6.Dia dos Mortos

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Chegando ao hotel a moça da recepção meio encabulada me deu uma breve olhada, e antes mesmo de me chamar eu já li em sua mente o que queria: “ que homem lindo, hãm, mas tenho que me concentrar ele está com a conta em atraso.”

Aonde andava minha cabeça, esqueci-me da conta do hotel! Aproximei-me da moça, em seu crachá li seu nome que no mesmo instante me fez perder o sorriso que eu preparava em meu rosto: Isabela Campelle.

Tentei recompor minha expressão enquanto um grande nó se formava na garganta, chegando ao balcão antes da moça falar alguma coisa puxei a carteira do bolso:

-Olá. -soltei um leve pigarro para espantar o nó que se formava antes de dizer em voz alta aquele nome, – Isabela,  tenho que acertar meus dias e de meus colegas, desculpe a demora esqueci que havia combinado acertar semanalmente.

-Tudo bem não tem problema. “ que lindo, de perto é mais ainda, há… concentração.” – qual os números dos quartos?

-o 203 e 204.

-Sim, Edward Cullen._ “ ual! Até o nome é sedutor, hãm, concentre-se.”, -dinheiro ou cartão?

Deduzi que como não havia problema quanto a me esconder no momento retirei do bolso o cartão dourado de minha conta prêmio e a entreguei.

-Pode ser no cartão. “ dei um belo sorriso a moça pareceu ficar mais desconcertada.”

Ela passou meu cartão na maquina eu assinei um papel e dei as costas, enquanto ela cochichou algo com sua colega de recepção.

Aquilo foi estranho, eu não interagi muito com os humanos nessas ultimas semanas e logo a primeira seria com o nome dela, alguns diriam que era um sinal, mas eu sabia que era o preço a se pagar, sempre que ouvisse ou tivesse que dizer este nome eu ficaria com este nó em minha garganta.

Ao subir ao quarto de Peter ele estava ansioso para saber o que eu tinha visto na mente do jovem vampiro.

-Peter, o garoto se deparou com Victória na noite passada só que nem comentou com seu companheiro de viajem,

-por isso ele ficou em silencio.

-Victória estava atrás de companhia, de inicio eles tiveram uma luta por uma presa, um homem que saia de um bar muito bêbado, e depois eles conversaram.

-e essa conversa é de ajuda Edward?

-É sim ela comentou para aonde iria.

(***)

Já se passara quase um mês desde que vi na mente do jovem vampiro o destino de Victoria.

Chegamos ao estado de Utah, e seguindo todas as noticias chegamos a capital, a cidade de Salt Lake, era desconfortável estar em uma capital, o que ajudava era estarmos no final do outono os dias estavam ficando cada vez mais frios.

Hospedamo-nos em uma  pequena pensão Peter não gostava do luxo dos hotéis.

Aqui as pessoa nos olhavam um pouco mais, em suas mente sempre muita duvida.

Entreguei meu cartão nas mãos de Charlote e ela abasteceu o banheiro da suíte com varias lentes de contato para poderem andar durante o dia sem serem notados pelos seus olhos cor de carmim.

A senhora da recepção sempre nos olhava com certa desconfiança.

Eu já estava quase desistindo achando que havia perdido o rastro quando Charlote me deu uma boa noticia, quer dizer boa para achar Victória ruim, pois se tratava de mais uma morte.

Agora ela tinha ido longe de mais uma garota tinha sido encontrada morta, o que mais me fez ficar perplexo e mexeu muito comigo foi a foto da menina,  se eu não tivesse a visão perfeita de um vampiro eu poderia jurara que era Bella.

Fiquei com o jornal que charlote me trouxe em uma das mãos e fechei em punho a outra, a garota morta tinha pele branca e cabelos longos castanhos e os seus olhos eram castanhos, seria coincidência?

Mais uma semana de busca e nada ate outra noticia parecida e mais uma vez a dor me invadiu, nova mente a menina morta tinha as mesmas características de Bella, Victória tinha formado um padrão, seria mais fácil de acha-la, mas era doloroso pensar o real motivo por traz destas mortes.

Resolvi fazer algo que estava evitando ate aquele momento, sabia que se abrisse a porta a essa oportunidade eu talvez voltasse atrás em minha decisão.

Peguei o telefone e disquei o numero que há meses eu evitava

-olá maninho, ate em fim achei que iria me ignorar por décadas.

-oi Alice

-respondendo suas perguntas: 1 estou perfeitamente bem meu curso está terminando para alegria de Jasper que já não aguenta mais, 2 eu não tenho fuçado a vida dela como prometi então ela esta mais distante até some alguns momentos.

-E quando ela some?   – era irritante o poder de Alice, quando estávamos perto não me incomodava, pois na mesma intensidade que ela previa meus pensamentos, perguntas e ações eu lia a sua mente, só que aqui estando longe ela levava uma grande vantagem.

-E nada, logo a vejo só que não esta mui… “Interrompi agora era informação de mais.”

-não precisa entrar em detalhes,  eu estava preocupado.

-então volte!!

-não posso!!

-vá e de uma olhada de longe-

Esta oferta era tentadora quase que desliguei o telefone na mesma hora pegaria um voo e  talvez algumas horas eu poderia vê-la, só uma olhada não faria mau.  Idiota claro que não o que estava pensando o motivo de ficar longe era para não ter estas recaídas

Alice continuava na linha e claro que viu minha oscilação na decisão.

-Droga!!! Eu quase consegui!

-o que foi Alice? O que você quase conseguiu?

– fazer você mudar de ideia, por um breve momento vi você voltando, mas ai você mudou de ideia, talvez na próxima.

