11. Convencendo

Uma sensação boa tomou conta de mim naquele mesmo instante, Narciso ainda falava alguma coisa mais eu não dava à mínima atenção as únicas coisas que ecoavam na minha mente eram o “ser apenas Ness de novo” e a esperança que isso realmente acontecesse, era alegria? Em muito tempo eu me deixei dominar pela alegria enquanto chacoalhava os braços de maneira nervosa e sorria sem controle algum, eu o teria de novo… teria o meu Jake.

– Nessie! – Narciso me chamou de forma mais alta segurando meus braços parando-os, assim de perto eu pude ver que ele realmente não devia em nada a beleza do meu pai, confesso ter ficado um pouco ofuscada meu pai era o homem mais lindo que eu ja tinha visto e eu acreditava piamente que ninguém seria tão lindo quanto ele mais o sorriso contido no rosto de Narciso agora o deixando ainda mias lindo me mostrava o contrario – eu sei que essa é uma noticia boa – ele continuou de forma calma ao soltar meus braços e se afastar – mais você tem que tomar cuidado e prestar bastante atenção no que faz de agora em diante.

– O que vai acontecer?

– Eles vão te pedir pra voltar.. – isso me deixou confusa eu.. espere

– Voltar? – isso não era apenas estranho isso realmente seria perigoso.

– Carlisle..

– O que tem meu avô?!! – pânico.. meu costumeiro acompanhante voltou gelando todo meu corpo

– Seu avô sempre foi considerado uma má influência Nessie e depois da historia de seus pais os Volturi..

– Não!! – gritei já entendendo a que ponto ele chegaria.

– Eu lamento mais para Aro vocês estão populares demais entre nossa espécie.. pra ele você são uma ameaça.

– Eles vão matá-los?

– Se você não me ajudar e se ajudar? Sim eles vão…

– Eles não podem.. eles .. eu não os ajudarei mais se eles fizerem isso,,, Aro sabe disso!! – o meu desespero já era latente eu estava berrando?

– Sim Nessie mais o que você não sabe é que você já os ajudou em tudo que eles precisavam.. eu era o seu ultimo trabalho… ou seja…

– Eles podem me matar também… – terminei a frase dele num leve sussurro chocada demais pra conseguir falar em uma voz clara.

– Não imediatamente – ele emendou – você, sua mãe, seu pai e sua tia Alice só morreriam se não cooperassem.

– Eu morreria de qualquer forma – falei amarga, enquanto ele balançava a cabeça em concordância – o que eu preciso fazer?

– Ter calma e… ser uma brilhante atriz também…

– Seja mais claro, por favor…

– Você terá que voltar até Aro e convencê-lo que tudo deu mais ou menos certo.. que..

– Que?

– Que você conseguiu me anular e que Nahuel conseguiu me exterminar também.. mais é ai que vem o grande problema..

– Qual problema? Diga!!

– Jane..

– O futuro que eu ainda vejo você perde a calma Nessie e a ataca..

– Como?

– Certo.. eu não vejo o futuro da mesma forma que sua tia.. quero dizer é da mesma forma .. dependendo da decisão da pessoa mais não do mesmo jeito. Alice precisa se concentrar pra ver alguém. eu só preciso fechar meus olhos e trazer aquela pessoas para o plano principal da minha mente..eu..

– Você vê a qualquer momento.. não é como visões?

– Exatamente. E no seu caso eu vejo tantas possibilidades cada uma passando com um flash por meus olhos rápidas demais.. isso significa que você agiria por instinto se claro eu não te alertasse agora.

– O que vai acontecer afinal?

– Jane.

Ele notou meu semblante de confusão e logo emendou.

– Jane não acreditara em você.. não acreditara que você conseguiu fugir já que Nahuel foi morto.

– Mais Nahuel não morreu ele..

– Ele foi morto Nessie, Diógenes meu guarda tratou disso logo que o levou daqui – um arrepio me perpassou junto com um sentimento que pude distinguir muito bem como vingança.. ele pagou pelo que fez e eu não lamentaria por isso.

– E como vou convencê-la que você o matou?

– Você nunca vai convencê-la, não se apegue a isso. você só precisa convencer a Aro e ai que vem alguns sacrifícios cruéis e terríveis mais que.. – ele abaixou o lindo rosto parecendo realmente frustrado com o que quer que fosse dizer – você dirá a Demetri para rastrear 4 criados meus que supostamente foram mortos por Nahuel na fuga.. isso convencera Aro.

– Você os matou? – minha voz me surpreendeu por estar ligeiramente embargada, eu não conhecia aquelas pessoas eu não conhecia Narciso e mesmo assim tudo estava sendo feito por mim eu nunca teria como agradecer ou lamentar pelo menos não o bastante.

