2. Quase feliz

Quantas vezes eu sonhei com seus lábios? Imaginei como seriam seus beijos? Fantasiei com seu gosto? Quantas horas, dias… tempo eu ocupei em somente pensar como seria.. como seria eu e Jacob Black? E agora eu vejo que nada, nada mesmo que eu havia sequer imaginado pode se comparar. Tudo bem, eu não reclamaria afinal, eu poderia conviver com isso facilmente.

Ele se inclinou pra mim de uma forma tão devagar que me fez considerar se ele queria me torturar ou prolongar o que estava pra acontecer, eu podia sentir suas mãos apertando cada vez mais minha cintura uma delas subiu pela lateral do meu corpo pousando em meu rosto, eu sentia seu hálito quente contra minha pele, ele roçava de leve seus lábios nos meus e então ele os tocou de uma forma tão delicada e doce, sua mão fazia e refazia todo o caminho do meu rosto e eu me senti adorada, venerada. Isso me emocionou.

Mas.. isso não bastaria certo? Ele separou sua boca da minha pra deslizar com ela pelo meu pescoço, a mão que estava no meu rosto vagarosamente foi para minha nuca e a que permanecia em volta da minha cintura me puxou de uma forma no mínimo violenta para mais próxima do seu corpo. Lambia… sim agora ele voltava para minha boca lambendo meu pescoço, me fazendo tombar a cabeça para um dos lados lhe dando mais espaço, quando nossas bocas se juntaram de novo, não havia mais delicadeza ou doçura apenas urgência.. desejo. Ele forçou cada vez mais os lábios nos meus fazendo com que eu os partisse, minha boca foi invadida rápida e bruscamente.O beijo dele era forte, suaa língua alcançava cada mínimo canto da minha boca, sua mão segurava minha nuca com selvageria, sua outra mão me apertava, me puxava, me alisava subindo cada vez mais por minhas costas por baixo da blusa.

Eu não estava prestando muita atenção no que acontecia em volta, só me dei conta que estava contra uma arvore quando ele nos fez bater ruidosamente nela, me pressionando nela, minhas mãos que até então permaneciam inertes em seu peito ganharam vida. Subi uma para puxar seu cabelo, para fazê-lo se inclinar mais pra mim, a outra permanecia em seu peito… apertando… alisando, eu também não estava sendo gentil. Minha respiração era inexistente eu não respirava, não pensava, eu apenas queria que não parasse. Ele deixou minha boca de novo resmungando baixinho, coisas que eu nem me dei o trabalho de entender, eu apenas aproveitei o tempo e enchi meus pulmões de ar, mais… eu queria mais.. queria mais Jacob Black, mais de sua língua quente e macia… forte, mais de suas mão me apertando, me incitando. Ele pareceu ouvir meus pensamentos, os beijos que ele distribuía pelo meu pescoço ganharam mais força, mais vontade, e logo estávamos arfando de novo.

Jake se colou ainda mais em mim (se isso é possível), e tudo que eu sentia em meu redor era Jake, a mão que ele ainda me segurava pela nuca deslizou para minha perna levantando-a, fazendo com que eu a enroscasse na perna dele. Sua boca voltou pra minha mordendo meu lábio inferior me fazendo apertar ainda mais os seus cabelos e a cravar minhas unhas em seus ombros. Ele rapidamente colocou sua coxa entre minhas pernas como que para me levantar ou me sustentar, a mão que estava nas minhas costas repuxava o fecho do meu sutiã, ele lambia e mordia de leve meu queixo e meus lábios e isso não era o suficiente, dessa vez fui eu que invadi a boca dele com minha língua, insinuando.

Ele me entendeu de novo desistindo do meu sutiã, me apertando com uma das mãos pela cintura enquanto a outra ainda apertava minha coxa, eu não sei como descrever isso e nem quero, eu apenas prefiro sentir, sentir todo o desespero dele, desespero por mim. Sua língua já não era tão cuidadosa, outra vez ele devorava minha boca ao mesmo tempo em que sua coxa iniciava movimentos que friccionavam o meio de minhas pernas. Meu gemido foi alto e infelizmente a velocidade que ele se afastou de mim também.

– Eu… eu… Deus – ele olhava pra mim de uma forma confusa envergonhada – Nessie me perdoe – dizia ele maltratando os cabelos com suas grandes mãos.

