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É isso mesmo pessoal, encontrei o livro Sol da Meia Noite até o cap 19 pra completar os cap que já estão postados aqui.

Segue abaixo o cap 13 escrito pela tia Steph!

bjos e até mais!

 

13 Equilibrando

 

Em pouco tempo já estava em frente a nossa casa. Casa dos Cullen.

Alice estava a porta a minha espera

“Oi irmãozinho. Você se superou esta tarde!” – ela pensou e sorriu sarcasticamente pra mim.

Franzi meu rosto sem entender e vi lembranças de uma visão em sua mente.

Eu estava com os olhos vidrados em Bella e os dela iluminados nos meus. Ambos sorrindo.

_ O que é isso? – perguntei curioso.

“Vocês se beijaram! E eu vi tudo… mas ela mudou a decisão e você voltou pra cá” – ela me explicou em seus pensamentos.

Eu não pude dizer nada. Ela mudou a decisão? Ela é louca? Ela queria me beijar?

_ Ela mudou de decisão?

Alice sorriu para mim e virou as costas para entrar em casa, num passo, eu tentava bloqueá-la, mas como ela já sabia o que eu faria, parou antes que eu a tocasse.

_ Ela decidiu, mas não se moveu e você também não e a decisão mudou. Isso acontecerá somente quando você decidir Edward, Bella respeita seus limites.

_ Meus limites? – como assim? Eu a estou poupando de um sofrimento maior, de morrer! Não, isso eu não permitiria.

“Edward, você também já decidiu, só não sabe ainda! E em breve eu a conhecerei.” – Alice saiu rindo em direção a sala, onde todos nos esperavam.

_ Edward, bem vindo filho.

_ Olá Carlisle.

Todos me olharam risonhos, estavam muito amorosos comigo, até mesmo Rosalie.

Tentei ler seus pensamentos, mas Alice contava imaginando do 1 em diante em algarismos romanos, Jasper se concentrava no jogo de basebol de forma muito estranha, visualizava e mentalizava cada rosto da tela, Emmet e Carlisle concentrava-se também no jogo, aparentemente de verdade, Rosalie parecia indignada, mas não pensava concretamente em nada, Esme era a única que eu ouvia claramente “Edward será muito feliz, ele merece!”.

Definitivamente estavam me escondendo alguma coisa.

_ O que há? – perguntei curioso.

_ Edward, nós sabemos seu futuro. – Alice com sua tranqüilidade muito peculiar, respondeu – Vá se arrumar, para a sua rotina noturna – ela riu com o comentário e voltou a imaginar os algarismos romanos.

Não consegui ficar irritado com ninguém, subi as escadas e fui até meu quarto.

O murmúrio de seus pensamentos se perderam em minha cabeça, eu só tinha os pensamentos voltados para ela. Bella Swan.

Em 30 minutos, eu estava escondido na floresta próxima a casa de Bella, aguardando o silêncio da casa, para poder observá-la dormindo.

Eu ouvia a respiração forte de Charlie, mas não ouvia Bella, olhei novamente para a sua janela e as luzes estavam apagadas, com um salto eu entrei em seu quarto sem fazer nenhum barulho.

Não tive tempo de olhá-la e a ouvi dizer meu nome “Edward”, eu estava novamente em seus sonhos.

Me senti cheio com a mesma eletricidade que havia sentido durante a tarde, me puxando para ela, o desejo de abraçá-la, de tocá-la, cada vez mais forte em mim.

Ela teve uma noite agitada, mas pareceu ter sonhos bons, acordou várias vezes, nestas eu me escondi, depois voltava novamente para guardar seu sono. Seu anjo.

Sai antes que ela acordasse, assim que o sol começou a nascer.

Fui para casa apenas para trocar de roupa e percebi os olhares de Alice me seguindo e sorrindo e todos sendo exageradamente cordiais.

Como eu queria vê-la logo, abraça-la, sentir seu perfume, não parei para perguntar o que estava acontecendo.

Entrei em meu Volvo prata e voltei para esperá-la próximo a sua casa.

Ouvi os barulhos de copos e do fogão e sabia que ela estava acordada.

A maioria das vezes eles ficavam em silêncio, Charlie e Bella, mas hoje Charlie iniciava um dialogo.

“Sobre esse Sábado…” ouvi Charlie perguntar

“Sim ,pai?” – Bella respondeu.

“Você ainda está pretendendo ir á Seattle?”, ele perguntou. E eu fiquei esperando que ela disse sim.

“Esse é o plano” – ela respondeu.

Senti seu coração acelerar e a respiração se prender no peito. Porque ela estaria nervosa?

“Você tem certeza que não volta a tempo para o baile?” – Charlie perguntou.

