12. A Caminho do Fim.

Capitulo em SongFic: (Quando a fanfic segue acompanhada da letra (e/ou tradução) da música, escolhida pelo(a) autor(a), como trilha sonora.)

-Edward, Alice teve uma visão com a Bella e saiu às pressas.

-Rose, não enrole o que Alice viu?

-Alice diz ter visto Bella pular de um penhasco, como ela não teve visão nenhuma com ela saindo da agua ela foi até Forks para verificar.

-Rose quando foi isso?

-Bem Ela teve a visão ontem, mas só consegui achar seu numero no celular do Carlisle hoje.

-E você não teve noticia ainda?

-Não Edward, Alice saiu às pressas.

Não me despedi, simplesmente desliguei, agora a urgência era maior, peguei rapidamente e disquei o número.

-Residência dos Swan.

Não era Charlie e nem Bella ao telefone, reconheci a voz do garoto Quileut.

-Por favor, eu gostaria de falar com Charlie.

Pensei ser melhor falar com ele, não saberia o que falar ao telefone com Bella.

-Ele não está aqui.

Eu precisava de informações onde Charlie estaria? Talvez me desse a informação de onde Bella estaria.

-Poderia me informar onde posso encontra-lo?

-Ele está no funeral!

Desliguei imediatamente, a confirmação estava ali!

Neste instante um buraco se abriu embaixo de meus pés, eu me vi caindo.

Meus joelhos sempre firmes como todos os vampiros, por um instante ficaram fracos e cederam, senti  o estalar do chão, sem duvidas as marcas ficariam ali.

“Como? O que foi que ouve? Como pude deixar isso acontecer?”

Senti minha vida escapar, o oco em meu peito agora era como um furacão tragando todo resto de meu ser.

Não sei por quanto tempo fiquei ali, sei que em frações de segundo eu já estava em pé, joguei o telefone na primeira lixeira e fui até o balcão de passagens.

Minha voz custou a sair:

-Por favor, gostaria de trocar as passagens.

-Senhor ,já não consigo trocar.

-Não importa, eu vou a outro destino, quero passagens para Itália.- Agora eu gritava!

A moça se apressou, meu estado devia ser visível, pois a cada clicada no computador ela me encarava como se visse um defunto.

Pois era assim que estava me sentindo a razão de Minha existência já não existia, então só restava um cadáver sem vida simplesmente a caminho de seu destino.

Sim teria que dar fim nesta agonia, viver em um mundo em que Bella não existisse não era vida.

Ao pegar as passagens eu agia de forma automática.

Não peguei nem minhas bagagens, eu simplesmente atravessei o portão de embarque, andei até meu acento no avião.

A aeromoça  me ofereceu educadamente as bebidas.

Nem me dei ao trabalho de responder, eu encarava o ar.

Eu poderia ter ido até Forks e me despedir de seu cadáver.

Eu poderia ver pela última vez suas feições.

http://www.vagalume.com.br/civil-twilight/quiet-in-my-town-traducao.html

Musica: Quiet In My Town Civil Twilight

Calmo na minha cidade:

 

A  imagem de uma Bella morta, de um corpo ali gelado sem vida, sem calor, não era algo que queria levar para onde quer que um monstro como eu pudesse ir após o fim de sua existência.

Resolvi que até chegar meu fim minha mente seria completamente tomada de suas feições com vida.

E minha mente agora vagava em lembranças;

 

(Hoje eu ouvi que alguém deixou essa Terra)

(Que alguém desapareceu sem deixar marca aqui)

(Hoje eu ouvi que alguém se levantou e deixou seu corpo)

(Deitado no chão)

A primeira vez que a vi:

“Meus olhos se prenderam por uma pequena fração de segundo com aquele par de olhos humanos, cor de chocolate num rosto pálido, com formato de coração.”

Bella. Ela corrigia todo mundo que usava o seu nome inteiro…”

Naquele instante eu ainda a tinha como uma garota qualquer, insignificante, ri de leve com este pensamento absurdo, Bella era tudo menos uma criatura insignificante.

