7.História de Amor

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Nossas pistas e rastros levaram nossas buscas até o estado do Novo México, o mês de Novembro se arrastou mais do que o necessário, a única coisa que mantinha a minha sanidade eram as lembranças e presença de meus companheiros de viajem, Peter já não conseguia esconder seus pensamentos, já não estava com tanta esperança nas buscas, mas me acompanhava mesmo assim.

Eu também sabia que esta busca estava ficando inútil, eu só não queria enxergar, eu não queria voltar para casa e não queria ficar vagando sem um rumo certo sozinho.

O que não me deixava muito culpado por manter Peter e Charlote comigo era poder ver em suas mente que estavam aproveitando, Charlote costumava chamar de sua lua de mel, tudo seria perfeito creio eu se não tivessem como acompanhante um zumbi como eu, claro que por  estar neste estado era como não existisse.

Peter e Charlote viviam sempre como nômades e esta experiência era algo novo, eu havia lhes fornecido meus cartões e dei carta branca para gastarem e aproveitarem o que quisessem.

Enquanto  olhava para um mapa cheio de rabiscos e anotações, eu não conseguia traçar um padrão para o destino de Victória, para onde ela iria, o porquê de estar cada vez indo mais para o sul, eram muitas duvidas. Peter bateu em minha porta.

-Edward, charlote e eu decidimos aproveitar um pouco de sua generosidade e vamos sair um pouco.

-Não é arriscado ficar em meio a humanos?

-Não se preocupe! –Peter me mostrou em sua mente que já havia se alimentado assim não teria necessidade de caçar. –

Mesmo sabendo que Peter era discreto e selecionava o mais baixo calão de seres humanos para seu alimento, era estranho ser condizente com sua dieta.

-Entendi.

Estava cada dia mais difícil, eu já não sabia o que me mantinha preso a esta vida.

Eu poderia esperar o tempo que fosse, mas nem a eternidade apagaria as lembranças dos dias gloriosos que tive aos braços de um amor.

Aqui neste quarto de hotel escuro eu podia sentir o verdadeiro significado da palavra solidão, a quem eu estava enganando se não a mim mesmo, como brincar com esses sentimentos tão fortes e não querer sair ferido.

O buraco em meu peito era cavado mais, assim um poço de dor estava se formando.

A porta novamente;

-O que houve Peter?

-Vamos Edward, achamos Victória.

(***)

-Peter eu sei que foi aqui que a viu,  vi claramente em sua mente, só não entendo o porquê de não sentir rastro nenhum.

-Será?..

-Acho difícil ela cobrir os rastros tão rápido.

Seguimos a noite tentando achar o rastro de Victória novamente, este pequeno acontecido serviu para animar as esperanças de Peter.

Esperança é um luxo que decidi não ter.

Aqui os dias se tornavam longos de mais me perguntava quando Victória decidiria dar sinal de ir para outo lugar.

E como se eu fosse ouvido Peter entrou no quarto um tanto animado;

-Meu caro amigo, vamos para casa!!!!

-sei Peter, Charlote está animada tanto quanto você?

-Claro, sentimos falta do Texas, poderemos ver antigos amigos.

-e Maria?

-Maria, é um passado e ela deve ter outras preocupações, eu não estou preocupado com isso.

-Se é assim, vamos ao Texas!

(***)

-Alo

-Oi filho! Você iria me deixar agoniada por quanto tempo mais?

-Calma Esme, desculpe a demora em ligar, mas sabe que o tempo é algo relativo.

-Mas para o coração de mãe o tempo só faz a preocupação aumentar.

-E Alice não tem ligado, ela é uma boa informante.

-Querido, Alice já voltou, ela veio passar o natal e as festas e decidiu ficar.

Eu andava tão distraído, que esqueci destes detalhes, eu como descrente de que nossa espécie tenha alguma redenção não me ligava nestas datas cristãs, porem Carlisle sempre fazia questão de que todos estivessem juntos nesta época do ano, não era uma comemoração comum, seria mais um lembrete de que éramos diferentes do resto de nossa espécie e valorizávamos nossos laços familiares.

-Desculpe mãe não estar presente este ano.

-Tudo bem, temos a eternidade não é mesmo.

Esme estava se acostumando com a ideia de que poderia demorar em que eu conseguisse estar perto deles novamente.

-sim claro.

-Filho, não esqueça que te amo, e que estarei aqui esperando de braços abertos quando voltar.

-eu também te amo, até breve.

Aquela ligação doeu mais do que as outras, era como se o buraco em meu peito sugasse cada tristeza e dor para dentro, como se este buraco fosse insaciável, e ele se alimentasse de meu sofrimento.

Chegamos ao Texas, e Peter fez questão de procurar por lugares conhecidos, ele se admirou como tudo havia mudado.

Sendo nômade se perdia um pouco da noção do tempo.

Charlote sempre reservada agora entrava em um modo falante, querendo contar cada detalhe de sua vida no Texas.

Peter foi criado por Maria para lutar em seu exercito de Recém-criados, foi assim que conheceu Jasper, que viu em Peter uma espécie de alma amiga, e ficou impressionado com suas Habilidades.