– Diógenes – ele disse lentamente – ele teve a compaixão de fazer isso por mim.. – ele fez uma pausa e eu pude ver a dor tomar conta das íris vermelhas, ele realmente sentia por aquelas pessoas e isso só me fez nutrir uma admiração instantânea por ele – você só tem que fazer a sua parte e nao ceder as provocações dela não importando o que ela diga – ele me encarou de forma intensa – prometa por essas pessoas.

– Prometo – engoli em seco.

– Você já deve ir é o mais aconselhado, diga que conseguiu me render que Nahuel conseguiu me matar e diga dos servos humanos, Aro nunca questionara isso ele me conhece e sabe o valor que dou a eles e que nunca os sacrificaria para apenas enganá-lo.

– Então por que fez? – ele ignorou completamente minha pergunta isso me deixou ainda mais curiosa.

– É bom ver agora que seu futuro esta ficando com menos possibilidades – continuou – se tudo der certo ou não eles a mandarão pra casa amanha mesmo – meu coração pulou sem controle algum… AMANHA?! – quando você chegar em Forks seu pai já saberá de tudo por mim. eu também já estarei lá com alguns amigos que também já estão a caminho – ele continuava a falar e de novo eu prestava atenção em absolutamente nada, eu o veria amanha era só isso que ecoava em minha mente. eu não cederia a Jane.. não estragaria nada eu faria tudo certo por aquelas pessoas, por Narciso e por ele o mais importante. Não foi surpresa me sentir sendo chacoalhada uma segunda vez por Narciso – Nessie se você conseguir convencer os Volturi é importante que você não conte nada a ninguém quando chegar a Forks..

– Como? – a alegria estava me confundindo e eu já não entendia.

– Só Edward saberá que eu estou lá e que outros vampiros estão a caminho, se você contar a tod.. se você contar ao Jake Demetri que estará seguindo você também saberá..

– Ele esta me odiando agora – falei aquilo como motivo suficiente.

– Ele te odiar por mais três dias não fará diferença Nessie..

– Fará sim! – berrei – você não o conhece, ele não ficara longe sabendo que eu estou de volta ele fará questão de me mostrat o quanto esta me odiando eu não vou suportar isso eu…

– Nessie se controle – de novo seus braços me movimentaram pra frente e pra traz no meu eixo me mostrando que eu estava quase histérica? – eu entendo o quanto será difícil mais você tem que entender como vai funcionar as coisas, se você convencê-los eles te mandarão primeiro e virão 3 dias depois isso nos dara tempo!! Se você não os convencer eles virão junto com você se você contar ao Jake ou a sua mãe ele virão no mesmo dia e então sua família inteira morre!! – ele não estava sendo gentil comigo agora, suas palavras eram altas e claras pra que de uma vez por todas eu entendesse que tudo estava dependendo de mim, isso me deixou zonza – Desculpe dizer isso assim mais você tem que decidir: suportar o ódio dele por mais um tempo ou vê-lo morto poucas horas depois de contar.

– Não precisa ser assim – lagrimas finalmente surgirão me deixando ainda mais frustrada – isso tudo parece exagero demais, ficção demais, loucura demais..

– Isso tudo é a sua vida Nessie, a vida de uma meio vampira .. – ele se afastou sorrindo de forma contida – não faria sentido se fosse normal certo? – eu também sorri em meios as lagrimas vendo de uma vez por todas a ironia nisso tudo.

– Certo. Então.. – continuei num tom de cansaço – voltar para França e convencê-los que você esta morto, voltar para Forks e convencer Jake e todos os outros que eu somente não tenho alma mesmo é… eu acho que consigo – terminei com uma careta já lutando para que o medo não me dominasse.

– Seu futuro esta ficando cada vez com menos possibilidades Nessie tenha esperança.

– Eu tenho – respondi automática e surpresa para logo confirmar – sim eu tenho.

Ele sorriu pra mim mais uma vez daquela forma contida que observei ser sua característica.

– Agora vá eu preciso fazer alguns últimos contatos e já irei para Forks.

Eu também sorri pra ele me virando para ir embora enfrentar tudo aquilo de uma vez por todas, quando lembrei de refazer uma pergunta, a mais importante delas alias.

– Por quê? – ele parou o movimento de teclar no celular me encarando – eu sei que você é uma boa pessoa Narciso mais por que você esta me ajudando?

– Porque em uma das possibilidades da sua vida eu me vi diferente – ele desviou o olhar dirigindo-o para o céu, o sol ainda se pondo no horizonte podia ser visto facilmente pela grande janela. – eu me vi com ela Nessie, e gostei do que vi então se eu tenho que ajudar você pra conseguir finalmente alcançá-la é o que eu estou fazendo.

