18. Passatempo Americano

A conduzi ao escritório de Carlisle, parando no exterior da porta por um instante.

“Entrem” – a voz de Carlisle convidou.

Abri a porta para um grande quarto, alto na parte ocidental das janelas. As paredes, as portas de uma madeira escura, onde nelas eram visíveis. Na parte de cima das paredes tinha muitos livros, muitos mesmo.

 

Carlisle sentou-se atrás de uma enorme mesa de mogno, numa cadeira de couro.

Ele estava colocando um marcador de livro, numa pagina de um grosso volume que ele

segurava.

 “O que eu posso fazer por vocês?” – ele nos perguntou agradavelmente, sobre o seu

acento.

“Eu queria mostrar a Bella a nossa história” – lhe disse – ”Bem, sua historia na realidade”.

“Nos não pensamos que isso iria perturbar você” – Bella se desculpou.

“Nenhum problema com isso. Quando você quer começar?”

“Do carro” – respondi, colocando minha mão levemente sobre o ombro de Bella, a fazendo caminhar na direção da porta.

A parede que vimos agora, era diferente das outras, no lugar de livros, ela estava cheia

de pinturas, de todos os tamanhos, algumas com cores vibrantes outras escuras.

A coloquei de frente pra um pequeno quadro pintado a óleo, com a borda feita de uma madeira plana, ele não estava fora do grande centro e brilhava; estava pintado em vários tons, ele descrevia a miniatura de uma cheia cidade, com um abismo oculto no telhado de uma casa, com espirais no topo, com algumas torres com espelhos, com um longo rio enchendo o fundo com uma ponte o atravessando e pequenas catedrais.

“Londres nos anos cinqüenta” – disse.

“A Londres da minha juventude” – Carlisle acrescentou, alguns pés atrás de nos.

Bella recuou a voz de Carlisle e eu apertei sua mão, dando-lhe segurança.

“Você quer contar a história?” – perguntei.

Carlisle sorriu – “Eu gostaria” – replicou – “Mas eu estou atrasado. O Hospital informou esta manhã que o Dr. Snow esta doente hoje, Além disso, você sabe essas historias melhor do que eu” – ele me enviou um sorriso – “E ela ficará mais a vontade com você, Edward!” – acrescentou em seus pensamentos e retirou-se.

Bella fixou os olhos numa pequena pintura de Carlisle em casa, por um logo momento.

“O que aconteceu com eles?” – ela finalmente perguntou, fixando-se em meus olhos. – “Quem o converteu? O que tinha acontecido com ele?”

Me voltei para as pinturas e ela me acompanhou com o olhar.

Tinha uma grande paisagem, com uma floresta sombreada, com um espantoso pico

distante.

“Quando ele soube em que tinha se transformado” – comecei – “Ele se revoltou contra isso. Tentou se destruir, mas não é fácil fazer isso”.

“Como?” – ela perguntou chocada.

“Ele pulou de grandes alturas” – continuei indiferente – “Ele tentou afogar-se no oceano…, mas era muito jovem na sua nova vida e era muito forte, ele tentou resistir… a alimentação… Na época que estava novo, o instinto era maior e o pegou novamente, mas ele estava se repelindo, tinha força e resistência para se matar de fome”.

“Isso é possível?” – sua voz falhou.

“Não, há outros caminhos para nos matar” – a boca de Bella se abriu para a pergunta, mas continuei rapidamente – “Então ele ficou com fome e eventualmente fraco. Ele ficou longe da população humana, descobriu que estava enfraquecendo, também. Por alguns meses ele andou pela noite, buscando lugares vazios, entediando-se. A sua sede selvagem aumentou, ele torturava-se só em pensar. Sua força voltou e ele realizou e lá estava uma alternativa para a sua existência de um desprezível monstro, ele aterrorizou-se. Ele não podia comer carne na sua nova vida, novamente no outro mês ele criou uma nova filosofia, estava renascendo. Ele podia viver sem a existência de um demônio. Ele encontrou-se de novo”.

“Ele começou a fazer melhor uso do seu tempo. Estava virando um gênio, estava ansioso por estudar mais. Agora ele tinha tempo ilimitado, estudava durante a noite e fazendo planos durante o dia, ele nadou na França”.

“Ele nadou na França?”

“Pessoas nadam em canais todo o tempo, Bella” – disse meio doentio.

“Isso é verdade” – ela corrigiu.

“Nadar é fácil para nós”

“Tudo é fácil para você”.

Eu sorri alegremente.

“Eu prometo que não vou interromper de novo”

“Por causa do técnico ele não precisou de fôlego” – sorri.

“Você…”

“Não, não você prometeu” – gargalhei, colocando meu dedo sobre os seus lábios – “Você vai escutar a historia ou não?”