Espere Nessie? Onde estava o Ness e por qual motivo infame ele parou?

– Jake? – desencostei-me da arvore, eu ainda estava arfando, minha voz estava tremula e não pude evitar duas malditas lágrimas descerem pelas minhas bochechas – O que foi?

– Eu.. – ele também estava com a respiração descompassada e com marcas nos ombros e no peito. Ele olhou seriamente pra mim agora, seus olhos estavam duros… frios – Eu… não posso – disse ele simplesmente, correndo logo em seguida pro meio da floresta, me deixando ali… sozinha, com um inconfundível gosto de rejeição na boca.

Me encostei de novo naquela bendita arvore, meus olhos ardiam, as lagrimas já caiam livres pelo meu rosto.

– Jake – era a única coisa que eu conseguia dizer em voz alta e em pensamento, confusão nublava minha mente. Por quê? Fechei meus olhos e assim podia senti-lo em minha volta de novo, seu calor, seus beijos pelo meu pescoço… seu gosto. Mais eu estava decidida. Eu não iria ficar aqui sofrendo enquanto ele voltava feliz e tranqüilamente pra casa, apesar da lembrança de sua confusão e de seus olhos quererem me dizer que ele não estaria tão tranqüilo assim, eu ignorei, me levantando e enxugando meu rosto, deixando assim a raiva me consumir. Quem aquele idiota pensa que é?

Eu estava correndo, quase chegando em casa agora, limpando minha mente para que meu intrometido pai não visse nada, quando senti uma pessoa correndo ao meu lado, parei bruscamente por causa do susto.

– Droga tia! Tem que chegar assim do nada? – meu coração tinha acelerado isso era patético eu parecia uma criança sendo pega fazendo travessuras. Alice levantou uma perfeita sobrancelha me questionando.

– Como assim do nada? Eu fiz até muito barulho se quer saber, você que esta distraída – ela me avaliou de novo, me olhando fixamente aquilo me incomodou – Ahhhhhhh – ela gritou de repente – Agora entendi minha visão.

– Que? – visão? Do que raios ela estava falando? Ela não podia me ver, ela esta realmente louca isso sim, sem contar o psicótica.

– Nessie, amor você já se deu uma olhada? – ela riu da cara confusa que eu fiz – Como vou dizer? Você esta todo amassada desde os cabelos até sua blusa, que meu Deus parece que não foi rasgada por pouco!! Ah e sua boca esta bem inchada. – agora ela estava gargalhando, ótimo!

– Eu.. eu..- meu rosto estava queimando, se ela queria me envergonhar ela conseguiu. Deus será que eu ‘to assim mesmo? Sem o menor jeito eu comecei me tatear constatando que realmente eu estava toda amassada, soltei um pequeno gemido de dor ao tocar meus lábios, aquele maldito me machucou.

– Como foi? – ela perguntou saltitando ao meu lado – me mostra? – sua cara de suplica me irritou.

– Eu não vou mostrar!! – berrei

– Por que não? Não é como se nunca tivéssemos falado sobre isso Nessie – ela cruzou seus pequenos braços fazendo um biquinho pra mim. Ela estava brava?

– Falar é uma coisa mostrar é outra Tia, pelo amor de Deus! – gesticulei impaciente, ela não me faria mostrar, por favor.

– Isso é tão injusto – agora ela estava triste, como eu disse ela é psicótica – falei tantas vezes de como era eu e Jazz pra você, ou você esqueceu que é pra mim que você vem perguntar sobre essas coisas? Que sou eu que ajudo você sempre. Sua ingrata. – ela disse sentida.

Eu iria me odiar por isso, não na verdade eu iria odiar Alice por isso, mais de uma certa forma ela estava certa, quantas vezes eu pedi a ela pra descrever como era beijar? Ou tantas outras coisas, apesar do fato dela ser louca e psicótica, vale sempre ressaltar, ela era a pessoa que mais me entendia na família, eu tinha que ser grata, da forma torta dela, mais eu tinha. Levei minha mão para seu braço direito, ela o estendeu pra mim ansiosa e eufórica e então deixei minhas lembranças do beijo de Jake serem passadas pra ela.

– Uau!! – foi a primeira coisa que ela disse assim que eu acabei seus olhos estavam bem abertos como se estivesse espantada – Uauuu – ela repetiu

– Você só sabe dizer isso? – eu estava irritada com Jake, com ela, tudo claro uma fachada pra que eu não caísse no choro ou desespero, eu era realmente patética, quem eu queria enganar?