Eu apenas sorri pra ele de forma mais aberta e verdadeira, afinal sempre seria isso a mover tudo no mundo e aqui não era diferente… era só amor no final das contas.

Fiz o caminho de volta a França pensando meticulosamente em cada palavra que eu diria a Aro, eu teria que convencê-lo antes que ele pensasse em me tocar, cheguei à França em apenas 3 horas até o tempo que eu levei pra isso foi calculado para que demonstrasse o meu desespero.

– Nahuel esta morto. – comecei ao entrar na sala em que todos ocupavam.

– Ela esta mentindo! – gritou Jane pela décima vez acho, alguns minutos depois de eu ter explicado tudo.

– Jane querida não faz sentido isso tudo ser mentira – Aro para meu alivio falou de uma forma calma e despreocupada – Consegue ver os humanos Demetri – ele negou mais uma vez com a cabeça me fazendo comemorar o fato de não sugerir procurá-los, foi o próprio Aro que ao ouvir de mim que 4 servos humanos de Narciso haviam sido mortos exigiu que Demetri os rastreasse – Viu querida Narciso nunca mataria um humano.

– Para te engan..

– Nem para me enganar Jane não seja tola

– Talvez sim – ela insistiu – por que não trazemos o cãozinho dela aqui e o torturamos um porquinho, só assim eu acreditaria nela.

Meu sangue imediatamente ferveu escurecendo até mesmo minhas vistas, eu respirei fundo consciente de Aro avaliando cada reação minha, era obvio que ele tinha uma ponta de duvida também. Eu calculei em frações de segundos quanto tempo me custaria até chegar no pescoço daquela maldita mais me contive respirando fundo mais uma vez e girando para logo sair dali.

– Renesmee? – Aro me chamou me fazendo paralisar no lugar, ele não pode ter desconfiado de algo por Deus! – arrume suas coisas você ira para Forks.

– Como?! – finge a surpresa que ele esperaria que eu tivesse, eu estava surpresa sim mais era com a facilidade que tudo aquilo estava estranhamente sendo.

– Nós precisamos ir a Forks e você ira na frente, não preciso dizer que seus familiares não precisam saber que Nahuel a obrigou a fugir não é? – ele fez um movimento qualquer para enfatizar a obviedade do seu pensamento – Demetri a estará seguindo.. – sorri mais uma vez internamente – Demetri e … Jane. – ai estava o fato que deixava tudo difícil que eu esperava, nada seria fácil e não seria dessa vez que isso mudaria, disfarcei a minha real surpresa ao girar novamente e ir ao quarto no qual eles me deixavam, peguei minha mochila ou o que sobrou dela e voltei a sala encontrando Demetri e Jane já me esperando.

– Nós só precisamos que você os ocupe com sua volta repentina Renesmee… apenas isso – Aro fez questão de lembrar me fazendo suar frio.

Era um pouco mais de meio dia quando desembarcamos em Seatlle, meu coração dava pulos e voltas dentro do meu peito ansioso demais para obedecer as ordens que me cérebro mandava, ordens que diziam que nada daquilo adiantava se eu ainda precisaria esperar…

Demetri e Jane ficaram para trás nas florestas ao norte de Forks, – claro que percebi Jane me seguir por mais um bom pedaço ficando só apenas quando já estava a poucos quilômetros da cidade – enquanto eu decidia ir primeiro a casa de meus pais na floresta, seria melhor uma recepção com menos pessoas e seria ainda melhor ter o alivio que uma delas sabia de tudo.

Avistei a pequena casa estranhando o fato de meu pai não vir ao meu encontro, entrei pela pequena porta vendo enfim que a casa estava vazia, eu poderia ir até meus avós mais a cascata de perguntas que eu receberia lá me fizeram declinar de tal idéia então eu esperaria…

Fui pra cozinha em busca de um copo de água as vezes eu tinha que lembrar que tinha uma parte humana também, foi curioso, estranho e ao mesmo tempo confortante a espécie de força que eu comecei a sentir, não tinha lógica mais eu sentia algo se aproximando e essa força me fazia permanecer ali, foi assustador quando eu considerei de novo ir até meus avós mais meu corpo simplesmente não me obedeceu, então eu o ouvi lá fora e toda essa força fez sentido.. era ele.

Meus pés se moveram apenas para ir ao seu encontro, me vi correndo pelo pequeno espaço sem ao menos querer de fato correr, cheguei na porta da sala e parei e ele estava lá: coberto por uma simples calça de moletom com os cabelos mais desgrenhados do que eu já lembrei ter visto algum dia, seu peito forte subia e descia demonstrando a respiração descompassada meu corpo inteiro tremeu.

