Galerinha ai vai mais um capítulo, sei que está curtinho mas esta semana ainda posto mais um para vocês beijos e boa leitura:

 

Brasil

Logo que ela percebeu minha presença em sua mente duvida, e preocupação, ela tinha um disfarce a esconder também, e como todos nós seu extinto de sobrevivência a mandava correr.

A curiosidade dela foi maior. E ela se aproximou.

-Olá, o que faz perdido por aqui?

-Será que o mesmo que você?- perguntei a ela, que logo se lembrou de seu motivo de estar ali.

“caçar”

-Creio que você não está pelo mesmo motivo, seu olho dourado o entrega. – rapidamente em sua mente uma lembrança de um vampiro com olhos dourados que ela conhecia.

-como você tem certeza?

-Conheci uma vez um vampiro que não era adepto a dieta tradicional. – a imagem de Carlisle veio a sua mente.  -Como não são muitos que tem essa força de vontade acredito que você o conheça, o nome dele é Carlisle.

-Não só o conheço como sou parte de sua família. – ela não se espantou com o termo família como muitos  vampiros.

-Bom que ele tenha conseguido seu objetivo, Carlisle sempre comentou sua necessidade em achar companhia para sua existência e sua dieta, ouvi falar muito de que ele conseguiu e de sua relação com humanos, Carlisle sempre foi diferente, e o que traz aqui tão longe de sua família.

Ela lembrou de que ouvira falar de que Carlisle residia próximo ao Canada.

Tentei distrai-la mais um pouco

– você não se apresentou.

-Desculpe, sou Luciola.

-Prazer Edward Cullen, você é nômade? E de  onde conhece Carlisle?

A sua mente lembrou imediatamente de Voltera.

-vamos se dizer que conheci Carlisle, em uma época de minha vida bem passada, na Itália.

-Teve algum problema com os volture?

-Um pouco, você me parece angustiado, me diga o que o traz aqui?

Eu não queria me abrir com uma desconhecida, mas algo nela me dava vontade  contar-lhe tudo, percebi ela forçar em sua mente para saber o que eu fazia ali, descobri então, ela tinha um dom.

-Porque se interessa tanto por meus motivos?

-curiosidade, você deve saber como é, às vezes se sentimos sozinhos conversar ajuda.

Ela sentia que eu tinha algo eu tentava não falar, era como uma luta mental.

-Bem eu estou me distraindo.

Ela ainda não estava contente com minha explicação, queria mais.

-Porque procura distrações.

Eu tentava fugir do assunto.

-Você poderia me ajudar com o que procuro.

-O que exatamente?

-Eu procuro uma vampira, perdi o rastro no México, e algumas informações me trouxeram aqui.

Quando disse México, ela lembrou-se de sua ultima estadia por lá, tinha sido exatamente antes de mim.

-Eu estive no México, que vampira você procura?

Em sua mente vi a imagem de Victória, ela se encontrou com ela.

-Uma Ruiva, o nome é Victória.

Ela lembrou-se de seu encontro, mas imediatamente sua mente ficou bloqueada novamente com a sua insistência em saber meus motivos.

-Podemos fazer uma troca, minhas informações por sua história!

Ela forçava, e não era de minha índole dar informações a estranhos, mas ela realmente estava conseguindo.

-Bem, estou tentando me distrair para esquecer-me de algo que fiz e não tem volta.

-o que exatamente? – sua mente era forte e conseguia com que eu falasse.

-eu ultrapassei uma barreira, e me apaixonei, uma paixão impossível.-eu tentava dar menos informações possíveis.

Ela em sua mente teve uma imagem de um vampiro, devia ser em algum século passado, como se ela mesmo tivesse um amor passado. Era uma lembrança curta e extremamente dolorosa.

-E essa vampira que persegue? É sua paixão?

-Não ela e minha distração.

Sua mente ficou mais cheia de perguntas.

-E porque é uma paixão proibida?

-Acho que seria informação de mais para alguém que eu não conheço.

Ela relaxou, aceitou meu argumento.

-Essa vampira ruiva que você fala, eu a encontrei no México, ela buscava algum tipo de informação, logo não a vi mais.