-não haverá próxima se eu não te ligar pelos próximos 10 anos o que acha?

-Edward!! Estou sentindo falta dela também.

-Alice, vamos parar por aqui.

-A proposito tome cuidado.

-por quê?

-só uma visão que tive.

-Alice, se eu estivesse ai…( me irritava essas evasivas)

-sei, sei, não é nada são só outros vampiros que vi, parece que os conhece.

-Quem?

-eu não os conheço, mas eles estão seguindo vocês.

Imediatamente lembrei dos dois vampiros que encontramos Paul e Nicolau.

-Alice, tchau baixinha.

-tchau ate daqui dez anos.

Alice estava preocupada e ainda chateada, dava perceber em sua voz, mas tentou disfarçar muito bem.

Fiquei intrigado, o por que dos vampiros nos seguir?

Fui imediatamente ao quarto de Peter.

-Peter, temos um problema.

Depois de passar as informações Peter ficou preocupada também.

-Edward, agora está ficando complicado, além de seguirmos vamos ser seguidos também!

-Calma, Peter, acho que não querem fazer nada de mau, Alice só os viu nos seguindo, se fosse grave ela teria alertado.

-Mas devemos ficar de olho.

Aquela noite decidimos andar um pouco, seguir os caminhos das ultimas moças mortas e ver se encontrávamos algo.

Quando estávamos próximo a uma praça os vi ao longe.

-Peter, olhe naquela direção.

Quando Peter olhou já não viu mais nada.

-O que foi Edward?

-os vampiros, eles estavam ali.

Seguimos naquela direção e seguimos o rastro, que nos levou ate um beco sujo, muito parecido do beco aonde os encontramos pela última vez.

Chegamos ao fim do beco atrás de uma lata de lixo, eles estavam lá nos esperando.

-A que devemos a honra deste encontro? – Peter falou, com a voz um pouco mais alterada._

-Ficamos curiosos.- Paul começou._ pareceu algo importante o que vocês estão fazendo, e se me entendem a nossa existência fica meio entediante as vezes.

-Já disse que não era nada Importante, é só que meu amigo resolveu ir atrás de uma companhia.

A mente de Paul estava bem clara, Nicolau já havia o contado do encontro com Victória e outra versão veio à tona, algo que Nicolau não pensou naquele dia.

-Meus caros amigos, vocês nos tem por tolos, meu companheiro Nicolau pode ser novo, mas eu já vivo á séculos e sei quando mentem para mim.

-E o que você acha que mentimos?

-Nicolau me falou de que essa vampira que vocês perseguem está atrás de vingança, só não sabe bem como proceder, creio que pelo interesse de vocês acho que posso imaginar de quem ela quer se vingar.

Paul me encarou e suas desconfianças eram certas em sua mente, então resolvi tomar partido da conversa.

-Paul, este assunto não lhes diz respeito, é algo pessoal.

-Meu caro amigo, quando os da nossa espécie decidem por se exterminar e assim podendo causar problemas ao nosso mundo , se torna problema de todos.

Agora estavma clara suas preocupações, Os Voture, Paul já tinha tido problemas com eles, e temia se encontrar novamente.

-Paul, posso  garantir que não vou causar problema para ninguém.

-Já que vocês entraram em contato comigo assim me deixando em sua trilha, posso saber o por que desta vingança, se pelo menos vale a pena?

Depois de conta-los a história sobre James, claro que omitindo o fato de eu estar apaixonado por uma humana.

Paul ficava muito perplexo com os fatos, e ficou ainda mais preocupado com a interferência dos volture.

-caros amigos, sabemos quanto estressante nossa existência pode ser, mas avaliem suas motivações, ninguém quer problema com os Volture. _ Paul decidiu revelar suas preocupações.

-Posso lhe garantir que não causaremos problemas a ninguém.

-Assim espero, mas lhes informo que se eu for procurado por alguém da guarda eu não protegerei ninguém eu farei tudo para não entrar em conflito com eles.

-Justo não iriamos lhes pedir nada mais.

Paul e Nicolau partiram, suas mentes confusas tentavam achar um modo de se manter o mais distante do problema e dos Volture.

De volta á pensão o dia já iria clarear, quando eu novamente me perdia em meu sono acordado.

(MUSICA)

Eu estava perdido,  meu ser estava em estado de abstinência, eu sabia que havia um limite considerado para suportar dores, talvez eu já tivesse ultrapassado este limite, talvez eu estivesse protelando algo inevitável.

Eu sabia que um dia eu teria que encarar meu destino sem reclamação, eu teria que encarar o meu fim sem protelar.

A quem eu estava enganando se não a mim mesmo, este fim já havia chegado ao momento em que a deixei lá naquela floresta em Forks, eu não passava de um corpo andando sem alma e agora sem vida.

Sim, pois se eu já não tinha alma agora eu não tinha vida, minha vida estava lá em Forks, e minha vida tinha Nome e sobrenome, Isabela Swan.

Eu estava acabado, soterrado em minhas lembranças, que era a única ligação que eu tinha com o pouco de vida em mim.

Amanha seria outo dia, outo dia de minha abstinência.

Outo dia de minha reabilitação.

Outro dia sem Isabela ao meu lado.

Outro dia em que tentaria me distrair com as patéticas desculpas.

Outro dia pagando o preço por ter ultrapassado a barreira do amor.

Por quanto tempo um corpo sem alma e sem vida pode resistir?

Por quanto tempo um zumbi se mantém de pé?

A escuridão é o que ocupa meu lugar.

E se como um sinal de realmente eu já estivesse morto e insistia em tentar viver, olhei no calendário e o dia era muito propicio, 2 de novembro, dia dos mortos.

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