– Jake – sussurrei no único tom e volume que minha voz conseguiu escapar, ele me encarou em um segundo para no seguinte ja envolver seus braços em minha cintura me puxando pra ele de forma agressiva.. o beijo que se seguiu foi tão ou mais agressivo quanto, eu gemi automática a isso o deixando ainda mais violento e urgente. Eu não sabia onde meu corpo terminava para o dele começar estávamos tão colados, nossas bocas eram um mistura de línguas, chupões, mordidas, suas mãos tocavam todo meu corpo sem qualquer pudor fazendo as minhas ganharem vida ao espalmar seu peito com desejo.. fome.

Eu nem sequer pensava, era tanta saudade, tanta necessidade, tanto desejo que palavras não foram ditas e nem precisavam, minhas pernas enfim cederam o fazendo me arrastar até a parede do corredor, ele nos chocou contra ela fazendo minhas costas reclamarem de dor mais eu não me importei, não quando sua boca parecia engolir a minha e uma de suas mãos se fechava em torno de um dos meus seios com tanta força, eu corri minhas mãos por suas costas sentindo prazer ao ouvi-lo gemer com os arranhões que eu causava ali, ele se movimentou de forma displicente fazendo nossos quadris se chocarem diversas vezes, eu gemia alto em resposta o fazendo tremer, eu podia senti-lo já excitado contra mim e isso me deixou insana de uma vez por todas.

Sua boca desceu contra meu pescoço o machucando sem o menor remorso livrando assim meus lábios já doloridos, eu desci minhas mãos por seu corpo até tocá-lo no ponto exato ele gemeu alto movendo o quadril de forma rápida contra minha mão me fazendo gemer ainda mais, de forma lenta deslizei minha mão para dentro de sua calça o sentindo rosnar contra minha pele. Ele levantou o rosto me encarando mais uma vez para logo voltar a me beijar, sua língua me incitava e se insinuava em minha boca imitando os movimentos que ele sabia que eu queria que nossos quadris estivessem fazendo. Seus braços se fecharam mais uma vez em minha cintura enquanto eu era empurrada até a cozinha, meus braços o enlaçaram pelo pescoço arranhando sua nuca o fazendo me beijar ainda mais urgente, minhas pernas bateram contra duas cadeiras e isso não pareceu incomodá-lo já que ele me sentou na mesa da mesma forma, ele subiu suas mãos até o alto do vestido que eu usava o rasgando até a outra ponta..

Eu pude ver um breve sorriso em seus lábios ao me admirar apenas de calcinha, eu sorri também até ele me beijar de novo, suas mão puxando meu rosto para mais próximo para logo deslizarem pelo meu corpo descoberto.

Tudo era insano demais, quente demais e eu não conseguia ver nada mais perfeito, ele me puxou pra si me levantando da mesa para me encostar contra a parede mais uma vez. Ele me levantou em seu colo enquanto eu castigava seu pescoço com mordidas sem qualquer culpa, senti minha cacinha ser rasgada também e o meio das minhas pernas pulsou de forma quase dolorida por ele.

Foi cruel a forma lenta que ele deslizou a mão pela extensão de uma das minhas coxas até me tocar me fazendo gritar, ele investiu dois dedos contra mim sem qualquer cuidado e eu considerei perder o juízo em meio aos gritos que me escapavam, meu pescoço também era vitima dele agora e a minha única arma eram minhas unhas que cravaram seus ombros com vontade.

Eu já estava perto do limite e nem ao menos cogitei a idéia de conter os gritos quando eu gozei em sua mão de uma forma que nunca havia acontecido antes, meu corpo tremia muito enquanto eu o via levando os dedos que estavam em mim para a boca.. ele os sugou da forma mais devassa que podia ter feito e eu me vi pulsando mais uma vez apenas com essa imagem, eu o puxei pra mim não agüentando mais a distancia e o tempo que minha boca estava sem a dele.. sentindo o meu gosto em seus lábios .. eu gemi.

Ele iniciou mais uma vez um passeio de suas mãos por todo meu carpo me deixando marcas que eu sabia que ficariam, fui ajeitada em seus braços e sem qualquer vergonha levei minhas mãos de forma urgente até sua cintura baixando sua calça já o sentindo nu e duro contra mim, uma de suas mãos segurou com força minha coxa a separando ainda mais da outra, sua outra mão se enroscou em meus cabelos me trazendo ainda mais pra ele, gemi longamente ao senti-lo se posicionar em minha entrada e então tudo que ele fazia de repente parou…

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