Seguindo migalhas

Musica:

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Quando a luz entrava pela janela do hotel coloquei meu braço diante do parapeito e vi minha pele cintilar com os raios de sol, o pouco calor que sentia deixava uma sensação agradável.

Vi ela com seu sorriso iluminado contemplando o brilho que minha pele refletia e seu olhar perplexo, não com medo, mas de adoração, Percebi que era uma ilusão, eu não imaginava que algum dia pudesse sentir a falta de ter uma noite de sono, pois assim poderia sonhar com Ela.

Quando encontrei Peter em Boise no estado de Idaho não imaginei que seria tão difícil distrair minha mente das lembranças enquanto eu ficava ali sonhando acordado, pois só poderia ser dessa forma, ele entrou no quarto.

-Edward meu caro amigo, chega de viajar nas lembranças e vamos falar com Charlote ela trouxe novidades.

-Peter esse é o único jeito de viver, com lembrança, só elas me restaram.

-sabe o que ajudaria?

-Diga.

-caçar, você esta a muito tempo sem caçar daqui a pouco vejo que vai enlouquecer.

-estou sem animo, sozinho é meio sem graça.

-se para ajudar meu amigo eu ate provo sua dieta só para te acompanhar.

Ri com a ideia Peter era amigo de longa data de jasper e estava me ajudando com minha busca, mas era adepto da dieta tradicional dos vampiros, certo que ele e Charlote, sua companheira, caçavam o lixo da humanidade e eram muito discretos.

Fomos ate o quarto que eles estavam hospedados, Charlote pegou um guia da cidade para me mostrar os rastros que descobriu.

Sem prestar muita atenção em suas minuciosas explicações eu balançava com a cabeça. Pois quando ela pensava, já via em sua mente, só não queria estragar sua empolgação em mostrar o excelente trabalho que tinha feito.

Peter e charlote eram nômades e assim viviam cada dia em lugares diferentes, e para eles era como um tipo de férias algo novo me ajudar a caçar Victória.

-então Edward o que você tem em mente?

-excelente trabalho charlote, como conseguiu tudo durante o dia.

-eu tenho meus recursos .

Em sua mente vi como ela saiu essa tarde com chapéu e roupas que cobriam boa parte de seu corpo.

-acho que devemos esperar escurecer e seguir esses rastros e ver onde ele nos leva.

Peter preocupado comigo discordou.

-Não Edward, ao escurecer o senhor vai caçar e depois seguimos as pistas.

-Você é quem manda. – levantei os braços como gesto de que não iria me opor.-

Mau o sol se pós Peter me levou a um lado distante da cidade adentro de um bosque percebi um rebanho de servos senti o cheiro no ar foquei minha mente no ponto de calor em seu pescoço.

Minha boca se encheu com o veneno e eu comecei minha caça.

Logo atrás de mim Peter imitava meus paços.

A corrida não durou muito.  Logo abati o macho e suguei todo seu sangue, mas ainda não estava satisfeito, eu não caçava há tempos hoje havia perdido a conta de quanto tempo.

-cara isso é divertido. Mas é nojento e horrível, se quiser caço mais um com você só dispenso tomar o sangue. Como vocês conseguem?

Peter sentiu o gosto do herbívoro e m sua mente viu a comparação com o sabor do sangue humano, retirei este pensamento, pensar em sangue humano fazia me lembrar de como sangue Dela me dava sede.

-você se acostuma com o tempo, deveria provar carnívoros os sabores são um pouco parecido com os dos humanos.

-Dispenso.

Cacei mais um e fiquei quase satisfeito, mas não quis caçar mais, tinha que seguir as pistas.

Chegando ao hotel charlote estava com tudo esquematizado para as buscas.

Começamos com os becos aonde teriam ocorridos mortes suspeitas, em um dos últimos confirmamos o cheiro do rastro.

Victória realmente esteve aqui.

Seguimos mais alguns rastros, mas infelizmente não passou disso.

Quando o dia quase chegava resolvemos voltar ao hotel.

Realmente agora eu vivia como Vampiro, sem fingir ser algo que não sou como falei a Ela, o problema era que junto com o recolhimento noturno chegava à falta de distrações e a angustia retornava  cada dia maior.