Jasper gostava da companhia de Pete, eles eram como uma equipe. Peter sabia que Jasper salvara sua vida e se sentia em divida com isso.

Ele conheceu charlote no exercito de recém- criados, ele percebeu que Charlote era diferente dos outros.

Charlote estava entre as vampiras sem características físicas para ser guerreira. Era pequena, parecia uma estudante, ela era mais controlada do que o restante do grupo de transformados o que chamou a atenção de Peter.

Charlote era capaz de sustentar uma conversa,o que para um Recém-criado era impossível.

Peter sempre passou muito tempo com ela,ela era muito bonita,de um jeito delicado.

De inicio Peter não percebeu o seu sentimento,ele julgava suas conversas como um passatempo.

– Foi só após nove meses, que Peter percebeu o quanto nós havíamos nos ligado! – Charlote contava com brilhos em seus olhos vermelhos.

-foi só  quando percebi o que aconteceria com ela, Para Maria os Recém-criados eram descartáveis e logo chegava a hora de destruir Charlote.- Peter contava e dava para perceber a dor que lhe causava esta lembrança.

-Mas Jasper foi um bom amigo.

-è devo muito a meu amigo.- ele colocou as mãos na cintura de Charlote e a olhou ternamente. – Quando percebi o quanto minha Charlote se tornara importante para mim corri pedir ajuda.

-Ele tentou convencer Jasper a manter-me viva,mesmo sabendo que eu não acrescentaria nada ao exercito.

-Eu nem conseguia imaginar fugir com ela, sabia que poderíamos ser massacrados, Jasper e Maria eram aliados muito fortes.

-Ele não contou para Jasper que eu era quem ele desejava preservar.

-Jasper conversou com Maria, mas a noite da eliminação chegou mais cedo do que imaginávamos, implorei a Jasper para me deixar preservar um ou dois membros daquele grupo, já pensando em Charlote.

– Quando os vi entrando para me buscar, eu não imaginava o que estava acontecendo, sorri para Peter.

-Eu sabia que estaria condenando a mim e Charlote a destruição com minha atitude, mas não pensei duas vezes ao gritar para ela correr.

-eu já ouvira muitas histórias do destino do exercito, quando ouvi Peter gritar eu pu-mes a correr o mais rápido que pude, minha alegria foi imensa ao ver que Peter me seguiu.

-Olha, eu corri, mas esperei a cada momento que os dentes de Jasper alcançassem meu pescoço. Foi só depois de centenas de quilômetros que paremos de correr e eu expliquei a Charlote o que aconteceu.

– No inicio foi meio assustador, nós não conhecíamos outro tipo de vida a não ser a que tivemos com Maria, nos cercamos de todo o cuidado, até perceber que nem todos os vampiros eram iguais.

-Com o tempo ficamos confortáveis no novo mundo que aprendemos a conhecer, mas meu único pesar era ter deixado meu grande amigo para traz.

-Peter vivia falando em Jasper, ele agradecia o fato de que ele não impediu nossa fuga, ele sabia de Jasper não era feliz , e vivia falando de procura-lo para mostrar que havia outro tipo de vida .

-Foi quando eu decidi procurar Jasper, deixei charlote sozinha, pois tinha medo de perde-la em uma luta e decidi partir sozinho.

-Sabe o quanto foi horrível ficar longe de você. – Charlote o olhava com acusação como se o alertasse a nunca mais se afastar dela.-

-Sei sim,saiba que não foi agradável para mim também. – Peter a olhava com ternura e acariciava sua face.-Quando encontrei Jasper surpreendeu-me o fato de que ele aceitou prontamente a me seguir, ele e Maria já estavam diferente.

-O difícil foi conviver com o estado de Jasper, ele estava muito infeliz, eu e Peter estávamos tão felizes e completos juntos.

-É meu amigo me preocupava, eu percebi seu problema,  ele piorava a cada caçada, pois Jasper sentindo todo o sentimento de sua presa aquilo o fazia ficar muito mal. Tentei ajuda-lo mas ele partiu. Disse que não queria estragar nossa felicidade.

-é, mas ficamos muito felizes quando Jasper conseguiu entrar em contato conosco e nos contou sobre Alice.

-Não entendo os benefícios da escolha da dieta de vocês, mas me sinto feliz em saber que ajudou meu amigo a sentir feliz.

Peter e Charlote enquanto me contavam sua história,que eu já sabia,mas deixei com que se satisfaçam com suas lembranças,para mim era quase como assistir a um filme de Romance, vendo todas as imagens projetada em suas mente.

Era visível a felicidade dos dois e como se completavam.

Em meu peito aquele buraco oco e insaciável buscava mais dor.

Ver a felicidade deste casal me trazia a pergunta

Como Passar a eternidade sozinho, sabendo que tinha um amor ao meu alcance e eu o joguei fora.

Sabia que a resposta fácil a meu sofrimento seria voltar e ter Bella novamente, a transforma-la e assim seguir a eternidade.

Sabia que tirar-lhe  a vida humana só para ter eternamente ao meu lado, não era uma prova de amor e sim de Egoísmo.

Estando no estado do Texas encontramos alguns conhecidos de Peter que felizmente tinham noticias e informações.

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