Ele estava preocupado com o baile.  Que ela não tivesse com quem ir.

“Eu não vou ao baile, pai”, ela informou. Uma pena, seria incrível poder dançar com ela. Tê-la em meus braços. Mas até lá, eu a convenço a ir comigo.

“Ninguém te convidou?”, ele perguntou e pareceu preocupado.

“É uma escolha das garotas” – ela informou parecendo constrangida com o questionário que se seguia.

Tive que rir, porque em breve ela teria mais perguntas minhas.

Não ouvi ele responder. Aparentemente o interrogatório terminou.

Vi Charlie sair pela porta da frente, mas ele não viu o carro, então não precisei cumprimentá-lo.

Os pensamentos dele estavam confusos, tentando entender as reações de Bella.

“Será que ela gosta de alguém?” – ele se perguntou enquanto se afastava em sua viatura.

Quando Charlie sumiu, estacionei o carro na frente da casa e a vi espiando pela janela.

Ela saiu e eu me sentei no carro para esperar. Bella parou ao lado da porta.

“Bom dia. Como você está hoje?” – perguntei.

Eu queria saber o que ela pensava. Seu rosto estava suave, mas cansado.

“Bem ,obrigada” – a voz dela inundou o meu estomago e eu quase senti o calor do seu corpo do lado de fora.

“Você parece cansada” – disse.

“Eu não consegui dormir” – ela respondeu e jogou um pouco de cabelo por cima dos ombros cobrindo um pouco do rosto.

“Eu também não” – brinquei enquanto ligava o carro

“Eu acho que está tudo bem. Eu só dormi um pouco mais que você”. – ela sorriu.

“Eu aposto que sim”. – com certeza eu não dormi

“Então,o que você fez na noite passada?” – ela perguntou.

Dei uma gargalhada já respondendo “Sem chance. Hoje é meu dia de fazer as perguntas”.

“Ah, é mesmo. O que você quer saber?” – vi sua testa se enrugar.

“Qual é a sua cor favorita?”, perguntei sério.

“Muda todo dia”. – ela desviou o olhar.

“Qual é a sua cor favorita hoje?” – insisti.

“Provavelmente marrom”.

“Marrom?”, – que cor pra se gostar.

“Claro, marrom é morno. Eu sinto falta do marrom. Tudo que era pra ser marrom, troncos de árvore, pedras, terra- está coberto de verde aqui”, ela reclamou olhando em volta.

Ela sempre estava a frente dos meus pensamentos.

“Você está certa”, respondi sério. “Marrom é morno”.

Me aproximei hesitante e coloquei seu cabelo atrás do ombro.

O cheiro dela me secava a garganta, mas eu já estava acostumando. Era delicioso.

Chegamos à escola e procurei minha vaga no estacionamento.

“Qual é a música que está tocando no seu CD player nesse momento?”, – perguntei como se fosse a resposta que valesse sua própria vida.

Ela demorou a responder, em tão mexi nos meus CDs e lhe mostrei.

“De Debussy pra isso?”, – eu estava intrigado.

Era o CD que vi no quarto dela.

Era o mesmo CD. Eu examinei a capa familiar, mantendo meus olhos virados pra baixo.

Perguntei o dia inteiro, todos os detalhes de sua vida.

Eu não podia conhecê-la pelos seus pensamentos, então, absorvia cada informação, cada palavra.

Eu me sentia insaciável por estas informações, por te-la por perto. Seu cheiro já estava impregnado nas minhas narinas. Na minha garganta. A sede já não doía tanto, mas a necessidade dela sim.

A acompanhei para todas as aulas Inglês, Espanhol, no almoço.

Perguntei sobre seus filmes prediletos e os que detestava, os lugares que conheceu, que eram poucos, mas com algum tempo, eu mudaria essa quantidade. Pensei nas inúmeras viagens que poderemos fazer juntos, mas logo desisti lembrando da dificuldade que seria não me aproximar mais ainda dela e não tocá-la. Isso seria complicado demais e as visões de Alice me perturbavam.

Algumas vezes ela pareceu cansada com tantas perguntas, mas continuei fazendo.

Eu precisava dela, de cada pedacinho da sua vida, para preencher a minha.

Perguntei a ela qual era sua pedra preciosa favorita.

“Topázio” ela respondeu e vi o sangue correr em suas bochechas.

Perguntei por que ela estava envergonhada, mas ela desviou o olhar de mim.

“Me diga”, pedi.

“É a cor dos seus olhos hoje”, ela suspirou brincando com uma mecha do seu cabelo e continuou  “Eu acho que se você tivesse me feito essa pergunta há duas semanas eu teria dito que era o Ônix”.