– Desculpe Nessie mais é que.. uauu.. uauuu mesmo! Pelo começo eu pensei que vocês seriam água com açúcar, mais depois definitivamente.. uaaauuu.

– Grrr, ta ok eu já entendi!! – cuspi as palavras.

– Sabe vocês ainda vão se acalmar. No começo eu e Jasper também éramos assim, claro não tão violentos.. mas…

– Tia.. por favor.. – gemi.

– Ahh entenda eu estava curiosa, ok agora diga o que aconteceu depois que ele se separou daquele jeito… e na melhor parte que idio-

– TIAAA!!

– Argh odeio esse seu lado falso puritano sabia? Dona-eu-quero-que-o-Jake-me-note, você parece a sua mãe, se bem que sua mãe assumia mais essas coisas sabe seu pai que fazia o falso puritano na verdade.

– Eu realmente não quero saber da vida sexual dos meus pais, obrigada, e ele foi embora.. – essa ultima parte foi quase sussurrada.

– Como assim foi embora? – ela quis saber – aconteceu algo com o bando ou coisa parecida?

– Não ele só foi embora mesmo – e pra variar as lagrimas voltaram, Alice logo me abraçou, passando seus braços por minha volta.

– Ah não fique assim Nessie, o Jacob é um grande idiota mesmo.

– Eu sei, mas eu… espere me deixe – eu estava chorando agora, então me desvencilhei de seu aperto frio, eu precisava me recompor – Que visão você entendeu tia?

– Er.. seu pai, ele estava indo pra La Push e ele realmente ia matar o Jake.

Meus olhos saltaram pra fora, meu ar faltou. Eu tropecei até encostar numa arvore, uma dor que eu nunca sequer imaginei tomou conta de mim em só pensar que isso realmente pudesse acontecer. Não, não… não poderia.

– Mais tia você não pode ver Jake – eu lembrei quase suplicando.

– Ai que esta Nessie. Eu só consigo ver o quanto seu pai esta decidido a mata-lo eu não consigo ver se ele vai conseguir.

– E como você pode dizer isso pra mim! E COM TANTA CALMA! – eu estava desesperada? Legal, Nessie! As lagrimas aumentaram.

– Ugh! Você é realmente louca por ele, credo! Tem muitas decisões no meio disso ainda pra eu ter certeza que seu pai vai conseguir mata-lo, por isso a minha calma. – dessa vez ela respondeu realmente brava, ela odiava quando a gente insinuava que ela não se importava mais com as coisas só porque via elas antes.

– O que eu faço?- perguntei tentando me recompor mais uma vez, mais a imagem que se formou de Jake morto na minha cabeça me causava uma dor física.

– Agora? Caçar com sua linda, esperta e adorável tia – eu revirava meus olhos pra ela – e depois não pensar nele. Não pense em Jake amor, se seu pai ver isso ai, nossa! Jake esta morto.

– Da pra parar de falar isso!! E eu não quero caçar, obrigada – eu já estava em pé novamente, mas as lagrimas ainda caiam a dor ainda estava em mim, eu nunca entendi o que me ligava a Jake, eu só sabia que era tão forte como o que ligava meus pais, mais essas reações instantâneas e fortes a ele estavam me assustando.

– Você precisa caçar Nessie. Amanha vai fazer um mês desde a ultima então se não formos, você começara a sentir dor – foi justamente ela terminar de falar eu senti a leve queimação da sede em minha garganta “Leve por enquanto” suspirei, eu não era como o restante deles que precisava caçar uma vez por semana e em grande quantidade. Devido a insistência de meu avô e mãe eu me forcei a viver de comida humana precisando caçar apenas uma vez no mês e em pouca quantidade, apenas pra que eu não tivesse dor. Além disso, eu sempre precisava de ajuda. Eu não era tão forte como eles também, então sempre tinha que caçar acompanhada – E sabe, é bom irmos eu estou bem disposta, e você aproveita pra se acalmar e organizar seus pensamentos… você não quer que minha visão se realize hoje quer?

– NÃO! – ela me convenceu, já estava correndo quando virei pra ela – vamos logo.