-Sim eu também  soube disso.

Pensei que agora teria que voltar a estaca zero, vi em sua mente que suas lentes estavam passando da validade com o veneno, decidi me despedir.

-Bem, acho que não devo atrapalhar mais sua caça, com licença.

Levantei-me, ela ficou ali, e sua mente vagou rapidamente para outro lugar, um homem que a observava.

Imediatamente, como um hábito li a mente do homem, ele era de uma qualidade de ser humano da pior.

Sua mente suja só pensava em coisas ruins, não faria falta alguma, pelo menos ela escolheu bem, pensei se seria aleatório ou ela buscava esse tipo de vitima.

As Ruas do Rio estavam cheias mesmo com a noite, o que deixava minha mente ocupada, as pessoas sempre animadas, seus pensamentos eram múltiplos.

Um dia exaustivo, tomar uma bebida para relaxar, esperar alguém para um encontro, ver os amigos.

Em uma esquina alguns se reuniam com instrumentos, tocariam algo ate que seus dedos não aguentassem, mas estavam felizes.

A vida humana poderia parecer banal, mas em todos os aspectos ela se mostrava perfeita, ter gratificação em pequenos detalhes e gestos.

O que me dava forças para saber que minha atitude era a certa, dar-lhe a oportunidade de viver uma vida simples, humana e normal.

Outro fator que ainda oscilava em minha mente era a fragilidade dos humanos, em outra esquina um acidente, o motorista bêbado avançou o sinal, e assim tirou a oportunidade de uma família chegar em casa e jantar tranquilamente, no banco de traz uma adolescente que já estava sem a vida, me retirei do local rapidamente, a dor da cede não era maior do que a dor das lembranças.

Em um beco escuro, percebi a venda de entorpecentes e drogas, isto me revoltava, com tantas coisas para aproveitar em uma vida e se jogavam fora por prazeres sem valor, o ser humano não valoriza sua sorte.

Segui em direção ao hotel, percebi alguém me seguindo , caminhei para a praia, Luciola estava atrás de mim.

Sua mente tinha muitas duvidas, mas basicamente era a falta de companhia.

-Ei! Edward! Podemos conversar mais?

Ela já não usava mais as lentes, o escuro ajudava a disfarçar.

-Já fez sua caça?

Sua mente teve a lembrança de sua caçada, quando o homem tentou avançar o sinal mais que o permitido ela o atacou.

-Já, sei que seu argumento foi de que você não me conhece para contar sua história então eu vou contar a minha.

-E por que eu estaria interessado?

-você está atrás de distração, se distraia com uma história trágica.

-Porque diz isso.

-Edward, minha história não é bonita, e nem feliz, é trágica.

-e de tragédias acha que já não me basta a minha?

Eu realmente estava gostando disso, talvez me distraísse ouvi-la.

-Tudo bem, se realmente não quer?

-pensando, melhor, você tem razão, pode ser uma distração, conte-me sua história.

-Bem , minha história começa em Portugal, quando esse pais aqui era colônia deles, muitos grandes fazendeiros vieram para cá em busca de um novo mundo, muito parecido com a história da Inglaterra e o EUA, mas o forte aqui era o café e meu pai era um grande produtor de café, viemos e nos instalamos em uma grande fazenda. Só que com a mudança na lei, não poderíamos ter mais escravos , meu pai decaiu um pouco seu nível, mas nem tanto.

Logo viriam imigrantes, foi quando conheci Isaque, ele era um negociador de imigrantes e viajava de fazenda em fazenda.

Eu logo gostei dele, mas a ideia de meus pais sempre foi que eu tivesse uma vida de dama com alguém de minha classe, mas eu era rebelde e não queria isso, não queria casar, e nem ter filhos eu queria curtir minha juventude.

Em uma oportunidade escondi-me em uma carroça de Isaque, quando estávamos perto de uma cidade , ele me achou e queria imediatamente levar-me de volta eu não quis então fugi.

Minhas lembranças não são tão claras, mas lembro-me muito disso pois foi crucial em tudo.

“Realmente suas memorias humanas eram embaçadas, mas claramente dava para ver sua história.” Ela continuou.

