13. Precisar

O dia ainda estava amanhecendo quando eu acordei, eu estava indecentemente agarrada a Jake enquanto ele ressonava tranqüilo, pensei em levantar mais logo descartei essa idéia, eu não queria sair de onde estava agora: eu e Jake éramos uma mistura de pernas e braços por baixo de um edredom quentinho e isso era tudo que eu precisava no mundo .. pelo menos agora .. pelo menos antes que minha mente voltasse a ficar ligada em tudo que acontecia lá fora.

Sem ao menos raciocinar – eu não costumava fazer muito isso mesmo, não com Jake colado em mim – eu me apertei mais a ele me virando pra que ficássemos de frente um pro outro, ele automaticamente fechou os braços com mais força ao meu redor conforme fazia suas pernas – por mais incrível que isso pareça – se enroscarem ainda mais nas minhas.

Beijei de forma calma seu pescoço, eu sabia que ele já não estava mais dormindo mais como sempre fazia eu fingi não saber, não demoraria muito pra ele me agarrar com mais força e girar até ficar por cima pra logo em seguida atacar minha boca, claro tinha dias que eu caia nessa – ri internamente dos vários “sustos” que já tinha levado deixando um sorriso bobo aparecer em meu rosto – mais hoje não era um desses dias.

Como eu previ num movimento rápido ele girou na cama me deixando por baixo, soltei um falso gritinho o fazendo revirar os olhos, tive que rir logo em seguida.

– Eu odeio – ele começou afundando o rosto na curva do meu pescoço – quando você percebe que não estou mais dormindo – ele começou a dar breves beijos pelo local me fazendo sentir um misto de cócegas e arrepios – você tira totalmente a graça da coisa.

– Jake – eu revirei os olhos dessa vez – isso nunca teve a menor graça.

Ele levantou o rosto do meu pescoço me encarando de certa forma desolado.

– Nunca?

– Hum hum – confirmei fazendo o gesto de não com a cabeça.

– Nem quando eu faço isso – e droga lá estava ele beijando meu pescoço de novo e o droga é porque dessa vez não tinha mais nada de cócegas eram só arrepios.. covarde!

– Jake.. – chamei o vendo deslizar uma das mãos de maneira safada ate as minhas pernas, ri mais uma vez – se você quer fazer amor comigo é bom você me beijar em 5…

– Eu estou bem com o seu pescoço e garanto conseguir o resto

– 4…

– Você já tentou isso uma vez e não deu certo lembra? – ele sugou o lóbulo da minha orelha me fazendo esquecer por um segundo qual era o bendito do próximo numero.

– 3…

– Vamos lá Ness… do meu jeito?

– 2 .. – o encarei de maneira emburrada – 1…

– Manipuladora de uma figa – ele murmurou um instante antes de colar seus lábios nos meus me fazendo enlaçá-lo pelo pescoço e empurrar meu corpo contra o dele da forma mais natural do mundo. O beijo foi do jeito que eu queria: quente, intenso e de certa forma violento enquanto suas mãos tocavam todo meu corpo com a mesma intensidade.

Naquele momento antes de uma de suas mãos alcançar um dos meus seios por baixo da minha camiseta folgada do pijama, eu tive um flash de consciência.. a consciência de que estávamos nos enganando, de que quando nos levantássemos dessa cama não teria mais alegria, as coisas de costume ou os beijos.. haveria a dor de ser deixado e de deixar, haveria a mentira, e mesmo assim nós preferimos continuar fingindo… até onde possível.. ate quando fosse suportável, porque nós precisávamos disso, precisávamos um do outro e a forma que nos beijávamos e tocávamos agora só deixava isso ainda mais claro.

– Me lembre de pular a parte do pescoço na próxima – ele pediu ofegando ao finalmente arrancar minha camiseta e iniciar beijos famintos por meu colo.. suas mãos se apoderaram de minhas pernas mais uma vez descendo a minha calça do pijama no processo.

