PALAVRAS DE ANNA GREY(Escritora de Rising Sun e Nightfall)

 

Se você não está afim de ler algumas bobagens de uma jovem aspirante a escritora, pode trocar de página, ou apenas feche seu navegador.

Vocês, leitores regulares das minhas histórias, devem estar se perguntando por quê eu ando atrasando tanto.

E isso é algo que eu tenho pensado ultimamente também. Que meu tempo é corrido, todos já sabem, mas de uma forma ou de outra eu sempre dei um jeito de escrever, fiz meus malabarismos, e foi assim que consegui manter essas histórias até agora.

Mas talvez o real motivo não seja a falta de tempo, por mais que isso dificulte muito a coisa toda. Acho que quando comecei a escrever Rising Sun não fazia idéia de onde tudo iria parar, eu tinha algumas cenas em minha cabeça e eu escrevi sobre elas.

Sem compromisso, sem me importar muito aonde aquilo iria dar. Muitos de vocês contestam minha forma de abordar a história, alguns amam e outros odeiam a forma como pintei os personagens, principalmente a Nessie. A verdade é que tem muito de mim nessa personagem, e esse talvez fora um dos motivos que me levaram a começar a narrar a história dela.

Nesses quase dois anos que venho desenvolvendo esse roteiro, posso dizer que coloquei muito de mim na “minha” Nessie. Por isso muitas vezes o enredo se torna introspectivo, obscuro, tão íntimo que deixa de ser uma narrativa e passa a ser pensamentos soltos andando pela página.

Teve momentos em certos capítulos e passagens, que eu tive que me lembrar de que estava escrevendo para centenas de pessoas, e não apenas para mim. Rising Sun amadureceu comigo sabem… hoje eu releio algumas páginas e percebo isso claramente. Quando comecei, os capítulos eram bem rasos, como se nem eu nem a história soubéssemos muito bem aonde estávamos indo. Fomos nos descobrindo, evoluindo. Fiquei muito feliz com o final de Rising Sun e com a forma intrincada que a trama adquiriu, com a complexidade que cada personagem ganhou. Por isso os personagens principais da Stephenie não são os “meus” personagens principais.

 Ela criou Bella e Edward, eu criei Renesmee e Alec… nosso único elo foi Jacob, talvez a única coisa em comum entre nós duas. Se eu tivesse criado Jacob Black, ele seria do mesmo jeito. Enfim, isso não é o assunto em questão aqui. O que eu queria mesmo dizer é que: Nightfall é meu último trabalho baseado na Saga Twilight.

Pelo simples e real motivo de ter esgotado tudo que havia em minha mente sobre o assunto. Eu já tenho o final de Nightfall em minha mente, já sei onde e como terminarei, e sei que depois disso não há meios de continuar.

 Interesses mudam, assim como opiniões. Creio que eu mudei – e muito – desde “Cúmplices” o primeiro capítulo de Rising Sun. Hoje, em minha cabeça, existe uma infinidade de histórias esperando para serem escritas, e histórias não costumam esperar muito tempo, são coisas frágeis. Sinto necessidade de evoluir, de explorar novas possibilidades, de criar coisas novas, por mais que eu sinta que criei personagens únicos em Rising Sun e Nightfall.

Por isso não fiquem tristes, esse site e blog continuará a existir e muitas outras histórias nascerão aqui. Só que serão histórias novas, mundos novos esperando para serem descobertos.

Quanto a Nightfall, há algo me prendendo no desenrolar da trama, algo grande, não sei bem explicar o quê, só sinto que ainda não encontrei a peça que estou procurando.

Entendam, o enredo simplesmente vem para mim, assim, meio sem aviso, a coisa surge na minha cabeça, e quando olho para Nightfall, parece estar faltando algo. Preciso me encontrar na história, talvez isso explique o por quê de tantos atrasos.

 As vezes eu me sento na frente do computador e a coisa não flui, e quando flui sai meio forçado. Quero fazer isso de mente aberta, quero terminar essa história com o arrebatamento com que escrevi o Epílogo de Rising Sun, como se a história tivesse necessidade de ser contada. Por isso, não pedirei mais paciência, não darei mais prazos ou explicações, por quê simplesmente é algo que não posso ou consigo explicar. Quero que essa história venha como algo inevitável e não como um contrato semanal, rígido e limitado.

Obrigado por ler até aqui. Nos vemos em breve

 

Anna Grey.

 

 

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