12. Pedido

Seu corpo inteiro se tensionou enquanto ele me encarava parecendo recordar algo doloroso demais. Meus olhos desviaram dos dele e eu me obrigava a respirar de uma forma mais devagar não obtendo sucesso algum…

– Nes… Renesmee – tremi com a voz dele, ela estava rouca muito rouca, falha e dolorosa – diga alguma coisa – ele pediu fechando sua mão em torno do meu rosto me fazendo encará-lo mais uma vez – diga qualquer coisa… por favor.

Eu podia senti-lo ainda pulsando na minha entrada, podia sentir sua pele quente colada a minha, podia sentir também a dor, a tristeza e o desespero mal disfarçados por baixo daquele tom calmo e tudo que eu queria agora era lhe contar tudo e te-lo logo depois por inteiro dentro de mim. Só mais 3 dias.

– Jake… não há nada a ser dito. – Seu corpo ficou tenso ainda mais conforme suas feições e seus olhos ganhavam um tom inconfundível de ódio.

– Qualquer coisa.. – ele insistiu com a voz dura e fria – me engane se for preciso… me engane de novo. – engoli em seco enquanto eu sentia o ódio dele aumentar.

– Não há nada.. – me forcei a parecer mais certa do que falava dessa vez – eu não tenho nada pra falar.. – os olhos dele se fecharam automaticamente com minhas palavras fazendo a dor transparecer em seu rosto mais uma vez, e antes que eu fosse dominada por aquela dor ele abriu os olhos de forma lenta e eu só pude ver o ódio de novo neles.

– Talvez você tenha algo a falar – ele insistiu de forma perigosa enquanto eu senti a mão que estava em meu rosto descer vagarosamente por todo meu corpo e a outra que estava enroscada em meus cabelos me puxar pra ele me deixando a milímetros de seu rosto – talvez você queira me pedir algo..

– Jake..

– Jacob Renesmee, Jacob – a voz que ele usou ao me corrigir me assustou – eu não quero forçá-la a algo que você era apenas acostumada – ele cuspiu as palavras e mesmo com todo o ódio a dor ainda era visível nelas – então peça..

– Pedir? – perguntei ofuscada pelos beijos que ele começava a distribuir pelo meu pescoço e também por uma de suas mão que apertava minha cintura com força fazendo nossos corpos ficarem ainda mais colado se isso fosse possível.

– Peça – ele murmurou contra a pele do meu pescoço – pra eu invadir você – tremi com as palavras dele enquanto ele lambia meu pescoço e continuava a falar – peça pra eu te fazer gritar.. peça.

– Eu não vou pedir – rosnei enfim entendendo o que ele queria.. vingança.

– Você vai pedir – ele também rosnou já contra meu seio o tomando logo depois na boca me fazendo me curvar pra ele, engoli o gemido que nascia em minha garganta enquanto sentia a mão dele que apertava minha cintura deslizar até minhas coxas me fazendo ficar zonza por alguns segundos – peça!!

– Não – gemi mais do que falei sentindo o pressionar seu membro contra minha virilha de uma forma que me fez arranhar suas costas com tanta raiva e desejo… a mesma raiva, o mesmo desejo que eu sentia ser dele em cada toque, cada beijo ..

– Peça – ele grunhiu antes de subir seu rosto até o meu e atacar minha boca sugando e mordendo meus lábios com ainda mais raiva

– Droga!! – bradei em meio aos beijos que ela me dava e então fechei minhas pernas em volta de sua cintura, seu quadril colidiu contra o meu me fazendo gemer alto conforme eu movimentava o meu para frente o fazendo quase me penetrar – entre em mim Jake – pedi forçando minhas pernas ainda mais em volta de seu quadril o fazendo me invadir de forma rápida – me faça gritar.. me faça esquecer tudo.. faça!

Ele rosnou contra meus lábios enquanto enterrava seu quadril ainda mais no meu, seus movimentos começaram de forma lenta o bastante pra me deixar louca, ele segurava minha coxa com força ao mesmo tempo que descia beijos até envolver meu seio com sua boca mais uma vez.