-Não demorou muito para eu descobrir como conseguir dinheiro, eu sempre conseguia o que queria com os homens, e assim usava meu corpo em troca de dinheiro, logo um homem refinado me encontrou e disse que eu estava desperdiçando minha beleza nas ruas.

Seu nome era Rodolfo, ele me levou a uma casa refinada aonde recebia somente ricos, eu estava deslumbrada como eu tinha vestidos, joias.

Foi quando conheci Joaquim, era um general muito rude, ele se interessou por mim e com um acordo muito generoso ele me comprou como se comprava uma escrava.

Ele não se satisfazia fácil, e um dia teve a ideia horrenda de convidar seu batalhão para uma festa, e a festa era comigo…

“Luciola parou, e ela não precisava continuar sua mente havia as imagens horríveis.”

-Não é preciso continuar, eu entendi.

-Pois, bem, eu estava machucada mais consegui fugir e pulei a janela do quarto em que estava, quebrei uma perna mais não parei.

Quando estava em uma viela, achei que morreria, ele apareceu.

“ A imagem do vampiro antigo voltou a sua mente.”

–De inicio achei ser um anjo, por sua beleza, mas logo que se aproximou vi seus olhos vermelhos, achei que como eu não era uma mulher decente eu iria para o inferno.

Ele se aproximou de meu pescoço, mas logo ele se desviou para meus olhos e percebi sua expressão mudar então ele sussurrou algo como “ desperdício de mais.”

Eu só me lembro da dor.

-Isso, também não precisa contar, eu também senti essa mesma dor.

-é quando acordei eu tinha muita sede, Manuel ele se apresentou, por muito tempo ele me manteve escondida, ele trazia pessoas já mortas ou moribundas para mim e eu me alimentava, nunca me levava caçar.

-Ele estava te protegendo!

-Sim, eu não sabia disso, como sempre fui rebelde e uma noite sai, mas meus instintos de recém-criada ainda permaneciam, então eu avistei ele, Joaquim estava lá entrando em um bar junto com seus companheiros, eu não pensei agi, entrei no bar e matei a todos que estavam lá, logo Ele me achou, Manuel, ele tentou encobrir os rastros inutilmente.

Os Volture logo nos acharam, e nos levaram para sermos julgados em Volterra.

Foi quando conheci Carlisle, Manuel foi julgado e morto, e Carlisle intercedeu por mim disse que eu precisava de freio e que alguém me ensinasse, como Aro viu meu dom ele também me fez a proposta.

-Você é uma Volture?

Não pude me conter a resposta em sua mente.

-Não exatamente, eu aceitei de inicio, mas como disse sou rebelde, passo algum tempo lá, mas quando me entedio eu volto à vida nômade.

-E Aro permite?

-Ele sabe que volto,

-e qual é seu dom?

-Eu consigo sentir se alguém é bom ou mau, e consigo fazer com que a pessoa me diga sempre o quero ouvir, consigo fazer com que homens se aproximem.

“agora entendia a guerra mental em minha mente, ela tentava fazer com que eu contasse minha história, e lendo sua mente eu não permitia.”

-E você tentava tirar a verdade de mim?

-Um pouco, sua mente é complexa, e ai quando vai me contar sua história?

-Talvez, e você quando caça usa seu dom?

-uso, eu procuro sempre homens parecidos com Joaquim, homens nojentos, sinto uma necessidade de fazer com que o mundo se livre destas pragas.

-Sente falta de Manuel?

-Muita, todos os dias de minha existência,sinto como se fosse minha culpa se eu não fosse tão rebelde, mas não me enrole, você não vai me contar sua história.

Ela era muito insistente, decidi contar-lhe um pouco de minha história.

Notas finais: Para quem está se perguntando, quem é esta Luciola, eu a criei em homenagem a uma personagem de meu romance favorito, eu queria que Edward tivesse um ponto de vista feminino crucial em sua decisão que estará no próximo capítulo, A história de Peter e Charlote é totalmente compatível com a de Stephanie Meyer, já esta personagem é criação minha.

beijos galerinha e até o próximo capítulo…

Dilla

Anúncios