A caça foi tranqüila, dois sevos e pronto, eu já estava satisfeita por mais um mês. Os dias que se arrastaram foram imensamente dolorosos, chatos e entediantes.. ora eu fugia do meu pai e sua insuportável habilidade.. ora eu escapava das perguntas extremamente preocupadas de minha mãe.. ora eu estava querendo me jogar de uma ponte pelas comemorações de tia Rose afinal, o “pulguento” havia sumido.. ora eu evitava Seth porque eu não queria ninguém defendendo o Jake pra mim.

Era tão confuso, havia raiva em mim, frustração, eu estava revoltada e depressiva ao mesmo tempo. Foi o nosso primeiro beijo!! Ele não via a importância? Eu era ou não a droga da impressão dele? Foram três dias jogada no meu quarto, o ouvindo andar lá fora na forma de lobo, como se eu não soubesse que era ele. Como se eu não o reconhecesse em milhas.

Minha única distração nesses dias foi exatamente a humana que eu queria evitar. Jenny percebeu que eu estava diferente mas não me perguntou, ela só tagarelava e tropeçava em tudo como sempre.

– Sabe Tampinha você tem que relaxar um pouco – Seth mais uma vez insistia numa conversa – Não é fácil pra ele também.

– Vai pro inferno! – sibilei

– Tampinha é… – lancei meu melhor olhar assassino – ok, Nessie isso é serio, se coloque no lugar do Jake um pouco certo? Você era um bebe e de repente você estava com uma camisola finíssima se esfregando nele!!

– SETH!!!

– Desculpe eu tinha que ser sutil? Ahh qual é estou sendo realista. Ele te via como um bebe.. essa coisa de impressão é bem confusa sabe.. você era o bebe que ele amava mais que tudo, a criança que ele morreria pra proteger e de repente você é uma mulher e ainda o provoca!! Nessie você não é uma das mais boazinhas, entende.

– Ahh, legal! A culpa é minha agora… obrigada Seth me sinto bem melhor – meu rosto estava vermelho, mais não pude evitar o sarcasmo.

– A culpa não é sua, mas você tem que facilitar pra ele e compreender Nessie, ele te ama demais.

– Ele me deixou lá Seth no meio do nada.. sozinha – as lágrimas começaram .. maravilha!! – eu já tenho 16 anos eu também o amo!! Então me explica por que esse drama todo?

– Não é drama, Nessie – eu tentava me controlar e parar de chorar mais não conseguia e uma irritação também começava a borbulhar em mim – há um ano atrás você era uma menininha pra ele e do nada vocês estavam se esfregando e gemendo numa arvore!!

– Eu quero a sutileza sabia?

– E ainda tem a promessa ao seu pai.

– Pro inferno com meu pai!!!

– Ele prometeu ao seu pai que só teria algo com você quando você fosse oficialmente adulta, não importando se você se desenvolve rápido, ele teria que esperar até os seus 18 anos. Esse era o trato.

– Porcaria de trato…

– Você é tão infantil..

– Quer saber Seth? Vá você ficar com Jake, já que o entende tanto!!

Droga, droga, droga! Agora tinha brigado com Seth também!! Quem seria a próxima vitima?

– Hey Nessie!!

– Oi Jenny – meu desanimo ainda era palpável

– Sabe eu evitei fazer isso nesses últimos dias.. mais o que aconteceu com você? Parece triste.. não gosto disso.

– Fui rejeitada. – falei de uma forma seca e que terminasse com aquela conversa, ela engoliu em seco ficando um pouco sem graça, tive pena dela, eu havia sido grossa, mais eu realmente não queria mais falar sobre isso.

Mais dois dias se passaram. E eu estava ficando louca!! Certo ele até poderia me rejeitar mais ficar sem me ver.. a dor voltava pra mim.. forte, e só aumentou quando eu ouvi Jake e Serh lá fora como lobos caminhando em volta da casa.

– Renesmee!! – meu pai me chamou.. e lá iríamos nós pra mais uma sessão de perguntas pra descobrir o que a Nessie tem? Ouvi Jake se distanciando da casa, ele estaria indo embora? Me deu uma vontade louca de ignorar meu pai pular a janela e ir atrás dele, mais eu não fiz, não seria eu a pedir desculpas primeiro. Não mesmo.

– O que foi? – desci as escadas numa velocidade humana, meu tédio e depressão eram tantos que nem vontade de usar minhas habilidades vampiricas me restava.