“Que tipo de flor você prefere?”, continuei com as perguntas na aula de Biologia até o

Sr. Banner entrar na sala. Vi que ele trazia equipamento áudio visual com ele.

Sr Banner pretendia apagar as luzes, senti a eletricidade da tarde de ontem tomar meus sentidos e afastei minha cadeira da de Bella, mas isso não ajudou em nada.

Assim que a sala estava escura, houve a mesma fagulha de eletricidade, a mesma vontade irresistível de invadir o pequeno espaço entre nó e tocar a pele dela, como ontem.

Ela pareceu perceber e se inclinou para  frente na mesa, descansando o queixo nos braços dobrados, agarrando a borda da mesa.

Foi mais uma hora longa, que eu lutei contra meus instintos.

Ela não me olhou durante todo o filme. Assim foi melhor, talvez eu não me controlasse.

O Sr Banner se mexeu e acendeu as luzes. Fiquei admirado com a segurança de Bella, ela não se moveu um centímetro até as luzes se acenderem e olhou pra mim.

Me coloquei em pé e a acompanhei até a aula de Educação Física em silêncio.

Toquei seu rosto com as costas da mão, senti novamente seu corpo responder ao meu toque, me virei e fui para a minha aula, irradiando felicidade.

A aula de Inglês passou muito rápido, meus ouvidos atentos à aula de Educação Física de Bella.

Emmet ao meu lado, estava se perguntando porque eu andava tão distraído. Era ela, Bella. Porque ela queria me beijar?

Um monstro, um assassino. Ela é mesmo louca. E eu sou o que? Um vampiro apaixonado. Que sarcástico!

Não percebi o termino da aula, só vi que a sala estava vazia e Emmet gargalhando ao meu lado, enquanto pensava que eu tinha sido atingido pelo cupido do amor. Que ridículo!

_Cale a boca! – ralhei enquanto nos encaminhávamos para fora e para o corredor de onde Bella sairia da aula de Educação Física.

Encostei na parede ao lado da saída, praticamente imóvel, lembrando de algumas vezes piscar ou respirar, esperando ansioso por ela. Se eu pudesse, estaria suando com o nervosismo.

Alguns segundos depois ouvi os tropeços de Bella e a porta se abriu.

Ela me encarou com um sorriso largo e satisfeito.

Eu queria poder ouvir seus pensamentos, mas isso me mostrou que ela estava feliz em me ver e retribui a sua alegria.

Fiz mais algumas perguntas mais intimas, eu precisava saber o que ela pensava de tudo.

Do que ela sentia falta em Phoenix, que com certeza era da mãe e do sol. Ela me descreveu tudo com tanta clareza, que eu me imaginei em cada lugar de suas lembranças.

Era incrível conversar com Bella, tudo era novo, tudo com novas perspectivas.

Estávamos agora sentados a frente da casa de Bella, o céu escureceu de repente e começou a chover.

Ela me descreveu o cheiro do creosoto amargo, forte, residuoso, mas agradável.

O som das cigarras, a esterilidade emplumada das árvores e até o tamanho do céu, com

sua extensão azul e branca de horizonte á horizonte, poucas vezes interrompido por

montanhas baixas cheias de rochas vulcânicas.

Ela me disse que achava bonita a beleza que não dependia de uma vegetação escassa,

espinhosa  e meio morta,  uma beleza que tinha mais á ver com o formato da terra que ficava exposta,com as bacias superficiais entre os vales que ficavam entre as colinas escarpadas e a forma que elas emolduravam o sol.

Ela me explicava e gesticulava, tentando me fazer visualizar as suas imagens.

Conversamos livres, ela pareceu perder a timidez aos poucos.

De repente ouvi os pensamentos de Charlie, próximos e não fiz menção de uma nova pergunta.

“Você já acabou?”, Bella perguntou.

“Nem perto- mas o seu pai vai chegar logo em casa”. – expliquei com uma pontada do peito, sabendo que deveria deixá-la por alguns momentos.

“Charlie!”, – ela exclamou e suspirou –  “Que horas são?” – ela perguntou e olhou no relógio.

“É o crepúsculo”, murmurei, olhando para o horizonte obscurecido pelas

nuvens.

Para nós era a hora mais segura, a hora em que estávamos escondidos pela escuridão, onde não havia necessidades de caça, onde a sede se escondia.

“É a hora mais segura do dia pra nós”, expliquei, respondendo uma pergunta que estava em seus olhos – “A hora mais fácil. Mas, também mais difícil, de

certa forma…o fim de outro dia, o retorno da noite. A escuridão é tão imprevisível, você

não acha?”, perguntei tristemente.

“Eu gosto da noite. Sem a escuridão não poderiamos ver as estrelas.”, ela respondeu em meio a uma careta. – “Não que elas apareçam muito por aqui”.