Resolvi ligar para minha família já fazia um mês que estava distante e não dei noticia nenhuma.

O telefone tocou por tez vezes até Carlisle atender:

-Alo?

-Oi Carlisle sou eu.

-Mudou seu numero, é troquei o celular, Alice não desistia de me fazer mudar de ideia.

-Filho, Alice só pensa em seu bem estar e de Bella.

-Carlisle poderíamos não falar neste nome.

-Claro, e como está.

-Bem- menti-

-E o que está fazendo de interessante?

-Creio que Alice já deu o relatório completo.

-Ela comentou sim, filho acha uma boa ideia, Victória é perigosa, isso é uma missão suicida.

-Eu não estou sozinho.

-Você deve saber o que faz.

-E Esme como está?

-Preocupada.

-Ela está ai posso falar com ela?

Carlisle passou o telefone a Esme.

-Filho, quando vai voltar?

-Quando terminar o que vim fazer.

-Querido estou aflita, Alice me disse o que você está fazendo, e Bella meu querido está tão mau…

-Esme, por favor não quero falar nisso, Logo ela se recupera.

-Creio que não vai ser tão fácil.

-Esme, não quero entrar neste assunto.

-Se você prefere. Foi bom ter ligado, assim sei que está bem.

-Eu vou desligar, tenho coisas para resolver.

-Você vai ligar novamente logo, vai?

-Eu ligo sim, um grande abraço.

-Filho, não se esqueça de que te amo muito e estou esperando você com os braços abertos como sempre.

Desliguei o telefone com uma dor muito grande, era este o motivo de evitar o contato, Esme estava sofrendo com minha ausência, e como todos nós estávamos separados isso só a deixava mais triste, e minha angustia só aumentava.

E ao ouvir o nome Dela, tornava a situação pior, eu sabia que não seria fácil, mas ter a confirmação me doía mais, era este o motivo de trocar o numero, não aguentei Alice me ligando e querendo me passar as informações do sofrimento de Bella.

Lembro da ultima ligação, foi logo no inicio de outubro:

-Edward, quando vai tomar juízo?

-Alice, eu não quero falar nisso.

-Mas eu quero, e você vai me ouvir: Logo que você partiu eu fiquei desesperada,  como você me deixa ela na floresta ela sumiu de minhas visões por um tempo achei até que…

-Pare Alice..

-Não paro, ela ficou depressiva.

-Isso era esperado, mas passa.

-Edward, pare de se fazer de frio.

-Eu sou frio Alice, sou um Vampiro.

-Você sabe o que quis dizer.

-Alice eu não quero saber mais de nada, e te proíbo de ficar fuçando o futuro Dela, já fizemos estrago de mais em sua vida, agora tente se distrair e me deixe em paz.

Não esperei nem a sua resposta desliguei o telefone e em seguida troquei de celular, é claro que ligava para Charlote só não pediu para falar comigo mais.

O dia se estendia muito longo eu continuava a procurar noticias, mas minha mente me levava pra lembranças e como se estivesse aqui ao meu lado sua voz me perseguia.

Ri comigo mesmo com a lembrança de suas teorias de que eu poderia ser um tipo de super herói..

“  -Me diga uma de suas teorias? Ela corou ela ficava tão linda corada..

-Essa não- eu nem imaginava o que realmente ela pensava sobre mim.

Era incrível como seus olhos castanhos me encaravam, ela achava que eu iria rir, e lógico era engaçado mesmo:

Quando ela se recusava a me dizer eu disse:

-Por favor? Ela piscava pensando se me diria algo.- por favor só uma teoriazinha.- eu usava uma voz macia , ela me encarava com seus olhos que me pretendiam, fiquei surpreso com sua resposta inocente:

-Hummmmm,bom foi picado por uma aranha radioativa?- não era criativo,mas era engraçado mesmo.

-Desculpe é só o que eu tenho- ela estava envergonhada mas continuou para meu divertimento e satisfação:

-Nada de aranha?

-Nada.

-E nada de radioatividade?

-nada.