Toda aquela loucura tinha estranhamente dado lugar a intensidade e cada toque dele me arrastava ainda mais para o ápice. Eu iniciei movimentos também que de forma mais desconcertante possível faziam nossos corpos se encaixarem harmoniosamente. Ele gemia contra meu colo conforme eu arranhava e mordia seus ombros e nuca.

Eu não sabia quando tudo aquilo deixou de ser apenas raiva, desejo e saudade pra se tornar a prova mais concreta de quanto nós nos amávamos, no entanto quando pensei sobre isso não vi a menor necessidade de saber. A frase que viva repetindo que eu e Jake não éramos normais veio com o peso da mais absoluta verdade para minha linha de raciocínio, linha que não durou muito mais que isso, não quando ele investia em mim com tanta vontade, com tanta entrega.. seu pênis pulsava dentro do meu corpo e tudo que eu queria era mais.. muito mais.

– Jake – sussurrei em meio a gemidos que eu soltava sem se quer ter consciência – mais.

Eu o senti tremer com minhas palavras e sorri satisfeita por afeta-lo de forma tão clara. Suas estocadas se tornaram mais fortes e mais uma vez ele maltratava meus seios com sua boca me fazendo quase gritar. Apertei minhas pernas em sua volta o sentindo todo em mim, meu corpo arqueou de forma violenta conforme eu era levada para um mundo de cores e sensações.

– Jake – gritei um segundo antes de sentir seus lábios nos meus, ele arrasava minha boca ao mesmo tempo em que suas investidas ganhavam um “q” de selvageria e ele também se rendia.

– Ness – ele grunhiu contra meus lábios, gozando em meu interior me fazendo segura-lo com força a medida que eu sentia que poderia desmaiar em qualquer segundo.

Ficamos apenas tremendo um nos braços do outro esperando nossas respirações se normalizarem e tudo que importava era ele ainda dentro do meu corpo me deixando completa.

Ele subiu a mão que apertava minha coxa para o meu rosto mais uma vez enquanto tentava desvencilhar a outra dos meus cabelos molhados pelo suor, eu o encarei e sorri bobamente conforme ele aproximou os lábios dos meus e me beijou daquela forma quieta e calma que me fazia sempre ter a absoluta certeza do quanto ele me amava.

– Eu te amo – sussurrei pra logo em seguida me almodiçoar por faze-lo, os olhos dele ganharam um horror cada vez maior a medida que as palavras que eu tinha dito pareiam ser absorvidas por ele, seus braços se fecharam em minha cintura e ele saiu do meu corpo de forma brusca me colocando no chão logo em seguida ao mesmo tempo que eu gemia e tremia por inteira em reflexo.

– Ama? – ele gargalhou nervosamente ao levantar as calças se afastando de mim, eu fechei os olhos encostando minha cabeça contra a parede enquanto tentava fechar os frangalhos do meu vestido para cobrir a frente do meu corpo.

– Jake ..eu

– Jacob – ele grunhiu me encarando e eu pude ver que todo aquele ódio havia voltado.

– Jacob – me forcei a parecer fria – eu sinto muito.

– Sente?!!!! – dessa vez ele gritou se aproximando de mim para pressionar seu corpo contra o meu na parede – do que exatamente? – a risada amarga que ele soltou em meu ouvido me fez ter calafrios – de ter ido embora com outro ou de ter aberto as pernas de forma tão fácil pra mim?

– Jake!! – gritei horrorizada o empurrando pra longe de mim – você .. você não sabe o que diz!

– Eu não sei? – uma sobrancelha negra se arqueou em seu rosto que estava estranhamente divertido apesar de toda raiva contida – eu sei que você foi embora com outro cara e a menos que você queira fazer com ele o mesmo que fez comigo… gritar como uma vadia enquanto eu entro e saio de você não fazia parte dos planos.

– Vá pro inferno!! – grite saindo corredor a fora com ele atrás de mim.