“Você não espera que eu não diga nada” – ela murmurou contra o meu dedo.

Levantei a mão e coloque na sua nuca, o seu coração bateu frenético, mas ela continuou.

“Você não precisa respirar?” – reclamou.

“Não, isso não é necessário, só um habito” – disse.

“Quanto tempo você pode ficar sem respirar?”

“Por tempo indefinido, eu suponho, eu não sei me sinto um pouco desconfortável sem

respirar”.

“Se sente desconfortável” – ela repetiu.

Me dei conta, que estando aqui com minha família, finalmente Bella visse o perigo de morte que ela corre em cada segundo.

Estando aqui, essa família de predadores, torna-se mais real pra ela e não a fantasia do rapaz bonito por quem ela se apaixonou.

Coloquei minhas mãos ao meu lado, ficando estável, intensificando meu olhar sobre o rosto de Bella, imóvel.

“O que é isso?” – ela murmurou tocando no meu rosto com seus dedos macios e quentes.

Suavizei minha expressão com seu toque, suspirando em seguida.

“Eu esperei para isso acontecer”

“Para o que acontecer?”

“Eu sabia que em algum ponto, algo em mim ou algo que você vê, seria demasiado, e então você se afastaria de mim, como você vai”. – eu tentava sorrir, suavizando o impacto das palavras, mas eu mesmo me sentia desconfortável com este pensamento – “Eu não vou impedir você, quero que você esteja a salvo e quero estar com você, dois desejos impossíveis de se conciliar”.

Continuei olhando para o seu rosto.

“Eu não correrei de lugar nenhum”. – ela afirmou.

“Nós vamos ver”. – lhe disse sorrindo de novo.

Bella franziu as sobrancelhas.

“Então, vamos continuar. Carlisle estava nadando na França” – pausei, voltando para a história, refletindo nas molduras a minha frente, procurando as palavras certas, fixei meus olhos numa pintura muito colorida, com uma moldura larga, ele tinha duas vezes o tamanho da porta que estava pendurado ao lado, transbordando com figuras brilhantes nas vestes rodando, escritas em torno das  longas colunas e fora da galeria de mármore. – “Carlisle nadou na França e depois continuou por toda a Europa, em algumas universidades de lá, à noite ele estudava musica, ciências e medicina e encontrou sua

permanência lá, salvando vidas humanas”.

“Eu não poderia descrever adequadamente o sofrimento de Carlisle durante esses dois

séculos, o seu perfeito autocontrole. Agora ele é imune ao cheiro do sangue humano e

agora ele pode trabalhar com amor sem agonia, ele encontrou uma grande tranqüilidade

lá no hospital” – olhei fixamente para fora por um momento longo, me lembrando da dificuldade de Carlisle em não atacar ninguém, das suas lembranças constantes em sua mente com o sofrimento dos humanos. pensando que não gostaria que Bella passasse por isso, eu teria que ser mais cauteloso, controlado.

Voltando a realidade, lembrei de finalizar a historia para Bella, que continuava parada atrás de mim, me observando e observando o quadro.

Dei uma pancada com o dedo sobre a pintura na nossa frente.

“Ele estava estudando na Itália, quando descobriu outros lá. Eles eram mais educados e

civilizados do que os dos bueiros de Londres”

Toquei em um quarteto das figuras pintadas no balcão o mais elevado, olhando para baixo calmamente para baixo deles.

Ela examinou o grupo cuidadosamente, percebi seu espanto quando reconheceu Carlisle na pintura.

“Esse homem foi uma grande inspiração para Carlisle, ele era seu amigo” – ri por entre os dentes.

“Aro, Marcus, Caius” – disse indicando três outros homens de cabelo preto – “Noite do

patrono a arte”.

“O que aconteceu com eles?” – ela falou em voz alta, com o dedo a  alguns centímetros da pintura.

“Eles ficaram todos lá, porque foram para quem sabe quantas oficinas, Carlisle ficou com eles por um pouco tempo, só algumas décadas. Ele tinha grande admiração para os seus modos civilizados, refinados, mas eles persistiram em curar sua aversão por sua Comida natural. Eles disseram que tentaram persuadir ele, e ele tentou persuadi-los, mas não valeu a pena. A partir daí Carlisle decidiu tentar um novo mundo. Ele sonhava em encontrar outros como ele, ele era muito sozinho, você entende. Ele não encontrou ninguém por um logo tempo, mas como monstros se tornam fadas dos dentes. Ele encontrou, podia usar os humanos como intermédio, se fosse apenas um, Ele começou a exercer a medicina, mas alguns evitavam sua companhia, ele não podia por em risco a sua familiaridade.