– O que há com você amor? – minha mãe foi a primeira a falar.

– Nada mãe.. como sempre – suspirei cansada daquilo tudo.

– A pergunta certa Bella, é o que Jacob fez?

– NADA! Ele não fez nada! – Ótimo Nessie! Se sobressalte e de a ele a certeza que o idiota de quatro patas fez algo..

– Alice – meu pai sibilou e logo minha tia estava na nossa frente olhando calma e desafiadora para meu pai. Quanto a ela eu estava tranqüila, ela não me entregaria – O que houve entre eles, Alice? Ela está assim desde que voltou da caça com você.

– Pelo que sei não houve nada – a cara dela era tão inocente que até eu teria acreditado, se o problema não tivesse ocorrido comigo.

– Certo você esta a encobrindo.. mas – meu pai levou a mão à cabeça como se estivesse com dor – o que Seth esta pensand…

Ele não terminou a frase, nem precisava, eu sabia. O idiota do Seth deve ter ficado nervoso lá fora por causa da conversa e com certeza acabou pensando na ultima coisa que ele deveria, eu o mataria por isso quando o encontrasse. Mais no momento eu estava mais em pânico, a imagem de Jake morto voltou a minha mente com força me atordoando. Meu pai rosnava e xingava na minha frente.

Eu não posso dizer que vi como as coisas aconteceram, só sei que quando dei por mim eu já estava entre uma janela e meu pai, em posição de ataque rosnando como eu nunca havia feito na vida. Ele se assustou com minha reação, todos se assustaram, na verdade, até eu mesma me assustei, se bem que eu não estava pensando muito no momento só era instinto e nada mais.

– Nessie, sai da minha frente – meu pai mandou.

– Não! – sibilei como uma voz que nem reconheci como minha, ela era forte, fria e mais grossa pelos rosnados que a acompanhavam.

– Sai da minha frente!!! – dessa vez ele gritou.

– NÃO! Ele é MEU você não vai machucá-lo!!!

– Renesmee, por favor.. Edward, por Deus, pare com isso. – era minha mãe, mais aquilo não me abalava eu não estava raciocinando. Eu só conseguia fixar ainda mais meus olhos no meu pai, a ameaça que ele era para mim agora.

– Jasper!! – era Alice que berrava agora, e tudo que eu fazia era calcular quanto tempo eu levaria pra chegar ao pescoço de Edward, foi quando eu o ouvi de novo lá fora, Seth com certeza avisou a ele. Eu mataria Seth duas vezes agora. Edward rosnou alto na minha frente se colocando em posição de ataque também.

– Saia daqui!! – Eu gritei ainda com a voz estranha – Saia maldito, sai daqui!! – pude ouvir claramente uma espécie de tossida de total desdém, Edward rosnou furioso em resposta a minha frente. – Não ouse – sibilei olhando Edward nos olhos, sentindo um ligeiro alivio ao ouvir ele se distanciando de novo lá fora. – já disse ele é meu! Pra machucá-lo vai ter que me machucar primeiro.

Com essas palavras e com a calma que meu tio Jasper forçava no ambiente agora, meu pai pareceu acordar, ele balançou a cabeça num gesto de decepção e se afastou indo para um canto da sala. Eu não voltei ao normal tão rápido assim, foi necessário minha mãe e Alice se aproximarem pra que eu saísse de minha posição. Quando eu voltei a mim estava meio confusa e aérea.

– O que diabos aconteceu aqui afinal? Edward!! – era minha mãe de novo.

– Você não vê Bella? Ela reagiu como se ele fosse parceiro dela!! Ela.. já o vê como parceiro dela!!!

– Como?

– Bella você não lembra de seu treinamento com Kate? – era tio Jasper que explicava – lembra que só começou a funcionar mesmo quando ela ameaçou Edward? Seu parceiro.. nos humanos o instinto de proteger os parceiros já é enorme e nos vampiros isso pode ser levado à quinta potencia. Nessie nem sequer raciocinou ela só reconheceu uma ameaça e.. se comportou.. como fêmea que é. Foi incrível o fato dela ainda ter conversado, mandado Jake ir embora, na maioria das vezes as fêmeas só atacam – ele estava assombrado.

– Ela poderia ter atacado Edward? – era pânico na voz de Bella agora.

– Eu não faria isso… – sussurrei envergonhada, eu estava aninhada no colo de Alice agora.

