COMPLETO

Bjos e boa Leitura!!!

 

12. Traição

 

-Linda vampira é?

-Leah, você ouviu bem tudo que acabei de te contar?

-Ouvi cada palavra Narciso

-E a única parte que absorveu foi “Linda vampira”?

-Depois de todo o tempo que passou você ainda lembra que era uma linda vampira, me conta isso com riqueza de detalhes e pede pra eu não me importar? O que pensa que sou Narciso? – diante desta declaração eu não tive como conter meu sorriso, tão passional minha Leah! – Não ouse rir de mim, não sabe do que sou capaz ouviu?

-Não ha como não rir criança, acha que me apaixonei por ela? A única razão por lembrar-me dela com riqueza de detalhes é por que ela foi a última coisa que vi como humano e uma coisa dessas é impossível de se esquecer.

-Em primeiro lugar, não sou nenhuma criança! E não sei se estou tão convencida de que se trata apenas de uma simples lembrança.

-Se comparado ao meu tempo de existência, você é sim uma criança e me desculpe meu amor, mas diante da magnitude do que lhe contei, você se importar só com a beleza da vampira loura é um tanto sem cabimento – Leah não me olhava nos olhos, segurei seu rosto até que nossos olhos se encontraram – Nunca, em todo a minha existência, houve uma mulher a qual eu amasse como eu a amo. – pude notar um brilho especial em seus olhos, mas seus lábios ainda não estavam sorrindo – Acredite, você é única para mim e o que sentimos um pelo outro é de uma magnitude impossível de ser medida. – nesse momento seus lábios acompanharam a luz que emanavam de seus olhos, então depositei um terno beijo em seus lábios, selando a confissão que acabara de fazer.

-Me desculpe, mas dói muito te imaginar com outra mulher – disse ao se afastar de nosso beijo, parecia realmente uma criança arrependida depois de fazer arte. – sei que fui uma tola.

-Shiiiiiii – falei colocando um dedo sobre seus lábios – tão quentes e macios – como é linda minha Leah – Não fale mais nada meu amor, você nunca será uma tola, é apenas um pouco insegura, mas quero que saiba que não existe motivo para isso, sou seu para sempre.

-Eu te Amo Narciso – ela se jogou em meu colo, estávamos sobre nossa cama e tive de me segurar para não toma-la novamente, em vez disso beijei-a e retomei sua atenção para a nossa conversa.

-Também a amo doce Leah, mas preciso perguntar: Não se importa que eu seja irmão de Aro?

-Na verdade não. Foi como você disse o que sentimos é grande demais para colocar empecilhos entre nós.

-Fico realmente aliviado que pense desse jeito, mas ainda não lhe contei tudo, e ainda temo que depois de lhe revelar todo o meu passado, não vá me perdoar.

-Confie em mim meu amor, pode contar, não aguento ver tantos segredos pesando entre nós, acabe logo com isso.

-Tudo bem, não posso mais guardar isso tudo sozinho.

Como estava dizendo, Sangue era a única coisa que inundava minha mente quando a porta do casebre se abriu, foi totalmente instintivo, sem que eu controlasse meus movimentos antes que se passasse um segundo inteiro eu já estava me servindo do sangue de quem abrira a porta, aquele liquido precioso percorria todo o meu corpo, a sensação era inigualável senti minha energia multiplicar, todos os meus sentidos afloraram, mas minha mente só queria mais e mais daquela bebida, quanto mais eu sorvia, mais eu queria. Foi então que aconteceu.

De repente eu não estava mais naquele velho casebre, agora eu estava na fortaleza de Volterra na sala do trono, mas havia algo diferente e errado naquele lugar, eu já havia estado ali muitas vezes em minha vida e conhecia cada detalhe, a sala continuava imponente e luxuosa com quatro colunas de mármore branco sustentando a estrutura, as parede de pedra, as grandes janelas que mantinham a sala bem iluminada, agora estavam cobertas com pesadas e grossas cortinas vermelhas, a única iluminação era proveniente de grandes tochas dispostas nas paredes laterais onde não havia cortinas, fora a falta de iluminação, o que mais me chamara atenção foi que no patamar de destaque não havia mais um único trono, agora estavam dispostos três tronos lado a lado e sentado no trono do meio eu vi a figura de meu irmão Ar. Abri minha boca para perguntar o que ele estava fazendo ali, mas assim como surgiu, desapareceu sem prévio aviso.

Não sei precisar quanto tempo havia se passado em minha visita a fortaleza de Volterra, quando dei por mim percebi que não havia saído do casebre, a energia que o sangue espalhou por meu corpo fez com que meus dons se manifestassem.

