram quase sempre cheios de comentários, assim como suas fotos e vídeos. A quantidade de amigos imprecionava.

Pensei em porque eu estava chamando a atenção daquela garota, eu nem ligava, eu aceitei, se este seria meu passo a popularidade estava feito.

Analisei sua pagina e percebi que o novo aluno acabara de se tornar seu amigo, eu nem sei por que raios eu fiz isto, mas fiz.

Enviei um convite de amizade para Benjamin, e para minha surpresa ele aceitou de imediato, ele estava on line!!!

Eu fiquei sem ação, e quando ia fechar a pagina a janela de conversa abriu, e era ele:

“ Benjamin: Oi”

Gente o que responder, fiz a mais idiota das coisas :

“Belinha: OIO TUDO BEM?” idiota, idiota, não tem nada mais interessante, e ainda quer ser popular.

Para meu espanto a conversa continuou.

“ Benjamin: não muito, é tudo diferente, escola nova, casa nova, é ruim mudar sua vida.”

Percebi que ele estava tentando conversar com alguém.

“Belinha: quanto a casa eu não posso dizer nada, mas é estranho estar em uma escola diferente com amigos diferentes.”

“Benjamin: sei você também está de escola nova, e por que?”

“Belinha: Bem, eu quis mudar de ares, eu moro na reserva perto de forks e este ano resolvi estudar na escola de Forks.E você?”

“ Benjamin: Eu não tive escolha, por alguns motivos tivemos que nos mudar para Forks, e agora está tudo diferente.”

“Belinha: coisas assim acontecem, se precisar de uma amiga estou aqui.”

“Benjamin: olha eu tenho que desligar, e desculpe novamente pelos desenhos, a gente se vê.”

Ele nem deu tempo de dizer tchau e já ficou off-line, eu em ele devia estar mesmo se sentindo mal.

Observei seu perfil, que era praticamente todo em sua língua egípcia, mas observei que ele mudara algumas coisas para inglês, o que me chamou atenção foi uma foto dele com uma mulher linda, e embaixo a frase: “ Luto, por minha querida mãe”.

Sim estava explicado a situação do garoto.

Ao verificar minha caixa de e-mails meu coração saltou ao ver  o e-mail que eu tinha recebido.

Anúncios