– Sim você faria. – meu pai retornou para o meio da sala e gritava comigo me fazendo abaixar minha cabeça chorando pra variar – Eu vi!! Eu vi você calculando como me matar, Nessie!!

– Pare com isso Edward! – Rose começou – ela não estava raciocinando. Você mais que ninguém deveria entendê-la.

– Eu não entendo como uma menina de 6 anos pode se considerar companheira de alguém! Isso para não usar palavras mais chulas como fêmea.. o que mais?

– Eu não tenho 6 anos DROGA!! Eu tenho 16 pai. 17 se você quiser e estou cansada disso. Cansada de vocês me vendo como criança!! – eu estava de pé, berrando e tremendo pelo nervoso – eu lamento o que aconteceu, mas.. eu já disse a você EU AMO ELE!! E não é a porcaria da minha idade que vai mudar isso!! Ele é a minha Bella pai!! – pude ouvir minha mãe fungando nesse momento, se pudesse ela estaria chorando – Lamento pelo que você viu na mente do idiota do Seth, não que eu me arrependa daquilo, pelo contrario, mas nem adianta isso tudo. Ele não me quer!!! – as lagrimas já não me deixavam ver direito – Ele não me quer… então seja feliz pai, eu não vou ser a parceira ou fêmea de ninguém!!!

Saltei pela janela mais próxima eu só queria correr e chorar. O que isso estava virando? Eu não entendia.. pra mim parecia tão simples eu e Jake.. simples. As lágrimas cessaram um pouco, eu estava cansada e parei em qualquer lugar eu não queria pensar ou ouvir nada, eu queria ficar… no nada. Mais lá estava ele, gigante peludo e avermelhado na minha frente, eu não o encarei só me forcei a dizer as coisas que eu precisava no momento.

– Jake… se você me ama.. vai embora.

Ele bufou pra mim, não deve ter gostado de como eu coloquei a frase. As malditas lágrimas voltaram

– Jake.. por favor, pelo meu amor por você – ele resmungou baixinho como se chorasse também – vá embora..

E ele foi.. e eu fiquei ali sozinha de novo com um “Fique, por favor,” de fel preso na garganta.

Quando eu acordei no dia seguinte, meu pai estava saindo do meu quarto, foi ele quem me trouxe de volta, com certeza. Mais dois dias se foram.. nem a escola eu fui, eu só queria ficar na cama lamentando a droga de semana que eu estava tendo.. e me perguntando como que aquilo tudo aconteceu tão de repente? Talvez eu entendesse o que Seth queria dizer.. foi tudo muito rápido. Já era noite de novo, eu o ouvi lá fora andando em volta da casa como sempre, então adormeci logo que sai do banho. Quando acordei, ele estava pulando minha janela..

– O que você pensa que esta fazendo? – eu queria gritar mais não saiu nada além de um sussurro.

– Entrando no seu quarto oras e… – ele parou ao olhar pra mim, seguindo o olhar dele, me percebi apenas de calcinha e sutiã semi enrolada no lençol da minha cama, corando como louca eu ajoelhei no colchão puxando o lençol até estar toda coberta – certo… certo – ele parecia ter levado um soco, ou coisa parecida, meio zonzo, lerdo.. – e aproveitando para pedir perdão Ness.

Apesar do olhar triste e sincero que ele me lançou, eu ignorei, virando meu rosto para a parede.

– Se for só isso pode ir embora..

– Ness, por favor..

– Por favor, o que Jake? Já está perdoado pode ir…

– Eu preciso te explicar algumas coisas também..

– Explicar o que exatamente? – me virei pra ele o encarando.. grande erro, como sempre ele estava com o peito nu quente e convidativo pra mim, seus cabelos estavam bagunçados pela corrida e os olhos… me vi presa neles, no brilho que eles tinham. Antes que eu começasse a sentir falta de ar desviei o olhar da parede que ele estava encostado pra continuar – Que eu deveria ter mais calma com o pobre Jake? Que eu não deveria seduzi-lo porque afinal eu ainda sou uma criança? Se for isso. Não gaste sua saliva, eu já sei e..

– Esqueça as idiotices que o Seth falou – ele me cortou – ele tenta ajudar mais só fala besteiras.

– Então o que é a coisa certa Jake? Qual é a porcaria da verdade?