“Quando a epidemia se alastrou, ele estava trabalhando a noite num hospital em Chicago, ele tinha uma idéia girando em sua mente por diversos anos, e tinha se decidido quase agir, desde que não poderia encontrar um companheiro, criaria um. Ele

não estava absolutamente certo de como a transformação ocorreria então ele hesitou, ele

estava sentindo-se receoso por tirar a vida de alguém, pois a sua tinha sido roubada, Ele

tinha esse pensamento quando me encontrou. Ele me ajudou, eu estava no meu leito de

morte, ele cuidou dos meus pais e sabia que eu estava sozinho, ele decidiu tentar…” – minha voz rouca, pela lembrança da dor. Olhei fixamente através das janelas ocidentais, em seguida me virei para Bella, tornando meu sorriso mais amigável

“Você deve estar cansada de tantas voltas” – conclui.

“Você sempre esteve com Carlisle depois disso?” – disse.

“Quase sempre” – coloquei minha mão levemente sobre a sua cintura e a puxei para

mim a levando através da porta e estávamos de volta à parede com a pintura. Não disse nada enquanto nós voltávamos para o hall.

Bella perguntou – “Quase?”

Suspirei relutante, eu sabia que ela prestaria atenção nos detalhes – “Bem, eu tive um pouco de rebelião adolescente, dez anos depois que eu… nasci… criado, o que quer que você queira o chamar. Eu mostrei para ele o meu apetite, Assim eu fui atrás da minha própria vida”.

“Sério?” – ela parecia intrigada ao invés de assustada.

Ela ficou onde nos estávamos com a cabeça para cima, olhando para os degraus, mas sem dar muita importância as circunstâncias.

“Você não vai me repelir?”

“Não”

“Por que não?”

“Eu cogitei isso razoavelmente” – gargalhei alto.

Nós estávamos no topo da escada agora, em outro caminho do hall.

“Dês do tempo do meu novo aniversario” – murmurei – “Eu tinha vantagem, sabia o

que cada um ao redor de mim estava pensado, ambos humanos e não humanos, isso é

porque os meus exames desafiaram Carlisle por dez anos. Eu podia ler sua perfeita

sinceridade, eu entendia porque a vida tinha colocado ele no meu caminho.Ele fez exames somente de alguns anos ao retorno a Carlisle e comprometeu a sua visão.Eu pensei que talvez fosse depressão, porque eu sei os pensamentos das minhas presas, poderia me fazer de inocente e persuadir só o mal. Se eu seguir como um assassino que se aproveita uma menina nova.Se eu salvasse ela não seria tão terrível”. Eu imaginei com clareza o que ele descreveu – Num beco a noite uma garota assustada, com um homem mal atrás dela. Edward, Edward caçou esse terrível e glorioso homem como um bom garoto. Grata a ela era ou estava mais assustada do que antes?

“Mas quando isso passou, eu voltei a ver o monstro em meus olhos, eu não podia

escapar do debito que tinha com a vida humana, apesar de não ser uma boa justificativa.

Então eu voltei para Carlisle e Esme, eles me receberam de volta, como dizem, isso é

mais do que eu pude merecer”.

Nós paramos na frente da última porta do saguão.

“Meu quarto” – informei, abrindo-o e a puxando para dentro.

O quarto tinha na parte sul, uma janela parede-feita sob medida pra um grande quarto.

Ele tinha como toda a casa muitos vidros, a paisagem era para baixo, evitando o sol que

refletia no rio, atrás tinha a intacta floresta e a extensão da Olympic Mountain, as

montanhas estavam fechadas há muito tempo. Na parede oeste tinha pôster e mais pôster de CDs, o seu quarto era melhor que uma loja de CD, em um canto tinha um sofisticado microsystem. Não havia cama somente um sofá de couro preto. O chão era coberto por um grande tapete dourado, as paredes eram escuras.

“Bom acústico?” – ela supôs.

Ri e apontei, pegando o controle remoto e ligando o estéreo. Estava quieto, mais

agora o som do soft jazz estava conosco no quarto. Ela foi olhar minha coleção de

musica.

Eu me sentia inquieto em Tê-la ali comigo e muitas idéias passavam pela minha mente, tão confusas quanto eu me sentia, sendo assim tão.. er… humano perto de Bella.

“Como você organizou isso?” – ela perguntou.

“Hum… por ano, é pela preferência pessoal”. – disse distraidamente.

Eu a observava intensamente. Não conseguia pensar mais sem existir Bella em meus pensamentos. Era…. estranho.

“O que?” – ela se virou encontrando meus olhos.

