5.Noticia

POV Bella

Depois de meu Pai chegar e jantarmos, subi ao meu quarto tentar  fazer o dever, mas foi inútil, eu só conseguia pensar em Edward Cullen, não entendia o que tinha acontecido, quando fomos atrás da escola era como se ele estivesse seguro de que me queria, disse ate que me desejava.

O que não saia de minha cabeça era porque me comparar ao inferno?

Lembrei de como me olhava, de como sua mão passou por mau corpo.

Fui imediatamente tomar um banho.

Depois de sair do banho ainda não estava relaxada, peguei meu notebook e fui ver meus e mails, tinha alguns de minha mãe, algumas propagandas, estranhei não ter e mail de minhas amigas e nem Charlote.

Então abri meu facebook que também não tinha nada para mim, meus amigos de Phonix pelo visto não sentiram muito minha falta, em suas atualizações as mesmas festas e bagunças, o mesmo de sempre.

Nada me distraia de pensar em Edward, então por curiosidade digitei na busca do facebook seu nome , para minha surpresa Nada, não havia nada ele não tinha como isso é possível, que adolescente em pleno século XXI não tem nenhuma rede social especialmente o face?

Então entrei no site de busca e digitei seu nome ali, para meu espanto uma noticia bem pequena datada de três anos atrás me chamou a atenção.

“ Morre um adolescente.”

James Thorne, faleceu esta tarde com apenas 17 anos.

Ele estava internado em um hospital em coma, após ter sido espancado supostamente pelo filho do renomado medico da cidade.

Em depoimento a policia, Edward Cullen, jovem de apenas 15 anos, informou que James começou a briga, ele supostamente estava agredindo sua namora Victoria quando Edward viu e os dois brigaram tentando parar a briga Victoria se feriu também.

Edward cullen não teve ferimentos graves, o que deixou a policia desconfiada da versão, testemunhas confirmaram o caso e Edward foi inocentado das acusações.

Essa noticia me deixou muito abalada, mas pensando bem ,e  se Edward disse a verdade para policia, se foi defender a garota? Talvez ele não fosse ruim, em todo este tempo ele nunca agrediu ou fez algo aqui. Algo mais não batia sua idade, ele estando em meu ano estaria com 17 anos, mas o jornal de três anos atrás dizia ele ter 15, alguma coisa tinha errado.

Coloquei meu pijama e desci falar com meu pai

Cheguei à sala, meu pai assistia o programa de esportes.

-Pai posso  perguntar uma coisa.

-claro Bella.

-Eu ouvi hoje na escola uns boatos que me deixaram meio preocupada?

-O que esta acontecendo Bella?

-Nada, é algo que já aconteceu, sabe, sobre a família dos Cullen.

-Sei, e até sei o que falam, é sobre o rapaz filho do doutor.

-É sim.

– Sente aqui Bella, sabe como cidade pequena é!

– Sei bem!

-Quando eles se mudaram para cá houve um falatório sem tamanho, era gente ,me procurando na delegacia, me ligando, um inferno. Então fui pesquisar a historia.

-Do garoto morto da namorada essa? – Perguntei. –

-Sim, eu liguei para um conhecido meu  do Alasca, ele me deu todos os detalhes da investigação e sabe o garoto que morreu era mesmo um encrenqueiro sem tamanho, e o histórico de Edward era perfeito, eles  estavam a pouco tempo na cidade, o S.r. Cullen cooperou com toda a investigação, e seu filho foi inocentado das acusações, eles só mudaram para tentar viver longe do escândalo, mas essa internet.

-Sei como é.

-Então não se preocupe com eles, a família é muito digna, veja eles nem podem ter filhos deles e adotaram tantos, o doutor é muito bom, trabalha no hospital e faz vários plantões e até trabalha de graça para quem precisa.

-Eles parecem boa gente, deve ser só fofoca mesmo.

-Bella você viveu fora, devia saber como são as coisas.

-Eu sei, por isso quis falar com você antes de tirar conclusões.

-muito inteligente filha.

-Boa noite pai.

-Boa noite Bella.

Ao subir ao quarto comecei a sentir pena de Edward, como as pessoas podem ser cruéis.

Eu me rolava na cama e não conseguia dormir, eu só conseguia  pensar em Edward.

Então lembrei-me de algo que aprendi para me acalmar e que iria me fazer dormir.

Continuei a pensar em Edward, agora eu tentava imaginar como seria se ele não tivesse parado de me acaricia eu passava a mão aonde ele tinha passado lembrando as sensações que tive.