(Hoje está)

(Hoje está)

(Hoje está calmo na minha cidade)

(Hoje está)

(Hoje está)

(Hoje está calmo na minha cidade)

Meus olhos sempre se perdiam naquele marrom intenso.

O fascínio estampado neles ao me ver no refeitório a primeira vez, duvida,  surpresa, curiosidade!

Durante muito tempo tentei bloquear de minha mente, as varias vozes adolescentes ao meu redor, mas naquele dia eu queria ouvi-la, e seu silêncio mental me fez vagar entre as mentes ao seu redor, vozes que gritavam para mim sobre ela.

“_ quem é o garoto de cabelo avermelhado? – Eu a ouvia perguntar, e ao me encarar pelo canto dos olhos e desviou rapidamente ao encontrar os meus a encarando.”

Dizem que a primeira vista não se esquece, que a primeira impressão é a que fica, clichês, nada validos a nós dois, pois a primeira vista eu nada dei o valor real a ela.

(Hoje dois garotos desapareceram sem barulho)

(E eu gostaria que eu fosse eles voando em algum lugar no céu)

(E hoje à noite em silêncio, dois amantes se odeiam e se encontram)

(Um está entediado)

(Um está com raiva)

(Mas nenhum deles está certo, oh)

Mesmo não lhe dando o valor Real naquele primeiro momento, ela não saia de minha mente, e ali sentado sozinho em minha mesa prestes a enfrentar mais uma torturante aula de Biologia, pois para mim que já havia tido dois Phd em Medicina era uma completa mesmice a aula, a vi entrar na sala acompanhada de Angela Weber.

E no instante em que ela caminhou em direção ao fluxo de ar, seu cheiro me atingiu em cheiro.

Ali começou minha tortura, e a guerra entre o ser que era há anos, e o assassino escondido dentro de mim.

Seu cheiro era algo tão convidativo ao ponto de que se eu soubesse de sua existência, já haveria buscado pelos quatro cantos da terra…

Mas estes não eram memórias que eu queria, a vontade mata-la não se comparou a vontade de ama-la  intensamente.

(Hoje está)

(Hoje está)

(Hoje está calmo na minha cidade)

(Hoje está)

(Oh, hoje está)

(Hoje está calmo na minha cidade)

O dia mais intenso, porém crucial para nós, foi o dia em que eu percebi que não poderia um mundo existir sem a vida de Bella Swan, o dia em que arrisquei tudo meu disfarce, minha família, tudo, para mantê-la viva.

No instante em que a vi esmagada, entre as ferragens do carro, no instante em que imaginei seu corpo sem vida, gelado, não a ver mais corar.

Meus impulsos naquele instante, foi somente a salvar.

Tentava justificar meu ato, para mim mesmo, dizendo ter a salvo por não querer ver sangue no pátio, o mesmo sangue pelo qual eu tinha um intenso desejo.

Mas a resposta estava clara em minha frente, eu não poderia vê-la sem vida.

A mesma vida que agora eu não veria mais.

(Oh, alguém diz algo)

(Alguém diz algo)

(Alguém diz algo para mim)

(Oh, algum dia diz algo)

(Algum dia diz algo porque eu não agüento esse silêncio mais)
(Mais)

No instante em que percebi ser forte o bastante para meu amor não permitir que eu matasse com minhas mãos, eu aceitei o risco.

Meu maior desejo era protegê-la a  qualquer custo.

Mesmo motivo que me levou para longe dela, levar o assassino para fora de sua vida.

Alice já me alertara de uma provável tristeza em Bella, mas eu como tão arrogante e prepotente, não dei ouvidos, jamais imaginaria que Bella tivesse tal resposta a estar longe de mim.

Eu queria arrancar de mim a existência vã, eu mesmo com minhas mãos, se possível fosse.

(Hoje está)

(Hoje está)

(Hoje está calmo na minha cidade)

(Hoje está)

(Oh, hoje está)

(Hoje está calmo na minha cidade)

(Hoje eu escutei o som dos passarinhos e eu desejei que estivesse em qualquer lugar menos aqui)

Ao deixa-la, foi à coisa mais difícil até aquele momento, agora saber estava morta foi como se ela levasse com ela a razão em minha própria existência.