– Me lembre de dormir com menos roupa da próxima vez – respondi erguendo meu quadril pra que a calça saísse de forma mais fácil, ele riu contra a minha pele.. e sua mão de repente estava acariciando meu rosto.

– Você é tão apressada – ele sorria ao dizer aquilo a poucos milímetros dos meus lábios me fazendo piscar algumas vezes até entendê-lo – sabe – ele roçou os lábios de forma leve contra os meus enquanto colava nossos quadris me fazendo senti-lo totalmente excitado contra mim – não vamos ter pressa hoje certo?

Eu não consegui responder, estava ocupada demais perdendo o pouco ar que me restava devido aos movimentos vagaroso que ele fazia de seu quadril contra o meu, meus gemidos começaram já altos o fazendo sorrir de forma mais larga antes de me beijar pra logo sussurrar no meu ouvido.

– Vou entender isso como um sim – ele lambeu e sugou minha orelha.. fazendo o mesmo por toda minha pele até alcançar o meu umbigo. Ele levantou o rosto pra mim com uma expressão maliciosa me fazendo gemer ainda mais – não grite muito, seu pais não estão muito longe – ele advertiu num tom de arrogância e então segurou minhas coxas com firmeza as separando o bastante para deixá-lo confortável no meio delas.

Minha coluna fez um arco automaticamente em resposta ao primeiro toque de sua língua em mim, ele segurou minhas coxas com ainda mais força passando a língua da maneira mais devagar possível por toda minha extensão me fazendo gritar.. enquanto segurava com força os lençóis da cama.

– Você é tão deliciosa – ele gemeu fazendo sua respiração bater contra meu sexo, eu me contorci com aquilo não vendo outra reação mais natural, não satisfeito ele voltou a me lamber pra logo sugar meu clitóris me fazendo gritar mais uma vez, os movimentos que ele fazia pareciam calculados especialmente para me torturar, ele passou a penetrar dois dedos em mim enquanto me sugava com mais força e eu não via como não me entregar aquilo, minhas mãos voaram para seus cabelos o fazendo agir com mais rapidez enquanto minhas costas arqueavam e um grito estrangulado saia por minha garganta.

– Deus – meu corpo caiu exausto no colchão e ele se arrastou para cima deitando do meu lado – eu nunca mais quero ser apressada na vida! – quase gritei ainda ofegante o fazendo rir

Mais… meio minuto mais tarde eu já estava enroscada nele, o beijando como se tudo dependesse unicamente daquilo. Com uma vontade insana tomando conta da minha mente e corpo me sentei em seu colo, uma perna em cada lado de seu quadril e com um movimento rápido e sem qualquer aviso desci sobre seu membro o fazendo urrar em meu ouvido.

– Eu definitivamente também gosto do seu jeito – ele confessou conforme suas mãos começavam a ajudar meu quadril a se movimentar, eu rebolava em seu colo sem qualquer vergonha o vendo fechar os olhos e conter os gemidos altos que nasciam em sua garganta, comecei a me movimentar de forma ainda mais rápida parando algumas vezes para tirá-lo completamente de mim e colocá-lo de novo de forma tão brusca que fazia Jake apertar minhas coxas de forma dolorosa – Mais – ele gemeu entregue o bastante para não disfarçar o quanto estava perto.

Eu também estava então apoiei minhas mãos em seus ombros fortes tomando impulsos o suficiente para tornar meus movimentos selvagens. Jake e eu gritávamos juntos até eu senti-lo gozar dentro de mim…. com força me fazendo arquear as costas com violência e gozar também, suas mãos se fecharam em minha cintura não me deixando parar as investidas, ele olhou de forma breve e sugestiva pra mim antes de nos deitar na cama me virando pra ficar de costas contra seu peito .. ele me penetrou com força chocando seu quadril contra o meu da mesma forma diversas vezes até me ver gritar e puxá-lo pelos cabelos, puxando seu rosto para próximo do meu para beijá-lo sentindo-o gozar mais uma vez..

Não nos mexemos por longos minutos e tudo que ouvíamos eram nossas respirações falhas demais, ele me abraçava forte pela cintura com seu quadril ainda enterrado no meu me dando a certeza que aquela era a melhor sensação da vida..