“Eu fui preparado para sentir… alivio. Sabendo sobre tudo, não necessitando manter

segredos de você, mas eu não podia esperar sentir mais do que isso. Eu gosto disso, me  faz sentir… feliz” – falei timidamente.

“Eu estou satisfeita” – ela disse sorrindo de volta.

Fiquei imaginando em que ponto Bella acordaria e fugiria dali.

“Você está esperando para correr e gritar, não esta?” – ela supôs.

Tentei fingir um sorriso e assenti.

“Eu odeio estourar sua bolha, mas você não é realmente, não cicatriza como você pensa, eu não o encontro cicatriz em tudo” – ela mentiu casualmente.

Parei levantando e a sobrancelha incrédulo, então abri um sorriso largo e perverso.

“Você realmente não devia ter… Você realmente não devia ter dito isso” – sorri.

Então emiti um som baixo da parte de trás de minha garganta; mostrando meus dentes. E me posicionei em ataque, enrijecido como um leão próximo de uma presa.

Ela se afastou um pouco, mas não havia medo em sua reação.

“Você não devia.”

Não a deixei terminar, saltei sobre ela, a suspendendo no ar com muita rapidez, nos chocando contra o sofá e parede, eu a protegi com meus braços. Sua respiração estava ofegante e o coração acelerado, porem ela ainda não sentia medo.

Eu a prendia firme, ela não teria como escapar. Ela parecia… satisfeita e eu alarmado, pela sua falta de medo. Relaxei o maxilar e sorri humorado.

“Você estava dizendo?” – disse travesso.

“Que você é muito, muito terrivelmente monstruoso”. ela disse com sarcasmo.

“Muito melhor” – aprovei.

“Hum” – ela sugeriu – “Você pode sair de cima agora?”

Gargalhei.

“Nós podemos ir?” – uma voz macia chamou do Hall. Eu já sabia que Alice estava la, com Jasper.

Bella assustou com a voz de Alice, parecendo tímida e lutou para me libertar, mas eu apenas reajustei nossa posição, colocando-a sentada no seu colo, eu Alice e Jasper apareceram atrás na porta.

Senti o calor subindo-lhe nas bochechas e o sangue pulsando forte em seu rosto. Sorri.

“Vão na frente”. – falei sossegado.

Alice automaticamente viu nosso futuro, onde estaríamos, sorri com seu pensamento.

Bella pareceu surpresa por não estranharem nosso abraço. Era bom sentir ela quente, no meu corpo. Era muito bom mesmo.

Alice caminhou graciosamente para o meio do quarto, onde se curvou sinuosamente para o chão. Jasper, porém, parou na porta, me encarando testando a atmosfera do ambiente. apesar de seu rosto passivo, seus pensamentos estavam confusos.

“Edward sozinho com Bella… e não deseja seu sangue!” – ele pensava, em meio a outras meia dúzia de duvidas.

“Parecia que você estava tendo Bella para o almoço, e viemos ver se você a dividiria” –

Alice anunciou.

Bella endureceu nos meus braços por um momento, até que percebeu que eu estava rindo.

“Desculpe, não acredito que tenha o suficiente para desperdiçar”.– repliquei, a segurando firme.

“De fato”. – Jasper disse, sorrindo para si mesmo enquanto caminhava para dentro do

quarto – “Alice disse que esta noite terá uma verdadeira tempestade, e Emmett quer

jogar bola. Você está no jogo?”

Hesitei por um momento, gostaria de jogar, mas não gostaria de deixar Bella.

“É claro que você deveria trazer Bella”. – Alice gorjeou.

Jasper lançou um rápido olhar rápido a ela, reprovando.

“Você quer ir?” – perguntei, excitado com a idéia.

“Claro…” – ela pensou – “Hmm, onde estamos indo?”

“Temos que esperar o raio para jogar a bola, você verá por que”. – prometi imaginando a reação dela.

“Vou precisar de um guarda-chuva?”

Nós rimos em voz alta.

“Ela vai?” – Jasper perguntou a Alice.

“Não”. – ela estava certa. – “A tempestade atingirá acima da cidade. Deve estar bem seco na clareira”.

“Ótimo, então”. – o entusiasmo na voz de Jasper estava pegando, naturalmente.

“Vamos ver se Carlisle quer ir” – Alice se levantou e caminhou até a porta.

“Como se você não soubesse” – Jasper zombou e os dois seguiram rapidamente o seu

caminho. Jasper conseguiu fechar a porta inconspicuosamente atrás dele.

“O que vamos jogar?” – ela perguntou.

“Você vai assistir” – esclareci – “Nós vamos jogar baseball”.

Bella revirou os olhos – “Vampiros gostam de baseball?”

“É o passatempo Americano” – lhe respondi zombeteiro.

Anúncios