Sorri em resposta. Ela sempre me surpreendia com seus pensamentos, com suas idéias do mundo.

Cada olhar era diferente do da maioria das pessoas. Qualquer um teria medo dos perigos da noite, mas não ela, na Bella. Não com um vampiro, que declarou sentir desejo pelo seu sangue bem ao seu lado. Não, ela não tinha medo da noite.

“Charlie vai chagar em alguns minutos. Então, a não ser que você queira dizer pra ele

que estará comigo no Sábado…”, ergui uma sobrancelha mostrando animo de que ela diga que estará comigo.

“Obrigada, mas não, obrigada”, ela respondeu pegando seus livros e esticando seu corpo que deveria estar dolorido pelo tempo que ficamos sentados ali.

“Amanhã é minha vez, então?” – ela perguntou.

“Certamente não!”, respondi fingindo ultraje. – “Eu disse que ainda não tinha acabado, não disse?”

“O que é que ainda falta?” – ela perguntou surpreendida.

“Você vai saber amanhã”. me inclinei sobre ela para abrir a porta do carro.

Ouvi seu coração disparar acelerado, sua respiração tremular e fiquei imóvel.

“Isso não é bom”, murmurei, enquanto sentia um cheiro muito familiar se aproximando da casa de Bella.

“O que foi?” – ela perguntou, observando minha expressão fechada.

A encarei brevemente e respondi irritado – “Mais complicações”.

Abri a porta e me afastei dela o máximo que pude.

Neste instante os faróis da patrulha de Charlie viraram a curva – “Charlie está na esquina”, avisei, olhando pelo retrovisor para outro veículo.

Ela saiu rapidamente do carro, parecendo confusa. A chuva forte, molhando sua roupa, seus cabelos, ela ficou encarando o carro que se aproximava.

“Ele está com ela, aquele sanguessuga! Tenho que afasta-la dele!” – eu podia ouvir os pensamentos de Billy ao lado de Charlie na caminhonete.

Fiquei imóvel, encarando-o nos olhos. A chuva não atraoalhava em nada a minha visão. Ninguém me afastaria de Bella, ninguém.

Charlie parecia absorto a tudo isso, preocupado com Bella na chuva, só após alguns segundos reparou em mim e no carro parado em frente a sua casa.

Liguei o motor e sai cantando pneu.

“Menino atrevido!” – Billy pensou me encarando de volta enquanto passava por eles na escuridão.

Ele também estava no carro com Charlie e Billy. Jacob Black.

Eu podia sentir seu mal cheiro de longe, lobos. Que cheiro insuportável!

Ele ainda não era um, mas seu cheiro já era muito familiar. Horrível. Me embrulhava o estomago como se eu pudesse enjoar.

“Bella!” – ele suspirou em seus pensamentos.

Mesmo longe, eu podia sentir a ansiedade nas batidas do seu coração. Afastei meus pensamentos de lá e me dirigi a minha casa. A casa dos Cullen.

Apesar do caminho distante, cheguei em menos tempo que o comum, eu queria fugir do cheiro, fugir da memória. Fugir da idéia de que ele seria a melhor escolha que Bella poderia fazer.

Ele não a mataria por causa do seu cheiro, ele não perderia o controle se a beijasse, ele não ameaçaria a sua vida por puro egoísmo de querer te-la por perto.

Fiquei ali, sentado no carro, dentro da garagem, o som ligado no último volume, tentando abafar os pensamentos confusos que vinham de dentro da casa.

“O que ele tem Alice?” – ouvi Esme perguntar num sussurro.

“Não sei… mas vai ficar tudo bem, eu vejo!” – ela respondeu cautelosa.

Senti o ambiente se acalmar e abri meus olhos. Jasper estava na entrada da garagem, me encarando com os olhos grandes e um sorriso infantil, como se tivesse feito algo de errado.

“Obrigado!” – falei

Ele em resposta, acenou com a cabeça e saiu.

Continuei sentindo o poder de Jasper sobre minhas emoções, me acalmando.

As vezes eu queria poder explodir, porém, Jasper ajudava muito para que eu não perdesse a cabeça.

Será que Billy vai fazer a cabeça de Bella contra mim? Será que ela vai fugir? Agora que ela sabe o que a impede de contar?

Ele estava nervoso, estava com medo.

Eu compreendo o medo dele, mas minha família está aqui a tanto tempo e nunca quebrou o pacto com os Quileutes.

Eu não vou  transforma-la. Não vou. Mesmo que Alice tenha visto isto, eu posso mudar este futuro.

Billy acreditava nas lendas, Billy sabia a verdade e ele em um segundo, poderia arriscar a existência de toda a minha família.

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