– Somos bons nisso – ele brincou saindo lentamente do meu interior girando meu corpo e ficando por cima deste, seus beijos foram a tempo de abafar os gemidos que o seu gesto me causou.

– Desconfio que somos os melhores – ri de maneira tímida enquanto colocava meus braços em volta de seu pescoço.

Ficamos ainda um bom tempo assim, apenas nos beijando e abraçando, sendo felizes com aquilo que nos fazia mias feliz: estar um nos braços do outro.

Mais um tempo passou e agora nos só estávamos abraçados na cama, Jake envolvia meus ombros com uma de seus braços enquanto eu abraçava com força sua cintura e mantinha meu rosto afundado em seu pescoço, já era começo de tarde e mesmo assim eu não via necessidade alguma de levantar de onde estava.

Mais ele infelizmente viu…

– Ness seus pais

– O que tem meus pais? – eu estava sonolenta e o carinho que a mão livre dele fazia no meu braço só me deixava mais inconsciente.

– Seus pais estão voltando – ele explicou com a voz seria demais.

– Dane-se!

– Ness – ele riu levemente me fazendo sorrir também – seu pai ouviu isso – ele riu mais.

– Se ele ouviu, ele sabe muito bem que eu não quero sair daqui agora! – dessa vez falei alto com um tom claramente irritado.

– Ei calma estressadinha nós estamos na casa deles lembra?

– Vamos para a nossa.. – falei automática tendo um longo silencio como resposta.

– Não tem mais nossa casa Renesmee – o divertimento havia sumido e eu pude identificar facilmente a dor na voz dele, eu poderia me abalar com isso agora e vê-lo indo embora mais uma vez, mais eu não queria e não suportaria então eu só fui sincera pela primeira vez em muito tempo.

– Jake, por favor, não comece com isso, eu só não quero sair de perto de você – eu levantei meu rosto pra olhá-lo e forcei meu corpo para cima do seu – eu não sei o quanto você acredita em mim agora e eu sei o que te fiz sofrer e te machuquei mais eu amo você e não quero sair de onde estou agora pelo menos nos próximos cem anos ou pra sempre – eu me inclinei e toquei os lábios dele de forma rápida antes de encará-lo seria mais uma vez – eu não tenho direito de te pedir pra fingir por mais tempo que nada aconteceu mais eu não posso negar que é isso que eu quero.

Uma de suas mãos acariciou meu rosto e o levou para muito próximo do seu, nos beijamos de forma calma e intensa ate ele se desvencilhar de mim.

– Nós não temos mais o pra sempre – ao acabar de sussurrar isso ele pulou pela janela me deixando mais uma vez sozinha caindo desacordada pouco tempo depois da sua partida

– Nessie? – meu pai outra vez me acordava, mais dessa vez eu não estava feliz por vê-lo, eu estava com raiva..

– Por que vocês estavam voltando? – minha voz ainda era baixa mais podia se sentir a raiva impregnada nela.

– Filha..

– Por quê?!?!? – dessa vez consegui gritar sentindo ao mesmo tempo lagrimas sempre elas..descendo pelo meu rosto enquanto minha mãe me encarava aparentemente irritada também

– Não é assim que você vai resolver as coisas com o Jake Nessie! – ela bradou fazendo minha cabeça girar, ainda mais irritada eu a fitei

– Isso não é você e Jake mãe!! Isso sou eu e ele e você nunca sequer terá a chance de entender!!!!

– Eu entendo que a cama não resolve tudo! – ela rebateu me fazendo ficar em pé.

– Não você não entende mesmo mãe! Se chama isso de apenas “cama”!!!!!! – eu não sabia qual era o meu problema agora, eu só sabia que minha mãe não tinha a menor culpa do que estava acontecendo e mesmo assim eu não iria escutá-la quieta.

– Renesmee, por favor.. – foi meu pai que pediu ao ver a quão descontrolada eu estava.