Coloquei dois dedos em minha boca os umedecendo e desci a minha mão até minha intimidade, pensando em todo momento que fosse ele me acariciando, não demorou muito para umidade chegar, dedilhava meu clitóris e com a outra mão encontrei meus seios e a todo momento eu queria Edward fazendo aquilo.

Eu penetrei um pouco  com meu dedo e fui atingindo níveis de prazer, era como sentisse sua presença ali naquele momento, assim fui rebolando em meus dedos e intensificando a penetração.

-Edward- eu disse em voz alta, não tão alta para não chamar  atenção de meu pai.

Meu orgasmo chegou, e como imaginava fiquei cansada.

Enrolei-me no cobertor, pela manha tomaria outro banho,  tive sonhos maravilhosos e nada decentes  com Edward Cullen.

POV Edward

Carlisle sempre foi discreto quanto a certos assuntos, mas hoje ele me surpreendeu.

-Filho, vamos falar de sexo.

-Espera ai!! Carlisle eu já tenho 108 anos e leio a mente de todos ate quando não quero em situações nada agradáveis, você não acha meio tarde para essa conversa.

-Edward, você conhece  muito pouco, hoje quando Alice nos contou sua visão e vi o estado que você chegou imagino o que estava pensando.

– Começou a ler mentes também?

-Não, só liguei os fatos, quando Alice nos contou sobre seu envolvimento intimo com uma humana, sei o que pensou.

– Isso eu sei que é impossível!

– E se eu te disser que não é impossível

-Como?

Naquele momento, um lampejo de vida se formou em mim, seria mesmo possível?

-Claro que com certas restrições e cuidados, mas é completamente possível.

-Fiquei curioso!

-Edward, como você sempre está em nossas mente, sabe como é intenso e forte o relacionamento físico para nossa espécie.

-Sei bem, Emmett e Rose são os piores, Alice e Jasper não ficam para traz.

-Sabe então a intensidade do prazer que temos, e só perde para uma coisa.

– Sei, o desejo pelo sangue humano! Pois esse é o que eu chamo de empecilho, imagine Carlisle, se quando meus instintos estiverem se governando por si próprios, o que pode acontecer? Lembra se da ultima vez o que ocorreu comigo?

-Claro que lembro, você sofre todos os dias, mas é completamente diferente, quando você entrou naquela briga e seus instintos te dominaram,  você estava tomado por ódio, mas com o sexo, você é tomado pelo prazer, e se a visão de Alice estiver certa, com essa humana será mais que apenas sexo.

-Carlisle, você acha que consigo, se algum dia chegar a acontecer?

-Filho eu tenho fé que você consegue.

Fiquei fitando o céu, e se Carlisle estivesse certo? E se eu pudesse saciar esse desejo despertado por Isabela?

Teria que conhece-la melhor, tive uma ideia.

Pulei minha janela em direção à floresta, corri entre as arvores, a vantagem de uma cidade pequena era saber onde todos moravam, e eu sabia exatamente aonde era a casa dos Swan.

Chegando a casa escalei uma arvore próxima a sua janela, ela acabara de entrar no quarto, como era linda aquela humana frágil.

Ao deitar-se ficou fitando o teto e rolava na cama devia estar sem sono.

Quando num rompante retirou a calça do pijama que vestia, imaginei o que ela iria fazer, e imaginei certo, não sei se era sorte ou tortura assistir aquilo, era tão prazeroso, ela acariciou o seu corpo, lembrei-me de que eu toquei aquele corpo, só não aproveitei mais.

Ela colocou seu dedo na boca e já sabia o que iria fazer, começou a acariciar sua intimidade, gemeu baixinho, ergueu sua blusa, sentia uma súbita vontade de estar lá para fazer o serviço, ela acariciava seus seios, e pensar que estive tão perto de acaricia-los também.

Ela estava se arqueando de prazer e escutei claramente ela dizer meu nome, há como aquilo me deu prazer, ela gozou dizendo meu nome, sim ela me desejava também.

Quando estava adormecida, dizia meu nome baixinho, abri com cuidado sua janela, entrei para vê-la mais de perto, quando ela se virou subitamente na cama, achei que estava acordando, e dei um passo para traz, e sem perceber esbarrei em seu notebook que se acendeu e a curiosidade me tomou o que ela viu?

Uma pontada aguda de dor em meu peito, ela estava pesquisando sobre mim e viu a noticia, ela sabia que eu era um monstro, responsável pela morte de alguém. Se contasse a ela o que eu era, agora ela sentiria medo de mim e não desejo.

Sai rapidamente de seu quarto e fiquei vagando pela floresta.

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