Eu permanecia numa espécie de torpor agora, nada era registrado na minha mente, nada fazia sentido… na verdade eu eslava no nada agora, mais fui tirada dele por Nahuel.

– Não precisamos mais correr Renesmee, pare!

– Hã?

– Pare – repetiu segurando meu braço, nós paramos abruptamente e eu reconheci as ruas do subúrbio de Toronto no Canadá eu já estive ali com Tia Alice uma vez e outra com.. Jake. Minha cabeça rodou me fazendo me soltar de Naheul ao cambalear pra traz, a dor física que as lembranças dele me causavam eram nítidas, Nahuel parecia aborrecido quando falou de novo – Vamos eu vou chamar um táxi para que nos levem ao aeroporto.

– Certo – consegui sussurrar enquanto íamos para uma rua próxima mais movimentada.

Não demoramos a chegar no aeroporto, tudo passava tão rápido como um borrão, fui parada de novo por Nahuel antes que embarcássemos no avião, ele aparecia ainda mais irritado agora.

– É melhor você parar com isso – ele exigiu.

– Parar com o que?

– Com isso – ele gesticulou de uma forma apontado todo meu corpo – Aquele cachorro não vale tudo isso.

Minha cabeça deu um sonoro “click” com aquelas palavras ele pensava que era quem?

– Cala a boca!

– O que você disse? – ele tentou soar ameaçador mais eu não liguei eu não ligaria mais…

– Cala boca – eu repeti de forma mais alta fazendo algumas pessoas que estavam indo pra fila de embarque nos olhar com espanto, ele reagiu rápido segurando meu braço com força de novo mais como eu disse eu não ligaria mais, me soltei dele de maneira brusca – Pelo que eu entendi como os Volturi se deram ao trabalho de te mandar pra me buscar eu devo ser bem importante pra eles não? E sendo importante eu desconfio que você não tenha permissão pra encostar essas suas patas em mim, então vamos deixar as coisas bem claras idiota! Você me deixa em paz e eu não mando você pro inferno! E mais.. eu não quero ouvir se quer uma referencia ao meu Jacob nessa sua boca imunda!

Ele me olhou espantado enquanto eu também ia para a fila, a dor voltou pra, mim junto com as memórias do nome pronunciado dele.

– Qual é? Diga logo .. as 3 coisas que mais amo no mundo… – nós estávamos na sala da casa de meus avôs “aproveitando” a casa enquanto todos exceto tia Alice e tio Jasper estavam caçando, teoricamente meus tios deveriam estar cuidando de mim mais eles preferiam passar esses dias em Seattle e eu nem imagino o porquê.

– Por que essas perguntas bobas? – Jake me abraçava mais apertado enquanto começava a roçar seu nariz por meu pescoço.

– Não são bobas Jake – eu estava ofendida – são boas pra saber se você realmente me conhece!!

– Claro claro, hmmm você gosta do meu beijo – ele falou me virando de frente pra ele me puxando pela nuca de forma rápida e forte, nossas línguas já estavam enroscadas frações de segundos depois, eu estava meio tonta quando tentei falar…

– Convencid…

– Você também gosta – ele me cortou – hmm do meu beijo com chocolate – ele sorriu malicioso e vitorioso quando me beijou de novo.

– Eu te odei…

– E por ultimo você gosta do meu beijo.. com isso… – suas mãos foram lentamente subindo por minhas coxas por baixo do vestido enquanto ele me beijava mais uma vez, quando uma delas chegou no meio das minhas pernas eu dei um salto me soltando dele, pra variar ele riu..

– Idiota!

– Eu errei? – ele me perguntou inocente.

– Não – falei de maneira maliciosa – é só que eu preciso arrumar o chocolate agora – ele riu ainda mais enquanto eu ia saltitante até a cozinha.

Tudo voltou em foco de repente.. eu já estava sentada em uma poltrona qualquer no avião tentando me convencer que preicisava dormir, mais tudo estava explodindo na minha mente agora o tupor se foi o que restou era como um turbilhão de memórias dele….

– Ahhhhhhhhhhhh você me assustou! – gritei enraivecida.

– Você é uma meia vampira também me explique como não me sentiu? – seus braços passavam por minha cintura me levando mais pra perto.

– Eu estava pensando em você – cuspi pra ele ainda irritada.

– Ahh isso explica – ele riu me fazendo revirar os olhos – e antes que diga eu te odeio muito mais – não pude evitar sorrir.

– Claro claro – falei o imitando.

Tudo era tão real.. dolorosamente real, eu parecia sentir sua respiração, seu gosto, ouvir sua voz como se vivesse cada sensação de novo.. mais eu não estava vivendo.. não mais. Tudo que eu tinha agora era um futuro incerto horrivelmente ilustrado na figura de Nahuel sentado do meu lado enquanto voávamos para Paris.