– Ela não sabe de nada!!!! – eu berrei começando a chorar mais e mais, a que ponto você pode realmente chegar?

– Filha..

– Ela não sabe de nada!!! – gritei mais uma vez já me debatendo nos braços gelados de Edward – Você não sabe de nada!! Ninguém sabe!! Ninguém!!!!!!

– Nessie fique calma..

– Eu não quero me acalmar, eu quero que isso tudo termine.. eu quero ele pai ..eu preciso dele ..eu.. – senti o quarto rodar e escurecer mais uma vez – traz ele pra mim pai.. traz … – e tudo escureceu.

Quando eu acordei não havia meu pai e nem minha mãe, só havia ele ali sentado numa poltrona a um metro de mim me fitando de forma preocupada.

– O que você quer de mim?

A voz dele foi tão seria e dolorosa que eu pisquei algumas vezes para absorver a frieza que vinha junto com ela.

– Além de me enlouquecer.. o que mais seria Renesmee?

– Não me chame assim. – sentei com dificuldade na cama, eu ainda estava zonza?

– É o seu nome..

– Por favor.

– Não.. não me peça nada hoje, você disse saber que me machucou mais desconfio que você não tem a menor idéia do quanto, então não me peça pra agir diferente ..eu não vou conseguir – engoli as palavras dele em seco, eu realmente não tinha o direito e mesmo assim eu reúne o resto de coragem que tinha.

– Vem aqui – pedi baixinho ao me deitar de novo na cama.

– Eu não..

– Você me perguntou o que eu queria Jake.. – levantei a cabeça para encarar seus olhos – eu quero você aqui.. por favor. – deitei de maneira rápida minha cabeça, sentindo tudo rodar – ai!

– O que diabos você tem? – ele já estava sentado na ponta da cama com os olhos arregalados presos em mim – seu pai me fez vir aqui, ele disse que você estava passando mal, o que você tem?

– Eu não sei – levei minha mão a testa sentindo uma quente a cobrir – Jake…

– Shh… na droga do fim das contas eu estou aqui não estou? – ele finalmente se deitou ao meu lado me abraçando forte como eu precisava que ele fizesse – não fique doente ou algo do tipo, por favor..

– Não vá embora.. – me apertei a ele também sentindo tudo passar: a dor, a tontura, eu sempre precisaria apenas dele…

Amanheceu rápido demais pro meu gosto mesmo hoje sendo o dia que tudo se resolveria, eu queria apenas estar com ele e não me sentia culpada por isso, me remexi na cama encontrando-a vazia, minha reação não foi uma das mais normais do mundo ao instantaneamente começar a chorar e berrar o nome dele.

– Eu estou aqui – os braços dele se fecharam em minha volta e em um segundo eu estava sendo balançada em seu colo enquanto ele me encarava assustado – o que houve com você?

– Eu..

– Nessie!!!!!!! – minha tia Alice gritou ao entrar no quarto e eu soube na hora que havia algo acontecendo, não era de Alice entrar gritando e quase correndo em lugar algum – precisamos ir!! – ela pareceu não registrar a presença de Jake me puxando facilmente dos braços dele e começando a praticamente me carregar.

– Tia o que houve?

– Temos que ir .. Narciso!! Ele precisa de todos agora eles estão vindo!! – meu sangue gelou, meus olhos irremediavelmente voaram pra a figura de uma Jake ainda em choque, minha tia seguiu meu olhar de forma nervosa e enfim pareceu notá-lo – Vamos Jake você também precisa ir, todos precisam ir. – eu nunca tinha visto inha tia Alice tão apavorada e isso só me fez ter arrepios e o medo descendo silenciosamente por minha espinha.

Jake se levantou ainda muito confuso, pegou sua camiseta que estava estirada na poltrona perto da minha cama e me encarou

– Aonde vamos e o que esta acontecendo?

– Eu não sei ainda Jake – gaguejei ao mesmo tempo em que tomava consciência de algo importante que também aconteceria agora – mais você enfim terá suas respostas e eu só espero que elas te convençam que o pra sempre nunca deixou de existir.

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