Eu tive uma visão do futuro, a chegada repentina daquela visão fez com que eu soltasse minhas presas daquele que desafortunadamente entrara naquele casebre, ouvi as batidas fracas de seu coração, ainda não estava morto, então olhei bem para aquele corpo quase sem vida em meus braços e para minha surpresa se tratava de meu irmão Aro.      

 

Parte II

A percepção do que acabara de fazer me paralisou totalmente e naquele momento eu não tinha como prever as consequências dos meus atos e tão pouco Aro.

Eu sentia o poder correndo por todo o meu corpo, sabia que o monstro no qual havia me transformado, trazia uma série de talentos, uma força sobrenatural, percepção inigualável, invencibilidade, claro tudo isso tinha um preço: A sede que me consumia era insuportável, para mim era uma tortura saber que para sobreviver teria de me servir da vida de outro ser humano, agora mesmo eu quase matara meu próprio irmão.

Naquele momento eu me recriminava pelo que havia acabado de fazer a Aro, não queria aquele destino terrível a meu irmão, porém não poderia mata-lo, então decidi velar por ele enquanto ocorria sua transformação assim como fizera comigo quando me levou para aquele casebre.  

Esse foi o meu pior erro, mas mesmo sabendo de tudo o que aconteceria, não sei se teria coragem de agir de modo diferente.

Os dias se passaram enquanto a transformação de Aro se completava, pouco a pouco ele se modificava na frente de meus olhos, velei por ele todo esse tempo, não me permiti sair do seu lado nem mesmo para caçar, apesar da minha sede estar me consumindo pouco a pouco, mas de certa forma foi a maneira que encontrei para me punir pelo que fiz com meu irmão e também não queria matar, não achava certo.

-Ah, meu querido! Deve ter sofrido tanto – disse Leah acariciando meu rosto.

-Sim, foram dias de muita angustia, eu não queria ser um monstro, não queria ser igual aquilo contra o que lutei, mas já estava feito – olhei em seus olhos e pude ver o pesar que eles refletiam com minhas palavras – mas o pior foi ter transformado meu próprio irmão, até hoje me culpo por isso.

– Mas você não teve culpa Narciso! Já vi isso acontecer antes, na verdade vi na mente de Jake, quando vocês são recém criados, não sabem como controlar os instintos…

-É muito benevolente comigo querida – falei sinceramente – mas a verdade é que foi tudo culpa minha. Todo o horror que a transformação de Aro trouxe, tudo o que ele tem feito até hoje. Tudo aconteceu por que eu o transformei e por que… – hesitei sem coragem de prosseguir

-E por que?… Pode falar meu amor – disse com um carinho imenso na voz.

-E por que eu permiti. – observei seus olhos se fechando com pesar, pronto agora estava acabado essa foi a gota d’água, sei que Leah jamais vai me perdoar…

-O que você quer dizer com isso? Como assim permitiu?

-Eu vi Leah. No momento que o tive sob meu julgo, eu vi como seria todo o futuro de Aro. Eu sempre soube que ele tomaria o poder de Volterra e que não pararia por ai. Mesmo assim permiti que ele vivesse pra fazê-lo. Não fui capaz de eliminá-lo. – olhei pra ela desolado, com a certeza de que agora não haveria mais volta, depois disso Leah não me perdoaria. – Eu entendo que não possa me perdoar meu amor mas… – colocando sua delicadas mãos em meus lábios ela me interrompeu.

-Jamais repita isso Narciso – falou olhando diretamente em meus olhos – nunca vou deixa-lo meu amor. Não há como culpa-lo por não ter detido Aro, é seu irmão, não se culpe por isso.

-Leah, você é a mais especial das criaturas, por que não a encontrei antes, é engraçado como um ser como eu que conhece muito do futuro não tenha te encontrado antes.

-Tudo tem o seu momento certo meu amor. E duvido muito que se te conhecesse antes estaríamos assim como agora. – falou sorrindo – eu não suportava os da sua raça. 

-Como sempre você é tão sábia meu amor. Sabe o que me pergunto todos os dias? – segurando seu queixo delicado perguntei.

-Não. Me conta?

-O que fiz pra merecer alguém tão especial como você meu amor?

-Eu te amo.

-Eu te amo mais! – e com um beijo intenso nos rendemos a mais uma noite de paixão.

Agora, porém, sem mentiras ou segredos entre nós, foi tão especial como da primeira vez. A certeza que eu tinha agora é que sempre seria assim entre Leah e eu.        

 

 

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