– Eu já estou no inferno!! – ele segurou com força meu braço me fazendo encará-lo quando nos entramos no quarto que era meu – inferno que você me colocou.

– Vá embora – supliquei ao tentar me soltar, eu senti um bolo crescer em minha garganta a medida que eu reconhecia a dor nas palavras cuspidas por ele.

– Eu não vou embora enquanto você não me dizer por que!!

– Jake..

– Por quê?!! – ele gritou ao segurar meu outro braço me fazendo ficar de frente pra ele – por que você acabou comigo me diz.. por que?

– Jake.. – tentei mais uma vez sentindo o bolo crescer.

– Por que você me fez amar você? Pra que? Você fez eu me apaixonar por você, enlouquecer por você!!! E então você vai embora, você me destrói, você acaba comigo e nem se quer tem nada a dizer sobre? Por quê?!!! – as lagrimas que caiam pelo rosto dele pareciam adagas sendo uma a uma enfiadas em minhas entranhas, eu não suportei encará-lo de volta, consegui fugir de seus braços enquanto me segurava pra não chorar e abraçá-lo forte. Só mais 3 dias.

– Vá embora Jake ..

– Você estava realmente só acostumada? – ele me cortou e suas palavras eram as mais dolorosas que eu podia agüentar.

– Por favor.. – supliquei.

– Responda! – ele mandou ao limpar o próprio rosto parecendo revoltado consigo mesmo por ter demonstrado tanta fraqueza – responda apenas isso e eu vou embora.. pra nunca mias voltar – ele acrescentou num suspiro e eu senti o bolo em minha garganta me sufocar.

– Estava – respondi num fio de voz sentindo se aproximar de mim mais uma vez – eu só estava acostumada.

Ele parou na minha frente e esperou que eu o olhasse, quando eu o fiz pude ver as lagrimas voltando a encher seus olhos escuros, ele segurou meus braços mais uma vez se inclinando pra mim, eu o senti pressionar sua boca e nariz contra meus cabelos.

– Eu sempre vou amar o seu cheiro – ele murmurou contra meus cabelos, seus olhos encontraram os meus e então ele me largou – Adeus Renesmee.

Eu o vi saindo pela janela e enquanto minha alma gritava para que eu o impedisse meu corpo e mente ficaram apenas paralisados o assistindo se mover cada vez mais longe de mim, eu não senti exatamente quando minhas pernas cederam mais meu rosto estava contra o carpete vermelho do meu antigo quarto agora enquanto tudo se tornava escuro.

– Nessie? – a voz aveludada e preocupada do meu pai invadiu minha cabeça a medida que eu voltava a consciência. Eu abri meus olhos e o encarei brevemente antes de me sentar rapidamente na cama e me jogar em seus braços gelados chorando sem qualquer controle – sinto muito minha pequena.. sinto muito.

– Ele vai embora pai!! – foram as únicas coisas que eu consigui soltar em meio aos quase gritos que meu choro haviam se transformado.

– Shiiuu Nessie fique calma ele não vai embora – meu pai me balançava calmamente em seus braços me passando uma tranqüilidade que eu estava extremamente longe de sentir.

– Ele vai!! – me desvencilhei um pouco de seu abraço para poder olhá-lo – eu vi nos olhos dele ele vai embora pai!

– Não querida ele não vai.. Narciso saberia se ele fosse – o nome de Narciso me trouxe uma calma superficial enquanto eu encarava meu pai mais uma vez.

– Vocês já se falaram?

– Sim já… e apesar de ser eternamente grato ao que ele esta fazendo não poso negar o desconforto de ve-lo tomar todas as decisões e providencias para que minha própria família seja salva enquanto eu não posso fazer nada. – uma careta surgiu no rosto perfeito de 17 anos do meu pai fazendo meu choro ficar mias controlado.

– Temos que deixar ele cuidando de tudo pai se você tomasse qualquer providencia Demetri ou Jane saberiam na hora.

