pessoal ai vai o primeiro capitulo:

1.Chegada a Forks

carregue a musica:

“Why does it always rain on me”  “Porque sempre chove em mim” Travis

http://www.vagalume.com.br/travis/why-does-it-always-rain-on-me-traducao.html

POV Bella:

Quando o pouco de luz entrou pela minha janela, custei a abrir os olhos e acordar, eu dizia para mim mesma, “ não está na hora de acordar ainda, o sol nem nasceu.”

Ao me virar na cama avistei o relógio no criado mudo, marcava 10:00.

“Como pode ser?”

É claro, tinha me esquecido, eu não estou mais em Phoenix. Esta hora o calor já estaria demais para continuar na cama, e o dia estaria lindo e perfeito para um passeio, como os domingos tinham que ser, mas agora eu estava em Forks, e aqui o sol faz breves visitas raras.

Coloquei o cobertor em minha cabeça, não queria levantar, o que eu teria de interessante para fazer aqui? Não tinha amigos e o dia estava totalmente nublado e chuvoso; quando meu pai bateu em minha porta:

– Você ainda está viva? Venha desça, tenho algo para você.

– Já vou! Deixe-me acordar primeiro!

Levantei sem vontade nenhuma, fui até a minha cômoda e peguei minha necessaire  e caminhei lentamente até a porta, teria que ir ao único banheiro da casa, que dividia com Charlie. Que terror adolescente!

Passei por Charlie sem dar nem bom dia, meu humor não era um dos melhores pela manhã!

Olhei no espelho e eu estava horrível, meu cabelo estava todo emaranhado, claro, choveu a noite toda e isso me deixava inquieta.

Olhei bem para meu reflexo no espelho, e pensei “o que eu estou fazendo aqui mesmo?”

Entrei no banho lembrando-me da temível conversa que levou a isso:

Eu acabara de me despedir de Charlote, minha melhor amiga, entrei em casa e antes mesmo de poder ir ao meu quarto trocar a roupa e deixar minha mochila, minha mãe me chamou:

-Bella, pode vir aqui um pouco? Precisamos conversar.

-Tudo bem, o que foi desta vez? – Sentei no sofá da enorme sala de nossa casa, pensei que ela tinha descoberto que a noite passada ao invés de ficarmos na casa de Charlote como era o combinado, havíamos saído com os rapazes do time de futebol da escola.

-Filha, tenho que te contar algo. – Ufa, não era comigo!

-Pode falar mãe, você está tão nervosa!

-Você lembra que a loja não estava indo bem?

-Sim me lembro de comentar.

-Pois bem, agora filha ela faliu de vez, e a vendi para pagar as dívidas, mas infelizmente o dinheiro não foi suficiente.

-Se você vai me pedir para economizar, eu diminuo os gastos com o shopping e o que precisar.

-Filha é mais grave que isso, o dinheiro que o Phil ganha não é suficiente, então vamos nos mudar, ele recebeu uma proposta em Jaksonville.

-Então vamos nos mudar. Certo, acontece!- Seria até legal, e Jaksonville era quente como Phoenix.

-Filha, tem mais, eu e Phil conversamos com seu pai, e como o emprego não é garantido, por enquanto resolvemos que será melhor você passar um tempo com o Charlie.

-Não! Eu não vou para Forks, eu odeio Forks você sabe, daremos um jeito!

-Isabela Swan isso não está aberto a discussão, já está decidido!”

Que maravilha! Tentei inutilmente bater o pé fazer birra, mas veja onde estou, em Forks, cheguei ontem, mas a única coisa que me dava esperança era de que era temporário.

Eu mal estava vestida quando meu pai batia na porta:

-Bella, você vai demorar? Não esqueça que só temos um banheiro!

Não. Como poderia esquecer? Terminei de me vestir e fui secar meu cabelo no quarto, passei por Charlie.

-Bom dia pai!

-Que bom, achei que você não ia me dizer bom dia!

-É agora estou acordada realmente!

-Vamos, quero te mostrar algo.

-Só vou secar meu cabelo, já desço.

-Não demore muito.

Sequei meu cabelo, e fui descer as escadas, e lá de cima ouvi uma voz familiar, sim era ele Jake. Meu coração disparou, fazia já três anos que não o via pessoalmente, e ainda lembro como se fosse ontem.

A cada férias, ou feriado eu vinha para Forks, a partir de meus 12 anos eu vinha meio que obrigada, a única coisa que me animava nessa cidade era meu amigo Jacob Black. Ele é filho do melhor amigo de meu pai, e sempre brincamos juntos, até que há três anos após o acidente que matou sua mãe e deixou seu pai em uma cadeira de rodas, Jake estava frágil e eu tentava consolar, não sei o que levou aquilo, sei que nos beijamos, quando percebi que aquele era meu primeiro beijo, e ele era Jake, meu amigo, parei imediatamente e dei um tapa nele, desde então não vim mais para Forks, é claro que ele me escreveu e me pediu desculpa, mandava e-mails. Só que agora era diferente.

Quando cheguei ao último degrau ele veio a meu encontro “ Meu Deus, como ele está gato!”

Jake é um ano mais novo que eu, eu tenho dezessete anos e ele tem dezesseis anos, da última vez que o vi ele estava magro e tínhamos a mesma altura, agora ele ainda tinha os cabelos escuros e longos, sua pele era marrom avermelhada e estava todo malhado e sarado, e maior que eu.

Ele se aproximou e me pegou em um abraço de urso me erguendo do chão.

-Bella! Que saudade! Você não mudou nada.