O voo se estendia mais que o necessário.

As conexões eram automáticas, às vezes esbarrava em alguém.

Às vezes ouvia um pensamento ou outro que não eram suficientes para me distrair.

O que neste instante eu não queria, queria concentrar minha mente em tudo que passamos, em nosso verão juntos, em como estar com ela era meu vicio, mesmo lutando contra a vontade de Mata-la.

(Está muito calmo, muito calmo)

(Está muito calmo, muito calmo)

Está muito calmo (9x)

Ao descer do avião, já estando na Itália, entrei no taxi o taxista muito empolgado e animado perguntou meu destino.

-Volterra.

Disse sem emoção em minha voz.

Ele espantou-se com a distância.

-Geralmente as pessoas alugam um carro, principalmente para participar da festa de São Marcos.

A festa, neste instante meu plano surgiu como fogo em minha mente, primeiramente eu tinha uma carta , mas eu tinha alternativas a uma recusa.

-Não pretendo ficar muito, mas se o senhor preferir me deixe próximo aos campos que lá eu me viro.

O Sr com um bigode tradicional, me respondeu rapidamente com a cabeça, percebeu meu estado, e não quis indagar mais nada, sua mente vagou por várias possibilidades, pois meu estado não era dos melhores, e sem bagagem o fazia estar com muito medo.

(Na minha cidade, aqui, aqui, aqui)
(Está muito calmo na minha cidade)

(Hoje está)

(Hoje está)

Ao ser deixado perto dos campos, pessoas raramente passavam por ali, o taxista rapidamente pegou o dinheiro, eu não quis o troco, o dinheiro nada adiantava agora.

Sem olhos humanos, e com a velocidade maior que a de um dos carros mais velozes, deixei-me guiar pelos instintos, e enquanto a sensação do vento cortava minha pela, eu vagava com imagens de Bella em minhas costas, eu estava correndo com ela, no dia que me mostrei prla primeira vez ao sol, novamente um leve sorriso escapou de meus lábios.

Bella temerosa, e assustada com a velocidade.

O vento era seco nada comparado com forks, mas mesmo assim em minha mente eu estava nos arredores da cidade qual me permitiu conhecer a vida.

Bem se diz que mais vale ter sentido amor e perde-lo, do que nunca o sentir, eu viveria eternamente sem sentir o que senti por Bella, mas não poderia viver mais um segundo se quer, sabendo que o ser pelo qual eu senti tal afeição não mais estaria presente, era meu plano início, eu só estaria adianto.

Bella estava adiantada, ela pós fim a sua vida antes do momento certo.

Me senti como Romeu, e novamente me peguei sorrindo pois sabia que alguns meses o criticava, sim eu fiz o mesmo, coloquei meu amor em risco e aqui estou eu seguindo para minha própria morte.

(Hoje está calmo na minha cidade)

(Hoje está)

(Hoje está muito calmo na cidade)

(Hoje está)

(Hoje está)

(Hoje está calmo na minha cidade)

Durante o percurso, vaguei em minha mente no último discurso de Romeu a Juieta, em seu leito de morte, quando achava que a vida de sua amada já se fora, as mesmas falas que um dia sussurrei a Bella, no dia de seu aniversário,

“ Aqui, sim, aqui mesmo fixar quero meu eterno repouso, e desta carne lassa do mundo sacudir o jugo das estrelas funestas. Olhos, vede mais uma vez; é a última. Um abraço permiti-vos também, ó braços! Lábios, que sois a porta do hálito, com um beijo legítimo selai este contrato sempiterno com a morte exorbitante. Vem, condutor amargo! Vem, meu guia de gosto repugnante! Ó tu, piloto desesperado! lança de um só golpe contra a rocha escarpada teu barquinho tão cansado da viagem trabalhosa. Eis para meu amor. “

Ao chegar próximo aos portões de Volterra, avistei alguns membros da guarda, e imediatamente me apresentei, e pedi para ser levado até os três patronos noturnos, aqueles cujo eu colocaria meu destino em suas mãos.

Aro, Caius e Marcus.

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