– Eu sei amor e é isso que você tem que saber também em relação ao Jacob.. ele não ficaria parado se soubesse de algo, ele colocaria todos os lobos de La Push nisso então tudo iria por água a baixo.

– Eu entendi essa parte – falei baixinho enquanto as lagrimas ainda escorriam pelo meu rosto e as lembranças de tudo que havia acontecido ali me faziam sentir dor e esperança ao mesmo tempo. Ele podia estar me odiando agora mais ele me amava e isso era eterno. Ouvi meu pai fazendo um som de nojo e o encarei encontrando seu rosto numa expressão horrorizada.

– Vocês.. certo – senti meu rosto esquentar enquanto ele parecia respirar fundo murmurando “eles são casados… eles são casados”.

– Desculpe – tentei quando ele me encarou sorrindo.

– Sua mãe esta voltando Nessie, por favor, lave o rosto e tente ser a filha desalmada que foi embora sem se despedir da própria mãe ok.

– Isso não tem graça pai! – protestei.

– Eu sei, mais a imagem de você e Jacob também não tem, então estamos quites – ele me largou e eu levantei da cama sem vontade alguma indo em direção ao banheiro.

– São só mais 3 dias – falei pra mim mesma criando a coragem que eu duvido que teria pra enfrentar minha mãe.

– Um pouco mais de 2 dias agora – meu pai sorriu mais uma vez da porta tentando me consolar – Já é quase madrugada e Narciso disse que esta indo tudo bem, seu futuro esta com cada vez menos possibilidades e isso parece ser bom na opinião dele.

Retribui o sorriso o vendo me deixar sozinha no quarto, troquei a roupa rasgada que ainda vestia por um pijama qualquer, lavei meu rosto e me pressionei a tornar tudo aquilo uma brincadeira, seria fácil, eu iria apenas brincar de filha má com minha me e minha família por mias 2 dias e assim eles não morreriam, como eu disse bem fácil. Mais poucos instantes depois minha mãe invadia o meu quarto com uma expressão que ia da raiva ao extremo alivio.

A primeira coisa que ela fez foi me abraçar muito forte e eu quase coloquei tudo a perder com isso. O apoio dela era tudo o que eu precisava agora, no entanto eu também deveria esperar o momento certo pra te-lo. Ela se separou de mim a tempo de eu colocar uma expressão vazia em meu rosto, a bronca, os insultos, as promessas que eu me arrependeria muito se fizesse algo daquele tipo mais uma vez, o horror que ela sentia por minhas atitudes em relação a Jake, tudo que minha mãe desmontou depois do abraço não conseguiam esconder a alegria e o alivio que ela mais do que tudo sentia e tentava mascarar.

Eu ouvi tudo calada, feliz demais para interromper até mesmo a bronca das broncas, até que meu pai conseguiu arrastá-la de lá dizendo coisas como ” o que esta feito esta feito Bella” ou ” não é ameaçando a menina ou a não deixando dormir que você vai fazê-la não ir embora se quiser, vamos deixa-la descansar” me fazendo sorrir brevemente depois que ela não estava mais ali e eu pude faze-lo.

Quatro horas já haviam se passado e eu não conseguia dormir apesar do cansaço e do sono que sentia, por mais certeza que meu pai havia dado ao dizer que Narciso sabia que Jake não ia embora, aquilo tudo ainda me atormentava, quando eu finalmente parecia me render ao sono senti braços quentes se fechando contra minha cintura por baixo do meu edredom me fazendo pular no lugar.

– Me desculpe – a voz rouca pediu enquanto a sua respiração bateu levemente contra meu pescoço, ele me puxou pra ele colando minhas costas em seu peito nu e eu instintivamente me remexi em seus braços até conseguir a posição mais confortável – eu não estava conseguindo dormir.

– Eu também não – respondi, e nada mais precisou ser dito enquanto eu era embalada pelo roçar do nariz de Jake em minha nuca, e da maneira mias perfeita que existia no mundo eu sentia meu sono chegar.

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