– droga- ela ficou tão frustrada de suas teorias que tive que continuar a brincar com ela.

-A criptônima também não me afeta,.- e ri de sua tentativa,  como queria que essas teorias bobas fossem verdadeiras, acredito que o super Mem não teria problemas em conter sua vontade de matar Lois Lane.”

Infelizmente não é tão simples assim,

Enquanto eu estava ali absorto em meus pensamentos e cavando mais um pouco de meu tumulo, o buraco em meu peito ficava mais fundo.

Como um viciado em recuperação eu decidi viver um dia de cada vez, e se eu tivesse que ir a uma reunião da NA, (narcóticos anônimos), eu diria que meu veneno era Bella e hoje faria um mês que não usava minha droga.

E como um viciado eu cada dia sentia mais falta de meu veneno para viver.

Se neste mundo houver redenção para uma criatura tão infeliz quanto me tornei, haverá esperança para qualquer um.

Ali preso nas lembranças mau notei a chegada do crepúsculo que para mim foi a melhor hora do dia, agora era minha tortura.

Peter bateu na porta do quarto e entrou.

-Edward, não te vi o dia todo, Charlote trouxe novidades, ela achou um grupo de Vampiros escondidos próximo ao local que achamos o rastro de Victoria.

Algo poderia em fim dar certo hoje, levantei-me da cadeira que eu colocara próximo a janela.

-Então vamos, talvez esses Vampiros tenham alguma informação.

Peter chamou charlote e seguimos para o covil.

Chegando no beco um quarto escuro lá estavam dois vampiros, eram sujos e trajavam roupas que certamente enlouqueceria Alice, por não estarem combinando, estavam descalços.

O maior tinha muitas cicatrizes como se lutasse com muitos vampiros ao longo dos seus anos, tinha os cabelos castanhos e sua pele era meio azeitonada, já o menor não parecia ter mais de 15 anos com cabelos claros e sua pele era mais branca de Alice, ambos tinham os olhos com um vermelho puro como carmim.

Em suas mentes muitas desconfiança.

“ quem são eles? O maior pensava” “ Acho que são civilizados, estão bem vestidos”

Resolvi chegar conversando antes que se tornasse uma briga.

-Olá, viemos em paz, só queremos uma informação

O maior tomou a frente

-Quem são? E o que desejam?

-Eu sou Edward Cullen, esses são meus amigos Peter e Charlote, e vocês?

-Eu sou Paul, e este Nicolau, o que podemos ajudar?

-Bem estou seguindo um rastro de uma vampira, e senti que ela passou por aqui, será que ela não topou com nenhum de vocês?

A desconfiança pareou por suas mentes e então tive a confirmação de que viram Victória na mente do menor a lembrança da Vampira Ruiva que tinha topado com ele a noite passada.

-Porque eu ajudaria vocês?

Peter assumiu a conversa, enquanto fiquei varrendo a mente dos dois atrás de pistas.

-Meus caros, somos irmãos de espécie, e como sabem é difícil nos encontrarmos, e meu caro amigo Edward aqui ficou cativado por essa vampira e só quer reencontra-la.

O argumento de Peter era perigoso, mas não pude desmenti-lo os vampiros estavam desconfiados, a mente do menor  me deu a pista que eu queria.

– eu não vi ninguém, mas o Nicolau viu uma vampira ontem, não foi?

-Sim, Sim,-o menino estava com medo, mas as lembranças em sua mente me ajudaram.

-Eu á vi ontem, mas foi só de passagem, nem nos falamos.

Paul, estava desconfiado da atitude do garoto então tratou de terminar a conversa  ele queria interrogar o rapaz ele mesmo.

-Amigos como veem não podemos ajuda-los, e se nos derem licença nós estávamos de saída para caçar.

Foi Peter a se despedir.

-Tudo bem, desculpe pelo incomodo.

Saímos da viela e quando estávamos a uma distância segura para não sermos ouvidos pelos vampiros, Peter me  perguntou.

-Eu sei que eles sabiam de algo, eu senti, você conseguiu ver algo?

-Sim Peter, eu vi o necessário para nos ajudar.

Fomos para o hotel para traçarmos nossos próximos passos.

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