Quando chegamos lá algumas horas depois, muita coisa não havia mudado ainda em mim, Jake parecia estar inserido no meu cérebro com uma mensagem do tipo “vai lembrar de mim a cada segundo” .. era o que acontecia .. eu nem sei se estava fazendo sentido pras pessoas em minha volta, eu só via ele..

– Já acabou? – ele estava atrás de mim olhando por cima dos meus ombros

– A supervelocidade é uma benção não acha? – ele revirou os olhos pegando uma colher na pia ali perto.

– Ei não!! – falei tirando a panela de chocolate derretido de perto dele.

– O que? A gente não vai comer? – eu me sentei em cima da mesa colocando a panela do meu lado, então peguei uma colher também e olhei pra ele do jeito mais safado que consegui..

– Vamos… claro que vamos .. mais digamos que – enquanto eu falava eu peguei um pouco de chocolate e o esparramei por meu pescoço, Jake me olhou de forma incrédula se aproximando de mim – digamos que será do meu jeito – então ele não esperou nem mais um minuto, atacando o meu pescoço logo em seguida.

Dei por mim de novo viajando em um carro por estradas de terra .. estávamos indo para o interior. Nahuel me olhava de forma aborrecida ele estava sentado ao meu lado quando reconheci um vampiro dirigindo o carro: era Felix um dos guardas dos Volturi.

– Por que não estamos correndo? – quis saber.

– Porque não é necessário nos exibir e é mais prudente viajar como um humano comum – foi Felix que respondeu com um tom seco na voz.

– Ah meu Deus qual é o seu problema!! – gritei ainda mais brava pra ele – sabe eu sei andar idiota!

– Você é tão carinhosa.. – ele disse de forma cínica.

– Olha aqui você me assustou e agora esta me carregando vá se catar com o carinho!!!

– Não é o carinho que eu quero catar – ele estava rindo?

– Sua perversão me deixa entediada.

– Serio? – eu bufei e revirei os olhos enquanto ele me colocava no chão.- Quer dizer que eu posso ser pervertido a vontade que eu não te afeto? – eu não tinha dito aquilo… mais eu estava querendo irritar, eu tinha sido irritada, eu briguei com meu pai hoje, Jake não tinha culpa (ou tinha) mais eu só queria descontar em alguém, sobrou pra ele..

– Sim ó grande rei da perversão é exatamente isso – falei de maneira mais entediada que consegui.. ele lançou um olhar maldoso pra mim, muito maldoso alias eu fiquei ligeiramente com medo – O que vai fazer?

– Vou ser pervertido – ele falou piscando enquanto me empurrava contra uma arvore

– Jake!!

– Você disse que não se afetava eu só quero testar isso – então uma de suas mãos já estava tirando meu sutiã, eu suspirei pesadamente quando ele apertou meus seios de uma forma possessiva por baixo da minha blusa – Hmm o que um pervertido diz nessas horas? – ele falava enquanto me prensava ainda mais contra a arvore, eu pude sentir todo seu corpo colado ao meu. Droga!

Quando o carro enfim parou nós entramos numa espécie de vinhedo, a casa logo apareceu depois de algumas arvores era grande e muito linda mais com certeza muito antiga também, era nítida sua necessidade de reparos, Naheul me levou rapidamente para dentro não me deixando sequer ver como era a tal casa, ele apenas me levou quase correndo ao andar de cima me trancando em um dos quartos.

– Fique quita aqui eles vão chegar logo.

Então era isso? Trancada num quarto esperando os Volturi chegarem.. eu só pedia que eles realmente não demorassem, mais nada é como a gente quer que aconteça, uma semana havia se passado e as lembranças de Jake ainda invadiam minha cabeça sem permissão, eu tentava me concentrar em qualquer outra coisa para que isso não acontecesse mais eu já começava a considerar que isso era impossível.

– Isso foi realmente bom – eu apenas suspirava ainda tentando me acalmar. Ele me sentou em seu colo rindo de leve contra meu pescoço.

Estávamos agora nus e sentados no chão da cozinha da minha vó enquanto terminávamos o chocolate.

– Já que estamos no clima de perguntas – ele começou.

– Não sem mais perguntas – eu o cortei rindo.

– Esta com medo? – ele também estava rindo – eu juro que não vamos terminar nus dessa vez

– Nos já estamos nus! – gargalhávamos os dois apenas felizes demais – mais certo vamos fazer assim: cada um diz o que gosta ou não gosta no outro de cada vez.

– De onde você tira essas coisas?