– A porcaria da verdade é que eu amo você – ele parecia irritado agora – mas isso não é novidade. Eu amo você desde que você nasceu, você era apenas um bebe quando mudou minha vida Ness, e eu me acostumei a isso, me acostumei a centrar minha vida num bebe. Eu não reclamaria. Eu , como o Quill, estava disposto a esperar anos até te ter de verdade, até a começar a te olhar de outra forma, mas as coisas não podem ser tão fáceis certo? Você tinha que ser desse seu jeito doido crescendo rápido.. rápido demais..

– Vai dizer que a culpa é minha também?

– Me deixe terminar, estou eu convivendo com você, te vendo crescer, mais mesmo assim não conseguindo ver de verdade, no fundo eu tinha receio que você só fosse crescer fisicamente, então não seria legal eu apaixonado por uma menina de 6 anos com corpo de 16, mas você não é assim e mesmo não sendo eu continuei não querendo ver.. e ai veio ano passado .. aquela maldita camisola.. sua pele macia, seu cheiro… – não deu pra evitar vários arrepios que subiram pela minha espinha com as palavras dele – e agora eu te desejo tanto, Ness que como eu disse, eu tenho medo do que eu quero fazer com você – meu coração já estava acelerado, minha respiração já começava a ficar falha – e esse medo tem razão agora, Deus, Ness nós estávamos quase… quase.. no meio da floresta encostados numa arvore!!

– Eu não estava reclamando! – falei olhando pro teto pra não encará-lo.

– Não fale isso, por favor – ele se desencostou da parede fazendo um pequeno circulo com seus passos, enquanto maltratava ainda mais os cabelos – Certo, acho que já estou controlado agora, essa semana longe me ajudou de alguma forma, não que você seja menos irresistível, mas..

– Eu? Irresistível? – comecei a rir histericamente – eu estou de calcinha e sutiã na sua frente Jake, se fosse como você falou, porque eu ainda estou aqui e você ai tão.. longe? – provoquei.

– Por que eu ainda não agarrei você? Como estou louco pra fazer?

Assenti corando de novo.

– Acho que é pro bem da minha sanidade Ness, e do meu pescoço.. e pro seu bem também.. as coisas estão indo muito rápido.. eu não quero que você se arrependa..

– Eu nunca me arrependeria. Não seja idiota!! E sanidade? Pfff quem precisa dela?

– Não provoque Ness, por favor, esse controle é por você também..

– Eu não quero o seu controle!! Eu quero você!!

Ele pareceu hesitante, meu coração se alegrou pra logo entrar em pânico de novo, ele estava negando com a cabeça ao olhar pra mim.

– Você não sabe o que diz..

– Não sei? – desafiei – O que eu não sei Jake? Pelo que eu lembre não era só você que estava beijando há uma semana atrás. – arrepios voltaram a subir por minhas costas com as lembranças.

– Ness – ele suplicou..

– Eu quero você, Jake.. – meu rubor parecia não afetar a minha decisão de deixar as coisas bem claras, eu levaria outro não com certeza, mais eu estaria leve – Quero suas mãos pelo meu corpo, eu quero sua língua invadindo minha boca – parecia que dessa vez não era só eu que me arrepiava com as lembranças, ele parecia estremecer a cada palavra minha – quero sua respiração batendo no meu pescoço.. eu quero seu cheiro em mim Jake.

E a hesitação voltou pro olhar e pros gestos dele.

– Ainda não.. Ness ..nós podemos esperar não podemos? – nem ele tinha certeza do que dizia, e isso era constrangedor e óbvio.

– Eu amo você!! – gritei antes que ele pulasse pela janela. Ele parou olhando pra mim com um enorme sorriso.

– Eu sei.. mais ainda não, Ness entenda

– Fique.

– Você sabe que é impossível..

– Me abrace antes de ir, pelo menos.. – tentei uma última coisa que me ocorreu talvez não desse certo.. mas como Alice me disse uma vez “Não custa tentar” – eu senti sua falta Jake.

– Um abraço? – ele perguntou considerando a idéia, eu confirmei com a cabeça mais ele ainda parecia em duvida.

– Jake é só um abraço!! Não é como se eu fosse te agarrar ou coisa parecida! – e lá estava minha irritação mais uma vez.

– Você só esta de lingerie Ness, tenha compaixão por mim – a irritação foi embora, eu estava rindo agora.