-Não posso dizer o mesmo de você! O que houve?

-Nada, só estou trabalhando e malhando um pouco.

-Ual! – eu disse em voz alta, que mancada. Imediatamente fiquei vermelha.

-Retiro o que disse você esta cada dia mais linda.

-Pare seu bobo, e me ponha no chão.

Nossos pais riam de nosso re-encontro.

-Tudo bem, vocês terão muito tempo para conversar, agora vamos lá fora que eu tenho uma surpresa!

Jake pegou minha mão, ele brincava com meus dedos.

Chegamos lá fora e uma caminhonete vermelha estava encostada na frente de casa.

-O que achou?

-Do quê?

-Seu presente Bella. – Meu pai apontava para a Chevy Pickup,  impaciente

-Isso é para mim?

-Sim achei que você não gostaria de andar de carona o tempo todo, aqui as coisas são mais longe.

Eu nem tinha me ligado nisso, a caminhonete era velha, mas quebraria um galho.

-Eu deixei o motor funcionando bem, qualquer coisa é só me chamar. – Jake sussurrou em meu ouvido, seu hálito quente me causou calafrios.

Fomos para dentro e fiz um lanche, enquanto meu pai via um jogo com Billy na TV, Jake me convidou para dar uma volta.

-Bella, vamos caminhar! Ali atrás tem um bosque, se lembra de quando brincávamos de se esconder?

-Claro que lembro Jake.

Ficamos calados enquanto caminhávamos pela trilha conhecida, até Jake quebrar o silêncio.

-Eu não tive a oportunidade de me desculpar pela última vez.

-Claro que se desculpou! Lembra-se aquele dia que conversamos no Facebook?

-Quero pedir pessoalmente.

Ele parou em minha frente.

-Eu peço desculpas, mas tenho que dizer que me lembro daquele beijo a cada dia.

-Jake!

-Não Bella, eu tenho que dizer, foi mágico e nunca senti com ninguém o que senti naquele simples beijo com você.

-Foi meu primeiro beijo, sabia?

-O meu também.

Ele se colocou ao meu lado, pegou minha mão e voltamos a caminhar.

-Você estava com alguém em Phoenix?

-Não, quer dizer, nada sério.

-Então tinha alguém?

-Não, sabe como são os garotos hoje em dia, hoje beijam você amanhã outra, e nada sério.

-Eu não sou assim.

Novamente ele parou em minha frente só que agora mais perto, ele falou tão perto de meu rosto que dava para sentir seu hálito quente.

-E você não ficou pensando em nosso Beijo.

-Na.. Não muito.

-Humm sei…

Ele dava passos em minha direção e eu ia dando passos para trás, quando me dei conta estava encostada em uma árvore.

-Diga Bella, o que você quis dizer com “Ual” agora pouco?

-É, que…

Ele se aproximou de minha orelha e sussurrava.

-Diga Bella, por que está  tão nervosa?

-É que… sabe, você mudou muito, está mais…

-Mais o que Bella?

Minhas pernas ficaram bambas e ele aproximou seus lábios dos meus, mas não encostou.

-Se lembra do que eu disse no e-mail que te mandei?

-Qual? – eu estava suando mesmo com o frio, por culpa da proximidade de Jake.

-O que te mandei há um mês.

-Hum sim, lembro.

-Lembra-se de tudo?

Ele tinha me mandado um e-mail lindo, e nele dizia que sempre sentiu vontade de me beijar novamente, mas só me beijaria se eu pedisse.

-Claro Jake, mas do que em particular?

-Bella, me diga você não quer repetir o beijo?

Eu não sabia o que queria, com ele ali tão perto, seu hálito quente, seu peitoral malhado me imprensando na árvore.

-Jake…

Bella, não negue você quer!!!

-Quero…

Eu mal falei e seus lábios já estavam nos meus, sua língua buscou passagem, eu não resisti e retribuí, involuntariamente minhas mãos estavam em seus cabelos, ele sentiu e me apertou mais contra a árvore forçando sua perna entre as minhas me erguendo lentamente.

Eu me afastava lentamente na busca de ar, mas voltava aos seus lábios, como estava bom, eu nunca tinha beijado assim, ele deixou meus lábios e beijou meu queixo, foi se aproximando de meu lóbulo e deu pequenas mordidas, a sua mão desceu de meu quadril e chegou a minha bunda me apertando mais contra ele, ele sussurrou em meu ouvido.

– Lembre-se, não vou fazer nada que você não queira, quando quiser é só mandar parar.

Eu só consegui assentir com a cabeça, minhas mãos o puxavam mais para perto, pelos céus, eu estava ficando excitada, e junto dele daquela maneira pude sentir que ele estava excitado também, pude sentir a dureza de seu membro.

Quando eu recobrei minha sanidade eu parei o beijo.

-Pare!

-Tudo bem, você quem manda.

Jake me desceu gentilmente, afagou meu cabelo.

-Esse sim pode ser considerado um ótimo beijo.

-Convencido!

-Confesse Bella, já beijou alguém assim? Porque eu não. Estava guardando para você.

-Jake, isso não pode acontecer, eu acabei de chegar, nem sei quanto tempo vou ficar.   Entende?

-Claro Bella, então me deixe aproveitar o tempo que tivermos?

-Me deixe pensar.

Ele pegou uma mecha de meu cabelo e arrumou, acariciou meu rosto.

-Quero pensar longe de você, com você assim tão perto não dá.

-Tudo bem, mas lembre-se, você ainda vai ser minha Bella.

As palavras dele foram gentis, mas de certa forma soou como uma ameaça.

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