– Ahh não seja chato – mostrei a língua pra ele – eu começo! Eu gosto do seu corpo – voltei a gargalhar ao ver um espanto e ofensa fingidos no rosto dele.

– Eu tenho sentimentos sabe e cérebro também, não sou só um corpo gostoso.

– Mais eu não falei que você era gostoso.

– Mais eu sei que sou gostoso! – ele continuou de maneira convencida me fazendo gargalhar mais – e eu amo suas pernas – ele ilustrou o que dizia passando suas mãos por elas, eu tremi.

– Sem terminar nus de novo lembra?

– Certo, humm eu não gosto quando você esta calma demais..

– O que?

– Você é humm meio estressadinha amor então quando fica calma é porque eu ‘to realmente ferrado – ele terminou a frase com uma careta, eu daria risada se não tivesse ficado ofendida.

– Eu não sou estressadinha! Você que é idiota! – ele me encarou com uma cara do tipo “o que foi que eu disse” então só me restou rir – tá eu sou estressadinha. E eu não gosto do jeito que você trata a Leah!

– Ei pode envolver terceiros nisso?

– Eu não estou reclamando dela estou reclamando de você!

– Tá bom ta bom. Eu amo o jeito que você dorme.. às vezes eu acho que você vai me sufocar de tanto que fica agarrada em mim mais isso é bom.

– Eu amo o seu abraço.. é o melhor lugar do mundo! – me apertei mais a ele.

– Eu amo seu mau humor – ele riu me fazendo rir também.

– Eu amo o seu jeito Jake você é a pessoa mais justa, honesta e direita que eu conheço.

– Eu não sou tudo isso.

– Sim você é ..tudo isso dentro de um corpo gostoso! – gargalhamos mais uma vez, era fácil demais estar com Jake, fácil e extremamente necessário.. eu não saberia viver sem isso.

Eu estava sobrevivendo agora.. sobrevivendo literalmente das imagens e sons dele que me perseguiam: ora seu sorriso, ora sua voz, ora a sensação de estar em volta dele. Eram as únicas coisas que me faziam acordar ou respirar, todo o resto não me fazia mais sentido. O que era comer? Ou falar?

– Eu vou ter que te ensinar o que dizer? – ok agora eu estava provocando.

– Ness Ness é bom não provocar um pervertido! – ele descia com sua boca por meu pescoço eu já estava arfando?

– Você não esta sendo muito pervertido até agora! – foi a gota d’agua eu sei.

– Você tem razão! – ele disse, então de repente minha blusa foi rasgada ao meio,,, ele praticamente rasgou minha calça jeans ao tirá-la de mim também, minha calcinha foi rasgada logo em seguida, ele me levantou contra arvore me fazendo enlaçar sua cintura com minhas pernas, um de seus dedos me invadiu sem aviso – Sabe como um pervertido diria … eu vou… comer você Ness… inteirinha – meu ar faltou, os movimentos de seus dedos se intensificaram em mim – se bem que – ele começou de novo – eu não preciso disso preciso? Preciso dizer o que vou fazer?

– Não – respondi gemendo alto – sem mais brincadeiras Jake, por favor.

– Por favor, o que? Acho que é sua vez de ser pervertida.

– Merda! – soltei

– Você irritada só fica mais deliciosa!

– Então faça logo! – gritei mais brava ainda, ele estava me levando ao limite com seus dedos mais eu queria mais..

– Fazer o que? – ele continuou com o joguinho agora chupando meus lábios.. me torturando. Eu devolveria na mesma moeda: eu me estiquei o segurando forte descendo sua calça com minhas mãos quando alcancei seu ouvido.

– Me prove Jake… – eu o mordi – me coma…

Ele tremeu sob mim então sua mão deixou o meio de minhas pernas e eu o senti me penetrar de forma brusca me fazendo gritar, ele me devorava literalmente com sua boca enquanto aumentava seus movimentos eu não conseguia falar ou raciocinar apenas deixava os gemidos e gritos escaparem livres ao mesmo tempo em que minhas unhas arranhavam sem dó suas costas largas. Não demorou muito para que tudo explodisse, eu e Jake estávamos tremendo e arfando como loucos contra uma arvore qualquer no meio do nada.. era perfeito.

A espera enfim acabou em um dia qualquer, eu havia perdido a noção de tempo também? Batiam com força na porta do quarto agora me fazendo levantar da cama na qual eu estava jogada…

– Renesmee. – meu sangue gelou com aquela voz pois não era qualquer uma, ela era fina e infantil… era de Jane, ela entrou graciosamente pela porta me encarando de uma forma que beirava o nojo – sem exercito de vampiros, sem cachorros .. venha vamos conversar de verdade,

Nós descemos silenciosamente as escadas da casa entrando numa grande sala que seria para as visitas, justamente nela estavam Felix, Demetri, Alec, Aro e mais alguns vampiros fazendo sua guarda foi então que percebi que isso não se tratava de mais um capitulo com todos os Volturi, tudo era um plano exclusivo de Aro, isso me assustou.