– Uuuhh então eu coloco medo em um lobisomem? – eu estava divertida.

– Terror seria a palavra mais apropriada. – a cara de desdém que ele fazia só me fez rir alto de novo, tentei me controlar um pouco.

– Só um abraço Jake, você é controlado lembra?

Se eu estava provocando? Sim eu estava. Quando ele se aproximou de mim se rendendo ao meu pedido eu abandonei o lençol segundos antes que nossos corpos se colassem, foi como uma carga elétrica passando por nós, Jake suspirou pesadamente tombando sua cabeça até ficar na altura do meu pescoço e então ele começou a beijá-lo, eram beijos leves e doces, nada comparados ao que trocamos há uma semana atrás, mais isso não deteve os arrepios e a excitação que eles me causaram.

– Jake, estamos em casa – eu estava me xingando por isso, mas em alguns instantes, e isso eu podia sentir, nós não seriamos mais delicados então todos ouviriam!!

– Quem esta com medo de quem agora? – ele sussurrou de uma maneira mais rouca que o normal próximo a minha orelha, eu ainda estava ajoelhada na cama e ele começou a me puxar pelos cabelos pra que meu pescoço ficasse mais exposto, ele também me apertava pela cintura me fazendo arquear.

– Jake seis vampiros moram aqui – ele me dava pequenas mordidas desde minha orelha até minha clavícula. Ele não ia se controlar? Me perguntei, talvez ele não estivesse exagerando, talvez eu realmente fosse tão irresistível pra ele quanto ele era pra mim – é deles que tenho medo.

– Hmmm – ele parou tudo e se afastou de mim, eu olhava atônita pra ele, meus cabelos já estavam bagunçados, com certeza eu já tinha varias marcas pelo pescoço e eu estava arfando como louca – Vou embora então – ele deu aquele sorriso que me fazia suspirar e começou a andar até a janela.

– Não se atreva!!! – gritei, ele virou com uma cara de inocente como se não tivesse feito nada, eu estava louca pra socá-lo.. não primeiro eu beijaria ele depois eu socaria – volte aqui agora!! Você não vai me deixar assim!!!

– Assim como? – o rosto dele estava malicioso agora e como esperado eu senti minhas bochechas arderem – sabe seus avós, seu tio Emmett e a loira burra foram caçar – ele estava se aproximando de mim agora, meu coração acelerou – Seus pais estão na casa deles – ele me enlaçava pela cintura de novo me tirando da cama, me fazendo ficar em pé na sua frente – Alice e Jasper ficaram pra cuidar da casa.. cuidar de você – ele lambeu minha orelha junto com a ultima palavra me fazendo gemer e apertar seus ombros – só que ao me ver por perto Alice teve uma súbita vontade de passear.. então seja boazinha Ness, e me diga… assim como?

– Louca… – suspirei

– E o que mais? – com uma das mãos ele estava se livrando do meu sutiã, mais uma vez sua boca já maltratava meu pescoço.

– Excitada – gemi com uma de suas mãos acariciando meu seio, o calor dele me fazia querer mais…

– Algo mais? – ele sussurrou contra minha pele tentando ser divertido mais eu percebia a sua respiração também estava pesada e falha.

– Querendo você, Jake – eu disse próxima ao seu ouvido me esticando, fazendo nossos corpos colarem ainda mais. Foi a vez dele gemer. E então como se não suportasse mais aquele joguinho ele me beijou, forte, brusco e intenso como há uma semana atrás, me segurei fortemente a ele com medo que minhas pernas cedessem enquanto ele nos deitava na cama.

– Jake – chamei me esforçando ao maximo pra que saísse alguma voz, eu ofegava enquanto ele descia beijos pelo meu pescoço chegando aos meus seios me fazendo arquear pra ele – só diga que não vai parar, por favor.

Sua boca já estava colada em minha orelha de novo.

– Shhh, Ness nem que eu quisesse, eu conseguiria agora – tentei beijá-lo mais ele me parou colocando sua mão em meu rosto – além do mais eu quero provar uma coisa..

– Que coisa? – perguntei ofuscada por sua outra mão que fazia círculos em minha coxa. Ela alcançou minha calcinha me fazendo prender a respiração. E foi pressionando o corpo ainda mais no meu, me arrancando mais um gemido, que ele encostou os lábios mais uma vez em minha orelha lambendo-a e sussurrando…

– Você…

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