– Olá Renesmee – ele começou amigável como eu me lembrava.

– Olá – respondi, era a primeira vez que falava em dias minha voz saiu embolada e falha.

– Desculpe por isso – ele continuou parecendo sinceramente sentido – nos desculpe por lhe separar dos seus mais foi preciso.

Eu poderia xingá-lo, alias a raiva que borbulhou em mim agora me berrava pra fazer exatamente isso, mais eu me contive sob o olhar vigilante de Jane.

– Desconfio que ainda esteja confusa por isso tudo?

– Um pouco – o sarcasmo escapou junto com minhas palavras fazendo Jane me encarar de forma enraivecida.

– Eu lhe direi tudo querida mais primeiro me deixe toca-la por favor – ele estendeu suas translúcidas mãos em minha direção enquanto eu era dominada pelo pânico, eu não queria que ele visse todas as minhas lembranças, eu não queria que ele visse Jake e tudo o que tínhamos vivido.

– Você também é incrível .. corajosa, teimosa, sincera tudo no corpo mais perfeito do mundo – ele terminou a frase subindo com suas mãos lentamente pelas laterais do meu corpo me lembrando que ainda estávamos nus – e eu sou louco pelo seu cheiro – ele completou descendo com seu nariz o roçando em meu pescoço.

– Vamos pra cama – pedi manhosa enquanto movi bem devagar o meu quadril sobre o dele, ele nem sequer considerou a idéia direito me levantando rapidamente em seus braços – ei o chocolate! – consegui gritar, ele voltou alguns passos me deixando pegar a panela de chocolate do chão.. estávamos rindo e nos beijando como bobos enquanto ele subia as escadas correndo.

Aro pareceu não notar meu pânico ou fingiu fazê-lo, segundos depois Nahuel estava atrás de mim me empurrando na direção dele, Aro segurou meu braço por alguns minutos até se afastar com uma ligeira expressão de espanto.

– Quanta intensidade – foi a primeira coisa que ele disse – vejo que você e Jacob estão tão ligados como seus pais estão, isso é adorável.

– Não fale de Jacob – gritei em reflexo

– Oh minha querida é impossível não cita-lo quando eu tenho toda sua vida sob meus olhos. É uma pena que nada mais se repetira… é uma pena

Eu não vi nada a partir daí, eu só lembro que estava indo em direção a Aro pra fazê-lo engolir aquelas palavras falsas de lamento e no segundo seguinte meu corpo se contorcia em dor.. mais aquilo era tão.. tão comum, não era novidade sentir aquilo… nos últimos dias, era apenas o meu normal

– Sabe isso foi interessante – ele me desceu cuidadosamente de seu colo não me deixando apoiar todo meu peso, eu não conseguiria mesmo – mais por que você estava tão irritada?

– Meu pai – suspirei – ele estava implicando com você… como sempre.

– Hum se ele visse o que aconteceu agora a pouco, por exemplo, implicância seria uma dádiva.

– Jake! Não brinque com isso – ele riu divertido com a idéia.

– Uma hora teremos que contar Ness já estamos casados há três semanas..

– Eu sei e eu vou mais não agora.. agora eu quero um beijo – fiz um biquinho junto com as ultimas palavras, ele me olhou ainda mais risonho

– Não vai ser só um beijo.. e você sabe disso..

– Sei? – me fiz de desentendida ao enlaçar meus braços em seu pescoço.

– Anhaann – ele apertou minha cintura com suas mãos quentes, eu estava rindo também.

– Certo eu sei, então… o que esta esperando?

– Exatamente nada..- e sua boca cobriu a minha novamente, eu amava isso, amava beijar Jake, alias eu sempre amaria…

Tudo ainda doía quando ouvi Aro ao longe.

– Jane querida acho que já chega…

– Ela iria atacar você – ela respondeu de maneira ensandecida e a dor se foi, pelo menos a que Jane me causava.

– Ela não tem consciência do que pode fazer Jane, ela ainda não é perigosa..

Eu ainda estava no chão quando ouvi aquilo, o que eu posso fazer afinal? Nahuel mais uma vez se aproximou de mim me levantando de forma rude. Aro me olhou como se estivesse ansioso para a pergunta que ele sabia que eu o faria…

– O que eu posso fazer?

– Você? – ele parecia realmente encantado agora, encantado e empolgado como uma criança – você pode fazer tudo querida .. tudo o que eu quiser.

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